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Hoje vejo a vida por outro prisma. Até há bem pouco tempo, gostava de poupar. Com os juros ia vivendo. Hoje não os tenho. Pensei muito e andei preocupada sem saber como fazer, para não gastar o que me dava segurança para o dia-a-dia. Depois de muitas voltas dar ao assunto, cheguei à conclusão que tenho que fazer as contas de maneira diferente. Não sei quanto tempo vou viver, mas fiz uma estimativa e depois de fazer milhentas contas, mais ou menos de quanto preciso para gastar no tempo incerto de vida, em que posso andar direita e correr, subir escadas, sair à noite, tomar um café, ir de vez em quando a Espanha, ou seja viver com saúde e força, vou gastando as poupanças de uma vida em comum com o meu Marido. Tristes tempos inseguros sem futuro, nem calma. O homem estraga e nunca tem a culpa. Quem paga somos nós os tristes, que criamos os filhos, gastando a juventude e a plenitude da vida a abrir caminho para eles. Como eu milhares ou milhões, neste momento estamos em terrenos movediços, sem termos algo para nos agarrar e não cair na lama da solidão e velhice. Triste mundo, triste vida, que nos cortou a serenidade de ter o resto da vida sossegada. Mas, é como disse, outro olhar, outra maneira de encarar as vicissitudes, é a solução. E como diz o ditado, Deus é quem manda. Tenhamos esperança e Fé. Outros estarão muito pior que eu, sem calor no inverno, sem um abraço de carinho, sem saúde, arrastando-se penosamente para parte nenhuma. Não sei como conseguiram estragar em tão pouco tempo o simples viver e o que tínhamos de bom. Antes os pobres sorriam e á sua maneira eram felizes, com o que tinham. Havia entreajuda, sem invejas, ódios, ou perversidade. Hoje só falsos profetas, rotulados de políticos, cada um com o fito de se promoverem. E são os direitos do homem, solidariedade, rendimentos mínimos, tribunais pomposos onde a justiça está na mão de uma só pessoa, O Juiz. Emaranhado de ministérios que empurram os problemas uns para os outros. É um faz de conta que enjoa. Se mandasse acabava com muita coisa. Antes com muito menos mandões vivia-se melhor. Podem chamar-me o que quiserem, não me importo. Acabo só a perguntar, se alguém num super- mercado não paga uma ninharia vai preso. Quem roubou e muito anda de chauffeur e morre sem ser julgado. Mais nada digo. Quem hoje anda com cartazes a exigir, tudo para os jovens, amanhã vão pagar. É a minha vitória. Tapam a vontade de ser ricos á custa de quem trabalhou, mais os meninos de esquerda. Coitados, nem sabem o que lhe vai cair em cima.
Porto,29 de Março de 2016 Carminha Nieves
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Poeta
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Las tragedias tienen como sombra, como asa, la tristeza… desgarradora, ruin, desoladora y, por algún enlace terrible, siempre consigue… provocar orfandad en el alma, ojos perdidos, secos de tanto llorar, extraviados, buscando la vital esperanza entre escombros, en el agua…
Harteras saetas impregnadas de miedo, angustia, vuelan entre ondas, y torrentes, y súbito fuego, también se esconden y atacan desde el hambre, entre las armas del irracional, del mercenario, los destrozos empiezan gangrenando ilusiones, exterminando sueños y soñadores púberes…
Cómo no reventar de impotencia, de furia, por no interpretar con toda la celeridad posible, los perversos suplicios de la naturaleza, del odio, cómo evitar encrespar las manos áridas de paz, cómo conseguir dibujar con restos de ternura aunque sea una mueca de sonrisa que resista…
Cómo no conjugarlas bajo el mismo gris manto, de destrozos, dolor, muerte, de fríos números, de terribles imágenes volcadas como bofetón, lacerando hasta las lágrimas el yermo anhelo… cuitas viles, ponzoñosa tristeza, siguen perdiendo, nunca alcanzarán la infinita vida que nace y crece, siempre lo hará… como emerge la esperada aurora.
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Neste mundo, nesta Terra, Há tanta, tanta guerra, Mas todas elas diferentes. Há a guerra pelo poder. Há a guerra pelo dinheiro. Há a guerra no desporto Para tentar ser o primeiro. Mas não há melhor guerra Do que a guerra do amor Que já vem das noites os tempos. Para Adão e Eva... Talvez fosse passatempo! É uma luta corpo a corpo, Num bailado de felicidade. As armas? são os olhos que brilham Como espadas cintilantes, Lábios que se entrecruzam Entre dois seres amantes. Dois corpos jamais cansados De lutar como guerreiros Pelo amor aprisionados... Felizes prisioneiros! No fim dessa luta de amor Nossos corpos abandonados, Descansando alongados Nesse campo de batalha Que não era que uma cama, Recebemos como medalha Um fósforo, que nos deu a chama Para acender nossos cigarros. E entre duas auréolas de fumo, Minha mão tomou teu rumo Indo acariciar o teu corpo; Fechas-te os olhos, de conforto Ao sentires minha carícia. Nossos corpos transpiraram. Nossos corações suspiraram Num suspiro de trovador. Então, senhores das guerras Enterrai as espingardas Até que elas deem flor.
A. da Fonseca
SPA Autor nº 16430
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Te has ido demasiado lejos y ya no logro verte, te perdí la pista en el último adiós que tus ojos gritaron, y yo sigo dando vueltas en el cuarto abierto que frecuentábamos todas las noches antes de cruzar nuestras almas en suspiros tan abismales como el amor mismo. Siento miedo cada vez que tu ausencia me envuelve con la manta de las cosas que luchamos por tener y no tenemos. Siempre dijiste que la vida era dura, y yo corría tras globos de colores con una venda invisible en los ojos y sonreía mientras el mundo me veía fijo. ¿Sabes? No es tan malo después de todo, y sólo hay que llorar algunas noches y fingir reír algunos días, sólo hay que dejar pasar la vida y sólo no hay que dejar que nadie se entere. Tú sigue diciendo adiós, que yo seguiré corriendo.
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Poeta
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A vida me espera, não sei de que forma... Sei que não sigo a norma dos acontecimentos.
Sou feito de momentos, de sonhos e de rimas. E transpiro os climas de chuva, sol e ventos.
Então não tenho "um tempo"... Tenho todos dentro de mim. Se para alguém sou ruim,
para outrem eu sou bom. A minha "norma" é assim: dançar conforme o tom.
A.J. Cardiais 11.08.2011
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Quando a brisa da manhã acaricia meu rosto, Traz com ela as tuas palavras, os teus beijos Que guardo comigo até chegar o sol posto E durante a noite são a razão dos nossos desejos.
Com o chegar da Lua, nossos corpos se prateiam. O nosso quente ninho brilha de tanto amor Os nossos lábios, de contacto eles anseiam O nosso leito começa a preparar o esplendor.
O esplendor de uma noite de loucura louca Com murmúrios de promessas na nossa boca E a cumplicidade entre o teu e o meu coração
A volúpia viciou a nossa cama e o nosso quarto Beijando os teus seios e o teu corpo nunca farto De sentir o meu corpo te acariciar de paixão
SPA Autor nº 16430
Alberto da Fonseca
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VIVER NO NADA
Quando passo nas ruas da cidade Vejo essas crianças perdidas Muito longe da felicidade E muito mais longe da vida.
Vagueiam de esquina em esquina Onde não existe a moral Vão sofrendo a sua sina Vitimas de um destino brutal
Crianças que vivem no nada Que viajam no vazio, Numa longa caminhada Nesta terra incendiada Onde o calor nos dá frio. Trocam o corpo por dinheiro Para poderem viver Não é vida com braseiro Mas sofrimento traiçoeiro Que jamais poderão esquecer.
Para eles , os dias são sem Sol. As noites nunca têm Luar. O futuro é mar sem farol, É tudo escuro no seu olhar.
Esses lobos, que na noite rodam E que as exploram com desdém Decerto não se recordam Que foram crianças também.
Leia mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=266970 © Luso-Poemas
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ENCAJONADO... (Cuento)
Más allá de lo visible te encontré, reflejo, inmerso en medio de la intensa acción del tiempo imaginado, insólito, inesperado; Así que en esa caja confiadamente se revelan los secretos. Y sólo a quién con esfuerzo y talento creativo, sabe leerlos, y lee a fondo.
___ Las palabras resonaban en su memoria. Caminaba con lentitud. Después de haberse interesado y ver la nota sobre el viejo libro. Público y sensible. La desesperación le dio fuerzas; Iniciando una dura lucha por comprenderlo. Una sombra ociosa que estaba a su lado, asustada por su aspecto meditabundo, dejó escapar su vacío sobre el piso, escapándose como una niebla tímida.
___ ¡Oh!. Es una historia difícil de contar. Tenía él una sonrisa en la frente, el tren nocturno se preparaba para dormir, el aire caminaba con paso rítmico, y de sus manos fluía un líquido agridulce. Quedó quieto en la obscuridad y esperó. Se desprendió de su piel y nadó entre las nubes. A lo lejos, una bulliciosa metrópolis brillaba con la promesa en los labios, y un vientre anunciando que tendrían una vida mejor. Su punto de partida fue el equipo de propagación de los estragos para todo aquel que no quisiera cooperar con su desgracia. En los casos más desafortunados el éxito es la regla.
Y las motivaciones para perder no son casualidad. ___ Pensaba en lo que sería sin su ayuda. El problema es que sólo una minúscula parte de las plantas pueden ser domesticadas, y la economía es otro factor que solo los animales más salvajes entienden, por el bienestar de las mariposas que se han dejado amaestrar, en las vitrinas emplomadas. Tomó asiento, esperando que la inspiración le cayera del techo, con un piloto, cámaras y mapas enrollados en una voluntad de acero; lo cual no es una hazaña despreciable, después del haber desaparecido los mamuts y mastodontes, además de las especies de hienas, buitres y chacales en las oficinas cercanas.
Sin embargo. Un espejo, viéndolo repentinamente, lanzó un grito leve y desapareció en seguida. Maravillado, un pez contemplaba el rostro de las olas. Durante unos breves momentos el tiempo dejó de correr, dándole ánimo y consejos. Era joven, tenía poco más de quince años, la luz del amanecer acuoso le dejó la boca seca. Las pausas se hacían más y más frecuentes. Al caer, abrían un boquete negro en el espacio y desaparecían bajo la capa de nieve... Había olvidado cuanto llevaba ahí, no mostraba ninguna emoción, ni tampoco parecía entender lo que pasaba. Se acercó al escritorio y colocó suavemente su fantasía bajo el sombrero. Los recuerdos saltaban sobre la mesa. Con un zapato en la mano sintió la presencia que lo cubría tibiamente. Delgada y fina como un velo, sonreía sin hacer ruido.
__¡No es nada!. Unas cuantas miles de esperanzas rotas y el futuro boca abajo dejará de ser tartamudo. Pero... Si usted quiere el suyo mudo, aquí lo tiene también. Muchos han recibido la orden de volver al cielo y pueden escoger su tumba. Yo ya no oí lo que dijo, pues en cuanto me vio trepó por la escalera y se ocultó en aquella caja.
Autor: Joel Fortunato Reyes Pérez
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O gato observa o tempo... O que será que ele pensa? A porta está aberta, porém está chovendo.
O gato está observando a chuva caindo. Ele deve estar esperando a chuva passar.
Ele quer passear... Perambular pelos telhados. Acho que ele quer namorar.
Os gatos são folgados: à noite saem para namorar, e de dia estão cansados.
A.J. Cardiais 18.05.2011
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É noite amor... Depois de tanta chuva, a casa está fria... Minha vida está vazia sem você.
Eu só queria adormecer para deixar de pensar. Não consigo mais sonhar... Meus sonhos sumiram.
Quando estou sem sonho, é uma tortura ficar relembrando os nossos momentos, pois sei que eles não voltarão. Também não consigo sonhar que isso possa acontecer.
É noite amor... Estou escrevendo isto, mas não vou enviar pra você... Vai adiantar em quê?
A.J. Cardiais 30.04.2011
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