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Oh malevolencia, turbio manto de plumaje suave, traslucida incisura que guía mi alma al escabroso quebranto, traidora apóstata del sentimiento puro
mi vacilante espíritu tiembla turbado, mientras el badajo agrio golpea resonando sobre mi esencia cómplice..malevolencia
sutil malevolencia que germinas etérea sobre mi mente, derribando por la fuerza del encono el equilibro y la ecuanimidad ...malevolencia...malevolencia
creado 10/04/2017 Catriel Cuestas Acosta
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Poeta
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PATARATEROS Si sí nos condena el polvo de las cañerías, Con las alas que se hacen bancos al perder los floreros fragmentados. Fueron ciertas las nieblas. Aún vive una alfombra en la hojarasca que olvidó todos los hilos y las estepas aunque ninguna mariposa.
Las tardes, los tordos tardos, engalanan, azucarados, hortalizas, dispersas, y el escombro con un alfiler de sal arrodillando al sol entre botellas derretido.
Porqué así embairíamos al peine carcomido entre frutales desprevenidos con arrobo de espejuelos cada nieve que mantiene acalorada el rubor en la orilla simples minutillos hechos astillas banderolas para vampirear impávidos esqueletos y óleos turbios.
Habiendo embaído al viento arenosos péndulos inclemente cada vez más arrogante inepto.
Yo sólo a la nada espero. Ve y embaíd al mismo diablo. Como se adueñan acobrados los gusanos abalconados en bancarrota aftosa.
Así como embaísteis con ensueños los muslos de las monedas que siembran ambiciones y visiones en despoblado.
Con aquello de embrionar fracasos y desgajar maderas al martillo enlagunándose y desclavando hoyos y mañanas.
Con aquello que hubieron embaído Salpicando descarados cada rostro arrastrando rabo y colmillo uña y gatillo alborotados y algodonosos.
Autor: Joel Fortunato Reyes Pérez.
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Poeta
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Tu sonrisa tiene el don de la brisa Acaricia mi piel erizando mi alma Tiene el color del mar y el calor Del verano, que sonroja mis manos
Acariciando tú pelo, te siento temblar Y para mi es un consuelo, saber que Me amas y que yo te contengo Mi cuerpo se alegra con solo tenerte
Mi corazón se hace fuerte al oír Un te quiero, perdido en las sombras De aquel árbol viejo te tengo a mi lado Y para mi es un milagro, porque tú eres joven
Y yo ya soy viejo, camino mis últimos días Tomando tu mano, diciendo te amo No sé cuánto tiempo tendré, pero seguro Me iré, feliz por haberte amado.
Por Conrado Augusto Sehmsdorf (Kurt)
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Poeta
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Cuando muere un amor ¿En dónde es que se le entierra? porque debo enterrar a uno que aunque aún no ha muerto, estoy apunto de matarlo... aunque sea sin decirlo literalmente...
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Poeta
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Hoje estou num dia daqueles... Daqueles que o poeta sabe: quando o poema quer invadir, mas não cabe.
Meus olhos seguem o movimento da maré, embora eu esteja no asfalto. Penso bem alto para rimar minha fé.
Sambo sozinho e descalço, pra sentir o drama no pé. Dizem que a solidão apavora, mas não a mim.
Acho até que a solidão não é tão ruim. E justamente agora, estou me sentindo assim: solitário.
A.J. Cardais 06.07.2014
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Poeta
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En algún rincón de uno de tus paisajes, una fuente apacible y cantarinas aves… instantes después del alba, te acogerán, para darle reposo a tu paso, aliento… y muchos más motivos a tu inspiración, para que sigas cantando, sigas creando.
Con certeza mucho de ese paraíso… ya lo escribiste, has una paleta más de odas, y con metáforas, los sustantivos fuertes, las adjetivaciones, la musiquita suave, tu apego a la métrica, obséquianos otro sublime paraje del exuberante universo, que desde tu mano, tu corazón entregue, para extasiar y ser pan de nuestro espíritu.
Buen viento poeta, tu creación es nuestra, en ella no te has ido… estás aquí y ahora, sigues siendo tangible, amigable, fraterno, caballero de las letras, hermano de poesía, nuestras tertulias van a seguir encontrando matices, eclipses y el tibio cobijo cómplice de una misma luna, del arrullo de la aurora, las pinceladas de rocío, la floresta atrapando…
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Poeta
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Tengo miedo de no poder ver crecer la vida De sentirla lejos, herida de muerte lenta De no escuchar las aves, volando por los vientos Intentos de felicidad que no encuentro, ida
Sin regreso, boleto comprado en el infierno De ciudades que no existen, autómatas viajan Por caminos perdidos, saben de soledades De tristezas y de olvidos, no tienen destino
Solos están como yo ahora, siento que pasa Rosando mi piel el frío tren, los años perdidos Están en él, pasajero del tiempo que supura La hiel que estremece mi ser y que no comprendo.
Por Conrado Augusto Sehmsdorf (Kurt)
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Poeta
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[img align=center]https://www.latinopoemas.com/uploads/img526b4a36ba69d.jpg[/img] Perdida
Saio do teu corpo completamente diluída, meio cega meio muda sem poder abrir a boca nesta sensação aguda de estar plenamente despida, absolutamente sem roupa não sei se ainda é madrugada se o meu ônibus já passou, se eu te atiro uma pedra se eu lhe lanço uma flor se eu te entrego o meu perfume se eu lhe dou mais amor.
Sei que este crescente querer é plenamente sadio, afogada em orgasmos em um espasmo sútil se tu me marca e pendura, comete um erro fatal vou lhe deixar, meu bem, amarrado e fechar minha abertura serei apenas o cio de um feroz animal
SorrisodeRosas
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Poeta
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Ay voz secreta del amor oscuro ¡ay balido sin lanas! ¡ay herida! ¡ay aguja de hiel, camelia hundida! ¡ay corriente sin mar, ciudad sin muro!
¡Ay noche inmensa de perfil seguro, montaña celestial de angustia erguida! ¡Ay silencio sin fin, lirio maduro!
Huye de mi, caliente voz de hielo, no me quieras perder en la maleza donde sin fruto gimen carne y cielo.
Deja el duro marfil de mi cabeza apiádate de mi, ¡rompe mi duelo! ¡que soy amor, que soy naturaleza!
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Poeta
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Se não fosse o meu neto, eu nunca teria me aproximado tanto de um gato. Não que eu não goste do felino... Mas justamente por saber da minha preocupação com os animais, eu sempre evitei criá-los. Quando meu neto perguntava porque eu não criava um cachorro, eu dizia que era porque não tinha condição. Dizia que um cachorro precisava de espaço e de muito cuidado. E quando a gente resolve criar um animal, tem que dar muita atenção. Dizia para ele que, criar um cachorro, não era só colocá-lo em casa, e pronto: está criando. Não adiantavam os meus argumentos, pois ele sempre insistia. Às vezes citando um animal que ele viu alguém criando. Quando não era um animal “doméstico”, o meu “discurso” era maior.
Daí o meu neto mudou de estratégia: em vez de pedir, ele já chegou em casa com um gatinho... Disse que, quando ele vinha da escola, uma senhora que criava muitos gatos, deu-lhe. E já chegou providenciando uma caixa para colocá-lo. Imaginem o rebuliço aqui em casa... De um lado minha esposa, dizendo que não queria saber de gatos, que o bicho suja tudo, e que isso, e que aquilo... Do outro lado o meu neto, dizendo que cuidaria do gatinho, que faria isso, faria aquilo... Juro que não me lembro onde eu fiquei nessa hora. Devo ter ficado do lado de fora. Então ficou acertado que no dia seguinte, o gatinho seria devolvido à antiga dona. Aconteceu que no dia seguinte, além de ter obrado no banheiro, o gatinho (feio) amanheceu tremendo e vomitando...
Aí foi aquela agonia: o que será que ele comeu? Dá leite pra ele! Ele vai morrer! Dá um chá! Chá de quê? E lá vai a agonia... Minha mulher brigava de um lado, por causa da sujeira do gatinho, e se apiedava do outro, por causa do estado dele. A minha filha, que estava em casa nessa hora, aumentou o lado da piedade. Esse rebuliço todo ganhou até um poema: “O Gatinho Está Doentinho”. O certo é que, nessa confusão toda, o gatinho (feio) acabou ficando.
Com toda reclamação de minha esposa, por causa da sujeira que o gatinho fazia no banheiro; com toda minha gozação, dizendo que ele era até educado, pois ia satisfazer suas necessidades no lugar apropriado (quem acabava limpando era eu); com toda preocupação de minha filha em comprar vasilhas para o gato comer, vasilha para fazer as necessidades dele; com todo dengo do meu neto; o gatinho (feio) foi crescendo e transformou-se num bonito gatão. Resumindo: o gatão (Pepe) morreu envenenado. No mesmo dia meu neto trouxe outro “gato”. Eu vi logo que era uma gata, mas fiquei calado. Quando minha mulher descobriu, começou a reclamar. Entre fica e não fica, a gata ficou (Lara). Lara engravidou, e teve três gatinhos. Dois nasceram mortos, só um vingou Vivi (Vivi é o diminutivo de Vitória). Lara apareceu grávida outra vez. Minha esposa começou a dizer que botaria ela para fora... Resultado: Lara sumiu... Ninguém sabe o que aconteceu. Minha esposa ficou com remorso, achando que foi por causa das ameaças que ela estava fazendo. Nós percebemos que Vivi ficou sentindo o desaparecimento da mãe por algum tempo, mas depois se acostumou. Agora ela reina absoluta. Minha mulher, que não queria saber de gatos (principalmente de gatas), agora a enche de carinhos. Até ovo de páscoa para Vivi, ela comprou. Quando eu olhei, espantado, ela me disse: O que é? Ela também tem direito! Que mudança...
A.J. Cardiais 07.04.2012 imagem: a.j. cardiais
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Poeta
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