Poemas de reflexíon :  A GUERRA DO AMOR
Neste mundo, nesta Terra,
Há tanta, tanta guerra,
Mas todas elas diferentes.
Há a guerra pelo poder.
Há a guerra pelo dinheiro.
Há a guerra no desporto
Para tentar ser o primeiro.
Mas não há melhor guerra
Do que a guerra do amor
Que já vem das noites os tempos.
Para Adão e Eva...
Talvez fosse passatempo!
É uma luta corpo a corpo,
Num bailado de felicidade.
As armas? são os olhos que brilham
Como espadas cintilantes,
Lábios que se entrecruzam
Entre dois seres amantes.
Dois corpos jamais cansados
De lutar como guerreiros
Pelo amor aprisionados...
Felizes prisioneiros!
No fim dessa luta de amor
Nossos corpos abandonados,
Descansando alongados
Nesse campo de batalha
Que não era que uma cama,
Recebemos como medalha
Um fósforo, que nos deu a chama
Para acender nossos cigarros.
E entre duas auréolas de fumo,
Minha mão tomou teu rumo
Indo acariciar o teu corpo;
Fechas-te os olhos, de conforto
Ao sentires minha carícia.
Nossos corpos transpiraram.
Nossos corações suspiraram
Num suspiro de trovador.
Então, senhores das guerras
Enterrai as espingardas
Até que elas deem flor.

A. da Fonseca





SPA Autor nº 16430
Poeta

Poemas :  Dentro
Te has ido demasiado lejos y ya no logro verte, te perdí la pista en el último adiós que tus ojos gritaron, y yo sigo dando vueltas en el cuarto abierto que frecuentábamos todas las noches antes de cruzar nuestras almas en suspiros tan abismales como el amor mismo.
Siento miedo cada vez que tu ausencia me envuelve con la manta de las cosas que luchamos por tener y no tenemos.
Siempre dijiste que la vida era dura, y yo corría tras globos de colores con una venda invisible en los ojos y sonreía mientras el mundo me veía fijo.
¿Sabes? No es tan malo después de todo, y sólo hay que llorar algunas noches y fingir reír algunos días, sólo hay que dejar pasar la vida y sólo no hay que dejar que nadie se entere.
Tú sigue diciendo adiós, que yo seguiré corriendo.
Poeta

Sonetos :  Transpiração
A vida me espera,
não sei de que forma...
Sei que não sigo a norma
dos acontecimentos.

Sou feito de momentos,
de sonhos e de rimas.
E transpiro os climas
de chuva, sol e ventos.

Então não tenho "um tempo"...
Tenho todos dentro de mim.
Se para alguém sou ruim,

para outrem eu sou bom.
A minha "norma" é assim:
dançar conforme o tom.

A.J. Cardiais
11.08.2011
Poeta

Poemas de amor :  O ESPLENDOR DE UMA NOITE
Quando a brisa da manhã acaricia meu rosto,
Traz com ela as tuas palavras, os teus beijos
Que guardo comigo até chegar o sol posto
E durante a noite são a razão dos nossos desejos.

Com o chegar da Lua, nossos corpos se prateiam.
O nosso quente ninho brilha de tanto amor
Os nossos lábios, de contacto eles anseiam
O nosso leito começa a preparar o esplendor.

O esplendor de uma noite de loucura louca
Com murmúrios de promessas na nossa boca
E a cumplicidade entre o teu e o meu coração

A volúpia viciou a nossa cama e o nosso quarto
Beijando os teus seios e o teu corpo nunca farto
De sentir o meu corpo te acariciar de paixão

SPA Autor nº 16430

Alberto da Fonseca
Poeta

Acrósticos :  VIVER NO NADA
VIVER NO NADA

Quando passo nas ruas da cidade
Vejo essas crianças perdidas
Muito longe da felicidade
E muito mais longe da vida.

Vagueiam de esquina em esquina
Onde não existe a moral
Vão sofrendo a sua sina
Vitimas de um destino brutal

Crianças que vivem no nada
Que viajam no vazio,
Numa longa caminhada
Nesta terra incendiada
Onde o calor nos dá frio.
Trocam o corpo por dinheiro
Para poderem viver
Não é vida com braseiro
Mas sofrimento traiçoeiro
Que jamais poderão esquecer.

Para eles , os dias são sem Sol.
As noites nunca têm Luar.
O futuro é mar sem farol,
É tudo escuro no seu olhar.

Esses lobos, que na noite rodam
E que as exploram com desdém
Decerto não se recordam
Que foram crianças também.



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Poeta

Cuentos :  Encajonado...(Cuento)
ENCAJONADO...
(Cuento)

Más allá de lo visible te encontré, reflejo, inmerso
en medio de la intensa acción del tiempo imaginado,
insólito, inesperado; Así que en esa caja confiadamente
se revelan los secretos. Y sólo a quién con esfuerzo
y talento creativo, sabe leerlos, y lee a fondo.

___ Las palabras resonaban en su memoria.
Caminaba con lentitud. Después de haberse interesado
y ver la nota sobre el viejo libro. Público y sensible.
La desesperación le dio fuerzas; Iniciando una dura
lucha por comprenderlo. Una sombra ociosa que
estaba a su lado, asustada por su aspecto meditabundo,
dejó escapar su vacío sobre el piso, escapándose como
una niebla tímida.

___ ¡Oh!. Es una historia difícil de contar.
Tenía él una sonrisa en la frente, el tren nocturno se
preparaba para dormir, el aire caminaba con paso
rítmico, y de sus manos fluía un líquido agridulce.
Quedó quieto en la obscuridad y esperó.
Se desprendió de su piel y nadó entre las nubes.
A lo lejos, una bulliciosa metrópolis brillaba con
la promesa en los labios, y un vientre anunciando
que tendrían una vida mejor. Su punto de partida
fue el equipo de propagación de los estragos para
todo aquel que no quisiera cooperar con su desgracia.
En los casos más desafortunados el éxito es la regla.

Y las motivaciones para perder no son casualidad.
___ Pensaba en lo que sería sin su ayuda.
El problema es que sólo una minúscula parte de
las plantas pueden ser domesticadas, y la economía
es otro factor que solo los animales más salvajes
entienden, por el bienestar de las mariposas que se
han dejado amaestrar, en las vitrinas emplomadas.
Tomó asiento, esperando que la inspiración le cayera
del techo, con un piloto, cámaras y mapas enrollados
en una voluntad de acero; lo cual no es una hazaña
despreciable, después del haber desaparecido los
mamuts y mastodontes, además de las especies de
hienas, buitres y chacales en las oficinas cercanas.

Sin embargo. Un espejo, viéndolo repentinamente,
lanzó un grito leve y desapareció en seguida.
Maravillado, un pez contemplaba el rostro de las olas.
Durante unos breves momentos el tiempo dejó de
correr, dándole ánimo y consejos.
Era joven, tenía poco más de quince años, la luz del
amanecer acuoso le dejó la boca seca. Las pausas
se hacían más y más frecuentes. Al caer, abrían un
boquete negro en el espacio y desaparecían bajo la
capa de nieve... Había olvidado cuanto llevaba ahí,
no mostraba ninguna emoción, ni tampoco parecía
entender lo que pasaba. Se acercó al escritorio y
colocó suavemente su fantasía bajo el sombrero.
Los recuerdos saltaban sobre la mesa.
Con un zapato en la mano sintió la presencia que
lo cubría tibiamente. Delgada y fina como un velo,
sonreía sin hacer ruido.

__¡No es nada!. Unas cuantas miles de esperanzas
rotas y el futuro boca abajo dejará de ser tartamudo.
Pero... Si usted quiere el suyo mudo, aquí lo tiene
también. Muchos han recibido la orden de volver
al cielo y pueden escoger su tumba.
Yo ya no oí lo que dijo, pues en cuanto me vio trepó
por la escalera y se ocultó en aquella caja.


Autor: Joel Fortunato Reyes Pérez
Poeta

Sonetos :  O gato e o tempo
O gato observa o tempo...
O que será que ele pensa?
A porta está aberta,
porém está chovendo.

O gato está observando
a chuva caindo.
Ele deve estar esperando
a chuva passar.

Ele quer passear...
Perambular pelos telhados.
Acho que ele quer namorar.

Os gatos são folgados:
à noite saem para namorar,
e de dia estão cansados.

A.J. Cardiais
18.05.2011
Poeta

Poemas :  Nada adianta
É noite amor...
Depois de tanta chuva,
a casa está fria...
Minha vida está vazia
sem você.

Eu só queria adormecer
para deixar de pensar.
Não consigo mais sonhar...
Meus sonhos sumiram.

Quando estou sem sonho,
é uma tortura ficar relembrando
os nossos momentos,
pois sei que eles não voltarão.
Também não consigo sonhar
que isso possa acontecer.

É noite amor...
Estou escrevendo isto,
mas não vou enviar pra você...
Vai adiantar em quê?

A.J. Cardiais
30.04.2011
Poeta

Frases y pensamientos :  Atribulado VI
En el gambito de la vida no hay lugar para confianzas,
las certezas son la trampa que condenan al trebejo,
se encomiendan a la suerte cuando no hay lugar a dudas
la existencia es la conciencia que imagina al universo,
tanto el peón como la reina en su mantra se refugia,
no hay tablero sin la sangre que demarque la cuadricula,
la apertura es el engaño que somete a la partida,
en defensa de sus dioses por colores se asesinan,
caballeros bien montados atropellan a los peones
inmolando entre sus belfos la palabra y la razón,
en el jaque viaja el hambre y en el mate la codicia,
la victoria es el castigo de ser el único en pie,

Creado 16/04/2016 Catriel Cuestas Acosta
Poeta

Poemas :  O TORMENTO DOS ACIMA DA MÉDIA
O TORMENTO DOS ACIMA DA MÉDIA

Quando eu tinha uns sete anos a minha mãe estava com um problema, e o resultado disso tudo diria o que eu ia passar pelo resto da vida.

Naqueles idos anos iniciais da década de sessenta, onde faltava tudo, tinha-se estragado o cano que levava a água suja da saída do tanque até embaixo no ralo, então ela pegou uma lata grande de 18 litros e pôs no lugar, e quando a lata estava cheia ela a levava para algum canto do quintal e a jogava fora.

E um dia eu vendo aquilo eu sugeri que a minha mãe fizesse um buraco na lata evitando assim ter que ficar carregando-a.
Lembro que a minha mãe falou assim: “Mas como é inteligente este menino!”

Só que o meu irmão, dois anos mais velhos que eu, estava perto fechou a cara, e sinto que aquilo foi o início da sua radical e crescente separação, e, então, devido também à falta de meu pai, pois ele era da marinha e sempre estava longe, fiquei sem referência na família e na minha infância e em quem me espelhar e isso fazia muita diferença naquela época.

A realização da ação de retorno na vida atual de uma pessoa é muito interessante quando temos este conhecimento espiritual, mas só depois que a gente tem a capacidade de fazer estas ligações a coisa começa a ficar clara, o que às vezes leva a vida inteira.

Eu não diria que esta capacidade de observar as coisas, e achar resultados, seja inteligência propriamente dita, mas só um censo aguçado de observação, e portanto um entendimento melhor do que acontece em nosso redor, e tirar daí as soluções, pois para tudo há soluções, mas nem todos tem esta capacidade de acha-las.

Então em casa eu não tinha esta aceitação do meu irmão, que se afastou de mim totalmente, pois seguiu uma vertente que não tinha nada a ver comigo, mas sempre tentei me aproximar inutilmente, e possivelmente eu tenha indiretamente influenciado o seu futuro também.

E no colégio até o 1ª ano do ensino fundamental, que equivalia naquela época ao 5ª ano de estudo, eu sempre fui muito bem, não era o “Caxias” tradicional, pois gostava muito de brincadeiras, mas esta capacidade fácil de aprender os afastavam de mim, me mantinham à parte.

Então os meus amigos sempre eram mais velhos do que eu, mas aquela falta de ter mais amigos e de ser aceito me fazia falta e eu comecei a me fechar em mim mesmo, para, silenciando, tentar ganha-los, e ai começou a anulação da minha personalidade.

Se a minha inteligência afastava as pessoas, então eu tinha que eliminar a minha inteligência, ou não deixa-la transparece-la.
Em casa a minha mãe sempre dizia: “Este menino vai longe” e ela não sabia o quanto eu odiava isso e o quanto mal me fazia dizendo isso, pois, além de tudo, me jogava uma carga de responsabilidade que me oprimia e tirava a minha liberdade.

Comecei a procurar outros caminhos alternativos, eram anos setenta e haviam muitas vertentes e muitos eram pessoas como eu, que pensavam um pouco mais além do seu tempo, e ansiavam por novas experiências.

Já no 1ª do fundamental no de hoje eu acho, eu estava com 11 anos e fui o único aluno da sala a passar direto sem ter que passar por mais um período de recuperação, e cheio de paparicos por parte dos professores, mas quando veio os doze anos o caminho começou já a ser outro.

O banco escolar já não tinha o ritmo que satisfizesse a minha alma e ai começou o período acima, não que os meus amigos passaram a ser os bagunceiros, que não tinham nada a ver, mas eram diferentes, mais rebeldes, e mais afinados com aqueles anos de efervescência cultural, e ai cai na vida em busca de vivências.

Terminei o ginasial mal e porcamente, e ai veio o 1º ano dos últimos 03 que nos separava do vestibular e ai aconteceu algo inusitado. Neste primeiro ano eu já estava na vida, e gazeteava direto, pois amigos mais velhos vinham com seus Opalas da moda me buscar até dentro das salas para sairmos e neste primeiro ano, quando chegou as férias de Julho, eu emendei e quase no início de Agosto é que voltei às aulas, nesta altura eu não tinha mais família me
acompanhando.

E quando cheguei no colégio, que era o maior e o melhor do Paraná, algum professor me avisou que o diretor, que eu nem sabia quem era, pois o colégio era enorme e tinha mais de três mil alunos, queria falar comigo. Então lá fui por aqueles corredores longos, e tive um dos momentos mais tristes da minha vida, pois o diretor queria me conhecer e me dar os parabéns, pois eu tinha sido muito elogiado na reunião semestral dos professores, não pelas notas, que já eram só o suficiente para passar, mas sim pela dinâmica e brincadeiras que eu dava às aulas, e ai ele perguntou:

“E as notas como é que estão? E eu já deprimido por saber que estava perdendo alguma coisa muito importante para a minha vida, mas não via outra saída, e que iria decepcioná-lo também, assim como tinha sido na minha família, mais um, e tive que dizer que nas notas até que estava bem, mas provavelmente já estava reprovado por faltas e sai de lá melancólico, sabendo que não existia ninguém que poderia me ajudar. Estava só no mundo.

Então acho que fui um dos poucos alunos da minha época de ter sido elogiado não pelas minhas notas, mas pela minha postura dinâmica dentro da sala de aula, pois tudo questionava, era minha busca de esclarecimentos sobre a vida e sobre as inquietações em um crescente que estava ocorrendo na minha alma.

Mas queria ser aceito, então fui me anulando para isso, até chegar à anulação completa a ponto de atravessar um rua quando via alguém conhecido vindo em sentido contrário.

Moral: Não consegui nenhum amigo e me tornei um ermitão, anulado totalmente e sem saber mais nem quem era eu.

Mas você pensa que isto ficou restrito àquela época,? Bom se fosse. Nos empregos os chefes tinham medo que eu tirasse os empregos deles, os companheiros também, então eu não esquentava lugar, nunca fui demitido, mas sempre pedia a conta, até ver que de empregado eu não iria ganhar a vida, e tive que ir à luta até achar algum caminho.

Mas não, isto nunca terminou, isso nunca termina, até hoje tenho que abrir mão de algo, ou deixar passar algo sem comentar, tenho que ser contorcionista para ser aceito em algum lugar, mas também sei que ninguém dá lugar a ninguém, você é que tem que conquistar, e já não ligo prá ninguém, já não tenho necessidade de ser aceito, e talvez, por isso, agora tenha tantos amigos verdadeiros, o que também dá inveja a muita gente. Ê mundo difícil.

É a vida.

“Quem possui em si firme vontade para o bem e se esforça por outorgar pureza a seus pensamentos, esse já achou o caminho para o Altíssimo! E assim, tudo o mais lhe será concedido.’ Abdruschin em Na Luz da Verdade - www.graal.org.br
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