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Casei-me contigo por amor, tu sabes poesia? Depois do tempo em que o coração me falava Me ditava palavras de amor mas eu não sabia Que eram palavras belas que ele te dedicava.
Pouco a pouco comecei a escrever palavras Que se transformavam em frases e eram belas; Sem me aperceber que foram de rimas ornadas E compreendi que era poesia que vinha à janela.
Comecei a te fazer atenção e o amor chegou. Todas as noites os meus sonhos falavam de ti. Comecei a burilar palavras e a paixão despertou, Tentei fazer o melhor mas nas letras me perdi.
Os anos passaram, escrevi verdades e mentiras Nunca fui além do que sou, não cheguei à perfeição Queria ser poeta mas ser poeta, só o poeta se inspira E eu, de poeta nada tenho, escrevi o que dizia o coração
A. da fonseca
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Poeta
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Que seria de mim se não existisse o amor? Eu não estaria aqui neste mundo cheio de cor. Onde estaria então? Como o poderei saber? Ninguém me daria a mão para a minha vida erguer.
Como é bom admirar o lírio e sentir o jasmim. Ver as belas mariposas que voam no meu jardim. Sentir o perfume da vida mesmo que ele seja acre. Levar a vida colorida a passear num fiacre.
Pelas ruas do meu País ou pela terra inteira Pisar terrenos hostis e fazer amor na eira. Ver as andorinhas se posarem no vão da tua janela Trazendo paz ao teu lar e sabes quanto gosto dela.
Ver as ruas iluminadas com a luz do Luar, Todas elas decoradas para o amor albergar. Ver a Lua e as estrelas que nos fazem sonhar, Qual delas a mais bela e por elas se apaixonar.
Como me apaixonei por ti ao na tua rua passar. Todo de amor me vesti para o teu amor guardar. Agradecemos à vida de nos dar tal paixão, A nossa sina foi lida nas linhas do coração.
A. da fonseca
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Poeta
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Que a festa comece e a miséria se divirta. Uma mesa feita de pano estendido chão, Quase cheia de nada mas nela há a vida Daquilo que não temos mas há o coração.
Que sejam pretos Árabes ou Europeus O barco é o mesmo sem porto de abrigo, Sem bússola nem remos, a vida é um ilhéu Deserto de felicidade, parece ser castigo.
À volta desse pano branco, pobre mesa, Os pais e os filhos pouco têm para comer; Chega o fim do ano só tendo a certeza Que outro vai chegar e nada lhes vai trazer.
Procurando um osso o amigo sempre fiel, Um cão que os ama os protege, não diz nada. Magro como os donos, com o destino cruel Diria que dormiu em cima de chapa ondulada.
Chegou a meia noite e as doze badaladas. Ouviram-se os foguetes e o fogo de artificio. Nesses pobres chegaram lágrimas cruzadas De desespero e de uma vida de sacrifício
Imploram aos Deuses que a vida lhes dê prazer, Justiça divina que não sabem se podem acreditar. Novo Ano vai começar na incerteza do viver, Nada pedem, mas têm direito de ver o Sol brilhar
A. DA FONSECA
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Poeta
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Naquele quarto de hotel Houve amor e fantasia, Houve um belo sabor a mel Em tantas noites de orgia.
Houve corpos desnudados Se acariciando mutuamente E corações apaixonados Que se davam ardentemente.
Era o amor em todo esplendor Em toda a beleza; Era a paixão de um coração Ou dois de certeza. Que tanto se amavam e se adoravam E o meu sorria, Quando eu te olhava, teus olhoS choravam Pérolas de magia. Prova do amor que tinha o sabor De bela antologia. Tu és deusa do amor que tem o primor Da luz do meu dia
Nunca aquela porta eu esquecerei Nem sequer aquela rua. Porta por onde sempre entrei Quando nascia a Lua.
Das estrelas ao nascer do Sol A noite era nossa só o amor nos via, A testemunha era o lençol Que nem sempre nos cobria.
A da fonseca
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Poeta
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Es el mar, aquí está, y te impregna todo el alma
desde la última luz buena de espejo a aurora
y desde el pabellón amado en los anhelos
de algunos vientos suaves casi humanos y puros,
igual que los amores y esperanza en la música
con el total consuelo de la estival fragancia;
así es tu caudal, mira manecillas del sueño
dibujadas al tiempo de las olas halladas
con el instrumental lego de las flores blancas.
Se expone en la alabanza la rama de las nieblas
imprecisas y secas justo detrás del mundo,
la ciudad disimula alguna tarde en tinieblas
sin eludir letargo que la fama acarrea,
al resumen ardiente de toda ceremonia
limada en el encuentro del aire y el deseo
de un verso de fortuna tan tierno y obediente
sobresale en el cielo justo el último verso
el monumento libre que silva desde el aire
Conmigo es fácil siempre multiplicar encuentros
ausentes de lisonjas conducidas al son
de olores derramados en la rosa atrevida,
se decora el invierno con algunos chichones
de clavel y de águila sabiendo incertidumbre
en el prado de la casa escrita entre los labios
del diluvio pudiente hospedado en el escrito
que te sigue en razón celebrando utilidad:
bien sin vivir bien sin nacer la voz encendida,
te sigue hasta la gloria de la fe y del amor
oriente embelesado en arenas amarillas.
José Pómez
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Poeta
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Foi em passo lento Que ao sabor do vento Me deixei vogar Nos caminhos de terre Lá no alto da serra Eu te fui encontrar.
Por entre as giestas E em ar de festa Eu te acompanhei. E pelo caminho Roubas-te um beijinho E eu dois te dei.
Linda pastorinha Ladina e brejeira Se um dia fores minha Serás toda inteira. Beijarei teus olhos E a tua boca Terei o teu corpo Será coisa louca
Teus lábios marotos Pareciam garotos Que felizes riam. Teus olhos castanhos Não viam o rebanho E para mim fugiam.
Para que sejas minha Eu irei à noitinha Com os teus pais falar. Tu serás a estrela Que tem luz tão bela Com quero casar.
Gravado em CD pelo grupo ZIMBRO
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Poeta
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Se tu soubesses Como fiquei contente De te ver chegar. Foi como uma prece Que num repente Te fez voltar.
Para ti corri Louco de alegria Louco de paixão Nos teus braços caí E nessa magia Te pedi perdão.
Fada dos meus sonhos Lábios de medronho Pelos quais anseio. Seios de ventura Onde com ternura Meus lábios passeio.
Tens olhar sedutor Corpo que pede amor Boca pedindo beijos. Coração ardente Sorriso insolente Cheio de desejos.
Quero te guardar Não te posso perder És a minha vida Nasci par te amar E tu podes crer Tu és a mais querida.
A. da fonseca
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Poeta
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A minha caneta, veio correndo, correndo E se instalou entre os meus dedos. Escreve, escreve, escreve, Dizia-me ela. Fiquei atrapalhado, mesmo engasgado E porque não dizer... tive medo. Isto era magia! Outra coisa não podia ser. Escreve, escreve, escreve. Mas que vou eu escrever? Quando tenho tempo para pensar Tenho dificuldade para encontrar um tema E se tu me vens forçar... Isto vai ser um dilema! Escreve, escreve, escreve. Escrever? mas sobre o quê? sobre a Terra? Mas todos sabem que este Mundo Anda constantemente em guerra! Escrever sobre a pobreza Que no nosso mundo grassa? Todos sabem que ela existe Todos sabem que ela persiste E nos sabemos também Que a combate-la não há ninguém. Escreve, escreve, escreve. Mas que queres tu que eu escreva? Que escreva sobre Adão e Eva? Todos conhecem a história...! A maçã está na nossa memoria E é por causa dela que nos estamos aqui. Escreve, escreve, escreve. Se tu continuas a insistir Eu vou começar a me afligir. Espera... e se eu escrever sobre o amor? Daquele do bom, com esplendor. Escreve, escreve, escreve. Lá... tu começas a me entusiasmar! Silencio vou começar!!! Ò querida... não batas com a porta!!! Quero ouvir a minha caneta deslizar!
A. da fonseca
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Poeta
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Vou fazer um caderno de notas pra você não brigar. Minha manhã, minha noite, meu viver... Tudo eu vou anotar.
Minha vida estendida no varal da sua mão, toma sol, toma chuva... E ainda pede perdão.
Um caderno, uma bíblia, um pergaminho qualquer... Preciso anotar qualquer coisa, para acalmar esta mulher,
Essa fera selvagem, presa no meu coração. Preciso domá-la todo dia, se quiser sua atenção.
A.J. Cardiais 11.08.2004
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Poeta
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Ontem, toda a noite fiquei agarrado ao meu travesseiro Pensando a todas aquelas promessas que tu me fizeste. Despi-me e rolei o meu corpo que era forte braseiro, Tinha desejo de ti, de te fazer amor mas tu não vieste.
Os meus lábios roçavam a almofada procurando os teus Mas entre os lençóis encontrei a tua mensagem, não virei! Se tu desejares meus seios pensa a eles, eles serão teus Mas esta noite amor, desculpa-me, mas não eu voltarei.
Levantei-me, não podia ficar só sem ti na nossa cama. O meu coração galopava louco para um profundo abismo, Aquele que leva o amor a morrer pela sua bela dama E eu sequei as minhas lágrimas nos lençóis do romantismo.
Retirei do bar do nosso ninho onde tanto nos amámos A nossa garrafa de wisky que pouco a pouco ficou vazia, Em cada copo eu via a tua imagem. Os dois sentados No chão onde bebendo nos beijávamos noite e dia.
A. da fonseca
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Poeta
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