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Às vezes, de madrugada, a realidade me mete medo... Me assusta um bocado. Então fujo pro mundo dos sonhos.
Eu não faço segredo de que sonho até acordado... Sonhar me mantém vivo. É minha forma de resistir...
Acho que foi por isso que cheguei até aqui: 62 anos no couro.
Não digo 62, na alma também, porque minha alma não diz a idade que tem.
A.J. Cardiais 31.08.2016
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Poeta
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O caminho do espelho. O reflexo de si mesmo na língua. O homem sente-se um estrangeiro entre os homens, um exilado do mundo para o qual não encontra um sentido. A minha mensagem é a de que as coisas vão mudar e têm de mudar agora. Abraçar o mundo, sem reduzí-lo.
Distinguir o novo da novidade vazia, valorizar o silêncio. O homem sem rudimentos de filosofia caminha pela vida preso a preconceitos derivados do senso comum, das crenças costumeiras da sua época ou da sua nação, e das convicções que cresceram na sua mente sem a cooperação ou o consentimento da sua razão deliberativa… uma vida não examinada não vale a pena ser vivida. De um certo ponto adiante não há mais retorno.
Esse é o ponto que deve ser alcançado. A reflexão permite-nos recuar, ver que talvez a nossa perspectiva sobre uma dada situação esteja distorcida ou seja cega, ou pelo menos ver se há argumentos a favor dos nossos hábitos, ou se é tudo meramente subjetivo. A dimensão do homem é o tempo. O homem é um ser temporal e, portanto, necessariamente mortal. Ele navega no tempo durante um certo tempo. O presente é fugidio.
Quando pensamos que o capturamos, ele nos escapa como a água que escorre por entre os dedos quando tentamos segurá-la. O futuro é incerto, imponderável. O futuro é uma promessa. O passado passou, e dele podemos ter não mais que uma pálida lembrança. O homem se torna autêntico quando aceita a solidão como o preço da sua própria liberdade..
Devemos saber que a felicidade não é estática em seu acontecer, mas podemos mantê-la como um estado de ser, uma motivação de busca de bem viver.A solução não é se matar de trabalhar e se concentrar nisso para não se sentir sozinho. Também não é encontrar uma estratégia para driblar a solidão… mas que não estão lá de fato, pelo menos não do ponto de vista do seu pensamento, das suas emoções, das suas ideias. Mas sentir dor ou alegria e não o demonstrar não é ocultar alguma coisa. Alguém oculta seus sentimentos quando deliberadamente os suprime (tal como alguém oculta seus pensamentos guardando seu diário preso a sete chaves, e não meramente pensando e não revelando seus pensamentos).
Quando alguém exterioriza uma dor de cabeça, quando expressa um prazer, ou quando diz aquilo que pensa, não pode ser dito que os correspondentes enunciados são meras palavras e que o interno ainda está oculto. Falar do interno é uma metáfora. Vimos que uma das consequências de ter isto como um padrão é a dissociação entre corpo e mente, entre o ambiente em que estamos e o que se passa dentro de nós. A solução é aceitar que se está só no mundo. Há sempre pessoas prontas a dizer-nos o que queremos, a explicar-nos como nos vão dar essas coisas e a mostrar-nos no que devemos acreditar.
E a vida inteira, cada momento, cada segundo da existência, é uma experiência única pois ninguém vive pelo outro. Assim, não se pode definir a subjetividade nos moldes das ciências naturais, que, na realidade, negam nossa condição de homens dotados de vida interior. Este ideal de ciência é tonto e o seu reverso é o não menos tonto relativismo cognitivo, que declara estar a magia negra ao nível da física quântica, em termos cognitivos e epistemológicos. Sem emoções os seres humanos não existiriam; não é biologicamente possível uma espécie biológica destituída de emoções.
Afinal, a emoção é mais racional do que se diz. A confusão é precisamente esta: nós sabemos que muitas vezes as emoções roçam a loucura. Mas, precisamente, isso é uma patologia das emoções, não é a sua natureza própria. Só podemos apreender nossa vida subjetiva sob a forma de uma história pessoal, única e intransferível. Antes, podemos dizer aquilo que sentimos tal como podemos dizer como as coisas nos causam impacto perceptivelmente, dizer aquilo que pretendemos, imaginamos ou pensamos. O passado está talhado em nossa memória. Ele vive em nossas tradições.
Nosso corpo e as coisas que nos rodeiam estão impregnadas de história. Os pobres sofrem porque não têm o suficiente e não porque os outros têm muito. Não há como nos livrar do que já aconteceu. Será mentira em cima de mentira, calúnia e promessas. Existe uma meta, mas não há caminho; o que chamamos caminho não passa de hesitação… Somos descendentes e herdeiros diretos do que foi feito no tempo pretérito. Humano, simplesmente humano.
A incerteza leva-nos a pensar, a refletir, a evoluir…nasce da relação entre o homem e o mundo, entre as exigências racionais do homem e a irracionalidade do mundo. Algumas têm medo que as suas ideias possam não resistir tão bem como elas gostariam se começarem a pensar sobre elas. . Nada é mais racional do que uma emoção apropriada, e nada mais irracional do que a falta dela: alguém que não fique horrorizado com o sofrimento alheio é adequadamente descrito como desumano.
E a razão é também a faculdade mais emocional dos seres humanos: mal conduzida por emoções erradas, é possível produzir as piores ideias e argumentos — racismo, fascismo — sem ver que são péssimas, só porque massajam as nossas emoções mais tontas. Como dissimulação e fingimento são sempre logicamente possíveis, não se pode nunca se estar certo de que outra pessoa esteja realmente tendo a experiência que ela pelo seu comportamento parece estar tendo. Nomeadamente, indagando antes não se eu posso saber das experiências dos outros, mas sim se posso saber de minhas próprias; não se posso entender a “linguagem privada” de outra pessoa em uma tentativa de comunicação, mas sim se posso entender minha própria suposta linguagem privada.
O ser humano equilibrado e feliz cultiva as emoções apropriadas, que respondem à razão, e trabalha para impedir que as piores emoções lhe toldem a razão. O fato de existirmos não pode ser posto em dúvida, mas contrariando as ideias cartesianas, as interpretações da nossa condição de seres existentes não são únicas e indubitáveis, ao contrário, são diversas e diferentes.
A idéia de que a língua que cada um de nós fala é essencialmente privada, de que aprender uma língua é uma questão de associar palavras com, ou de definir ostensivamente as palavras por referência a, experiências privadas (o “dado”), e de que a comunicação é uma questão de estimular um padrão de associações na mente da pessoa ouvinte, qualitativamente idêntico ao daquele da mente do falante é uma idéia ligada a múltiplas concepções errôneas, mutuamente sustentadas, sobre a linguagem, as experiências e sua identidade. Nasceu sem o seu consentimento; o modo como se organiza é independente dele; os seus hábitos dependem daqueles que o obrigaram a aceitá-los; é incessantemente modificado por causas, visíveis ou invisíveis, que escapam ao seu controle, que regulam necessariamente o seu modo de existência, que moldam o seu pensamento e determinam a sua forma de agir.
Em geral, a relação entre palavra e coisa é indirecta; é mediada por outras expressões referenciais. Ao assinalar o que tal termo nomeia ou aquilo a que se aplica, servimo-nos de outros dispositivos referenciais. Diz-se que o homem delibera quando suspende a acção da vontade; isto acontece quando dois motivos opostos actuam alternadamente sobre ele. Deliberar é amar e odiar alternadamente, é ser ora atraído ora repelido; é ser umas vezes dirigido por um motivo e outras por outro. O homem apenas delibera quando não vê distintamente a qualidade dos objectos que o afectam ou quando a experiência não possibilita uma avaliação adequada dos efeitos que a acção, mais ou menos remotamente, produzirá.
Mas a relação entre palavra e objecto não pode ser sempre indirecta neste sentido. De contrário, cada termo apenas teria poder referencial em virtude do poder referencial de outras expressões, e estas, por sua vez, apenas indirectamente se reportariam ao mundo, e por aí em diante ad infinitum.
Todos los derechos de „O CAMINHO DO ESPELHO. (O reflexo de si mesmo na lingua).“ pertenecen a su autor (Joel Fortunato Reyes Pérez). Ha sido publicado en e-Stories.org a solicitud de Joel Fortunato Reyes Pérez Publicado en e-Stories.org el 23.07.2016.
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Si te suelto las manos volvería a perder la bendición que me has dado, contigo he cruzado desiertos, pantanos que de otra manera nunca hubiese logrado.
Me has dado fortaleza para seguir adelante, avanzando entre tinieblas tu luz llevo conmigo, eres fuente de poder impresionante, de amor divino; tu misericordia he sentido.
Si te suelto las manos volvería a rodar por el precipicio de lo prohibido, en tu palabra no hay términos medianos, se está o no se está; es lo permitido.
Julio Medina 17 de enero del 2016
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Quando olho pro futuro com um olhar maduro, não consigo rimar a vida com uma coisa saborosa... Só rimo com uma ferida muito poderosa.
Não consigo rimar com rosa, pois ninguém cultiva mais flor... No futuro circula uma dor, chamada passado, que é deixada de lado...
Ninguém quer ter trabalho de “trabalhar”. Recrutar o passado? Nem pensar!
A esperança vive subordinada a uma tecnologia que contagia a criançada...
O que quero dizer com isso? Nada...
A.J. Cardiais 01.09.2016
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Adoro todo lo que has hecho de mí, me gusta que esté ocurriendo todo esto, sentirme irremediablemente enamorado y con infinitos sueños de romántico poeta...
Y no tengo que buscar en un espejo o algo más, tienen que ver con esa autenticidad y aplomo que sembraste en mis días, que no están demás, saben a certeza, a volar, que los trasunto y aromo... Me das la fortaleza del idealista vencedor, inagotable en el trabajo, escribiendo, amándote, en el cuidado de tu sueño y en el riego de tus campos, de tus pétalos, de tu loca boca...
Este privilegio de saber y sentirme amado, me vuelve sobrenatural, único, ligero... consigues que junto a ti comulgue vida, que no pare de construir sueños, que me hablan de ti, se parecen y saben a ti, que tienen tu perfume, sonidos, tu nombre...
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Tudo hoje tem um prazo de durabilidade. Tudo tem “necessidade” de ser descartado.
Não adianta ter cuidado para não quebrar, porque por algum motivo você terá que trocar.
Tudo vem programado para não durar, e ficar ultrapassado.
Compare o computador, compare o celular... Logo perdem o valor.
A.J. Cardiais 21/11/2012
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CAPITULO I
Él esperaba junto al lago; a su alrededor todo era de un tono rosado por el efecto del sol que de a poco se ocultaba en el horizonte; sobre el lago brillaban millones de destellos, como si de sus aguas fueran a nacer las estrellas que al anochecer subirían hacia el cielo; la brisa era como habían sido todas las brisas de los veranos pasados; frescas, con ese peculiar toque entre romanticismo y nostalgia. Nada había cambiado, nada… incluso el viento silbaba de la misma manera mientras se abría paso entre las hojas de los mismos árboles que se mecían resistiéndose a él. En aquel lugar, precisamente en aquel lugar, él esperaba con las manos en los bolsillos, sacando la izquierda de cuando en cuando para mirar la hora en su reloj; en tanto, sus pies un poco ansiosos, pateaban quedamente las hojas secas que no habían resistido los embates del tiempo y yacían en el suelo; nada había cambiado… el mismo paisaje, el mismo nerviosismo, la misma emoción invadía su cuerpo; todo es como la última vez, pensó, y ante aquél paisaje y aquellas sensaciones, a sus recuerdos se sometió.
CAPITULO II
Unos veranos atrás… Él caminaba con la mirada clavada en el pasto, como si fuera contando sus pasos al mismo tiempo que por su mente cruzaban todos esos problemas que en algunos días le eran tan cotidianos y que en otros no lo eran tanto. Como siempre y sin importar cual fuere el día; de los ligeros o de los pesados, él iba al lago cada tarde y sentado bajo la sombra de un árbol, solía pensar y escribir. Siempre el lago y siempre el mismo árbol, no había otro lugar que le llenara de semejante paz; no sabía si era el olor de la hierba húmeda; los sonidos del pequeño oleaje producido por el viento y que rompía contra la ribera o el canto de aquellas aves que en “su” árbol habían ceñido su hogar; o el color verde de los árboles y arbustos que se extendían al otro extremo del lago como una pared; o el agua que según la hora del día o la posición del sol iba cambiando de color, a veces incolora, anaranjada de vez en cuando y a veces gris si el cielo se hallaba nublado. No sabía que era en realidad, pero no había otro lugar que le produjera aquél efecto tan hipnótico que a veces tanto sentía necesitar para escribir o para olvidar. Esa tarde no parecía fuera de lo normal; a sus oídos llegaban ya los sonidos del agua y de las aves, el lago, ese día, brillaba con un tono naranja intenso, ya podía respirar esa tranquilidad en el ambiente, hasta que unos débiles sollozos detuvieron abruptamente su andar; aquellos pequeños lamentos le hicieron alzar la mirada y pudo notar que del costado de “su” árbol, sobresalían unos "jeans" azules y tenis blancos con las agujetas sin anudar, mientras trocitos de papel volaban en todas direcciones y sin cesar. Lentamente se acercó al lugar, no era para nada su intención provocar algún susto en aquella persona, aunque ello parecía, en ese momento, toda una hazaña; -un completo extraño… en un paraje desolado… acercándose…- a nadie le pintaría nada bien aquella escena, pensó, pero él nunca había podido ser indiferente ante nadie que sufría, no era de las personas que fingían que nada ocurría tan sólo para evitar la incomodidad; por eso y con un ápice de indecisión se detuvo a un par de metros frente a ella, quizás más nervioso él que ella; se aclaró la garganta y casi como un suspiro ahogado, pudo decir: -Hola… Ella alzó la vista frunciendo un poco la nariz y entrecerrando sus ojos húmedos, y por un segundo, que a él le pareció toda una eternidad, sus miradas se cruzaron…
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Poeta
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Para escrever poesia, não tem noite, não tem dia...
Não tem hora marcada. Às vezes ela se anuncia em plena madrugada.
A.J. Cardiais 24/11/2012
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Vejo as horas que passam Os dias que se vão E a esperança que se perde. Os anos que se entrelaçam Formando tranças de ilusão E a vida já não é verde.
Vi os anos que passaram Vejo aqueles que vão passando Talvez veja os que vão passar. Ouvi as canções que se cantaram Oiço as que se vão cantando Amanhã... não sei se oiço cantar.
A. da fonseca
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Poeta
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Eu irei revolver a Terra e os Céus, Secar os Oceanos para te encontrar Tu és a preferida de sonhos meus, Tu és aquela que eu quero amar.
Sei que existes mas não sei onde Espero um sinal teu, um sorriso Mas nada vejo, tudo se confunde Tudo é Inferno, tudo é Paraíso.
Espreito o lado de onde nasce o Sol Todos os dias e não te vejo aparecer Fico toda a noite vigiando o farol Esperando sobre as ondas te poder ver.
Demolirei montanhas pedirei à Lua À Estrela Polar qual é o caminho, Que guiem meus passos até a tua rua Para que o amor não me deixe sozinho.
A. da fonseca
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Poeta
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