Poemas :  Avinagrado...(Experimental filosófico)
AVINAGRADO
(Experimental filosófico)


Avinagrado avinagrado.

Por esa memoria que al tiempo deglute
de luto fabricando olvidos falsos
de rojo tejiendo azulados grises
en la eternidad adormecida
en la palidez del silencio
de la cómplice blancura
de la súplica negrura
un segundo, un año, una década.

Avinagrado avinagrado.

Con la luz lenta cayendo estrepitosa
cual humedad polvorienta amarillenta
como la hoja discute del otoño
en la vieja primavera
con la noche insomne
de una almohada, una pesadilla,
hace escaleras que despluman los caballos
conmovidos por serpientes doradas.

Avinagrado avinagrado.

Al sol de carne, ciego de leche,
de lecho entre estatuas y cristales,
fantasías, insuperables al embate,
fluctuante innovación, del desamparo,
flexible, domable, moldeable,
insidiosa espina ingeniosa.
¡Forjada simulando pretéritos abiertos!.
¡Oh, tiempo derretido en hilos rotos!.


Autor: Joel Fortunato Reyes Pérez
Poeta

Poemas :  Hoy son Caminantes

Venezuela, bendecida por Dios
llena de riquezas nadie lo negó
y el empuje que el petróleo dio
en solo dos décadas, destruido quedo

Siempre altiva, cual nación vivió
derrocho sus riquezas, regalo de Dios
nunca entendió la lección
que iva a terminar, como un lobo feroz

Mujeres hermosas nunca se negó
ganando reinados, era ese su don
hermano a hermano los enfrento
un imperio, que Bolívar no imagino

Hoy son caminantes por toda región
mochila en la mano, buscando razón
el orgullo de frente, eso aún no cambio
Bolívar aun llora al ver su nación
Poeta

Sonetos :  Soneto fantasiado
Soneto fantasiado
Quando a poesia
pinta meu caminho,
o mundo da fantasia
chega rapidinho.

Então tudo se transforma:
o feio fica belo,
sem obedecer norma,
nem o bater do martelo.

Aqui não tem juiz
para determinar
como é ser feliz...

Só precisa escutar
o que a poesia diz,
e começar a fantasiar.

A.J. Cardiais
imagem: google
Poeta

Poemas sociales :  Reparação
Quando as pessoas
se olharem como gente,
não haverá o diferente.

Liberdade é ser
o que quiser:
homem, mulher...

Discriminação
é não respeitar,
e dar opinião
procurando mudar.

Religião deveria ser
algo para "religar",
e não para separar.

A.J. Cardiais
11.01.2017
Poeta

Crónicas :  A VIDA NÃO NOS LEVA, NÓS A CRIAMOS
A VIDA NÃO NOS LEVA, NÓS A CRIAMOS

Do pódio mais alto ele caiu, como uma ave atingida em pleno voo, estava carregado de sucessos, dinheiro e amigos importantes, então o tombo foi pesado e o estatelou no chão fazendo-o comer poeira.

Levantou com muito esforço até tentou descobrir como morreria, pois sentia que não sobreviveria por muito mais tempo depois do acontecido, mas ela ainda não era prevista, mas a famosa vidente só olhou para a sua cara e pensou que ele devia estar doido, provavelmente nunca tinha pedido um tal desvendamento, o de saber de como seria a sua morte, mas falou alguma coisa como que ele morreria no sofá da sala e sozinho, este sozinho não seria novidade, saiu de lá como entrou.

Uma amiga vendo o seu desassossego o aconselhou a procurar alguns lugares que faziam imposição de mãos para aplacar a sua ansiedade. Ele foi, mas se sentia envergonhado de estar ali, justo ele que tinha tido todos os esclarecimentos da vida, conhecia todos os segredos do Universo, mas não soube evitar de cair nesta desolação, mas a imposição das mãos também não deu certo para o caso dele, teria que haver muitas mãos.

Os dias se arrastavam lentos e nem os amigos mais procurava, eles tinham ficado no passado, e não serviriam para este momento de solidão e desolação extrema.

Da janela via como era difícil alguém se matar, ainda bem, e isto é uma proteção natural para muitos, e agir desta forma vai contra todos os princípios da natureza e não há sofrimento sem causa, e nem esperança de que acabe passando, é só dar o devido tempo, mas orar, o que também podia lhe ajudar, também não sabia, pois sempre achou que tudo era de sua responsabilidade, e que o Criador nos dava a vida e os esclarecimentos para seguirmos, caso os procurassemos, mas esquecia que ele também é principalmente amor, e como era triste não saber orar e isso o deixava se sentir muito mais sozinho ainda.

Outro vendo a sua tristeza, indisfarçável que era, até o convidou para ser pastor na sua igreja, talvez querendo ajudar, não era destas igrejas comuns, tinha até um status diferênciado, mas ele nunca entendeu bem este convite, mas as pessoas viam que ele estava perto de algum fim de linha, no fundo de algum poço, mas ele lutava, como sempre fez, era apenas mais um início, mas como era difícil desta vez e o tempo não passava.

Desta vez o tombo foi mais doído, pois desta vez ele tinha todos os meios materiais para lhe dar amparo, mas nada lhe dava alivio, nada lhe servia, então tinha que rastejar novamente comendo a poeira em busca de alguma água que lhe molhasse a boca; a vida era inclemente, mas só assim ele poderia encontrar a redenção e o esclarecimento, mas não espere amor antes da hora, antes do aprendizado, pois isto não seria amor, e amor só quer o nosso bem, mas esta espécie de amor não conhecemos mais, pois desconhecemos as leis divinas que regem toda a vida, e este amor visa o nosso bem maior e o alivio momentâneo não nos faria avançar.

O amor de Deus nos espera enquanto nos ampara, mas não tem como nos livrar do esforço, pois foi nós que nos colocamos nestas situações, e só reconhecemos o amor divino quando reconhecemos também como funciona também a sua justiça.

Um não existe sem o outro, mas ambos só atuam para o nosso bem.

“O que o homem semeia isto ele colherá” nos disse jesus, e isto passa de uma vida para a outra, pois senão não teria lógica, e por este brutal desconhecimento a maior parte absoluta dos seres humanos não tem mais a compreensão para o que acontece nos dias atuais e morrerão sem saber como funcionam estas leis que o esperam do lado de lá.

"Seja lá o que for, plantas ou animais, montanhas, rios, países estados ou seres humanos, ruirá tudo aquilo que não se mostrar no último momento como legítimo e de acordo com a vontade de Deus!" Abdruschin em Na Luz da Verdade - http://www.graal.org.br
 
Poeta

Sonetos :  O destino talvez
Não sei do que falo,
se quando me calo,
a vida toma conta
e, às vezes, apronta.

Ralo, ralo, ralo,
mas deixo seguir em frente.
Procuro não ser insolente,
porque teimosia faz calo.

E, calejando, me acostumo.
Então procuro seguir um rumo,
que dê num reino encantado.

Quando estou cansado,
deito em cima de um prumo,
e espero acordar aprumado.

A.J. Cardiais
08.07.2018
Poeta

Poemas :  Sincrónicos síncopes... (Polipoesía)
SINCRÓNICOS SÍNCOPES
((((Polipoesía))))


Comprendemos
Del césped el cincel…Del cisne el cinturón.
Del
Tablero el taladro
del
talento/tangente/tangible.
Teje-que teje…Y que deje…
Tejiendo temibles témpanos.
En
la estrofa rota y honda
pestaña piadosa/pólvora pluma
maravilladas/matanzas/mecánicas
melodiosos mercenarios mínimos mimbres.

NOMBRES
DESLEALES
DELEZNABLES
DESMADEJADOS

De la calle en que flotan las palabras
PA-LA-BRAS… ¡Bruma y vapor!.
fácil fábrica falsa fangosa ferviente.
SER-PIEN-TES... ¡Honorables gusanos!
con una lenta humedad de signos
salvavidas sangrientos selectos sepelios.

DO-LO-SOS… ¡Abismos embelesados!
en la leve nieve del cabello
galante galope garbanzo gardenia
que ciñe al respirar
rayos rebaños rebeldes
Y… Y… Y…
huracanes y palacios
…graznando…
con lecho breve
…graznando…
al desliz de yerma punta
…graznando…
entusiasmo del diamante
…graznando…
espasmo del mercurio.

P.O.R.
el ruido que dibuja esa sombra
maligno manubrio.

P.O.R.
el hielo nervioso anudando el insomnio
SOSO-NO-RO.
De las piernas de piedra
PARCAS
de las pintorescas pirañas
PARCAS
de la seda en los dedos crudos.

Vaya
Vaya…Facineroso
Vaya
Vaya…Forastero
Vaya

S.E.M.B.R.A.N.D.O.
Oscilación de agujas y cuchillos
SEM-BRAN-DO.
Oscuridad de ondulación de caderas
SEMBRANDO
Labios de calderas fuegos hielos hieles.
S
EM
BRA
NDOO

Empapado cuando lee
el destello
huyendo efímero
sobrecogido estupefacto hastiada hebra.
Rincón incierto de rosa a destiempo.
ROSA
Por el imposible olvido que crece
ROSA
Que cercena que sofoca que corroe
ROSA
y cobra al recuerdo renta
ROSA.

Superfluo redundante vacuo
HABLAR LIGERO
triquiñuelas en las esquinas
LIGERO HABLAR
suculentas sinuosas intransigentes
HABLADURÍAS
despectivas rupturas disímiles
E.G.R.E.G.I.A.S.
espinas en el tiempo justo.


Autor: Joel Fortunato Reyes Pérez


POST DATA:
Información útil

https://es.wikipedia.org/wiki/Polipoes%C3%ADa
Poeta

Poemas de alegría :  VENDO OS DIAS PASSAREM
VENDO OS DIAS PASSAREM

E vendo o dia passarem
A caminho do mar azul 
Navega um viajante
Com a vida aprendida
Recebendo feliz a brisa
 
Em algum lugar sabe
Tem algo no ar 
A lhe esperar
E segue o caminho
Sem pestanejar
Não olha atrás
Só vai em frente

E o tempo passa
Enquanto avança
A caminho do sol
Na corrente do mar

“Conservai puro o foco dos vossos pensamentos, com isso estabelecereis a paz e sereis felizes.” Abdruschin em “Na Luz da Verdade” http://www.graal.org.br
Poeta

Crónicas :  A INFELICIDADE DE UNS FILÓSOFOS E OUTROS MORTAIS
Freud quase esplica, mas colocou o dedo na ferida

“O inconciente é uma prisão de segurança máxima na qual os traums sofridos nos deixam aprisionados e, nisso,estaria a raiz deas infeliciddes hmanas"

Freud neste caso foi muito simplista, o antes da vírgula está correto, embora não dê para generalizar, já o depois da virgula “e isso é a raiz de todas as infelicidades” está colocando tudo no mesmo saco o que absolutamente não é o caso, pois muitos nunca tiveram traumas e nascem com muitas fobias sociais e afetivas, muitos que as tem que o diga.

Um adolescente romântica (o) vê-se traída (o) por aquele(a) a quem eles consideravam amar.

Este tipo de trauma sempre foi igual, não importa a época da humanidade.
Esta dor de alma sempre teve o mesmo potencial, pois traição sempre foi o mais infame ato humano, mas isto atua de forma diferente em cada um, para muitos logo é superado e para outros, tanto homem como mulher, os acompanham durante toda a vida.

O que determina que assim seja, pois mesmo entre gêmeos isso atua diferente.

Hoje se fala-se muito em relacionamentos abertos, mas este tipo de relacionamento só é possível quando a base do relacionamento é puramente físico; ou quando a separação não ocorre para não serem divididas fortunas, nem cair o padrão de vida de ambos, mas neste caso só passa a ser divido o mesmo teto em comum acordo.

Jean Paul Sartre e Simone de Beauvoir foram quem trouxeram estes procedimentos a público, mas que ninguém se iluda que este casal não tenha tido problemas, pois tinham um pacto de infidelidade “só a nível físico”, mas morriam de ciúme quando o nível passava ao emocional, então este assunto não é assim tão simples e ambos tinham parceiros fixos e secretos, que escondiam um do outro, então estes relacionamentos fora do pacto se caracterizavam como traição e sofriam com isso.

Então que modernismo é este? Pura idiotice uma vida estressada assim, pois nada substitui estarmos com quem gostamos mais, digo que mantiveram esta vida para não perder os holofotes sobre si mesmos, pura vaidade intectual.

A natureza é perfeita e o normal é a harmonia e a afeição entre as partes, já o excesso de erotização tido hoje é uma anomalia que já levou muitos outros povos à bancarrota como os romanos, gregos e babilônicos no passado, então não devemos esperar coisa boa para a nossa sociedade, pois hoje o sexo foi elevado ao nível de vicio ou a um mal que tira a paz de muitos, pois não se satisfaz nunca.

O caso de viciados em pornografia já não é uma raridade nos dias de hoje e já entrou no rol dos males mentais, assim como a fobia por relacionamentos afetivos, sendo que já existe a tempos grupos de auto ajuda anônimos, a exemplo dos alcoólicos anônimos.

Lembro-me sempre do caso do bombeiro com a atriz que o ostentava como um troféu, mas se esqueceu que tudo tem consequências e o bombeiro levou a pior, conheceu a boa vida que ela lhe dava e depois ele não soube viver sem o glamour provado, viciou-se na cocaína que conheceu neste meio, e em overdose morreu.

A experiência não passou em branco também com a atriz, que antes era exibicionista, e hoje leva a sua vida privada mais reservada, sem expor “as suas conquistas de caras mais jovens”  assim como serviu para outras iguais também baixarem a bola, pois, afinal, com dinheiro e boa vida todo mundo consegue parceiros aos montões, tanto homens como mulheres.

Conquistadores como o personagem literato “Casanova” sempre existiram e sempre foram vistos com inveja por muitos homens, quando não deveriam, pois sempre foram deixando atrás de si tragédias pessoais e muitas fobias afetivas com as suas ilusões e expectativas criadas e não correspondidas.

E muitas meninas adolescentes estão curtindo estes mesmos hábitos e a ressaca destes tempos será irreversível, se vangloriam sobre o número de conquistas, feitas até na mesma noite.

Outro problema é que hoje os relacionamentos são normalmente apenas paixões, muito comumente confundidos com amor e, nestas sim, o sexo é a base da relação e onde as decepções são tremendamente comuns.
Sempre na história proscrita do homem, os mais salientes sempre foram os mais invejados.

Se você acha que a humanidade evoluiu desde aqueles séculos XVI/XVII do Casanova, cabe lembrar que em plenos anos setenta do século passado, ou seja, há apenas 40/50 anos atrás, muitas filhas eram expulsas de casa se caíssem no papo de algum espertinho, e não eram só garotas do interior não e uma boa parte acabava caindo na prostituição; era muito falta de amor por parte dos pais e já, enquanto isso, as meninas na Alemanha, por exemplo, podiam seus namorados para pousar na casa delas já nos anoa 80. Veja como o mundo era dispar naquela época de pouca comunicação.

Conheci muitas mulheres que foram noivas a muito tempo, mas quando cederam antes do casamento os caras simplesmente foram embora, é muita idiotice, nã conseguia entender este estes caras.

O setor afetivo tem que estar alinhado para podermos ir à busca de outras evoluções e crescimento para o nosso ser, mesmo que tenha sido a opção de não termos ninguém; o que lá fora do Brasil já é uma opção a muito tempo, e os lares de uma só pessoa já é cada vez mais comum, assim como aqui agora também.

Mas este lado tem que ser bem resolvido, pois se não, cedo ou tarde, isto será colocado de novo na nossa frente. Nada na vida de um ser humano nada pode ser deixado para trás se não for de forma natural, pois um dia este vácuo poderá cobrar o seu preço, então tem que ser uma opção racional e não por algum sofrimento que sofreu em alguma relação, pois os sofrimentos são para nossa evolução, não somos só animais racionais, mas principalmente, emocionais.

Não sabemos de tudo, não somos iguais a ninguém, nem intelectualmente, nem afetivamente, mas saber conversar sobre tudo e sobre o que sentimos é importante, nada deve ficar escondido lá no fundo da alma dentro de uma mala fechada.

Poucos filósofos foram felizes, e não poucos foram pensadores em função desta lacuna, e as esconderam muito bem atrás da intelectualidade, e a única finalidade do conhecimento é nos aproximar da naturalidade que é onde está o preenchimento pleno do nosso ser, fora isso, qualquer filosofia realmente é vã, se não leva nem o seu autor à felicidade própria, como no caso de Nietzsche, para ficarmos num exemplo, como vai levar outras pessoas.

Adianta morrer imortalizado e morrer à beira da loucura? Eu acho que não.

Tem muito filósofos modernos aqui no Brasil, que ao mesmo tempo fazem análises para se conhecerem, então acreditamos nas suas colocações bem articuladas intelectualmente, mas a felicidade está no mundo afetivo e eles, neste caso, precisam de muita ajuda; outra jóia que eles costumam pregar é o da inexistência de Deus, e o bom fiósofo não pode ter nenhuma porta do conhecimento fechada, mas ai cabe a eles investigarem muito mais a  fundo espiritualidades que passam muito longe das fugazes religiões, são muitos limitados ai.

Não acreditar nas religiões, (calabouços da Verdade) o que também não acredito, não quer dizer que isto automaticamente torne alguém num ateu, pois existem muito outros conhecimento que passam bem longe das religiões, e nos trazem respostas, mas isto cabe a cada um garimpar.

Nietzsche pode ter escrito resenhas, teorias e livros quanto quiser, mas no fundo foi apenas um infeliz que não soube encontrar o amor e a paz, e eu diria, que neste caso, foi só motivado pela covardia de se autoconhecer no mundo afetivo, e toda sua filosofia foi construida em cima disso, ou seja, não no mundo emocional, onde está a explicação da maioria das coisas, tudo o mais é conhecimento árido, sem vida, apenas intelectual.

Quantas carências não se carregam pela vida inutilmente por não sabermos superar aquele mal que nos afligiu em tempos idos, e como disse a educadora Sherry Turkle: “Se não soubermos ficar sozinhos, só saberemos ser solitários”.

Quantos não são mendigos afetivos e saem na noite à cata de qualquer migalha para continuarem se sentindo vivos, pelo menos até o dia seguinte.

Mundo louco que a humanidade criou para si, mundo cada vez mais preenchido de solidões e de amarguras escondidas, sofrimentos anímicos feitos buracos negros na alma sempre ansiosa.

 “Conhece-te a ti mesmo”, bons tempos em que o ser humano vivenciava esta frase na sua plenitude.

"Não é o lugar em que nos encontramos nem as exterioridades que tornam as pessoas felizes, a felicidade provém do íntimo, daquilo que o ser humano sente dentro de si mesmo” Roselis von Sass – http://www.graal.org.br
Poeta

Cuentos :  MICROCONTOS
A NUVEM PASSOU E QUASE PAROU, TAPOU O SOL E DEU ALGUM ALIVIO A QUEM EM FRENTE ABRIA CAMINHO SABENDO QUE A NOVO HORIZONTE IA

A BELA ÁRVORE SÓ SE ROBUSTECE E A SUA VIDA VAI, MAS QUANTOS ANTES NÃO A VIRAM ASSIM NUM MOMENTO A SÓS, E A QUANTOS ELA AINDA NÃO VERÁ DANDO A SUA SOMBRA E O SEU LENITIVO, POIS EMBAIXO DELA TODO SOFRIMENTO SE AMENIZA, POIS SÓ NA NATUREZA OS ESPINHOS DO CORAÇÃO SE ALIVIAM, ASSIM COMO OS DELE NESSE MOMENTO.

OS PÁSSAROS PASSAM SOBRE O CÉU AZUL GRANANDO BARULHENTOS ENQUANTO ELE APRECIA A ESCUTA DO SILÊNCIO.

AO LONGO DA ESTRADA RETA IA PENSANDO NAS TANTAS REENTRÂNCIAS E SURPRESAS QUE NAS LONGÍNQUAS CURVAS AINDA VERIA SURGIR AO LONGO DAS SUAS ANDANÇAS.

NAS CURVAS DA ESTRADA, COM ATENÇÃO REDOBRADA, SE ALIVIAVA NA ALMA  E NO PASSAR AGRADÁVEL DOS DIAS SABIA QUE DELES MENOS TINHA, MAS NÃO VOLTARIA ATRÁS NEM QUE FOSSE POR UM DIA.

TIROU O CALÇADO E NA GRAMA CAMINHOU. A VIDA JÁ LHE ERA MACIA.

VIZINHANÇA BARULHENTA, ERA A ALGAZARRA DOS QUE NOS DIAS GANHAVAM A VIDA DO QUE NO BERRO SE VENDIA.

BATERAM PALMAS QUEM SERIA? APENAS ALGUÉM QUE NA VIDA NUNCA MAIS VERIA.

ENTRE O BARULHO AO LONGE DAS CRIANÇAS OLHAVA EM VOLTA E ALEGRIA TAMBÉM SENTIA.

DA VARANDA VIA A NATUREZA INFANTIL A CHAMAR PARA A SIMPLICIDADE DA VIDA. DOS QUE FORAM NÃO LEMBRAVA, MUITO POUCOS DEIXARAM VALIA, MAS FELIZ VIVIA A CADA NOVO DIA.

LIMPOU O JARDIM E A ALMA SILENCIOU, A GRAMA RASTELAVA E O CORAÇÃO ALIVIOU.

LIMPOU AS GAVETAS E MUITO ESPAÇO SOBROU, E DE MUITOS ENTULHOS SE LIVROU E, QUANDO VIU, A ALMA TAMBÉM SE AMPLIOU.

FECHOU A PORTA PELA ÚLTIMA VEZ E VIU UM MUNDO SE ACABANDO, MAS O SOL DA RUA O OFUSCOU E JÁ NO CHÃO VIU O NOVO CAMINHO.

A CIDADE NA NOITE SE AQUIETAVA E ELE NAQUELE MOMENTO TANTO BARULHO PRECISAVA.

FICOU NO CARRO PENSANDO, ESTAVA NA HORA, NOVAMENTE, DE VOLTAR A BUSCA INTERMITENTE.

SENTOU NA VARANDA E VIU QUE A VIDA É SIMPLES COMO NOVO FILME QUE COMEÇA TODO DIA.

"Não é o lugar em que nos encontramos nem as exterioridades que tornam as pessoas felizes, a felicidade provém do íntimo, daquilo que o ser humano sente dentro de si mesmo” Roselis von Sass – www.graal.org.br
Poeta