|
|
|
Rodando na tua saia Tinhas um ar de catraia Mas com lábios sensuais. Ares de fruto proibido Em desejo mal contido Nos teus olhos tropicais.
Pela praia passeámos Nossas mãos entrelaçámos Deste-me o teu coração. Passeios sentimentais Alguns beijos marginais Noites que não acabarão.
Em noite de Primavera Jantaremos sós a sós Em romântica atmosfera Falaremos só de nós. A luz da vela será o cântico Que fará com que tu te afoites A um prelúdio romântico De poéticas brancas noites.
E nos estreitos caminhos Em campos de rosmaninho Mesmo ao cair do Sol-Posto. Passeando de braço dado Eu beijarei maravilhado Os contornos do teu rosto.
Lado a lado assim será Nosso amor caminhará Às chamas do amor, paralelo. E o fogo da nossa paixão Parece mais um vulcão Do que um bloco e gelo.
A. de fonseca
|
Poeta
|
|
|
E SE TODOS OS POVOS DO MUNDO, AGISSEM DA MESMA MANEIRA?
BELA LIÇÃO DE CORAGEM, LEALDADE, COMPANHEIRISMO E SOLARIEDADE
http://youtu.be/NQ32m2fJt54
|
Poeta
|
|
|
|
Estou pronto para morrer Como e quando, não sei É o que vos digo, podem crer Estou farto da vida também.
Farto desta podre sociedade De ego sempre bem inchado Não existe a solidariedade O Mundo já está quadrado.
A cada ângulo um hipócrita No centro um mau palhaço Que não passa de um parasita.
Que nos dá muita urticária E no coração fica o traço De felicidade imaginária.
A. da fonseca
|
Poeta
|
|
|
|
Morri, mas hoje quis voltar à vida. Prometem-me que hoje ela é melhor Venho para ficar se houver só amor Não como naquela vida já vivida.
Essa não, foi vida de amor vazia Quero voltar, sim, mas com prazer Com alegria e vontade de bem viver, Viver a sorrir mas sem ter euforia.
Quero encontrar apenas felicidade Que no coração não haja inverno Mas muito calor e muita lealdade.
Se assim não for, vou-me embora Prefiro voltar ao repouso eterno Não quero viver como vivi outrora.
A. da fonseca
|
Poeta
|
|
|
|
Si acaso cruzar el umbral de lo no permitido, me fuera prohibido, menester sería guardar mis más secretas pasiones.
Si acaso el sol no se me permitiera ver, ora, por jamás no verte, será menester que el sol no brille más.
Si acaso la luna no volviera su luz ver ora, por perder tú recuerdo, en noches sombrías, será menester que su diáfana luz, no resplandezca más mis días,
Ora por cruzar el umbral, ora por no ver el sol, ora por no salir la luna, no se me permitiera mostrar mi amor, será menester perder, perder y acumular en la buhardilla del alma, todo lo que por ti yo siento, junto a mis demás pasiones.
|
Poeta
|
|
|
|
Deixo a vida seguir em frente e fico sentado observando o seu caminhar... Vida, onde você vai me levar? Vida, o que eu vou encontrar lá, onde você me leva?
Mas não adianta perguntar, pois a vida não responde. Também não adianta pensar que você conhece a vida... Ela logo diz: me conhece de onde?
Essa vida é um caso sério... Quando a gente pensa que ela foi enfim decifrada, ela continua cheia de mistério...
A.J. Cardiais
|
Poeta
|
|
|
|
A minha capa de poeta não me protege do frio do medo. Antes, meu segredo é revelado.
A minha capa, não me cobre... Antes, não quer que eu me dobre a certas situações da vida.
A minha capa é indefinida: Não é capa, é cruz. Não é sombra, é luz. Não é nada e sendo...
E em cima ou embaixo da capa eu vou vivendo.
A.J. Cardiais
|
Poeta
|
|
|
|
Quando eu escrevo, eu falo comigo. Eu sou meu pai, meu irmão meu amigo...
Sou eu, falando comigo. Rimando as entrelinhas do meu ego, do meu umbigo.
Sou eu cego de amor e de loucura, tentando sacudir você... Isso eu não nego.
Sou eu querendo acordar você, para tudo que há nesta vida: o bem, o mal, a loucura, o pecado... Não sou seu anjo da guarda, sou seu aliado.
A.J. Cardiais 13.08.2010
|
Poeta
|
|
|
|
Já dissemos nos amar, muitas vezes... Porém não podemos assumir nosso amor. Por isso tentamos nos deixar, muitas vezes. Mas nosso sentimento é traidor.
Você diz que não me quer mais. Eu choro, sofro, mas aceito... Sufoco este amor em meu peito. Faço coisas que ninguém faz.
Mas quem ama, de tudo é capaz. Minha esperança nunca se dissolve. Então você vem e me envolve
num raio de amor e de paz. E assim começamos tudo outra vez...
A.J. Cardiais 18.11.2005
|
Poeta
|
|