Quando o planeta Terra foi formado Não havia que uma bela montanha Imponente desconhecendo o pecado Deixando sair o calor das suas entranhas.
Montanha essa, formada de ser humanos. Todos de mãos dadas, nos lábios um sorriso. Prometeram que assim seria ao longo dos anos, E que a terra não seria que um lindo Paraíso.
Assim essa montanha foi vivendo, feliz Não havia que amor, coração bem quente Mas pouco a pouco foi apodrecendo a raiz, Pouca a pouco esse Paraíso acabou demente.
Veio o Sol que tentou lhe dar nova vida Mas ficou triste tudo fez, mas foi enganado. A Lua entre essa demência ficou perdida, Pois que o coração da montanha , está gelado.
Um beijo dado, seja por amor Seja por amizade Ou mesmo por simpatia, É uma guloseima Que não faz engordar. E se for dado ao romper do dia Dá mais força Dá muita alegria A quem o recebe E a quem o sabe dar.
Eu tenho ciumes Dos teus poemas Que para mim não escreves. Tenho ciumes Das prosas poéticas Cheias de amor Como a flor Cheia de perfume Para mim herméticas Mas que fazer? Sim, eu vou escrever Para te dizer Que te amo a morrer. Sim meu amor, Sinto-me abandonado Coração mal amado Não é sedutor.
Como Águia majestosa, sobrevoei a montanha. O dia estava belo nessa tarde de Primavera. A paisagem de um verde de beleza tamanha Se mostrando sem segredos, à minha espera.
Lá do alto via os animais selvagens a pastar. Via os camponeses que trabalhavam ao Sol. Sempre tudo admirando continuei a voar E para mais me encantar ouvi cantar o rouxinol.
Como a terra é linda, como a vida assim é bela, Toda construida com uma grande coreografia. Montes e vales, ribeiras, flores em cada parcela, Tudo nos faz sonhar e tudo é verdadeira poesia.
Chegou a noite e a Lua chegou bem prateada Reflectindo no lago a sua imagem cintilando. Ao bordo estavas tu como uma fada encantada, Perdi o voo caí ao teu lado para assim te amando.
SOLILOQUIO O MONÓLOGO DE SEGISMUNDO. Pedro Calderón de la Barca (1600-1681) Dramaturgo y poeta español, es la última figura importante del siglo de Oro de la literatura española.(Este es el soliloquio más famoso del drama español;ocurre al final del primer acto, cuando Segismundo piensa en la vida y en su suerte.)Los investigadores literarios de la obra de Calderón de la Barca afirman, basándose en un comentario de Lope de Vega, que La vida es sueño pudo ser escrita entre los años 1627 y 1629. La razón de que no se publicara hasta 1636 obedece a que hasta el año 1635 no se levantaría la prohibición real de imprimir comedias en Castilla.
Sueña el rey que es rey, y vive con este engaño mandando, disponiendo y gobernando; y este aplauso, que recibe prestado, en el viento escribe, y en cenizas le convierte la muerte, ¡desdicha fuerte! ¿Que hay quien intente reinar, viendo que ha de despertar en el sueño de la muerte? Sueña el rico en su riqueza, que más cuidados le ofrece; sueña el pobre que padece su miseria y su pobreza; sueña el que a medrar empieza, sueña el que afana y pretende, sueña el que agravia y ofende, y en el mundo, en conclusión, todos sueñan lo que son, aunque ninguno lo entiende.
Yo sueño que estoy aquí destas prisiones cargado, y soñé que en otro estado más lisonjero me vi. ¿Qué es la vida? Un frenesí. ¿Qué es la vida? Una ilusión, una sombra, una ficción, y el mayor bien es pequeño: que toda la vida es sueño, y los sueños, sueños son.