Frases y pensamientos :  PARA TODAS AS MÃES
PARA TODAS AS MÃES

Quando olhares a tua Mãe, não tenhas pena das rugas. Pensa que era como tu. E se viveres tanto como Ela serás igual. Se está um pouco curvada, ou menos ágil, não comentes. Pelo contrário dá-lhe alento e com carinho diz-lhe que está luminosa e bonita.
Faz de conta que é igual como era quando te colhia nos braços e te beijava com a pele macia e com agilidade.
Nunca demonstres pena, nem tristeza. A beleza de Mãe é eterna e tu assim deves sentir. Nunca digas que não deve vestir ou arranjar-se, porque “já não tem idade.”
Ampara-a como sempre te amparou.
Sê filha fiel e digna de teres a sorte de ainda poderes contar com Ela.
Nesta vida, tudo vai. Mas o tempo de volta traz o que já outros tiveram.
Um abraço com amizade a todas as Mães do mundo e que em silêncio sofreram pelos filhos, que hoje ou amanhã serão Pais.
Poeta

Textos :  A Inspiração de Tchaikosvky(Sketch IX)
A Inspiração de Tchaikosvky(Sketch IX)
A Inspiração de Tchaikovsky












A cena se passa em Moscou, nos idos de 1860.











Cena única









Quando a cortina abre vemos Tchaikovsky, um famoso compositor russo sentado diante de uma escrivaninha com papéis, uma caneta tinteiro. O lugar está mais ou menos escuro. É de noite. Tchaikovsky está frustrado porque está sem inspiração. Ele olha várias vezes para o papel pentagramado e não tem ideia nenhuma de como compor. Ele suspira longamente. Ele revira os papéis já escritos de alguns dias atrás. Ele se levanta e vai até uma poltrona, ele se senta e fica olhando para o vazio. Ele passa a mão na lapela do paletó, depois esfrega as mãos uma na outra. Passa-se cinco minutos e ouvimos em off um assovio. É o começo da Valsa Das Flores. Tchaikovsky levanta-se rapidamente, vai até a escrivaninha, puxa a cadeira e senta-se e começa a compor. O assovio em off vai até os dois minutos da Valsa das Flores assoviando. Tchaikovsky vai compondo cada nota que ele escuta. Depois dos dois minutos, se passa três minutos e ouvimos novamente a voz em off assoviando. Dessa vez até os quatro minutos da obra Valsa das Flores, Tchaikovsky anota rapidamente no papel. Ficamos cinco minutos em silêncio. E depois o gran finale começa a ser ouvido e Tchaikovsky termina de escrevê-lo. Ele esrtá radiante. Levanta-se com a partitura nas mãos muito feliz. Mas olha e vê que não tem título. Ele morde os lábios e fica pensando em um título.









Voz de mulher(off)- Sebastian, já plantaste as rosas brancas?





Sebastian(off)- Não, madame, ainda não tive tempo, mas logo irei fazê-lo.





Voz de mulher(off)- Pois faça logo. Eu não consigo viver sem minhas roseiras brancas.









Tchaikovsky tem um súbito de esclarecimento. Ele coloca os papéis com a valsa que foi criada ouvindo o jardineiro e coloca Valsa das Flores.







Tchaikovsky- Graças a Deus que recebi uma inspiração hoje. Oh, precioso Sebastian, eu ainda o agradecerei, mas não agora. Preciso dormir. (Tchaikovsky guarda os papéis em uma gaveta da escrivaninha)







Tchaikovsky olha tudo em volta e vai saindo assobiando a obra. O pano desce.









FIM





Poeta

Poemas de tristeza :  Orestes e Electra
Orestes e Electra
Dois irmãos compartilhando a dor
Da perda do mais astuto e valoroso
Herói de guerra, as almas dos
Filhos suspiram e clamam por vingança.

- " Meu irmão, acaso nosso pai vagará
Pelo Hades sem ter a certeza de
Que a sua morte foi vingada?
Estará em paz sabendo que um
Vil e abjeto homem conspurca
Seus lençóis com a mais baixa lascívia?

- " Electra, minha adorável irmã, tu
Sabes o quanto me dói ser o criminoso
Da mulher que me carregou em seu
Próprio ventre, a qual falei as
Primeiras palavras balbuciantes,
A mulher que me deu princípios e valores.

Oh deuses, por que não posso observar
Essa tragédia em casa alheia? Por que
Devo manchar as mãos de sangue fraterno?

Os dois irmãos reconhecem a dor,
A maldade, o crime e a morte
Através daquela mulher que fingiu
Receber seu marido em alta conta
Logo tirando seu fôlego de vida brutalmente!
Poeta

Poemas :  Tengo delirios
No sé si es la fiebre icariana o la luna,
que no llega ni se llena… o el silencio,
que se hace insondable en tu ausencia,
quizás es que urgen para mi espíritu,
las centelleantes líneas que trazas,
desde tu sonrisa, tus ojos, tu compañía.

Para volar aún en la oscuridad y llegar,
justo allí, donde repica tu corazón y sus
acordes, hacen que mi alma se solace…
y sin embargo creo que me vienen bien,
estos delirios que alucinan y ensueñan,
porque son, vienen y van por ti mi cielo.

No hay confusión, son tan solo ansias,
sí, ansias infinitas de sentirte, de amarte,
de explosionar en sueños e ilusiones…
explorando el infinito iris de tus ojos, sí,
de tus hermosos ojos, que sin embargo,
quisiera nunca disipe mis delirios por ti.
Poeta

Poemas de despedida :  Falleció Don Oscar Chávez
“El folklor quema sus naves.”

Está llorando “Macondo”,
del alma, de lo más hondo,
le brota triste resuello,
la música pierde un sello.

Guardan luto “Los Caifanes”,
esto no estaba en sus planes,
no tocan, hoy, “Los Morales”,
no soportan tantos males.

Falleció el trovero autor,
sensible compositor,
el profesional baluarte
de la melodía, del arte.

Extrañaremos conciertos,
tersos copleros aciertos
de un hombre puro cantar,
de una voz tan singular.

Patrimonio Cultural
Vivo de la Capital
de México, en su grandeza,
que no perdió la cabeza.

Fiel enigma, leal arcano,
harto latinoamericano,
que recorriera la legua
formando dueto con Tehua.

Falleció Don Oscar Chávez,
sus tonos agudos, graves,
no surcarán el espacio,
languidecerán despacio.

Llega un lamento hasta aquí,
¿quién nos cantará “Por ti”,
“La llorona”, “La casita”,
“Mariana”?; se necesita.

Al que pudo ser longevo
porque forjó el “canto nuevo”
en las peñas, canta bares,
cafés-cantantes, sus lares.

¿Quién parodiará al gobierno,
al mal político eterno,
quién les dirá sus verdades
criticando necedades?

Vacío se halla el Auditorio
Nacional, su adoratorio,
Bellas Artes, sufren pena,
perdieron joya, una gema.

Tal trayectoria remata
Premio Ariel, Diosa de Plata,
deja de herencia añoranza
como eje de esta semblanza.

Falleció el “Caifán Mayor”,
mi verso sufre un temblor,
le escucho “Nunca jamás”,
no la interpretará, ya, más.

Falleció Don Oscar Chávez,
guitarra, vihuela, claves,
arpa, jarana, afinadas,
infaustas quedan guardadas.

Falleció Don Oscar Chávez,
callan jilgueros, las aves,
falleció Don Oscar Chávez,
entró en el cielo sin llaves.

Autor: Lic. Gonzalo Ramos Aranda
Ciudad de México, a 30 de abril del 2020
Reg. SEP. Indautor No. (en trámite)
Poeta

Textos :  O Rádio e Eu(Sketch VIII)
O Rádio e Eu(Sketch VIII)
O Rádio e Eu







A cena se passa na Espanha, em 1931.











Cena Única







Um ateliê de pintura com todos os tipos de tintas, pincéis, quadros, e outros objetos artesanais. Há uma janela que está aberta. Há um perfume de lavanda no ar no ateliê. Do lado esquerdo vemos um quadro de um barco e uma parte do mar, ele está incompleto, mas é um belo, sensível e admirável quadro. Perto dele está uma mulher chamada Elisabeth. Ao lado do quadro, há um banquinho com um rádio ligado. O rádio está baixinho e quase não ouvimos o que está sendo tocado. Elisabeth está pintando, mas para por um minuto. Ela suspira cansada e coloca a paleta e o pincel de lado. Ela vai até uma parte do ateliê onde há uma mesa com papéis, revistas, e alguns jornais. Ela vê duas cartas e pega.







Elisabeth- Oh, que maldição! Diablo! O Alonso me escreveu novamente. Eu já pedi a prima dele para dizer a ele que não quero que me escreva mais. Que homen insistente! Como Yo sufro! Com ela não poderei parar de falar, mas irei diminuir o número da correspondência. Creio que ela nem falou com Alonso, ou ele anda cada vez mais teimoso mesmo. Se continuar, terei que dizer ao pai dele.





Ela se afasta da mesa e vai até outra onde há algumas frutas. Ela pega uma maçã, olha para ela, e desiste de comer. Na mesa há uma garrafa com água e um copo. Ela enche o copo de água e bebe todo. Coloca o copo de volta na mesa. Ainda ouvimos o rádio baixinho. Ela pega uma revista em outro lugar e começa a folhear. Ela folheia três páginas rapidamente, depois lê duas e fecha a revista, levanta-se e vai até outro lugar onde há tintas. Ela olha para cada tinta, escolhe as que irá usar novamente e anda mais um pouco pelo ateliê. Ela vai até uma porta, abre-a e entra. Ouvimos o barulho de água. Ela abre a porta e sai enxugando as mãos. Joga os papéis em uma cestinha e volta a pintura que estava fazendo. Ela passa o pincel na paleta e começa a dar pequenas pinceladas em um detalhe do barco na parte de trás. Ela é detalhista e faz tudo com muito cuidado. Depois de terminar o detalhe, ela passa para o céu que está ao centro no quadro e com o mesmo detalhismo ela vai pintando o contorno do sol, a intensidade dos raios, uma mera sombra, etc. Ela para mais uma vez. Ela vai até a janela e fica espiando para fora.







Elisabeth- Oh, como estou... Não cansada, mas exausta de estar sempre no mesmo mundo, ainda que todos os dias eu veja pessoas diferentes nesta janela. Claro, tudo se me parece sempre um pouco diferente, mas dentro de mim as coisas permanecem iguais. As sensações e percepções a olhar para fora não são as melhores. Oh, este mundo não passa de um ambulatório de corpos ambulantes e desprovido de Beleza e Harmonia! Um mundo que parece mais uma grande teia de aranha a nos prender todos... (Sai da janela e senta-se onde as tintas estão, fica um momento reflexiva).









Ela novamente vai até o quadro, coloca as mãos na altura da cintura, morde os lábios e demonstra que ainda precisa trabalhar mais no quadro. Porém ela suspira longamente, passa as mãos no bolso e diz:





Elisabeth- Irei trabalhar nele depois que comprar vinho e mais algumas tintas como amarelo ocre, canário, e magenta. E vou agora mesmo que o tempo está suave, daqui a duas horas estará muito caliente.





Ela começa a sair, mas antes de sair toma outro copo de água. O rádio que ouvíamos desliga e não ouvimos mais nenhum barulho. O pano desce.









FIM
Poeta

Prosas poéticas :  Laguna Mandinga
Eres muy extensa
de bellos contornos,
con verdes profundos
la selva, el manglar.

Tu flora es variada,
la fauna selecta,
coloridos peces,
la jaiba, el ostión.

Un sol imponente,
el clima caliente,
humedad que reina
en agua, quietud.

La nube de blanco
vaga fiel, sin mancha,
rumbo a lontananza
navega el amor.

Pelícanos, garzas,
se suben al cielo
volando muy alto
en busca de paz.

Tu noche sagrada
invita al silencio
que solo esas aves
suelen profanar.

Mandinga, la luna,
sobre tu laguna,
se asoma y refleja
los ojos de Dios.

Autor: Lic. Gonzalo Ramos Aranda
Laguna de Mandinga, Veracruz, México . . .
Dedicado a la Licenciada Gloria Rafaeli Becerra (QEPD) . . .
Reg. SEP Indautor No. (en trámite)
Poeta

Poemas de nostalgia :  Don Carlos Reinoso
De pecho amarillo,
crema del América,
desde muy chiquillo
ha tocado esférica.

En campos de seda
se vistió de frac,
con total entrega,
verdadero crack.

Fue un Ocho de Diez
que dio puntapiés
al balón sagrado,
está consagrado.

Táctico del juego
planteó a Dios un ruego,
sudar su excelencia,
su elixir, su esencia.

Derramó la clase,
finura, talento,
con brillo se nace,
tremendo portento.

“El Gran Chaparral”,
Líder, Mariscal,
Cacique del centro,
la diestra su cetro.

Rey del tiro libre
de larga distancia,
bárbaro calibre,
en red su fragancia.

Pirul, Pirulete,
el central ariete,
“rabona” sin mancha,
¡gol de media cancha!

Ombligo en estadio,
mágico el canario
voló con entrega,
no tuvo barrera.

Del cielo sus dones,
sus metas, pasiones,
campeón de campeones,
trofeos de ilusiones.

Aprendió con Roca,
discípulo y genio,
su alma con broca
pulió con ingenio.

Luego, el jugador
vuelto entrenador,
por el pasto verde
vida casi pierde.

Infarto frustrado,
corazón aliado
da al divo Reinoso
su hálito glorioso.

Excelente humano,
devoto cristiano,
del fut caballero
es siempre el primero.

Chile-Mexicano,
es nuestro paisano
de doble faceta,
atleta . . . poeta.

Su madre imperdible
de las manos tibias,
oda, imagen plausible,
de penas te alivias.

El futbol jugando,
luego, “reír llorando”
como aquel Garrid
su amigo adalid.

Estando en pantalla
no sabe de falla,
su crítica es sana
retórica humana.

Ideas, sus conceptos,
no entienden ineptos,
dedos a la boca
que no se equivoca.

Nunca cerrará su gloria,
trayectoria, ni su historia,
la leyenda vuelve al nido,
¡Maestro muy bienvenido!

Autor: Lic. Gonzalo Ramos Aranda.
México, D. F., a 29 de abril del 2009
Reg. SEP Indautor No. 03-2009-061613310400-14
Poeta

Textos :  Balé com o Inimigo(Sketch VII)
Balé com o Inimigo(Sketch VII)


Balé com o inimigo






A cena se passa em Leningrado, 1943.






Cena única


Uma sala com duas poltronas, uma janela com uma cortina rosa, uma estante, duas mesinhas com vasos de flores, quadros na parede, uma mesinha de centro com dois livros, e perto da janela um banco alto com um gramofone tocando um balé chamado O Pássaro de Fogo, de Stravinsky. Uma mulher loira, magra e alta, dança. Ela é uma bailarina e se chama Petrouchka. Ouvimos lá fora barulhos de bombas, tiros e canhões, mas ela continua dançando sem se importar com a guerra.



Petrouchka- Nem essa maldita guerra pode realmente me fazer parar de dançar( Dançando por toda a sala)- Essa maldita guerra só pode atingir pessoas estúídas e que não querem crescer como pessoas.



Sua dança se torna uma mistura de balé classico com contemporâneo. Mais barulhos de tiros.


Voz de soldado( off)- Precisamos defender essa casa! Mas há mais de trinta alemães e somos apenas cinco! É impossível! Eles realmente vão invadir esse prédio!



Petrouchka nada ouve e continua dançando. Ela consegue se desligar de toda a guerra, ela para um pouco de dançar, e senta-se numa poltrona e fecha os olhos.


Petrouchka- Essa poltrona me traz recordações incríveis. De minha avó, de meu pai a ler o jornal, de minha mãe a fazer tricô. Ah, como eu sinto falta deles. Desde que comecei a viajar com a companhia, eu quase nunca mais pude vê-los. E agora... Eles estão mortos.( Abre os olhos, levanta-se)- Vou voltar a dançar. Meus passos tem estado horríveis.



Volta a fazer passos de balé. Nesse momento a porta se abre com estrondo e vemos um soldado alemão entrar com tudo. Petrouchka para de dançar, se assusta, mas corre para uma mesinha com gaveta e abre. Ela pega uma arma, engatilha e aponta para o soldado que está se recompondo pois quase caiu entrando com tudo na casa.


Petrouchka- Quero que saia agora da minha casa, seu porco fascista! Eu não tenho medo de atirar! Saia daqui, seu besstydnyy!


O soldado olha para ela com fúria e puxa do coldre uma Luger e aponta para ela. Eles ficam com as armas apontadas um para o outro sem dizer nada.



Petrouchka- E então, seu maldito, quem realmente vai atirar primeiro? Acha que você com esse teu uniforme da SS e essa maldita cruz de Ferro criada pelo maldito imperador Frederico realmente vai atirar? Você estava fugindo da batalha, seu assassino covarde!



O soldado que se chama Wolf responde:


Wolf- Se continuar me xingando, vou te mostrar o que posso realmente fazer contigo. Abaixe a maldita arma!( Aponta para o coração dela).


Petrouchka ainda não obedece.


Petrouchka- Eu vou adorar matar um soldado que provavelmente matou minha família toda no ano passado!


Wolf- Nessa maldita guerra a gente mata ou morre! Você, abaize essa arma agora. Eu só quero ficar escondido enquanto esses malditos russos não me pegam e me fuzilam!



Petrouchka( começa a abaixar a arma, ainda com suspeita e raiva)- Seu idiota, havia ainda uns oito apartamentos e tinha que invadir o meu?


Wolf- Não irei responder essa pergunta tola.( Guarda a Luger). Que música é essa que estou ouvindo?



Petrouchska- O pássaro de fogo, de Stravinsky. Não é Wagner, nem Beethoven.


Wolf( torce o nariz)- É muito moderno para meu gosto.



Petrouchka- Claro, fascistas como você gostam apenas de obras que vocês consideram puras!


Wolf- E essa música é o que? Uma sinfonia?


Petrouchka- Um balé. Eu sou bailarina.


Wolf( surpreso)- Nossa, uma bailarina. Eu jamais iria me perdoar se matasse uma artista.


Petrouchka- Você já deve ter matado até santas ou velhas indefesas.


Wolf fica em silêncio aou vir isso. Fica constrangido com a resposta.


Petrouchka- Sabe, eu tenho estado entediada de ficar aqui, e claro, é perigoso, essa guerra toda. Vamos fazer um acordo, você parece ser um rapaz que tem um jeito para dançar. Nós dançamos um pouco, e você me tira daqui viva e me coloca em um lugar seguro. O que acha?



Wolf fica pensativo. Ele não acredita muito na promessa, mas de fato a mulher acertou ao dizer que ele gostava de dançar.



Wolf- Aceito, e tenho esse lugar e ninguém vai te incomodar.


Petrouchka- Aproxime-se então de mim.


Wolf vai até ela. Ela sorri discretamente para ele. Ela começa a a ensinar passos básicos que todos já viram para Wolf. Wolf no começo erra bastante.


Petrouchka( irritada)- Zadnitsa! É para a esquerda e não para a direita!


Wolf- Estou nervoso, e são muitos passos para decorar.



Eles continuam fazendo passos básicos de ballet e Wolf começa a acertar mais.



Petrouchka( não querendo demonstrar que está alegre pelo progresso dele)- Você realmente aprendeu.


Ouve-se mais e mais barulhos de tiros de metralhadora, de bombas e tanques começam a se aproximar.


Petrouchka- Bom, já fiz minha parte no acordo. A situação está começando a ficar ruim. Por favor, me tire daqui.



Wolf- Olhe, eu irei ajudá-la, mas ninguém pode saber disso. Você precisa ficar quieta, é minha vida que está em risco.


Petrouchka( revira os olhos incomodada)- Claro que não falarei. Eu vou te esquecer em menos de dois dias. Vamos logo, me tire daqui.


Petrouchka vai até a mesinha com o gramofone, desliga-o e vai para junto dele.


Wolf- Vamos! Eu tenho um esconderijo há seis quarteirões daqui. Lá não há batalha.



Wolf e Petrouchka saem apressados.



Wolf( voz off)- Entre no carro no banco de trás, e fique abaixada. Só levanta quando chegarmos.


Petrouchka( voz off)- Oh, eu poderia me passar por sua amiga, mas tudo bem, farei isso.



Um barulho de carro é ouvido partindo. No palco tudo fica escuro. Mais barulhos de tiros. O pano desce.



FIM
Poeta

Frases y pensamientos :  Sinfonia número I- Mozart
A infância maravilhosa. A juventude musical. O começo brilhante. A maravilhosa composição inicial de um gênio. A maravilhosa forma artística de um gênio. Contemplando a beleza de uma arte erudita. Contemplando a bela forma de composição de uma criança.
Poeta