Haikais :  Haikai 3(Conquistas Materiais)
Haikai 3(Conquistas Materiais)
Conquistas materiais
Aniquilam a consciência
No crescimento total.
Poeta

Haikais :  Haikai 2(Castelo Esquecido)
Haikai 2(Castelo Esquecido)
Castelo esquecido
No leste europeu
Família aniquilada
.
Poeta

Haikais :  Haikai 1(Campina Esquecida)
Haikai 1(Campina Esquecida)
Na campina esquecida
As flores morrem
No inverno cruel.



Poeta

Textos :  Luzes no Campo
Luzes no Campo
[size=x-large]Luzes no Campo







A cena se passa no Peru, em 1965.



Cena Única



Uma casa no campo. Vemos uma porta que dá para a varanda, e um cõmodo médio onde um homem está ouvindo rádio. Perto dele há um rapaz de 14 anos.



Alessandro- Veja, Alonso. O Brasil realmente não volta mais à democracia. Já escolheram o presidente, Médici. Realmente nossos amigos terão que lutar para acabar com esse fascismo.


Alonso- Pobres brasileiros, mas isso está se tornando moda aqui no continente. Muitos ditadores, mais leis, e pouca liberdade.


Alessandro- Isso é verdade, mas nosso continente tem fama e história de lutar pela liberdade. Vai haver muita luta.


Alonso- E muito derramamento de sangue, com certeza.


Alessandro- E pensar que u ia morar lá o ano passado.


Alonso- Eu estive lá em 1962. Uma terra incrível.


Alessandro- Sem dúvidas, mas que agora passará por maus bocados. Minha mãe morou lá por quinze anos antes de me ter.


Alonso- Na época de Getúlio, então.


Alessandro- Não, acho que foi em 1920... Foi numa época em que houve uma revolução em SP.


Alonso- Ah, em 1924!


Alessandro( contente por fazê-lo lembrar)- Sim, isto mesmo. Ela me contava histórias sempre daquea época.


Alonso- Devem ser bem interessantes e realmente valer a pena parar para ouvir.


Alessandro- Sim, é por isso que minha década favorita é a década de 1920.


Alonso- Os anos loucos foram incríveis, mas sabemos como acabou. E sabemos o que trouxe para o mundo após.


Alessandro- Nem gosto de me lembrar o que veio depois. Mas me diga, está gostando de ficar aqui?


Alonso- Um pouco. Não estou acostumado à vida no campo.


Alessandro- Bom, ficará aqui quase quinze dias, já se passou sete, mais oito dias apenas...


Alonso- Não sei como você se acostuma a morar aqui sozinho. Não tem medo?


Alessandro- Não, para quem viveu o que eu vivi, morar sozinho não é nada.


Alonso- O bom é que não há muitos vizinhos por aqui.



Alessandro- Sim, é incrível não ter uma casa colada a outra como é na cidade.


Alonso- É uma das coisas mais estranhas que se vê nas cidades, execto as dos Estados Unidos, e na verdade nem são todas.


Alessandro Estupidez maior. As casas ficam parecendo um minhocão ou então massinha de argila.


Alonso- Fora que são pequenas... Mas claro, isso vai por causa das construtoras que não querem construir casas maiores.


Alessandro- Sim, mas...



Nesse momento vemos luzes fortes invadir a cena. Alessandro fica assustado. Ele pega a espingarda.


Alessandro- Fique aqui, Alonso. Já é a terceira vez que vejo essas luzes esse mês.


Alessandro sai para a varanda e não o vemos. Depois de dois minutos ouvimos um tiro de espingarda, um grito de Alessandro e mais nada. Alonso não consegue se aguentar e vai até a varanda. Ouvimos ele cair no chão e desmaiar. O pano desce.


FIM[
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Poeta

Textos :  Apartamento Parisiense
Apartamento Parisiense
Apartamento Parisiense






A cena se passa em Paris, em 1942.



Cena Única



Vemos um apartamento com dois níveis. Um deles está ocupado por dois homens. Um chamado Yosef e outro Aarão. Eles são judeus e estão se escondendo dos nazistas.



Yosef- Droga! Mais um dia nesse apartamento em Paris. Tudo bem que ele é bonito, elegante, mas estamos presos aqui há quase seis meses.


Aarão- Não reclama, Yosef. Você gostaria de estar em uma prisão da Gestapo?


Yosef( se benze)- Deus me livre! Santa Virgem!


Aarão- Então não reclame. Estamos até bem instalados aqui e pessoas de confiança estão nos ajudando.


Yosef- Sim, até que você está certo. E tem poucas pessoas aqui neste condomínio. Então para descobrirem...


Aarão- Viu? Nem tudo está perdido. E nossos passaportes ficam prontos, e iremos daqui para Portugal e de lá para o Brasil. Nossa vida realmente será outra.


Yosef- Ir para o Brasil é arriscado, não acha?


Aarão- Não. Por que fala isso?


Yosef- Pelo que sei, o Brasil ainda é aliado da Alemanha.


Aarão- Não mais. Quando você estava dormindo ontem, soube pela senhora que vem aqui que o Brasil já declarou guerra à Alemanha, Itália e Japão.


Yosef- Graças a Deus! O que os brasileiros pensavam? Que a Alemanha não iria se voltar contra eles?


Aarão- Sim, com certeza. Mas agora eles realmente estão do lado dos Aliados.


Yosef- E esta guerra na França que acabou... E pelo jeito...


Aarao( interrompendo)- Ainda existe a Resistência, os maquis... Nunca irão se render.


Yosef( torce a boca com desagrado)- Detesto quando você me interrompe! Nunca sei o que falar depois, nada vem na minha mente, e aí tenho que começar outra coisa.


Aarão- Desculpe, achei que precisava te falar isso.


Yosef( levanta-se e dá alguns passos pelo cômodo)- Acha que os franceses estão colaborando bastante com os malditos nazistas?


Aarão- Creio que sim.


Yosef- Então as chances de nos encontrarem é grande.


Aarão- Sim, mas não vamos desanimar. Temos dois lugares para nos esconder aqui, e um deles é bem ocultado.


Yosef- Até um alemão inteligente realmente encontrar o truque.


Aarão( com ar de superioridade e caçoando)- Não há muitos deles.


Os dois começam a rir bastante.



Yosef- Tenho dormido tão bem.


Aarão- Eu também. E pode-se dizer que meu organismo também está muito bom.


Yosef- Incrível, não acha? Estamos aqui em um lugar sem poder sair e nossos organismos não estão cobrando luz solar, nem nada.


Aarão- Nossa consciência está tranquila. Então os organismos apenas seguem essa paz.


Yosef- Sim, cada vez mais percebo que a consciência realmente é quem dita as normas para o corpo.


Aarão- E não poderia ser o contrário, se assim o fosse, a vida seria pior do que já é.


Yosef- Mas...


Ouvimos barulhos de pessoas subindo rapidamente as escadas.


Yosef- Teremos que nos esconder!


Os dois rapidamente vão até o segundo nível e se escondem. A porta é arrebentada por um chute e vemos dois soldados entrando acompanhados de um tenente da Gestapo.


Soldado I- Ué. Onde estão? Recebemos uma denúncia agora que havia duas pessoas conversando neste apartamento.


Soldado II- Muito estranho. ( Olhando em volta).


Tenente- Alarme falso. Não há ninguém aqui e nenhum vestígio de pessoas neste lugar.


Soldado II- Devemos vasculhar.


Tenente- Aqui é pequeno, ninguém realmente está aqui.



Entra outro soldado alvoroçado.



Soldado III- Tenente Rasmussen, aconteceu algo extraordinário. Um muro explodiu e não há ninguém perto do muro. E ouvimos vozes, e quando fomos ver quem era, não havia ninguém.


Tenente- Scheiss! Vamos, não há realmente ninguém aqui.



Eles saem fechando a porta. Ouvimos barulhos de risadinhas baixas. O pano desce.




FIM
Poeta

Textos :  A Boneca do Horror
A Boneca do Horror
A Boneca do Horror





A cena se passa em Quebec, no Canadá, em 1956.



Cena Única



Um porão que serve como quarto e depósito de algumas coisas. O porão tem ótimo estado e vendo como ele é, não se pode dizer nenhum pouco que é um porão. Em uma estante vemos bonecas russas, e uma delas é a mais chamativa. Ela tem faces rosadas, veste um vestido de camponesa holandesa e naturalmente tem cabelos loiros. Vemos uma menina de uns 13 anos escovar os cabelos de uma garota de seis anos.



Karen( escovando os cabelos de Donna)- Ah, Donna, esse teu cabelo é tão maravilhoso. Eu queria ter um como o seu.


Donna- Seu cabelo também é lindo, Karen. Não precisa ficar com inveja do meu.


Karen- Não estou com inveja. Eu sempre admirei seu tom de cabelo loiro. O meu é muito desbotado.


Donna- Não é não, ele é lindo, mais lindo até do que de mamãe.


Karen- Mamãe tem um cabelo lindo mesmo. Mas também toda a família dela tem cabelo bonito.

Donna- E quanto ao papai?

Karen- Papai tem um cabelo passável, minha querida. Nem bonito, nem feio.


Donna- Ah, eu não concordo com isso.


Karen- Você sempre acha que todos os cabelos são bonitos, minha linda irmã.


Donna- Porque são bonitos. Eu vejo a beleza em tudo na Vida. Você devia fazer o mesmo.


Karen- Quem dera. Eu sou muito exigente e seletiva. Eu realmente não consigo ser menos do que isso.


Donna- Pode parar de pentear meu cabelo, Ka.



Ka para de pentear o cabelo de Donna.


Karen- O que vamos fazer agora?


Donna- Vamos pular na cama?


Karen( fica um pouco em dúvida, sorri, confirma)- Mas só um pouco. Eu tenho medo que você caia da cama.


Donna e Karen sobem em cima da cama e começam a pular bastante nela e fazer barulho. Elas brincam por oito minutos.


Karen( ainda pulando na cama)- Estou ficando cansada. Vou parar.( Ela sai da cama).


Donna- Você cansa muito facilmente.


Karen- Sim, deveras. Você vai fazer o que?


Donna- Vou dormir meu sono da tarde.


Karen( à parte)- Depois eu que me canso facilmente. Tudo bem, minha linda, você vai dormir e te chamo às seis da tarde.


Dona- Combinado( Sorri, deita na cama e ela mesma se embrulha).


Karen( dá um beijo na testa da irmã)- Até mais tarde, cabelos loiros que tanto amo.


Donna adormece rapidamente. Karen sai. Nisso vemos a boneca mencionada sair da prateleira, dar risadinhas.


Voz da boneca- Logo brincaremos bastante, Donna. Você me despertou a pular na cama. Logo eu mostrarei o que faço. Durma, criança.


O pano desce
.




FIM
Poeta

Textos :  A Cadeira Esvoaçante(Sketch XVIII)
A Cadeira Esvoaçante(Sketch XVIII)
A Cadeira Esvoaçante




A cena se passa na Argentina, em 1845.



Cena Única



Um quarto com uma decoração um pouco efeminada. No quarto vemos um rapaz de aproximadamente 27 anos. Ele se chama Alejandro. Ele está escrevendo em seu diário. Ele logo fica entediado, fecha o diário e dá alguns passos até a janela. Ele fica de costas por uns dois minutos cantarolando baixinho. Logo vemos uma cadeira em seu quarto começar a levitar. Ele dá alguns passos para a direita no quarto e a cadeira cai no chão sem fazer barulho. Ele então pega em uma gaveta um álbum de fotografias, abre-o e começa a vê-lo. Logo a cadeira novamente começa a levitar e ele sem olhar para cima. Ele fecha o álbum e a cadeira volta a ficar no chão. Ele volta para onde estava. Ele então deita na cama, fecha os olhos por cinco minutos e a cadeira volta a levitar. Quando ele abre os olhos, a cadeira já está no chão. Ele suspira, levanta-se da cama e vai até uma escrivaninha onde há uma maçã. Ele pega a maçã, olha para ela, e desiste de comê-la. Ele então vai até a mesma janela e fica novamente de costas e a cadeira novamente faz o mesmo que antes. Depois que ele se vira, a cadeira está no chão. Alejandro então pega uma gaita e começa a tocá-la, enquanto ele toca desapercebido a cadeira começa novamente a levitar. Ele toca a gaita por uns dez minutos, e então ele pára de tocar a gaita e então a cadeira faz o mesmo que antes. Mais duas vezes Alejandro vai pela janela, e escusado será dizer que a cadeira foi novamente para o alto. Alejandro então decide sair, mas ouve uma voz de sua casa.


Voz- Alejandro! Preciso de sua ajuda, por favor venha me ajudar.


Alejandro- Cáspite! Minha mãe novamente com problemas de leitura. Uma hora agora para ajudá-la em seu francês.



Ele veste um casaco e sai do quarto. Vemos a cadeira novamente levitar. Ouvimos uma voz.



Voz- Distraído... Mal sabe ele que ele fez a cadeira levitar umas sete vezes e nem percebeu.




O pano desce.




FIM
Poeta

Textos :  Noite de Baile(Sketch XVII)
Noite de Baile(Sketch XVII)


Noite de Baile






A cena se passa na Holanda, em 1919.


Cena Única


Uma sala bem mobiliada com duas portas laterais e uma na frente. A porta da frente leva a um quarto. Em cena há dois homens. Um chamado Florian e outro Frederik. Eles estão impaciente e olham para os próprios relógios.

Florian- Estamos aqui há quase meia hora. Minha irmã, mãe e sua esposa simplesmente não conseguem se decidir o que vestir para o baile.


Frederik- Não preciso nem dizer que isto é a mania mais feminina de todas, não?


Florian- Mesmo assim, deste jeito chegaremos atrasados ao baile.


Frederik- Não vejo problema nisso. Seria até bom para nós.


Florian- Para horários sou como os ingleses, detesto atrasos. Mas creio que daqui a cinco minutos elas saem do quarto.


Frederik- Ou não. Mas me diga, Florian, você está mesmo empolgado para ir a este baile?


Florian- Nenhum pouco, meu caro. Estou indo por causa de minhas irmãs e mãe. Mas gostaria de ficar em casa esta noite.


Frederik- E tem mais um baile semana que vem que teremos que ir.


Florian- Farei de tudo para escapar desse. Nem que eu comece a jogar e fumar com os amigos.


Frederik- Já faço isso, mas se eu não ir, sabe o que acontece, não?


Florian- Você poderia realmente escapulir por algumas horas, mas acho que por causa dessa ansiedade delas será muito difícil.


Frederik- Há dias estou ouvindo de minha mulher sobre este baile. Sabe como detesto ouvir a mesma coisa mais de uma vez, não sabe?


Florian- Oh, sei, e nisso sou igual a ti. Mas elas estão empolgadas e elas idealizam os bailes. Você deveria saber disso.


Frederik- Sei, e já fui a dezenas de bailes sabendo disso, e parece que não consigo pensar em nada para me livrar deles.


Florian- Ainda bem que são apenas os bailes. Um amigo meu tem uma mãe que tem... Bom, digamos que ela tem o que eu chamo de doença social. Ele tem que acompanhá-la a casamentos, velórios, batismos, piqueniques, óperas, etc. Ele muitas vezes está até mais contrariado do que estamos aqui.


Frederik(decepcionado)- Pobre coitado, mas eu ainda hei de arranjar um jeito de me livrar de ir a lugares que não quero com minha esposa.


Florian- Se me permite ser sincero, poderá arranjar conflitos com tua mulher. Com minha mãe estou acostumado a ter certas rusgas, mas eu te aconselho a ir a esses lugares, ou então, torcer para que sua mulher se torne mais introspectiva e caseira.


Frederik- Impossível, meu caro Florian. Minha mulher também tem a tal da doença social. Ela não consegue passar uma semana sem ir a algum lugar.


Florian- Isso prova que ela mesmo com os conflitos da vida consegue superá-los na companhia das pessoas.


Frederik- Sim, é o que parece. Mas me diga, você realmente sai sempre com sua mãe e irmã? Porque parece que elas são vistas algumas vezes desacompanhadas.


Florian- Consigo fugir algumas vezes, mas é raro agora, principalmente porque minha mãe agora está mais empolgada com todo tipo de eventos.


Frederik- Imagino. Minha esposa também está assim.


Florian- Primavera também, você sabe como elas ficam alvoroçadas nesta estação.


Frederik- Sim, eu sei, elas...


Neste momento a porta se abre e três belas mulheres saem.


Saskia- E então meu caro filho Florian, como estou? (Ela dá duas voltas exibindo o vestido).


Florian- Belíssima mamãe. Nunca a vi tão bela como hoje.


Veerle- E quanto a mim, meu irmão? (Faz o mesmo que a mãe).


Florian- Tão bela quanto as flores de nosso país na mais dileta primavera.


Veerle sorri encantada.


Wilhelmina- Veja querido Frederik como estou bela também.


Frederik (sorri encantado) - Sim, minha linda. Nunca te vi tão bela. Estou muito orgulhoso de ti.


Saskia- Vamos logo, creio que estamos atrasadas. O carro já está pronto, Florian?


Florian- Sim, mamãe.


Veerle- Vamos, estou ansiosa por este baile. Creio que haverá boas surpresas.

Florian dá os dois braços. Sua mãe do lado direito segura o braço, e o mesmo faz sua irmã no esquerdo. Frederik acompanha sua mulher segurando-a pela cintura. Todos saem. Ouve-se um pequeno barulho de ventania pela casa, mas nada muito preocupante. O pano desce.




FIM
Poeta

Poemas :  Versos ao Acaso
Versos ao Acaso
Versos Ao Acaso




Meus versos choram como moças perturbadas,
A lamúria neles é vertiginosa, sempre a reclamar.
A protestar potenciais escondidos, a nunca se conformar.
Choram e se descontrolam como loucos e idiotas.
Versos que adiam sempre o inadiável, nunca vivendo a
presença do hoje.

Velada escrita, velados sentimentos,
São como cofres dentro de baús.
Como toldos brancos a serem
Pintados, mas a mão que pintar o
Tornará transparente ou vivo?
Colore com tintas suaves, mas não
Deixe a pintura forte, em sobrecamadas.
Não torne opressivo aos olhos a cor.

Versos que desanimam a cada caminhada.
Preguiçosos, nunca pensam em sair do marasmo...
Versos sifilíticos e sujos, versos de maldições escancaradas.
Versos de protuberância ridículas, dignas de
Uma análise fria e racional de Lombroso...
Versos que um dia falarão metáforas, não metonímias!
Poeta

Poemas :  Apolo
Apolo
Apolo






I

Lóxias divino, fulgurante do Sol,
Patrono de todas as artes, profeta,
Belo, sensível, amoroso e sóbrio
Em tuas mãos Beleza e Graça
Estão equilibradas em ti, todos os artistas
Bebem de sua doce fonte infinda.
Em teu arco, justiça rege o Universo
E jamais mortal algum poderá sair incólume
De tuas setas inflamadas!

Teus amores inspiram os mortais,
E entre os imortais, és aquele que
Mais ama a humanidade.
Viveste como pastor no reino de
Admeto, mas ainda assim manteve
Tua majestade olímpica e jamais reclamaste
Da divina ordem do Universo.

Poeta