Cuentos :  A Solidão no Claustro
A Solidão no Claustro
A Solidão no Claustro








Todas as vidas parecem ser iguais no claustro, mas não são. Elas variam de sensibilidade, gosto, ações e outras coisas. Carlos logo viria a descobrir isso. Ele pensava que todos viviam igualmente em um mosteiro, mas não era esse o caso. Carlos havia sido uma pessoa que tivera uma vida social agitada, brilhante, extrovertida. Ele era um verdadeiro homem gregário e não se permitia nunca a solidão, mas nos últimos dois anos, mudara completamente. E então decidiu ir a um mosteiro onde foi bem aceito. Logo, aprendeu todas as tarefas e o que mais gostava realmente depois de copiar livros, era ficar em sua cela o máximo de tempo possível. Todos admiravam que ele realmente estava conseguindo viver uma vida totalmente diferente da que tivera. Muitos achavam que ele iria embora em uma semana, ou um mês. Mas não foi este o caso. Passados dois anos, Carlos foi subindo no que se pode chamar de hierarquia dos solitários. Muitas tarefas lhe eram dadas, e ele sempre se regozijava em cumpri-las. Porém no ano seguinte ficara cada vez mais recluso, e os irmãos se preocuparam muito, mas sabiam que ele viera para ter uma vida pacífica e calma, e não uma vida atarefada como tinha no passado. Carlos adoeceu, ficou tísico e não saía mais de sua clausura. Os irmãos sempre o alimentavam e o ajudavam. Ele relembrou em seu último dia de vida todos os lugares que havia estado, e contava aos irmãos que adoravam ouvir as histórias. Carlos morreu em um dia frio de inverno, e todos lamentaram sua morte. Enterraram-no no mosteiro mesmo, e depois de dois meses um quadro foi pintado em sua homenagem.
Poeta

Textos :  A Família ao Lado(Curta 2)
A Família ao Lado(Curta 2)
A Família ao Lado





Curta Metragem VII




Fade in:


Créditos Iniciais



Os Créditos deverão mostrar imagens de famílias em todas as situações possíveis: Alegria, luta, conflito, amor, etc.



1. Casa de Miguel/Sala. Int. Noite




Miguel, um homem de 23 anos está assistindo televisão com seus dois irmãos: Clara(7) e Henrique(12). Eles assistem um desenho animado.



Miguel- Vocês veem o quanto há de violência nos desenhos?



A CAM mostra o detalhe de um desenho batendo em outro.



​ Clara- Mas os desenhos são assim mesmo. Você não vai ficar implicando igual a mamãe, vai?



​Miguel- Não, mas eu me preocupo com o que vocês vêem.



Vemos na tv os desenhos batendo um no outro.



Miguel- O que vocês querem comer?



Henrique- Eu quero Sucrilhos com iogurte!



Miguel- E você, Clara?



Clara- O mesmo!




Miguel levanta do sofá. Ele vai até a cozinha.





2. Cozinha na casa de Miguel.Int. Noite



Miguel pega o sucrilhos no armário. Ele então pega duas tigelas limpas na pia. Ele pega o iogurte na geladeira. Ele coloca o sucrilhos da caixa nas tigelas e mistura com o iogurte. Ele pega as tigelas e leva até a sala.





3. Sala na Casa de Miguel. Int. Noite




Miguel entra na sala. Os seus dois irmãos continuam assistindo televisão hipnotizados por ela.



Miguel- Aqui está o que pediram.



Ele coloca as duas tigelas na frente de Henrique e Clara. Eles comem o sucrilhos.



Clara- Miguel, vem assistir desenho conosco.


Henrique- É Miguel. Você não gosta mais de desenhos?



Miguel- Gosto, mas agora vou ali e já volto.



Corta para:



4. Jardim na Casa de Miguel. Ext. Noite




Miguel vai até o jardim. No jardim há uma espécie de mureta que vai para a casa do vizinho.



Corta para:



5. Sala da casa ao lado.Int. Noite




Um homem chamado Cláudio está lendo o jornal. Uma menina chamada Amanda desce as escadas.



Amanda- Papai, eu gostaria tanto de conversar hoje com o Miguel.



Cláudio- Você já fez seus deveres hoje?



Amanda- Todos. Um por um, eu fiz. Posso falar com ele?



Cláudio- Ah, Amanda, você poderia ficar aqui. Ele está lá com os irmãos cuidando de cada um deles.



Amanda- E você sabe o quanto eu gosto de estar perto dos irmãos dele.



Cláudio- Deixo ir se me prometer que não vai voltar tarde.



Amanda- Não voltarei, papai. Fique tranquilo que estarei aqui antes das onze.



Cláudio- Pode ir então.



Amanda se aproxima de Cláudio e o beija na face. Ele fica todo vermelho.



Corta para:


6. Jardim da casa de Miguel. Ext. Noite


Amanda acaba pulando a mureta que separar as duas casas.





​Miguel- Achei que ia passar a noite toda cuidando de meus irmãos e vendo desenhos.


Amanda- Não se depender de mim.(Ela vai até ele e o beija no rosto).



Miguel- Quer entrar ou deseja ficar um pouco aqui no jardim?



Amanda(Esfrega as mãos)- Desejo entrar. Estou morrendo de frio.





​Miguel- Vamos, então.




Miguel e Amanda vão para dentro da casa.




​ ​7. Casa de Miguel/Sala. Int.Noite


Amanda e Miguel entram na sala. Os irmãos de Miguel ainda assistem TV e comem sucrilhos.




​Miguel- Viu, Amanda? É isso que tenho que ver quase todos os dias. Os meus dois irmãos na TV direto.


Amanda-Ah, Miguel, não reclama. Eles são crianças. É natural que aconteça isso.





​Clara se volta para Miguel.




​Clara- Miguel, onde você estava, meu irmão?




​Miguel- Estava conversando com a Amanda. Não vão dizer oi a ela?




Henrique e Clara(olhando a TV)- Olá, Amanda.



Miguel(a Amanda)- Não quer ir para o meu quarto?



Amanda- Seria melhor. Eles não vão nos dar nenhum pouco de atenção com a TV ligada.




Miguel- Vamos. Eles estão hipnotizados demais para nos dar algum tipo de atenção.




Miguel e Amanda saem da sala. Close na televisão mostrando um desenho do Picapau. Clara e Henrique continuam assistindo televisão. Ouvimos um toque de telefone, mas Clara e Henrique não percebem.




Créditos Finais




Fim
Poeta

Poemas :  Indriso I(Tempestade)
Indriso I(Tempestade)
Era uma tempestade terrível,
Forte e totalmente catártica,
Era também uma tempestade feia.


Os sonhos e pesadelos terríveis
Desfaziam-se em sigilosas preces
Que eram entoadas por monges.


Mas a tempestade era uma benção.



Pois tinha tudo que precisava e ainda mais!
Poeta

Poemas surrealistas :  Gaivota
Gaivota
Voa rápido
Pássaro-meteoro
Nunca deixa
Um pouso vertical

Futuro malado é
Teu caminho
E cometa visionário


É teu espaço.
Poeta

Poemas de amor :  Se de Ti, Amor, Falo, é Porque a Ti Venero
Se de Ti, Amor, Falo, é Porque a Ti Venero
Se de Ti, Amor, Falo, É Porque a Ti Venero







Nas estrelas rápidas e cintilantes, que de
Extremosa beleza se vai acercando,
Eu desejo em meu coração a ti
Venerar, Amor, em ti desejo
Aquele sacerdócio antigo esquecido.



Se de Ti Amor, Falo, é que minha lira
Está desejosa de venerar teu santuário,
Ela deseja que em ti todas as coisas
Façam-se perfeitas e deleitosas.




Mas minha lira se vai acercando ao
Pessimismo de minha mente, acaso
Ela estará segura em ti Amor?




Que minha voz possa ser ouvida,
Que minha mente possa cantar
A Ti, Amor, todas as tuas benesses
Fecundas e benfazejas.




Se de Ti, Amor, falo, é porque minha
Voz precisa atravessar os séculos em
Poemas e canções que só a Ti, Amor,
Eu posso ter a plena felicidade de
Cantar em versos teu amor bendito!

Poeta

Poemas :  Franceses Versus Alemães
Franceses Versus Alemães
I










Ruas bombardeadas no poético ano
De 1870, os prussianos avançam
Sobre a cidade conquistando cada rua,
Casa e cada pessoa, nos uniformes cinzas
O resplendor da vitória prussiana.


A águia teutônica flamula sobre os
Campos de Marte, a velha e delicada
Torre Eiffel cai diante das botas prussianas.


Ah, bela cidade que eleva os sentidos
De sonhos a milhões de almas!
Belos destroços em ti são pisados
Com firmeza pelo inimigo de milênios!



II




Os poilus sujos e abatidos
Caem na batalha com baionetas
Velhas, mas que ainda furam a velha
Carne... Gritos malditos ecoando
Naquelas trincheiras ensurdecidas
Por canhões e bombas dos grandes
Alemães, mas a língua francesa leva
Cada ato da batalha a um novo nível
De humanidade, desejo de vitória, e a
Cessação da pior hostilidade humana imaginada.



III


Contrastes de modos e linguagens, aquele
Alemão de fala rústica leva cada sentimento
No peito como uma fortaleza intransponível.
Nos alto voos filosóficos abstratos o alemão
Vê sua vida como uma forma entrelaçada que
A linguagem não pode explicar, no qual seu
Espírito mora sempre unido.



Aquela alma sedosa, fresca, delicada,
Aquela alma que bebe as sensações do
Gosto e prazer não consegue lidar com
Aquela sensação crua e mal preparada.



Ela sempre se afastará daquele germanismo
De duras poses, de duros golpes e de linguagem
Que move os ouvidos para um inferno em que
Todas as palavras são uma faca dilacerante aguda.
Poeta

Textos :  O Eremita Hindu(Sketch 30)
O Eremita Hindu(Sketch 30)
O Eremita Hindu














A cena se passa nas florestas da Índia, no século 15.







Cena Única





Um eremita hindu está meditando. Ele se chama Visvakarma. Vemos então aparecer repentinamente um ser de quatro braços, é a forma de Vishnu. Visvakarma para de meditar diante de presença de Vishnu.







Visvakarma- Meu Senhor Krishna, os meus desejos foram atendidos. Eu posso finalmente ver vossa forma eterna.





Vishnu- Visvakarma, você tem meditado em minha forma eterna por mais de vinte anos. E também tem procurado saber o futuro deste planeta. Eu vos direi agora o que precisa saber.





Visvakarma- Meu Senhor Vishnu, é uma honra receber tal informação.





Vishnu- Saiba, Visvakarma, que minha última encarnação neste planeta não será física.





Visvakarma- Não entendo, meu senhor. Você não descerá a este mundo.





Vishnu- Não em forma corpórea. Eu virei como uma consciência tão poderosa que muitos sentirão. Virei como um fogo abrasador para varrer toda a escuridão que se esconde neste mundo e tanto tem prejudicado este mundo.





Visvakarma- Nós o esperamos em forma corpórea, meu senhor. Me diga como saberemos que o senhor está presente.







Vishnu- Este mundo me sentirá pelo coração e não pela mente. Apenas o coração do homem pode realmente me sentender, oh grande Visvakarma.





Visvakarma- Meu senhor, permita que eu possa estar nessa época presente neste mundo para que eu possa ver vosso retorno.





Vishnu- Você estará aqui neste mundo. Você ajudará em minha missão de limpar a terra de todo o mal.





Visvakarma- Será uma honra para mim realizar penitências e sacrifícios em vossa hnora, meu senhor Vishnu.







Vishnu- Você tem feito isso por muito tempo. Você é dum dos meus mais fiéis devotos.







Visvakarma- Sim, meu senhor. Para mim é um deleite meditar em vossa presença.







Vishnu- Saiba também, oh Visvakarma, que após o período de purificação da Terra, todos aqueles que passaram por essa Terra para disseminar o dharma estarão de volta em forma corpórea.





Visvakarma- Tudo isso é maravilhoso, meu Senhor Vishnu.





Vishnu- Visvakarma, continue meditando em minha forma espiritual. Você alcançará a libertação fazendo isso.







Visvakarma- Assim o farei, meu senhor.





Vishnu desaparece da vista de Visvakarma. Visvakarma começa a chorar copiosamente.





Visvakarma- Preciso contar essa aparição ao meu mais dileto amigo.





Visvakarma sai pela direita. Ouvimos o chilrear dos pássaros. O pano desce rapidamente.







Fim
Poeta

Textos :  Sol/Netuno
Sol/Netuno
Sol\Netuno

Poetas, dançarinos de balé. Boêmios, fantasia, magos. A vida é um sonho. Misturando-se com a música. Pintores. Misturando-se com a espiritualidade. Misturando-se com o místico. Ilusões. Decepções. Possuindo uma vida poética. Possuindo uma vida de fantasia. Romantismo+ Espiritualidade. Renascimento. Hábitos artísticos. Dança. Teatro. Crescimento espiritual. Misturando-se com a água. Difusão. Alcoolismo. Vício em drogas. Escapismo. Difusão+ Imaginação. Imaginação profunda como o mar. Compreensão profunda do mundo espiritual. Idealistas. Pessoas que lideram novos caminhos de olhar para o Supremo. Idealização. Sonhos+fantasias+visões. Mitologia clássica. Visões estranhas. Pensamentos estranhos. Paranormalidade. Esquizofrenia. Misturando-se com pessoas espirituais. Atração à santidade. Santos. Gurus. Dervixes. Pessoas "angelicais". Atração à símbolos sagrados. Atração à santos. Atração à arte religiosa. Nossa Senhora. Música aquática. Música+profundidade. Refinamento+sensibilidade.
Poeta

Frases y pensamientos :  Amycus em Câncer
Amycus em Câncer
Amycus em Câncer



Astrologicamente, o asteróide Amycus parece indicar a maneira adequada de tratar as pessoas; as consequências de não fazer isso; vítimas inocentes de violência ou sendo apanhadas pela violência ("quando os elefantes lutam, a grama sofre").




A maneira de tratar as pessoas é com sensibilidade. A maneira de tratar os outros é com afeto. A maneira de tratar as pessoas é com um toque de carinho. A maneira de tratar as pessoas é de forma maternal. A maneira de tratar os outros tem um pouco de manipulação embutida. A maneira de como tratar as pessoas é trazê-las para a família. A maneira de como tratar as pessoas tem um toque de emoção demais. A maneira de tratar as pessoas é fazê-las nostálgicas
.
Poeta

Textos :  O Sedutor Italiano(Sketch XXIX)
O Sedutor Italiano(Sketch XXIX)
O Sedutor Italiano










A cena se passa em Trieste, no ano de 1879.







Cena Única






Uma taverna bem movimentada com pessoas fumando e bebendo largamente. Um homem chamado Alessio está sentado ao lado de uma mulher ruiva chamada Luciana.









Alessio- Você é uma das mulheres mais lindas que eu já vi, sabia?(Alessio sorri para Luciana).







Luciana- Aposto que você diz isso para todas.







Alessio(sorriso sedutor)- Claro que não, bella Luciana. Você é a única que eu disse isso.







Luciana- Ouço falar muito que você é um dos sedutores mais exímios de Trieste.









Alessio- Mentiras e blasfêmias. Eu apenas sou muito gentil.







Luciana( sorri satisfeita)- Sério?









Alessio- Claro, minha querida(Alessio coloca a mão esquerda no ombro nu de Luciana).







Luciana- Eu nunca gosto muito de homens sedutores. Acho meio vulgar, sabe?









Alessio- Mas a sedução é uma arte milenar, caríssima.









Luciana- Eu sei, mas é como se o homem estivesse sendo um predador, entende?







Alessio- Entendo. Mas eu jamais seria assim com você(Alessio passa a mão no rosto de Luciana).







Luciana- Você fala isso, mas as suas atitudes estão dizendo o contrário.







Alessio(tira a mão do rosto de Luciana)- estou sendo apenas cordial, amigo, gentil. Não gosta?









Luciana- Nem gosto, nem desgosto.







Alessio- Aposto que você está gostando, belíssima Luciana. Sabe, não é ruim demonstrar um pouco de afeto.









Luciana- Não estou acostumada a isto. Para mim é como se fosse uma invasão ao meu corpo.









Alessio- Tente ser menos repressiva, Luciana. Afinal, estamos em um lugar com uma atmosfera mais relaxada.









Luciana- relaxada e totalmente enevoada. Olha essa fumaça toda que circula no local por causa dos fumantes.









Alessio- Se quiser, podemos ir a outro lugar.









Luciana- Não, estou muito bem aqui.







Alessio faz um gesto a um garçom e fala em seu ouvido. O garçom pega um grande copo de cerveja e entrega a Alessio.







Alessio- Não vai beber nada, Luciana?







Luciana- Depois. Por agora eu quero apenas ficar vendo as pessoas beberem.







Alessio- Você realmente precisa relaxar(Dá um gole no copo de cerveja).







Luciana- Sim, eu também acho, mas hoje está difícil, entende?







Alessio- Sei como é. Tem dias que estou igual a você.







Luciana- E o que faz para mudar isso?







Alessio- Ouço música, saio com os amigos, vou nadar no clube, são muitas atividades que faço quando estou menos contente comigo mesmo.









Luciana- Acho muito difícil imaginar você menos contente.









Alessio- Mas eu fico assim.







Luciana olha fixamente para Alessio.







Luciana- Me espera por uns dez minutos? Preciso ir ao banheiro e retocar a maquiagem.







Alessio- Claro. Pode ir.









Luciana sai pela esquerda. Alessio fica olhando o lugar e bebendo. Uma mulher loira senta um pouco afastada de Alessio. Ele sorri e diz algo baixo. A mulher fica interessada no que ele fala. O pano desce com Alessio conversando com a mulher loira.









Fim



Poeta