Textos :  A Morte do Velho Jardineiro(Sketch XVI)
A Morte do Velho Jardineiro(Sketch XVI)


A Morte do Velho Jardineiro




A cena se passa na Inglaterra, em 1942.



Cena Única



Uma casa velha com uma escada que vai levar a um corredor um pouco longo, e que também leva a um quarto que está com a porta ligeiramente aberta. Nela vemos uma luz saindo. Nela há três pessoas. Uma é um rapaz de aproximadamente vinte e dois anos, de cabelos negros e olhos verdes. Outro é um senhor de aproximadamente sessenta anos, e outro é um homem de quase quarenta anos, alto, loiro e de olhos castanhos. Os três bebem vinho.



Victor- Anton, já te dissemos que realmente precisamos daquela relíquia. Sem ela realmente não podemos continuar nossos planos.


Anton- Mas conseguí-la nos campos da Sociedade realmente não será fácil. Precisaremos usar outra pessoa.


Victor- Não usaremos outra pessoa, você irá lá e pegará a relíquia.


Anton- Você sabe que tenho outros trabalhos a fazer dentro da nossa organização.


O homem mais velho fala numa voz calma, mas fria.


Theodor- Se não achares uma pessoa adequada, você mesmo roubará a relíquia, meu caro Anton. Você sabe que estou muito fraco e não posso fazer isso.

Victor- Eu não vejo como prosseguir nesse estilo. Temos que nos esconder sempre, e não há muitas casas abandonadas hoje em dia que podemos usar.


Anton- Mas ainda há milhares de oportunidades, e as pessoas não são muito curiosas nesse estado. Ou seja, podemos ficar em cada casa quase um mês, até.


Victor- Precisamos realmente dessa relíquia logo. Nossos amigos de outros planos não estão muito pacientes para esperar, e eles precisam vir para esse plano logo, vocês sabem, a guerra continua nos dois planos, e o que acontece aqui...


Anton- Influencia no outro plano. Já sabemos disso, Victor. Mas a relíquia está fortemente guardada dentro da Sociedade. Você sabe, há mais de quatro camadas que conhecemos que protegem aquela relíquia.


Theodor- Mas iremos com certeza conseguir. Não vamos desanimar agora. Já estamos há quase dois anos mudando de um lado para outro, o sucesso realmente será nosso.


Anton- Precisamos contatar os outros. Como faremos?


Theodor- Como sempre fizemos, Anton. Você anda se esquecendo demais dos velhos modos. Mas só vamos fazer isso daqui a uma semana. Por ora teremos que tomar cuidado com esse lugar.


Victor- Tem certeza que aqui não havia nenhuma pessoa?


Anton- Pelo que andei vendo, não, mas aqui é uma área onde as casas estão sempre fechadas. Os vizinhos nesta região são mais caseiros, então é impossível saber de tudo.


Victor- Então ficaremos aqui uns quinze dias, apenas.


Theodor- Ou menos. Já que não sabemos se realmente há alguém aqui que pode ouvir nossos planos.


Victor- Mas creio que podemos cuidar de algo agora mesmo.( Victor pega em um canto um frasco de veneno, uma taça e uma garrafa de vinho. Ele coloca veneno na taça junto ao vinho e coloca a taça em cima de uma mesinha).


Theodor- Então, como nós iremos...


Ouvimos de fora os passos de um homem. É o velho jardineiro que cuida da casa. Ele é um senhor de uns setenta anos, e vai se aproximando do corredor. Ele ouviu uma parte da conversa pois já estava na casa.


Victor- Temo que fiz bem em colocar vinho na taça. Um homem está lá fora. Terei que...


Theodor( autoritário)- Faça logo.


Victor sai do quarto com o copo de vinho com veneno nas mãos. Ele encontra o jardineiro perto dele.


Jardineiro- Ouvi grande parte de vossa conversa. Saiba que estou pronto para chamar a polícia por você estarem planejando roubar uma relíquia.


Victor( sorridente)- Que isso, meu senhor. Somos atores. Estamos apenas ensaiando uma peça.


Jardineiro- Não me venha com essa, eu sei muito bem que são bandidos e pretendo pará-los.


Victor- Não somos bandidos, veja, fizemos mal em invadir a casa, realmente, mas estamos sem dinheiro para nos acomodarmos. Estamos ensaiando e vamos embora. Prometemos nunca mais voltar.


Jardineiro- Então realmente não são bandidos?


Victor- Claro que não, senhor, e para provar. Vou te ofertar um belo copo de vinho. Que bandido faria isso?


Jardineiro- Está bem( Inocentemente estica a mão para pegar o copo de vinho, Victor o entrega com um olhar inocente. Ele bebe todo o vinho na taça, sorri, e dentro de dois ou três minutos começa a passar mal e se joga no chão e morre rapidamente).


Victor vai até o corpo, leva-o até o quarto.


Victor- Ainda bem que ele foi deixando as defesas logo de lado.


Theodor- Enterre-o no quintal. Ficarei aqui vigiando se vem mais alguém.


Victor- Sim, meu senhor.


Victor pega o corpo de jardineiro, sai do quarto e atravessa todo o palco com o corpo na mão e sai pela esquerda. Ouvimos corvos lá fora. Uma porta bate.


Theodor- E assim mais um acaba morrendo por se intrometer em negócios alheios.


Ele olha para Anton que sorri. O pano desce.



FIM



Poeta

Poemas de reflexíon :  Fiel Maestro
“En la enseñanza, . . . el más diestro.”

Al fiel Maestro que la educación profesa,
honesto mentor que a la sociedad interesa,
al que acude al aula lleno de emoción,
para el que la docencia es su religión.

Al que se prepara, leal a su libro de texto,
persiguiendo conocimiento sin pretexto,
al ser humano lleno de ética, valores,
que hace del saber, la ciencia, sus primores.

Al que orienta sin cortapisa o componenda,
al que sin represión a colegiales enmienda
porque con la disciplina bien se hermana,
para el que no hay ningún fin de semana.

Al que no comprende marchas ni plantones,
ya que piensa que existen otras soluciones
para los peores problemas, mayúsculos,
negándose a abandonar a sus discípulos.

Al comprometido con las juventudes,
a las que transmite todas sus virtudes
sin envidia alguna, en pos del futuro,
presagio divino de un mundo seguro.

A ese Profesor rindo tributo, pleitesía,
porque su labor, plena de sabiduría,
colma las necesidades de una patria
a la que, digna y culturalmente, idolatra.

Señor Profesor, de alumnos aliado,
a la formación, a la instrucción, afiliado,
adalid, prócer de amor, sentimiento,
que abreva de la vida entendimiento.

De verdadera vocación, apostolado,
ideal misión que deja todo de lado
por la enseñanza ilustre, honrado Maestro,
los estudiantes lo adoptamos . . . nuestro.

Autor: Lic. Gonzalo Ramos Aranda
Ciudad de México, a 15 de mayo del 2018
Dedicado a mi más admirado Profesor, Don José Agustín Antú Cantú (QEPD)
Reg. SEP Indautor No. (en trámite)
Poeta

Poemas de desilusión :  RAMIR NATERA TANIA
Por gran tiempo mis labios pronunciaron la jaculatoria, que anidabas en mi pecho y en mi espalda; que eras el frenesí que encendía luces en el alma.

Jaculatoria, monólogo o padre nuestro, fue lo único que podía pronunciar mi boca mientras a la distancia esperaba ser callada por tus besos.

Te habrás dado cuenta, que he preferido guardar silencio? que ante tus acciones, tus palabras, risas y hasta burlas, he decidido guardar el más sepulcral silencio.

Mis omisiones, son la antesala de lo que podría ser el sepelio, a la devoción que por ti siento.

Hoy, al escucharte y leerte, confirmo que expuesto en capilla ardiente está mi amor prohibido, escondido, silente y quejumbroso; pero fiel, como lo ha sido desde el primer día.

Mi cuerpo mi amor, mi alma, y la posibilidad de acercarnos al umbral del cementerio donde nos espera la tumba, allí donde ha de descansar, éste corazón herido, ten por seguro que ya no ponen resistencia;

Si a partir de esta hora, al igual que yo, decidieras hacer silencio, estará consensuado que en aquel sepulcro blanqueado, al que todos llamamos olvido, han de ser sepultados todos mis sentimientos.

Entonces, en nueve días, mi boca jamás invocara tu nombre, porque el frenesí de hacerlo, dormirá en el descanso eterno que le ofrece una tumba fría.

Mientras nuestros momentos, me hacen compañía, hasta el final de éste sepelio, dama y perversa en ataúd, esperan extasiadas, que seas tú, quien ahora digas, lo que verdaderamente sientes.

Autor: Ramir (Tania Natera ©)
San Pedro de Macoris, 14/05/2021
Poeta

Poemas :  Remendando el final
Los muertos cierran filas
sobre lo vivo no consumado

Círculos concentricos
sobre si mismos
por los desatinos y desaciertos cometidos

Si no fuera asumido
el fuego del infierno
les devoraria por dentro
y a los vivos nos despellegarian vivos

Difícil via crucis
se nos presenta cada mañana
Ayudar a los muertos
en el cometido de los vivos
para que remendando el error
El perdón adorne el corazón

Quién siente a sus muertos
vive en el puente del desconsuelo
hasta que cada uno sigue su vuelo

Atronador sentido del deber
viene parejo a consumir el vaso de vino
A la lumbre del fuego escindido
y escondido en su torre de marfil

En el punto de partida siempre andamos
recomenzando la partida

Nada en la vida es más importante
que conseguir una muerte tranquila

Para no temer el desconcierto
de la oscuridad hiriente
en un desconsuelo fantasmal
que no cesa de tirar de los estribos al caballo
que pisotea tu alma
para que no consten tus restos

Orar para no llorar
intentando borrar este final


15/05/2021
©Dikia
Poeta

Textos :  Jogos Estranhos(Sketch XV)
Jogos Estranhos(Sketch XV)
Jogos Estranhos





A cena se passa na Áustria, 1899.


Cena Única




Uma sala contendo muitos objetos, de quase todos os tipos, mas alguns arrumados, e outros desarrumados. Um homem chamado Gerwin Ziegler está em cena. Ele está diante de três manequins e tem nas mãos alguns morangos. Ele vai morder um, mas muda de ideia e joga nos manequins. Ele fica pouco satisfeito, suspira. Ele pega uma espingarda. Ele fica mexendo nela de cima a baixo e depois lança-a dando um pulo. A espingarda cai quase do outro lado da sala. Ele pega uns dois livros e coloca-os em cima de uma mesa em pé. Ele começa a tentar acertá-los com um copo de água, e coloca o copo de lado. Depois ele pega duas bolinhas de gude. Ele coloca as bolinhas no chão e começa a jogá-la perto de um manequim bonito. Depois ele pega dois copos de plástico, ele coloca um no outro e coloca na cabeça e começa a andar com eles tentando se equilibrar como se faz com um livro na cabeça. Ele joga os copos de lado, e senta-se numa poltrona e fica mexendo os pés para cima com certa velocidade e força. Ele se levanta e fica a rodopiar e falar aaaaaa e eeeeeeee umas quinze vezes. Depois ele se cansa e pega um álbum de fotos e fica folheando- o com força e joga-o de lado. Ele depois vai até um prato de biscoitos e começa a lambê-los, pára de lamber e coloca o prato debaixo de um livro. Ele suspira, dá três pulos grandes e duas cambalhotas. Ele então pega duas cartas de baralho e fica passando o dedo nelas, e depois ele grita com elas. Depois de dois minutos, ele se cansa. Ele então pega um colar e fica fazendo dele um ioiô, ele coloca o colar numa caixa de madeira e fica segurando a caixa, coloca no chão, coloca-a de volta e a mesma coisa umas sete vezes. Depois de tudo isso, ele simplesmente para de mexer nas coisas e volta a poltrona. Ele então fecha os olhos. Ouvimos uma voz em off:


Voz- Jogos estranhos! Jogos estranhos sendo jogados na casa 22. Vamos ver os jogos estranhos!


O homem se levanta rapidamente. Ele sai de cena.



Voz- Mostre-nos os jogos estranhos! Mostre-nos os jogos estranhos.



Um barulho de porta ouve-se bater. O pano desce.


FIM



Poeta

Poemas de reflexíon :  De López comiendo tlayuda
“Mientras el pueblo pide ayuda . . .”

Haciendo por los olvidos
del metrazo en “Los Olivos”,
de los veinticinco muertos,
heridos y otros entuertos.

Dejando atrás mal sabor,
dizque en pos de la labor,
para despejar resaca
López se fue pa’ Oaxaca.

Turisteando en primavera
con su blanca guayabera,
buscando, fiel, su destino,
hizo un alto en el camino.

Como todo trashumante
se buscó su restaurante
para el sustento lograr,
para, al fin, bien almorzar.

En sencillo comedor,
como buen conocedor
Andrés pidió sus frijoles,
tlayuda y otros chimoles.

Sin dejar, así, de lado,
en sabroso gran bocado
queso blanco con su salsa,
postre, jugo de naranja.

Mas, no hagamos esto mini,
como aceituna en martini,
no faltó la negra mosca,
peluda, necia, muy tosca.

López se tomó un video,
si no lo veo, no lo creo,
igual que un Guía de Turistas
de esos que dan entrevistas.

Ni parecía “presidente”
de lo feliz y sonriente,
el peje en la plena gracia
y el pueblo “sabio” en desgracia.

Esto sería nimiedad
si acá, por nuestra Ciudad,
nadie le pidiera ayuda
mientras él come tlayuda.

Autor: Lic. Gonzalo Ramos Aranda
Ciudad de México, a 11 de mayo del 2021
Reg. SEP Indautor No. (en trámite)
Poeta

Poemas :  Três Poemas à Afrodite
Três Poemas à Afrodite
Três Poemas a Afrodite





I



Tu, Citeréia, és a grande nutriz do amor
Entre homens e mulheres, tu, entre todos
Os deuses és a que mais os humanos acorrem
Desesperados ou em êxtase!



Citeréia loura e bela! Tuas flechas são dardos
Enfeitiçados nas poções do amor e da paixão,
Tuas setas são amores variados nos corações
Humanos que sempre amam por teu desejo!





II



Da espuma do mar nasceste, e já em teu nascimento
Miraculoso tu amavas a Criação toda, a Criação
Curva-se diante de vossos desígnios maiores...



Citeréia maravilhosa e incrível, teu casamento
Foste o grande idílio jocoso dos deuses, teu marido
Não é mais do que um bobo em teu séquito.



Teus amores explodem como estrelas no céu,
Debtro de ti o amor se consome rapidamente
Como um fogo abrasador, e dentro de ti o amor
É a grande natureza que a Criação deve sentir!



III



Nos amores e paixões, tua mestria é inabalável
Oh grande nascida do mar! Teus caprichosos olhos
Contemplam a natureza amorosa e sedutora dos
Mortais...


Nos amores nascidos nos corações humanos, tua
Presença será divina e magistral, teu cetro de rainha
Governará os corações humanos enquanto os amores
Forem sentidos naqueles corações que nunca se cansam
Da magia divina do amor!
Poeta

Textos :  Weltschmerz (Sketch XIV)
Weltschmerz (Sketch XIV)
Weltschmerz




A cena se passa na Inglaterra, 1932.


Cena Única


Um quarto em uma casa. Vemos um rapaz deitado na cama. Ele está totalmente abatido, depressivo. Ele se chama Richard Holling. Ao seu lado está a sua mãe, Stephanie Holling. Ela segura a mão dele com carinho.


Stephanie- Ri, você precisa levantar dessa cama. Faz três dias que você não levanta.


Richard(melancólico)- Não tenho nenhuma vontade, e afinal, você sabe o quanto estou decepcionado com tudo a minha volta.


Stephanie- Sim, eu sei, e já te avisei para você tentar controlar esse seu desânimo, meu querido.


Richard- Como posso controlar se é maior do que as minhas forças? Maior que as minhas emoções? Simplesmente eu não consigo entender como as pessoas raramente ficam tristes com o mundo que elas vivem e tem diante de si o tempo todo.


Stephanie- Fazemos o possível com o que temos, mas claro que muitas acabam realmente vivendo mais esse caos e essa desarmonia do mundo. Ou acabam absorvendo.


Richard- Sim, e é isso que me deixa cada vez mais desanimado, melancólico e sem ação. Eu simplesmente creio que eu deveria viver em um mundo melhor, onde eu realmente visse todos os meus sonhos, ideais e aspirações completamente realizados.


Stephanie- Você ainda viverá isso, meu querido, mas para isso precisamos visualizá-lo e fazer esse mundo a cada segundo.


Richard- Você sabe o quanto eu visualizo. Visualização não é problema para mim.


Stephanie- Não, meu querido, mas parece que viver sempre seus ideais fortemente e não vê-los realizados à sua volta, é.


Richard- Minha mãe, você sabe o quanto eu realmente gostaria de não ter tantos ideais elevados. Você sabe que eu gostaria de não ter que passar por isso, mas é extremamente forte, e eu não posso fingir até este ponto.


Stephanie- Mas pode realmente se levantar e continuar com seus ideais, e até mesmo colocá-los em prática passo a passo.


Richard- Como? Muitas vezes eu não consigo verbalizar o que realmente sinto, apesar que isso está mudando, e é muito bom.


Stephanie- Você precisa realmente ser mais forte.


Richard(glacial)- Eu gostaria de ficar sozinho.


Stephanie levanta-se sem olhar para ele e sai rapidamente e suspira.


Richard- Como essas pessoas são tolas e não compreendem nem o básico da emoção humana. Por que tentam ajudar se não conseguem compreender? Por que em tudo que eles tocam apenas sai seus preconceitos, ideias tolas e idiotas para fora? Eu não consigo compreender um mundo que realmente não consegue tornar a empatia como a primeira e talvez a única forma de realmente compreender o mundo. Por que...


Entra um menino de uns oito anos em cena. Ele se chama Christian. É o irmão de Richard.


Christian- Ri, mamãe me contou que você não sai um tempo. Por que não conversamos lá fora e brincamos um pouco?


Richard (suspira contrariado) - Não, Chris. Mas pode ficar um pouco aqui e conversamos.


Christian- Bom, é que... Eu não...


Richard(glacial)- Pode sair, Christian.


Christian olha para ele, balança a cabeça negativamente e sai batendo os pés.


Richard (levanta-se e dá alguns passos perto da cama) - Pestinha. Como se eu não soubesse que ele quer que eu o leve para os lugares que ele gosta de ir. Ah, eu não sei mais o que faço. Tem três dias que não para de entrar e sair gente daqui. Quatorze pessoas entraram aqui em três dias. Eu simplesmente vou me trancar totalmente.


Stephanie entra novamente em cena. Ela tem um ar grave.


Stephanie- Chris me disse que você o maltratou. O que aconteceu?


Richard- Ele veio aqui simplesmente para me pedir para sair com ele. Não gostei e o mandei embora.


Stephanie- Ele veio apenas para brincar com você. Você ê poderia ter sido mais educado com ele, Ri.


Richard- Não o suporto. Você sabe disso.


Stephanie (suspira longamente) - Depois conversamos. Vou te deixar por um momento. Você precisa realmente ficar sozinho. (Ela sai).

Richard (suspira, deixa-se deitar na cama, fica olhando para o teto) - Eu realmente vou escrever um pouco. Não estou mais aguentando. Mas vou um pouco para o terraço. Eu não aguento mais as pessoas entrando aqui. (Sai).


Chris(off)- Mamãe, não posso mesmo ver mais uma vez o Ri?


Stephanie(0ff) - Não, seu irmão está passando por uma Weltschmerz.


Chris(off)- O que é isso?


Stephanie(off)- Eu te explico mais tarde. Pode ir brincar agora.


O pano desce.
Fim.
Poeta

Textos :  O Testamento de Heiligenstadt (Sketch XIII)
O Testamento de Heiligenstadt (Sketch XIII)
O Testamento de Heiligenstadt






A cena se passa em Heiligenstadt, em 1802.



Cena Única


Vemos um homem de trinta anos. Ele está sentado atrás de uma escrivaninha. Em cima da escrivaninha há uma pistola carregada. Este homem é o famoso compositor alemão Ludwig van Beethoven(1770-1827).


Ludwig( escrevendo e sempre ditando o que escreve)-

Por vezes, quis colocar-me acima de tudo, mas fui então duramente repelido, ao renovar a triste experiência da minha surdez!

Como confessar esse defeito de um sentido que devia ser, em mim, mais perfeito que nos outros, de um sentido que, em tempos atrás, foi tão perfeito como poucos homens dedicados à mesma arte possuíam! Não me era contudo possível dizer aos homens: “Falai mais alto, gritai, pois eu estou surdo”. Perdoai-me se me vedes afastar-me de vós! Minha desgraça é duplamente penosa, pois além do mais faz com que eu seja mal julgado. Para mim, já não há encanto na reunião dos homens, nem nas palestras elevadas, nem nos desabafos íntimos. Só a mais estrita necessidade me arrasta à sociedade. Devo viver como um exilado. Se me acerco de um grupo, sinto-me preso de uma pungente angústia, pelo receio que descubram meu triste estado. E assim vivi este meio ano em que passei no campo. Mas que humilhação quando ao meu lado alguém percebia o som longínquo de uma flauta e eu nada ouvia! Ou escutava o canto de um pastor e eu nada escutava!

Esses incidentes levaram-me quase ao desespero e pouco faltou para que, por minhas próprias mãos, eu pusesse fim à minha existência. Só a arte me amparou! Pareceu-me impossível deixar o mundo antes de haver produzido tudo o que eu sentia me haver sido confiado, e assim prolonguei esta vida infeliz. Paciência é só o que aspiro até que as parcas inclementes cortem o fio de minha triste vida. Melhorarei, talvez, e talvez não! Mas terei coragem. Na minha idade, já obrigado a filosofar, não é fácil, e mais penoso ainda se torna para o artista. Meu Deus, sobre mim deita o Teu olhar! Ó homens! Se vos cair isto um dia debaixo dos olhos, vereis que me julgaste mal! O infeliz consola-se quando encontra uma desgraça igual à sua. Tudo fiz para merecer um lugar entre os artistas e entre os homens de bem.

Peço-vos, meus irmãos assim que eu fechar os olhos, se o professor Schmidt ainda for vivo, fazer-lhe em meu nome o pedido de descrever a minha moléstia e juntai a isto que aqui escrevo para que o mundo, depois de minha morte, se reconcilie comigo. Declaro-vos ambos herdeiros de minha pequena fortuna. Reparti-a honestamente e ajudai-vos um ao outro. O que contra mim fizestes, há muito, bem sabeis, já vos perdoei. A ti, Karl, agradeço as provas que me deste ultimamente. Meu desejo é que seja a tua vida menos dura que a minha. Recomendai a vossos filhos a virtude. Só ela poderá dar a felicidade, não o dinheiro, digo-vos por experiência própria. Só a virtude me levantou de minha miséria. Só a ela e à minha arte devo não ter terminado em suicídio os meus pobres dias. Adeus e conservai-me vossa amizade.



Beethoven vai continuar a escrever, mas ele se sente cansado. Ele larga a pena, pega o revólver e fica olhando uns três minutos para ele. Logo ele desiste, guarda a pistola em uma gaveta. Ouvimos barulhos de passos. Beethoven sai rapidamente de cena. Vemos seu irmão Karl entrar.



Karl- Beethoven? Beethoven? Já se esqueceu que íamos sair juntos hoje? (Suspira, vai até a mesa e olha por cima as coisas, ele não pega o papel, mas o vê de longe, mas fica pouco curioso em saber o que está escrito nele)- Tudo bem, saímos depois. Adeus, Beethoven!



Karl sai pela esquerda. Ouvimos a sonata Appassionata sendo tocada ao longe. O pano desce.



FIM
Poeta

Poemas de reflexíon :  Malditas redes sociales
“Son unas tales por cuales . . .”

Antes fueron sus estrellas,
se sirvió muy bien de ellas,
las elogiaba en campaña
de noche, tarde y mañana.

Las empleó, las hizo suyas,
les decía sus aleluyas,
las utilizó en campaña
con triquiñuelas, con maña.

Agitaba así a sus hordas,
a sus tribus nada sordas:
“¡defiéndanme con los memes!”,
la pendencia está en sus genes.

López, es convenenciero,
no es derecho, no es sincero,
maneja argucias odiosas,
a su antojo usa las cosas.

El internet ha explotado,
de “pejebots” lo ha llenado,
quiere acapararlo todo,
lo quiere todo a su modo.

Gracias a redes sociales,
a esos sitios virtuales,
twitter, whatsapp y facebook,
mejoró su propio “look”.

Logró el voto de legiones,
ganó así las elecciones
llegando a ser “presidente”
de México, mas, hoy miente.

Ahora que las tendencias
le son contrarias, adversas,
a sus meros intereses,
ahora que sufre reveses.

Que la condena lo tunde,
en él, el pánico cunde,
no lo tolera, se enoja,
contra esas redes se arroja.

No entiende la democracia,
que hay pluralidad en casa,
que hay quien piensa diferente,
¿por qué es tan insipiente?

Hoy que, al fin, ya lo critican,
que adversarios se unifican
contra él, no están benditas,
pues, les dice: “están malditas”.

Habla, así, con desparpajo,
las “fiscaliza” de tajo,
sus ocurrencias son cruentas,
quiere que le rindan cuentas.

Llora, libertad de expresión
peligras en nuestra nación,
crece la censura y veto,
tu supervivencia . . . un reto.

Autor: Lic. Gonzalo Ramos Aranda
Ciudad de México, a 12 de mayo del 2020
Reg. SEP Indautor No. (en trámite)
Poeta