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A rua onde tu moras É rua dos meus desejos Namorada dos meus sonhos. Só adormeço à aurora Depois de pensar aos beijos Dos teus lábios de medronho.
Eu vou uma casa alugar Que está em face da tua Para te ver da janela. Assim eu verei passar Airosa na minha rua A mais bela das donzelas.
Eu sonho que as minhas mãos Passeiam pelos teus seios Sempre rígidos de desejos. Que o teu corpo de algodão Com os meus braços enleio E de te possuir, eu desejo.
Eu sonho que os meus lábios Vagueiam pela tua pele E a vão cobrindo de beijos. Os teus movimentos sábios Fazem de mim aquele Que sonha com os teus desejos.
Os teus olhos cintilantes Parecem fontes de amor Tu és o amor perfeito. Teus lábios escaldantes Fazem-me sonhar à flor Que quero trazer no peito.
Mas acordado, à janela Vejo-te passar com desdém Sempre desviando o olhar. Mas tu serás sempre aquela Aquela e mais ninguém Com quem ficarei a sonhar.
A. da fonseca
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Poeta
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Como Águia majestosa, sobrevoei a montanha O dia estava belo nessa tarde de Primavera A paisagem de um verde de beleza tamanha Se mostrando sem segredos, à minha espera.
Lá do alto via os animais selvagens a pastar. Via os camponeses que trabalhavam ao Sol Sempre tudo admirando continuei a voar E para mais me encantar ouvi cantar o rouxinol.
Como a terra é linda, como a vida assim é bela Toda construída com uma grande coreografia Montes e vales, ribeiras, flores em cada parcela Tudo nos faz sonhar, e tudo é verdadeira poesia.
Chegou a noite, e a Lua chegou bem prateada Refletindo no lago a sua imagem cintilando Ao bordo estavas tu como uma fada encantada Perdi o voo caí ao teu lado para assim te amando.
A. da fonseca
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Poeta
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Estava a jantar o que não é nada de anormal. Um jantar de um ser humano que não é rico Mas poder jantar nos dias que correm é ideal Pois que para muitos um jantar é um ciclo.
Ciclo que por vezes demora muito a se fechar. Nem sempre há quem consiga comer todos os dias Bebem um cafezinho pela manhã e vêm saltar O almoço, ficando tristes, sem alguma alegria.
Admiro a garrafa de vinho tinto que está na mesa Néctar dos Deuses que nos ajudam tanto a esquecer As dívidas, a renda da casa, mas podem ter a certeza Que é um néctar que a muitos ajuda a bem viver.
Mas a ti, Sol, que nos acompanhas na nossa vida Que nos aqueces, que nos dás moral e alegria Que fazes que a primavera nos dê cor e que convida A amadurecer esse néctar, fonte de muita magia.
A. da fonseca
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Poeta
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Tenho quase oitenta e cinco, não sei se lá chegarei. Ma quero que conheçam os meus sentimentos Mesmo que sejam virtuais, sempre vos amei, Em todos os bons e nos maus momentos.
Passei a minha vida sempre a aprender. Convosco muito aprendi e não sei nada, Mas será sempre assim até quando morrer, Fui amado, talvez apreciado, talvez vida errada.
Mas quem tudo sabe? Eu não conheço Talvez por isso não conheça o que é vida Não quero dizer que ser amado eu mereço Mas reconheço que de aprendizagem fui servido.
Quando um dia que não está longe, eu sei, Deixar de ter aqui a vossa bela companhia Certo é que comigo com alegria levarei Os bons e maus momentos, ficará a nostalgia.
A. da Fonseca
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Poeta
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Perdóneme usted amada mía, Pero ya no puedo más; No quiero ser el que sufre y debe callar; El que se hunde en la tristeza Y nada puede hacer, Porque haga lo que haga Nada nunca cambiará, Siempre será… No, ya no más.
No está de más decirle Que no culpo de nada a usted, La culpa es de mis brazos Que siempre le han buscado; Porque no es que tan sólo me gustara, No es que tan sólo le quisiera, No… no era tan sólo eso; Yo le amé mucho antes de un beso suyo O la más sutil caricia de sus manos; Mi amor fue siempre sincero, Yo le amé con todo el corazón. Nunca me importó Esa libra que usted decía tener de más Yo la miré siempre perfecta, Para mí, usted nunca lo fue todo, Para mí, usted siempre fue mucho más, Pero no pude hacérselo entender… O quizá fui el que no entendió Que cada momento Tiene su espacio en el tiempo Y el mío no fue ahora; Al menos no ahora y con usted.
Señorita preciosa; princesa, Ahora sólo me queda decirle Que yo nunca quise llenar sus ojos, Aunque admito que lo intente en mi desesperación, Le Juro que nunca fue esa mi intención, Yo le juro que siempre quise llenar su corazón.
¿Cuánto tiempo he de ausentarme? En realidad, no lo sé, Porque el amor es como un incendio Que, aunque a veces lo creamos apagado, Basta una suave brisa Para que sus llamas vuelvan a arder.
¡Claro que voy a extrañarle! ¡Claro que ahora siento ganas de llorar! Porque sé que a partir de ahora habrá noches en que le sueñe Y qué por eso, en las mañanas, no me quiera despertar…
¡Claro que ahora no tengo ni una estúpida idea De cómo he de hacerle! Pero con el tiempo algo se me ocurrirá. Por un tiempo no miraré al cielo; usted sabe; por la luna. A los días les pediré un poco de piedad Y al destino no encontrarla por la calle Por esos azares de la casualidad.
Preciosa… ¿Alguna vez le dije que la quiero? ¿Le había dicho que le amo? Si, muchas veces, yo lo sé, Pero nunca me importó Y tampoco tengo miedo a repetirlo un millón de veces más, ¡Le quiero mucho y le amo con todo el corazón!
Héctor H. García
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Poeta
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Uma vida sem amor, fica sem sal sem sol e sem cor.
A.J. Cardiais 05.06.2016
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Poeta
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Não sei se tudo que eu faço que eu acho e que eu penso, pode melhorar meu mundo.
Não sei se quando eu fico mudo, eu alimento o bom senso.
Não sei se tudo que eu assisto que eu insisto que eu resisto, pode ser encarado como estudo.
A.J. Cardiais 03.03.2016
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Poeta
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Nas zonas erógenas dos meus sentidos, meus nervos sensitivos causam-me um clímax irreal...
Às vezes eu entro num êxtase mental e tenho sensações emocionais, casuais sensuais e outros “ais” dos sexuais.
Gozo, em plena madrugada com o bafo frio do orvalho em meu corpo... Gozo, em plena praia, com os “chuás” das ondas na areia...
E assim, vou gozando: emocionalmente casualmente sensualmente e muitas outras mentes dos sexualmente aptos a gozarem esta vida.
A.J. Cardiais 26.03.1982
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Poeta
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Sou cantador de arrelia, anarquista do sistema. Dentro de mim o poema faz amor com a poesia.
Sou procissão, sou romaria... Sou uma fé invernada. Dentro de mim a enxada capina o chão todo dia.
Sou choro de Ave Maria. Meu coração é o momento. Sou o agouro, o lamento que deságua na poesia.
Dentro da democracia, mora uma pá de ideias. Fora vivem as alcateias morando na mordomia.
Aqui paro a romaria pois se deixar, varo o mundo. Eu sou só um vagabundo que mora na filosofia.
A.J. Cardiais
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Poeta
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Vive en virtud, sin deseo, en el cementerio, un coro de ángeles, miras al cielo y te preguntas por qué, nadie puede verlos en el cielo.
Es la noche, la oscuridad es omnipresente, matices de color negro, encajes y seda marcados por la noche.
Bienvenida la oscuridad, sombras errantes, tenebrosas y bellas, tu lado oscuro, tu lado luminoso, están en ti.
Justo ahora, cuando las nubes se van a dormir, los ángeles pueden ser vistos, en la guardia del cielo, solos por las noches, en el miedo se preguntan por qué, Dios no maldice a un ángel cuando muere, no contradice ni odia, solo ve las cosas, desde ciertas perspectivas.
Erick R. R. Torres (Ángel Negro)
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Poeta
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