Poemas de reflexíon :  De López, Sheinbaum y las contingencias ambientales
“Hoy, no trabaja, . . . lo siento, la “Secretaría del Viento.”

Calidad del aire mala
de enfermedad antesala,
contaminación mortal,
hay contingencia ambiental.

Ante eventuales desgracias
el “gobierno” muy bien, gracias,
no cumple su cometido,
Sheinbaum no actúa con sentido.

No atacan bien el problema,
sus “soluciones” dan pena,
fatuas, laxas, lastimeras,
medidas “populacheras”:

Que, de entrada, en principio,
nos llevan al precipicio,
“el no circula” fracasa,
otra vez, quedarse en casa.

Por Dios que no hallo palabras
para acciones tan macabras,
no comprenden el ozono,
no piensan . . . ni por asomo.

México, Ciudad que asfixia,
el viento no da caricia,
el "chilango" pide esquina
porque el "esmog" se lo empina.

¡Pónganse, ya, a trabajar,
déjense de tanto hablar!,
en verdad se han visto lentos,
vigilen verificentros.

La tal “verificación”
solo alienta corrupción,
¿el trance es automotriz?,
cortar de tajo y raíz.

Con las leyes, con cordura,
metan la industria en cintura,
la cuestión vehicular
pronto, presto, controlar.

Los incendios forestales,
ya no hay árboles, ¿más males?,
los rellenos sanitarios,
basura, sin agua, calvarios.

Perdonen que, yo, me ría,
López genera energía
y nos ahoga en forma cruenta,
a lo mil novecientos setenta.

La verdad, da pena ajena,
puro combustóleo quema,
igual que sucio carbón,
no pues, así, está cab . . .

Autor: Lic. Gonzalo Ramos Aranda
Ciudad de México, 27 de abril del 2021
Reg. SEP Indautor No. (en trámite)
Poeta

Textos :  Duas Garotas Russas Sonhadoras(Sketch VI)
Duas Garotas Russas Sonhadoras(Sketch VI)
Duas garotas russas sonhadoras





A cena se passa em Moscou, Rússia, no inverno de 1919.





Cena Única




Uma sala ampla com três sofás, dois armários, seis quadros na parede, um piano, e diante do sofá vemos umas duas pilhas de livros. Há uma janela com uma cortina de cor esmeralda, a janela está entreaberta. Em cima de um dos sofás vemos um rifle. Nos dois sofás há duas garotas deitadas, com as mãos na testa. Uma se chama Annuva, veste um vestido de cor preto, e um colar. Ela tem uma fita azul no cabelo. A outra se chama Aglaya, ela veste um vestido de cor vermelho cardeal. Ela tem um belo rosto, olhos verdes e cabelos ruivos. Ela fica fazendo círculos com o dedo no ar.




Aglaya- Nunca pensei que este dia fosse ser tão longo. Ele simplesmente não passa. Por que não pode passar mais depressa?


Annuva- Porque deve ser o pior de nossos dias. Claro, não há nada de fantástico e ilusório aqui neste dia. Oh, e não pensamos em cinquenta coisas estranhas hoje.


Aglaya( fazendo círculos no ar com o dedo)- E eu que não estive em sonho nenhum hoje. Oh, apenas nas páginas dos velhos autores.


Annuva- Espero que de noite possamos dar vazão a todos os nossos sonhos. Esse dia! Oh, ele poderia morrer já!



Aglaya- Sim, morrer... Morrer como o gato que imaginei um dia que vivia comigo em uma cesta linda, mas que não miava!



Annuva- Pobrezinho! Um gato que não mia!( Levanta-se, vai até o sofá em que há o rifle, pega nele, desliza o dedo nele todo)- Mas o caozinho que sonhei era bem atentado! Ele merecia uns belos tiros no traseiro( Vai até a janela, olha para fora)- Oh, lá vai Lalia novamente com essas malditas pastas! Ela não pára de espionar o governo russo!( Vai apontando o rifle para fora, depois desiste, e volta ao mesmo lugar, deita no sofá segurando o rifle).



Aglaya( fazendo quadrados com o dedo no ar)- Aposto que só há Zadnitsas e skuchnyy por toda parte. Ah, mas minha mente está muito parada. Onde estão aquelas imagens evanescentes que tanto adoro?


Annuva- Hoje minha mente está totalmente bloqueada, minha cara. É como se... ( Coloca o rifle no chão, se levanta, dá alguns passos pela sala).


Aglaya- Sei como se sente. Hoje é um dia que nossas imaginações estão realmente falidas.



Annuva( vai até a janela, fica olhando a rua com um olhar de nostalgia)- Talvez seja apenas minha melancolia, ou talvez uma lembrança de alguém que tanto amei.


Aglaya- Eu tenho apenas sonhos... Você se lembra de nossos sonhos, não?


Annuva( ainda olhando para fora da janela)- Claro, viveremos uma revolução em que vamos limpar a arte e a educação desse país, e também derrubar os corruptos e assassinos dessa máquina burocrática!


Aglaya( bate palmas)- Ainda bem que ainda te lembras...



Annuva( volta para junto do sofá)- O que fizeste com aquele pé de coelho que deixei em meu quarto?

Aglaya- Está junto do meu. Na verdade, eu acho que precisamos de mais quatro.


Annuva- Um apenas é o suficiente, doidinha.( Sorri)


Aglaya- Vou pegar o rifle e treinar alguns tiros.( Levanta-se do sofá, pega o rifle, se afasta da amiga e vai até um canto e começa a atirar na parede. Ela acerta dois vasos e um tiro vai na parede)- Nossa! Como melhorei minha mira!


Annuva bate palmas.


Annuva- Provavelmente sonhaste que estava melhorando sua mira, e eis agora que sua mira está melhor.


Aglaya( segurando o rifle, faz algumas gracinhas com ele. Carrega ele e dá mais dois tiros)- Pronto, meu treino está completo( Ela coloca o rifle perto de uma mesa).


Annuva- Gostaria de sair, mas está tão frio... Eu detesto o frio.


Aglaya- Já eu adoro, mas hoje está um tempo horrível. Acho que teremos que passar aqui mesmo em casa.


Annuva- Sim, a confabular como convenceremos a participar de nossa revolução.


Aglaya- Pela palavra escrita com certeza não será! Teremos que chamar nossos amigos revolucionários.


Annuva- Não te lembras que a maioria deles já estão presos?


Aglaya- Ainda há uns quatro ou cinco. Eles nos servem.


Annuva- Nada, o que sobrou são todos ruins. Precisamos realmente agir sozinhas ou então recrutar agentes.



Aglaya- Como se fosse fácil. Todos parecem adormecidos.( Deixa-se cair no sofá).


Annuva- Ag, eu acho que seria melhor sairmos um pouco. Preciso te mostrar uma fonte belíssima no norte da cidade. Ela pode realizar nossos sonhos.

Aglaya- Oh, excelente ideia! Eu estava começando a me tornar realista demais aqui.


As duas saem juntas. Ouve-se um barulho de pratos caindo em outro lugar. O pano desce.



FIM
Poeta

Poemas de reflexíon :  Ajedrez
“Al ajedrecista, su ingenio lo asista.”

El juego maestro,
mágico ajedrez,
piezas de alabastro
tienen altivez.

Monarca la clave,
la reina lo sabe,
dos torres gemelas
serán sus estrellas.

Alfiles gloriosos,
poder con caballos,
peones enjundiosos
son grandes vasallos.

Partida de Dioses
humanos, sin poses,
en terso tablero
partiendo de cero.

Con la inteligencia
de su quintaesencia
usar el cerebro,
¡la mente celebro!

Ir multiplicando
un ocho, que brega,
por ocho ganando
cual buen estratega.

Son sesenta y cuatro
casillas alternas,
blancas que idolatro,
mis negras fraternas.

En toda apertura
fuera la premura,
no desesperar,
pensar al actuar.

Estar concentrado
bien posicionado,
evitando, en craso error,
ese “mate del pastor”.

Quien tiene talento
debe de triunfar,
el que estudia, atento,
no puede fallar.

Saber defender,
la meta es vencer;
luego, al atacar,
tacto destacar.

Ver para adelante
al retroceder,
practicar variantes,
nunca hay que ceder.

La dama preciosa,
grácil mariposa,
móvil, intuitiva,
a victoria aspira.

Táctica, estrategia,
perspicacia regia,
férrea iniciativa
rivales cautiva.

Emplear la conciencia,
bizarra experiencia,
el Rey proteger
para no perder.

Respetar el tiempo,
sabio pasatiempo,
reloj, porque somos
aliados de Cronos.

Tablas, fiel madera,
contrarios modera,
que no haya encono
si llega abandono.

Enroque, gambito,
a triunfar te invito,
lograr jaque mate
al fin del combate.

Apretón de manos,
torneos de hermanos,
sin suerte, ni azar,
competir, gozar.

Ante la derrota
alma queda rota,
tendrá que ser digna
para esta consigna:

Jugador de ciencia,
deporte y paciencia,
cuadrado fue cancha,
¿aceptas revancha?

Los Clubes formar,
la Unión afirmar,
¡por siempre ajedrez
. . . para la niñez!

Autor: Lic. Gonzalo Ramos Aranda
México, D. F., a 13 de octubre del 2008
Dedicado a mi padrino, gran jugador de ajedrez, Don Rodolfo Galindo Arellano
Reg. SEP Indautor No. 03-2008-101313351700-01
Poeta

Poemas :  Buena mar, Jesús Fichamba...
Del cuadrilátero, llegaste a la música…
Y te fuiste a vender un sueño de canción,
revirtiendo la llegada de las carabelas a
conocer nuestra exuberante tierra, con
formas de mujer, plena de ilusiones y
riquezas sin fin, de historias y leyendas…

Tu magistral interpretación la opacó, no
otra mejor canción ni cantante, fue una
celebración y un terremoto; lo que la
televisión pudiera vender más, así que,
impusieron la solidaridad y diplomacia,
a la genialidad de un gran cantor indio.

El mundo te reconoció, nuestro pueblo,
la comunidad de artistas, pasaste a ser,
a fuerza de sol bruñido, un embajador
de la cultura, del talento nacional, Jesús
Fichamba, un ícono de ecuatorianidad,
sostenido y templado por varios años.

Hoy, eres víctima del virus con corona,
que sin embargo, no podrá vencer esas
estelas en la mar, tan refulgentes como
las de las tres carabelas, que en el cielo
infinito, no podrán alcanzarte; buena mar,
buen viento, vuela alto gran indio cantor.
Poeta

Poemas :  Palabras del corazón
Te he escrito varios poemas, sin que tu leas ninguno
Te he cantado muchas canciones sin tu consentimiento
Pero has de saber, que cada letra que escribo sale del corazón
Cada poema, cada canción, son palabras del corazón, Nadia.

Que mis palabras del corazón, vuelen hacia ti
Que mi canto llegue, hasta tus oídos
Que, con el viento de otoño, mis versos te enamoren
Que con el viento pueda aterrizar en tus tiernos brazos, Nadia.

Espero que un día, nuestros sueños se encuentres una vez mas
Y con las palabras del corazón en la mano, te enamoré
Espero un día y el destino, una nuestros caminos de nuevo
Ojalá y con palabras de mi corazón, te convenza de conocerme.

Si leyeras estas palabras que salen del corazón
Entenderías este amor que siento por ti
Comprenderías que mis sentimientos son reales
Pero no espero nada a cambio, quiero que seas feliz.

Yo te seguiré escribiendo, poemas que salen del corazón
Seguiré cantando canciones que salen del alma
Le contare a la luna y a las estrellas de ti cada noche
Seguiré estando enamorado de ti, escribiendo estas palabras del corazón por ti, Nadia.
Poeta

Poemas de introspectíon :  Certezas impositivas e imposibles
Asequible exabrupto
justificante desaliento
del perfume perplejo
de la incierta nada

Se evapora el humo
de lineas quebradas al aire
El agua ondea la materia
de un movimiento que no cesa

La tierra muestra en su giro
sus caras opuestas
descansa en la noche
el día que comienza

La cuántica masa energética
manifiesta su grandeza
pudiendo diversificarse
en tu realidad maniquíea

Si nada es
y solo parece
La culpa del edén
nos fustiga las entrañas

Soterrados miedos
enaltecen quebrando tejados
sepultan inocentes cuerpos
sin herraje en sus caballos

La palabra engaña con su simple linealidad
cuando la interacción relacional
no consigue despegar
el ciclón que observa atrás

El collage apilado y enmarañado
no se puede vislumbrar
sino dejando volar la imaginación
a través del puro cristal

No creer despeja la ignorancia
El saber se va haciendo camino
despojandose de verbos
que sacuden la alfombra que pisa tu ser

Ciénaga que se incrusta
en el caparazón del molusco
dónde la certeza triunfa
y le hace morir de sed

Antojadizo semblante
pensar que mejor cuatro paredes en un infierno helado
que unas alas temblorosas en un infinto firmanento
de un invisible porvenir

El todo posible
agota la ruta
desconcierta al quebranto y magnifica la dicha
si resuelves el acertijo de la ficha


25/04/2021
©Dikia
Poeta

Poemas de tristeza :  O Assassinato de Pás
O Assassinato de Pás
O Assassinato de Pás




A pele crua e sangrenta serve na pele da poderosa
Atena, deusa guerreira, sábia e criadora do artesanato,
A cabeça decapitada serve como lembrança da grande
Guerra dos Gigantes e Deuses Olimpianos, acaso a
crueldade faz parte da grande deusa?



Nas guerras terríveis entre deuses e titãs, essa infeliz
Serve agora como troféu abjeto e asqueroso de uma
Deusa adorava e venerada pelo povo helênico.



Morte terrível vem para todos aqueles que desafiam
A deusa tecelã, a deusa que puniu Aracne por sua
Infâmia em ser maior do que a deusa em sua invenção!



Pás assassinada, esquecida pelos helênicos,
Brutalmente assassinada não é mais do que
Uma lembrança da antiga guerra entre deuses,
Titãs e gigantes... A vitoriosa Atena exibe em
Alegria a pele daquela que era uma titã da
Própria guerra que tira a vida de milhares!
Poeta

Poemas de reflexíon :  ¿Dónde están los periodistas?
“De la verdad . . . vanguardistas.”

¿Dónde están los periodistas
de la información artistas,
veraces, comprometidos
con su labor, decididos?

Leales dignos heraldos,
éticos, prestos, no tardos,
amantes de la noticia,
la real no subrepticia.

¿Dónde están seres de prensa
de moralidad inmensa,
honestos, fieles pensantes,
indagadores, como antes?

Que divulgaban los hechos
con comentarios derechos,
cuyo honor era su dote,
que no recibían “chayote”.

¿Dónde están los periodistas
de la nota tratadistas
qué a Fox, Calderón y Peña,
me los traían de la greña?

Sin perdonarlos de nada,
de ninguna tarugada,
a su yugular colgados,
con la pluma despiadados.

Ácidos, de forma terca,
álgidos, con lupa en tecla,
privilegiando, en su son,
la libertad de expresión.

Dónde están seres de prensa
que nos darían dicha inmensa
honrando su profesión,
los premiaría la Nación.

Si, hoy, dijeran la verdad
de López, la realidad,
criticándole sus “cosas”
estúpidas, horrorosas.

Autor: Lic. Gonzalo Ramos Aranda
Ciudad de México . . .
Reg. SEP Indautor No. (en trámite)
Poeta

Poemas :  Conciencia mía
Conciencia mía

¿Dónde estás conciencia mía?
O has huido y marchado rauda y despavorida
O se has escondido desnuda o deshilachada vestida
O se has vuelto muda, apesadumbrada y temida
O la pandemia la tiene como loca y orate perdida
O el remordimiento la tiene llorando desaparecida
O se has vuelto vieja y en chuchumeca convertida
O las enfermedades que nos azotan la tienen sorprendida
O ya nadie reflexiona y la hacen a un lado desconocida
O los valores morales se acabaron y el cerebro le dio la despedida
O la perturban las noticias y se hace la olvidadiza confundida
¿Dónde estás conciencia mía?

Dónde está la capacidad del ser humano y su valioso conocimiento
Dónde está la percepción de la conciencia que yo represento
Para dónde se fue el dominio mental del cerebro y su pensamiento
Dónde se refugió la conciencia de lo que ocurre en nuestro sentimiento
Si no somos capaces de percibir la pandemia que hoy enfrento
Si los nubarrones oscuros opacaron la reflexión y el llanto del sufrimiento
Dónde quedaron la conducta de nuestros actos y el lánguido arrepentimiento
La capacidad de discernir, el cuidado de la vida y el entendimiento
Si el coronavirus azota con lágrimas y llantos, de sangre y padecimiento
Dios nos dio la facultad de la conciencia desde el mismo día del nacimiento
¿Por qué somos necios y tercos y no acatamos las medidas con razonamientos?
¿Dónde estás conciencia mía?

La conciencia que el Creador nos prodigó, es de supervivencia
Pongamos a trabajar el cerebro, con el prodigio de la inteligencia
Estemos alerta a los peligros que nos acechan, con sangre y violencia
Apliquemos la ética de lo que se hace bien y mal, con valores de urgencia
La vida no da espera y la muerte acecha, mostrándonos el látigo de su sentencia
Tomemos conciencia de lo que sucede a nuestro alrededor, para el bien y conveniencia
No seamos indiferentes ante la pandemia y actuemos con prudencia
La familia y los amigos nos necesitan, seamos precavidos con nuestra procedencia
Morir asfixiados es terrible, en las soledades de los dolores y sus inclemencias
La conciencia está alerta cuando estamos despiertos al caos y a las turbulencias
Se relaja cuando dormimos tranquilos, el vivir de nuestra existencia
¿Dónde estás conciencia mía?

“Joreman” Jorge Enrique Mantilla – Bucaramanga abril 23-2021
Poeta

Textos :  Hipocondria(Sketch V)
Hipocondria(Sketch V)
Hipocondria









A cena se passa em Portugal, Lisboa, em 1911.











Cena única









No centro do palco uma mesa cheia de remédios, duas cadeiras perto da mesa, um sofá afastado no canto direito, uma porta à esquerda. Um homem chamado Manuel Cerqueiros está sentado em uma cadeira. Ele passa a mão nos joelhos.











Manuel- Ah, essa maldita dor em meus joelhos, Com certeza é artrite, ou então reumatismo, ou mesmo osteopenia. E a cefaléia que não passa, provavelmente um aneurisma, uma trombose cerebral. Ah, Céus, e meus intestinos. Eles simplesmente não funcionam corretamente. Doença celíaca com certeza! (Levanta-se rapidamente da cadeira, vai até a mesa e pega um pote de remédios, abre e toma dois) - Sim, este me indicaram para os intestinos! (Volta a sentar na cadeira.)

Meus olhos também não estão nada bons! (Levanta e caminha pela sala. Ele estreita a vista) - Oh, com certeza estrabismo convergente! Droga, e aquele médico súcio me disse que eu não tinha nada nos olhos!







Manuel vai sentar no sofá. Fica inquieto.





Manuel- Oh, preciso tomar um para essa cefaléia! (Vai até a mesa, pega um frasco vermelho, abre e toma uma pílula) - Sim, esse sempre me ajuda em momentos de intensa cefaléia.





Começa a andar pela sala. Passa a mão no peito.





Manuel- Oh, palpitações! Elas começaram quando eu menos esperava! E não tenho nenhum remédio para o coração. Provavelmente uma artéria irá realmente romper!( Passa a mão pelos cabelos).







Manuel vai novamente a mesa e dessa vez pega um frasco azul de remédios, abre e toma dois. Fecha o frasco e coloca de volta na mesa.









Manuel- Esse pelo menos me deixa menos ansioso. Oh, como sou ansioso! E como tenho depressão sazonal! O tempo muda, e eis que estou mudado! Mas não1 Isso não irá acontecer comigo! Pois... Há, a minha neurose, sei o que pode resolver.







Ele vai a mesinha e pega uma pasta. Ele passa a pasta nas mãos e no rosto suavemente. Ele suspira aliviado.







Manuel- Oh sim, agora me sinto melhor, mas eu espero que minhas dores nos pés realmente não voltem. E o inchaço em minhas mãos é terrível todas as quartas!





Volta para o sofá, deita-se.









Manuel- Maldita languidez! Meus acessos de preguiça só podem ser alguma neuropatia! Estou convencido de que é psicastenia! ( Ele levanta mais uma vez, dá três voltas na mesa de remédios, e depois volta ao sofá.)











Manuel- Agora minha ansiedade tornou-se em fobia! Oh, como tenho tantos acessos emotivos! Certamente terei que fingir que está tudo bem quando minha irmã aqui chegar.







Voz de mulher off (É a vizinha de Manuel) - Morreram duas pessoas hoje de neurose, uma de psicastenia, e outra de artrose, e ah, uma também de inchaço nos pés!







Manuel- Oh, eu sei como resolver tudo isso. Em meu quarto há pastas, há pomadas. Irei lá e terei que dormir. Não durmo há três dias!





Manuel antes de sair pega dois frascos de remédios da mesa. Ele sai rapidamente. O pano desce.








FIM.
Poeta