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Dame una razón que valga pa’ quererte una sola, y sin llorar… pero no quieras compararte con mi madre, porque tú, no sabes lo sagrado que me tocas. Antes que acabaras de pronunciar su nombre acabaría contigo, Mi madre fue sólo de mi padre, nos cuidó con todo el amor que tuvo… y al morir, nos llevó en su corazón. ¡No te quedes ahí parada, y a lo que has venido! hazlo pronto y carga tu equipaje. No trajiste ni un solo vestido sustituto hoy tienes cinco maletas que cargar… y hasta joyas para regalar. ¡Márchate!, quiero que de ti no quede, ni tu nombre! No te debo nada, porque nada tú me has dado eso… ¡con monedas lo consigo, cuando quiero! Y no te deseo mal alguno, las miserias que ahora atesorando llevas, como caro botín por tu insana infamia sal y agua, serán pronto en tus manos, todo ello prescindible, como tú. Quisiera con mis manos arrancarte el corazón porque tú, has arrancado el mío sin razón; ¡Lárgate! que no dejen tus lágrimas indignas la mala suerte esparcida por mi casa. Date prisa que tengo que cerrar la puerta, termina de partir, y no vuelvas la cara ni pa’ santiguarte, aquí no dejas santo… ni capilla que cuidar… ¡Fuera! Delalma
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Poeta
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Que no haría por ti Por tener cada segundo tú presencia Así cerquita, tan cerquita que me queme tu respiración Que tu voz se vuelva susurro, Que tu cuerpo se estremezca al juntarse al mío
Hay amores que perduran otros se desvanecen Yo quiero que el tuyo se añeje y sea mejor año con año Hay amores de otoño o invierno Que florecen en primavera Tal como lo que siento por ti
Que no haría por ti Si te volvieras agua de mi rio Pétalos de mi rosa Prosa de mi poesía Sueño que cobra vida
Que no haría por ti Cambiaria mis noches por tus días Mi playa por tu mar Mi puerto para que puedas anclar
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Poeta
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NO PONTO DA PARTIDA (Horacio Xavier - © Todos os direitos reservados)
Estou pronto para chutar o balde e molhar todo o chão Fazer esburrar o saco Sujar tudo Sem qualquer preocupação
Estou teso para virar a mesa e quebrar a prataria Fazer entornar o leite Secar no fogão Sem culpa e sem perdão
Estou louco para sumir no mundo e me espalhar Fazer parar o carro Furar os pneus Sem medo de andar
Estou no fim e no começo Na chegada e na partida Parado na encruzilhada, Decidindo, Entre a ida e a adiada despedida
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Poeta
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CATARSE DO PRAZER (Horacio Xavier - © Todos os direitos reservados)
Mando às favas o bom senso Busco o aroma do incenso Busco a excitação a que sou propenso
Mando às favas a educação Quero o cheiro do manjericão Quero o prazer que me chama atenção
Mando às favas a simpatia Estou afim da heresia Estou afim do desejo e da magia
Não quero mais promessa Chega de conversa Quero o amor que me resta No corpo do homem que me interessa
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Poeta
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DOMINGOS DESAGRADÁVEIS (Horacio Xavier - © Todos os direitos reservados)
Os domingos não me agradam. Passo por eles com raiva Como se fosse faca A perfurar o canto que me embala
Os domingos não me agradam. Passo por eles calado Como se fosse bala A buscar a entrada que me rasga
Os domingos não me agradam. Cortam-me feito punhal Expondo toda a ferida Feito carne velha caída Na porta do hospital
Os domingos Realmente Não me agradam.
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Poeta
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Hoy se apagó la música en mi corazón, hubo un juez implacable que bajó el martillo, condenó sin piedad a perpetua la condena. Y puso entre rejas mi alma sin apelación. No habrá más vuelos, no habrá más ilusión; los pasos se aquietaron, los pies en grillos. No hay por qué, no hay variación, la pena fue impuesta, no habrá vida, no habrá razón.
El músculo se abrazó, ocultó su dolor y en la garganta ahogada quedará para siempre la última canción. En su abrazo el corazón, dejó de latir, ya no habrá poesía, quedará para mañana la última oración.
Se cerraron las ventanas, se oscureció la lira. Y cada reja golpea en mi rostro la vida; es esa oscuridad otra vez, atacando sin juicio. Como aquélla vez…, dura, injusta, en el inicio. Se fue la luz, peregrina, de letras errantes; se abrazaron las manos, frías, vacías. Dos luceros enormes, envueltos en lágrimas, se apagaron las luces del viejo caminante.
Miel
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Poeta
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Quero me perder no calendário romano, humano ou beltrano, afinal, tempo é partido e dele me tomo posse e me escravizo; deitado lê seus dias que agonia, que agonia.
Quero me perder não, não quero dar com os burros n’água, ficar com a cara extasiada como criança mimada; quero perder o tempo, desprender a palavra mais alta, aliviar minhas lentes mundanas.
Meus cálculos de perda temporal, que anunciam temporais e que na janela nem passarinho canta, no máximo uma mariposa chega na planta, que estendi em meu quarto azul, que afundei nos teus negros olhos, que olharam, olharam e molharam.
Todo meu chão manchado de tinta, meu pé arranhado pelo asfalto, meus sonhos atravessados, nas nuvens, nos universos inteiros, de todos os irmãos que enxergo, deitados na chuva, esperando a sorte alcançá-los esperando...
E nada posso lhes acometer, senão sou punido por quem me habita ou quem sabe, é só um canto que tomou forma num corpo qualquer e que trabalha em forma de poesia; é recíproco, é leve, é levitante, é um muro feito com areias claras, mas e o mar que é o mar não as alcança.
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Poeta
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DEPENDENTE
Estranha loucura essa dependência que me absorve em que assumo o papel de réu - frente a você em que não mais me escondo - me entrego, não nego me pegas com paixão e muito mais lhe quero nestas carícias de amor sincero que tenho a lhe oferecer
Longe de ti retorno ao vazio angustiado esgotando os sonhos desmatados Deito na imensidão e conto estrelas não sei se infinitas... perdida em suas vãs belezas perpetuando em gemido o silêncio que morre e renasce num espelho transbordante de querer
Numa vasta profundidade arde: o amor e a saudade, nestes instantes de ausência ao qual me faz metade nestes pingos de chuva, que são lágrimas querendo de alguma forma transformar nossas realidades...
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Poeta
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MERA CALIGRAFIA
Tristes ícones despidos sobre a memória nas palavras afobadas na insana genialidade neste qualquer ser de sapiência em tinta encarnada de brutalidade
Nas mãos que escorrem um pobre viver nos rastros indeléveis de alma fugidia nesta incompreensão de não o ser em sentimentos rasgados de taquicardia
sem escolhas, moldam o recôndito escrever num palpitar do tempo em escoriações nas cicatrizes açoitadas de qualquer querer em vastas caligrafias de jorradas ilusões
Fecundam-se os improvisos na grávida esperança de brancos risos abandonando o vício de um ousado paraíso sem vestígios, malhas ou prejuízos
Num universo diverso amor lapidado em verso nas tristezas que espelham o reflexo devoram-se os verbos sem qualquer nexo nas intensidades das estrofes de um desejo reto.
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Poeta
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Te he visto, por el parque ceniciento que los poetas aman para llorar, como una noble sombra vagar, envuelto en tu levita larga. El talante cortés, ha tantos años compuesto de una fiesta en la antesala, ?¡qué bien tus pobres huesos ceremoniosos guardan!? Yo te he visto, aspirando distraído, con el aliento que la tierra exhala ?hoy, tibia tarde en que las mustias hojas húmedo viento arranca?, del eucalipto verde el frescor de las hojas perfumadas. Y te he visto llevar la seca mano a la perla que brilla en tu corbata.
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Poeta
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