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*Tenho pensado muito que tenho pouco tempo para ser o que sou. Por muito que se faça o corpo modifica, tenho dado muita atenção a quem vejo e nota-se que se definha, o andar, as costas, postura de cansaço, diz sem querer a idade que se tem. Por muito que se tente em centros de estética, a idade entra em nós e não se pode esconder. Um pouco enganados porque o espelho só mostra a nossa frente, o ar que deixamos ao passar é de muitos anos. Pudesse dar dez dos meus anos ao meu companheiro. Era tão bom! Consciente de mim e da natureza, uma tristeza invade o meu coração. Tenho muita pena. Queria tanto não ter a minha idade! Fiz contas e ser como sou se Deus me der saúde cinco, ou quatro anos restam para não ser ridícula. Então que fazer? Simples, viver o amanhã já hoje, usufruir do poder de compra e ter prazer em fazer tudo o que o dinheiro me pode dar. Ser livre, não poupar, nem fazer contas, seguir em frente e viver tudo quanto possa deixando uma reserva para quando sinta que devo, acomodar-me a ter uma vida diferente, ou seja da terceira idade. Lágrimas escondidas, retidas dentro de mim, sensação de impotência de não poder modificar a natureza. Na leveza do ser, tudo está, mesmo a fantasia de pensar que comigo vai ser diferente. Por pensar e meditar em tudo, sou duma frieza para comigo, que não a tenho para com os outros. Quando rodeada de gente analiso todos. Se soubessem como corre o tempo depois dos quarenta de certeza que seriam mais humildes. Sem darem conta estão no fim da representação no palco da vida. Quando se tem quarenta, os de vinte não os catalogam, sessenta, os primeiros chamam-lhe cotas, os de quarenta não notam a diferença. E assim por diante. Mas setenta, já são diferente, aproveitam sempre para dar alfinetadas encobertas. Noto-as bem. É aí que com atenção vejo o decote atrevido, peito subido á força e a pele um pouco envelhecida. Cabelos brancos que teimam em brilhar entre os pintados. Sem luminosidade, opaca a pele da cara e pescoço, avisa que está sem juventude. No fundo desejam estar como eu se chegarem à minha idade. Mas o egoísmo é muito e não aceitam que se note a minha presença jovial, pouca maquilhagem e fresca, mas clássica. Cinquenta ou sessenta é igual, vestem roupa mais juvenil, mas a idade está lá, assim como a de Todos. Não me zango, mas sei que criticam que viva com alguém mais novo vinte anos. E graças a Deus que assim é. De outra maneira viveria num hotel entre quatro paredes, num espaço mínimo. Uma solitária renegada pelos filhos e netos sem família, só pode agradecer a companhia que teve como presente sem contar num momento tão difícil na vida. Não forcei, não comprei, não fingi, só pago com carinho e amizade. Nada pede, nada quer monetariamente. Nós só queremos sinceridade e o carinho imenso que nos une. Ninguém deve tentar julgar, o sentimento que nos une. Pois nem eu sei qual é. Por isso lhe digo; Se pudesse dar-te dez anos era muito bom; Podia ter mais tempo para disfrutar da sua companhia. É a realidade e estou um pouco triste, só por essa razão.* Porto,16 de Junho de 2015 Carminha Nieves
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Poeta
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amor de un deseo en tu onda siento tu amor que es amor y dolor te doy todo te ofrezco mi corazon eternamente enamorado eternamente te siento en tus labios que invitan al pecado tus manos mi perdicion y tu piel es mi deseo deseo perdido deseo trashumante d quererte tanto de quererte bien sos para mi lo se en tu mirada y en tu presencia que da su amor
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Poeta
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Quando uma ideia vem à tona, as palavras me condicionam. E eu, acuado, sou obrigado a devanear...
Sem imaginar no que vai dar .
A.J. Cardiais 09.06.2014 imagem: google
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Poeta
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Deturpadas palavras más, que os dicionários vão engolir. Os poemas supérfluos hão de exibir todas as palavras. Mas...
O abdômen, inimigo do homem, e a barriga, aquela nossa amiga, estão na maior briga por causa de um nome.
O nome: substantivo desconhecido, de pai e mãe abstratos. Muitos nomes, muitos retratos de fome e de povo subdesenvolvido.
Nome feio equivale a palavrão: paralelepípedo, inverossimilhança... Mas, nome feio para a criança, é aquele que não se pode dar não.
Então eu grito: Rimas! Rimas à mão cheia! E as mãos: cheias de calos. Brigo, xingo, ofendo os cavalos... Sou louco... Sou louco não, creia.
A.J. Cardiais 06.02.1990 imagem: google
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CARROÑEROS DE LA HIPOCRESÍA
viven de la mentira barata y de las sobras de un error se venden a cualquier pirata por el precio de una traición
se prostituyen en los burdeles del barrio de la cobardía la falsedad tiene muchas pieles son carroñeros de la hipocresía
regalan falsas sonrisas de mercadillo envueltas en el perfume del engaño pero llevan en los bolsillos mil maneras de hacerte daño
algjunos van de señores y otras,van de doñas pero cuando los principios se hacen desertores entonces,sólo queda la carroña
serpientes que se mueven con sutileza vestidas de carrera y de pupitre pero nos olvidamos que la naturaleza ya tiene sus propios buitres
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Poeta
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CARROÑEROS DE LA HIPOCRESÍA
viven de la mentira barata y de las sobras de un error se venden a cualquier pirata por el precio de una traición
se prostituyen en los burdeles del barrio de la cobardía la falsedad tiene muchas pieles son carroñeros de la hipocresía
regalan falsas sonrisas de mercadillo envueltas en el perfume del engaño pero llevan en los bolsillos mil maneras de hacerte daño
algjunos van de señores y otras,van de doñas pero cuando los principios se hacen desertores entonces,sólo queda la carroña
serpientes que se mueven con sutileza vestidas de carrera y de pupitre pero nos olvidamos que la naturaleza ya tiene sus propios buitres
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[img width=300]https://encrypted-tbn1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTQcwvdokyNk4y1gwnf9VOrYJxKh-IsI3k4_g4t5k2Xw8V2tSel[/img]
¡Dejad que fluya el agua! ¡Que corra el río! No detened su curso en el embalse; que no pare su agua, que no remanse, que morir en el mar es, su desafío.
Fuente de agua clara, en la montaña: creces con los torrentes de las laderas, y alimentas la yerba cada mañana, de las tierras del valle y las praderas.
Llévate en tu corriente el alma mía. Que se sentó hace tiempo en el camino. Y comparte con ella ese destino, de descubrir el cauce, día tras día.
¡Dejad que fluya el agua! ¡Que no se pare! Que moldee las rocas, duras y frías. y que lleve y transforme, en lejanos mares, las lágrimas de los nacidos, en alegrías
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Hoy sin ti mi mundo se desborona encima de todos estos bellos momentos, dejándolos convertidos en cenizas que vuelan lejos con el viento. Hoy no queda nada hermoso para recordar del ayer perdido en la infinidad del tiempo, Si ya contigo más no puedo estar sintiendo el arrullo de tu amor inmenso ni de esa dulzura que me hizo capaz de volar en tus alas inofenso. Sé que mañana al despertar ya no podré oler el incienso de tu aroma ni escuchar el afable sonido de tu voz tenaz… ¡Retumbará en mí la ausencia asomada! Hoy sin ti no quiero pensar en cuanto te amé ni como el amor se ha ido a volar sin regresar, sin esperar un tal vez.
Julio Medina 13 de junio del 2015
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Um homem pobre caminha por um bairro nobre, à procura de algo para sobreviver...
O rico não quer nem saber... É do lixo que o homem tira o que comer.
O homem pobre vasculha o lixo, cantando uma canção, indiferente à mansão que está na sua frente.
Para ele este povo só serve para isto: jogar uma porção de coisas no lixo. Coisas que ele cata, e vai vender.
A.J. Cardiais 10.08.2010 imagem: google
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deseo de piel mi onda tu onda tu piel en mi deseo te amo a pesar de todo querido amor que une un mismo deseo en nuestras bocas que da sin pedir que brinda sin preguntar querida amiga deseo y amor para vos mi amor para vos mi deseo por vos todo querida algun dia de gloria conjugaremos nuestros cuerpos y seremos libres coronando la esperanza
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