Poemas de nostalgia :  A NOITE
O PRIMEIRO POEMA QUE EU PULIQUEI, FOI NO LUSO POEMAS.

Noite... Deusa dos meus desejos
Em que de Lua em Lua,
Indo de rua em rua
Dei e recebi beijos,
Destrocei coraçôes,
Causei desilusôes.
E no silencio do vazio
Também fui feliz
Nas ruas do meu País!
E mesmo se no escuro não vejo,
Noite... és Deusa dos mes desejos.

A.da fonseca
Poeta

Poemas de amor :  UMA ALCACHOFRA DE AMOR
Quando cheguei ao Paraíso
Encontrei o St Antonio
Com uma alcachofra na mão.
Perguntou-me com um sorriso
Se era eu o Demónio
Que entrou no teu coração.

Vi os seus olhos brejeiros
Me olharem com malicia
E esperando uma resposta.
O meu reflexo primeiro
Foi pensar com delicia
À mulher de quem se gosta.

Olhei para o St. Antonio
E disse-lhe com vaidade
Que o teu coração era meu.
Disse que era o Demónio,
Não lhe escondi a verdade
Mas o meu coração era teu.

Falei-lhe dessa fogueira
Onde contigo queimei
Uma alcachofra de amor.
Refloriu para a vida inteira
E foi assim que comecei
A amar uma flor

Disse-lhe que vinha sozinho
E que ficas-te a chorar
Porque nós nos separámos.
Quiz-te deixar no nosso ninho
Para seres tu a guardar
A alcachofra que queimamos.


A. da fonseca
Poeta

Poemas de amor :  A VIDA É UM POEMA EM PROSA
Lembras-te
Do dia em que nos encontramos
Os nossos olhares cruzamos
E nos embebemos de amor?
Lembras-te
Dos passeios na nossa rua?
A minha mão apertava a tua
E fazíamos a volta do quarteirão
Naquelas cálidas noites de verão.
Lembras-te
Do nosso primeiro beijo?
Os meus lábios acariciaram o teu queixo,
Tu ficas-te petrificada,
Mas num nada...
Tu me deste a tua boca
E eu louco e tu louca
De prazer profundo,
Por instantes pensamos
Que estávamos sós no mundo.
Lembras-te
Do dia do nosso casamento?
Inolvidável momento!
Tu, toda de branco vestida
De flor de laranjeira guarnecida
E eu de fato preto.
E quando lá no Altar
Demos o sim sem hesitar,
A Virgem sorriu ao ver nosso olhar.
Lembras-te
Da nossa primeira discussão?
Que não nos desuniu , isso não.
Foi um grão de areia
Que trazido pelo vento
Na nossa vida entrou
Mas a brisa do amor que nos ligou
Supro-o para longe, não mais voltou.
Lembras-te do dia em que me disseste
Que eu ia ser papá?
E tu quiseste
Que fossemos comprar o enxoval
Sem saber se azul ou cor de rosa,
Mas qual importância?
A vida é um poema em prosa
Cantado pelo rouxinol num roseiral.
Lembras-te
Quando o fruto do nosso amor
Abriu os olhos para a vida
E um enorme calor
Invadiu os nossos corações?
Nós ficamos mais ricos e as emoções
Que esse dia nos trouxe
E tu pensas-te que eu não fosse
A partir daí o teu único amor.

A neve cai.
E o seu manto branco brilha na noite.
Noite de inverno, noite escura
Noite longa mas que nos dá a ventura
De poder admirar as labaredas na lareira
Que aquecem nosso lar, nosso ninho.
Admirar extasiados, nosso netinho.
Relembrar o passado, sempre presente,
Porque o nosso amor, jamais esteve ausente.
Vejo-te sempre toda de branco vestida.
De flor de laranjeira guarnecida!
Lembras-te do meu fato preto?
Lembras-te?

A. da fonseca

















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Poeta

Poemas sociales :  NÃO SÃO QUE PUTOS DA RUA
Não importa onde nascem
Não importa a sua cor.
O importante é que passem
Na vida com muito amor.

Alguns são passarinhos
Que dormem à luz da Lua.
Depenados de carinhos,
Não são que putos da rua.

È triste ver esses putos
Que não têm eira nem beira.
A vida só lhe dá chutos
Têm o Sol como braseira.

Crianças de vida triste
Merecem ser mais amadas.
Mas para eles não existe
Que as pedras da calçada.

Putos sem ontem nem hoje
E de um amanhã incerto,
È a sorte que deles foge
E os lobos ficam mais perto.

Pássaros que vão crescendo
Sempre com as asas quebradas,
Num mundo sem dividendo
Com a miséria de mãos dadas.

Velho Mundo,
Voltas-te à Idade-Média.
E esta sociedade sem
rédeas
Deixou de ser a grande dama.
Velho mundo,
A tua mocidade anda perdida
A sua estrada na vida
È toda feita de lama!

A. da fonseca
Poeta

Poemas :  BELEZA,TU ÉS DEUSA
Beleza!...
Que tu venhas do Céu
Que tu venhas da montanha,
Tu és a Deusa que tudo embeleza.
Tu embelezas os vales, os rios.
Tu dás à vida o perfume da natureza.
Sem ti, não haveria Aurora,
A Primavera que dá vida á flora,
As cores ás arvores no Outono.
A beleza de natividade
A beleza da dignidade
O Sol nascente e o Sol poente.
A Lua prateada que está contente,
De ser a inspiração dos poetas
Que com as suas belas canetas
Tentam escrever sobre um Mundo perfeito,
Com sinceridade, que não seja só fachada
Mas para a arte de um pintor,
A beleza... só a pode pintar desnudada.

A. da fonseca
Poeta

Poemas :  DIME SI SABES QUIEN ERES
DIME SI SABES QUIEN ERES

respondeme sólo a esta pregunta
sabes quien eres de verdad
o cuantas personalidades juntas
habitan en este lugar

acaso eres la misma persona
que sonrie y se entristece
o una de las dos,te abandona
cada vez que le apetece

dime quien discute contigo
quien eres,o quien quieres ser
dime a quien llamas amigo
o a quien quieres conocer

algunos lo llaman duda existencial
otros,hablan de fantasmas del pasado
los hay que están deseando terminar
cuando nisiquiera han empezado

dime ahora,entonces,quien quieres ser
porque si sabes la respuesta
harás de tu vida,si quieres
tu mejor obra maestra
Poeta

Poemas :  Un poema como parpadeo
Un poema que vive en ti
desde hace muchos naufragios
cuando el agua tuvo que ser llanto
que prefirió tornarse sangre nutritiva
para quedarse dentro
intentando llenar esos vacíos
gotas cristalinas en el torrente
ese rocío que debe verse sobre el corazón
como lágrimas sobre una rosa latiente
recuperar con sabiduría de tortuga
el orden entre lo que el viento no se llevó
que llega de a poco
como un caminante viejo y sabio
como un caballo que aprendió a tener calma
a tener alma de lago tranquilo
el espejo te va desnudando
y eres tu el reflejo de esa claridad
si una hormiga es perfecta
porque no un hombre dentro del útero
de su madre cósmica
nunca se termina de nacer
mientras muere esa vieja humanidad
que te habita como un inquilino
que solo paga con pruebas duras
y están las vanidades
y están las ideas profundas
y todo es un eco tranquilo
viene entonces el poema
a dejarte una caricia con huella
a dejarte un viento que te peina
a dejarte un aire renovado
a dejarte un zapato de tu talla
a dejarte una sopa sin tortura
a dejarte como si nada hubiera pasado
a llevarse esa confusión llamada ignorancia...
Poeta

Frases y pensamientos :  Palavras Disparadas
Palavras disparadas não tiram vidas,
mas podem mudar as pessoas
que forem atingidas.

A.J. Cardiais
17.06.2011
Poeta

Poemas infantiles :  QUE SE JULGUEM OS CULPADOS
Quatro mil mortos
Sessenta mil feridos
Esse senhor não tem remorsos
De tantos jovens perdidos.

É a ambição do Imperialismo
Conquistar sem olhar a meios.
E neste infeliz realismo
Porquê há Países alheios?

Estes mortos e feridos
Todos jovens americanos
Mas quantos desaparecidos
Nestes últimos cinco anos?

Milhares de dólares desperdiçados
Centenas de familias enlutadas
Órfãos que ficam sós, abandonados
Ficando com as explosões das granadas.

Espero que esta barbaridade acabe
E quando a agressão tenha acabado
É ao povo do mundo que a missão cabe
De não deixar passar estes crimes em julgado.

A. da fonseca
Poeta

Poemas infantiles :  A LUA E O SOL
-Bom dia, quentinho Sol!
-Boa noite linda Luasinha!
O Sol acabava de se levantar, ainda esfregando os olhos, procurando forças para o intenso dia de trabalho que ia começar.
A Lua tinha acabado a sua tarefa e lá se ia deitar. Sim por que o Sol e a Lua, trabalhavam por turnos, o Sol, trabalhava de dia e a Lua de noite.
Entretanto eles tinham ainda alguns minutinhos para falarem e saberem novidades.
-Então como passas-te a noite, Luasinha?
- Bem!... Sabes bem que sou muito vaidosa!? Sabes porquê?
Por que durante a noite, muitos olhos me admiram.
Os meninos e as meninas admirando os meus grandes olhos e falando com os seus paisinhos em os questionando sobre mim.
E depois... e depois há os poetas! É giro de os ver de papel e caneta na mão, coçando a cabeça, escrevendo coisinhas de amor. Ai... como eu fico toda vaidosa!
O Sol ouvia a Lua se gabar da sua noite e estava triste.
-Ò Sol... parece-me que estás triste, o que tens?
o Sol olhou a Lua, fechou os olhos de tristeza e disse:
-Pois é! Para ti todos olham e eu que passo os dias de inverno para os aquecer, a Primavera para fazer desabrochar as flores e no verão fazer bronzear as meninas e as senhoras, que depois andam todas vaidosas do seu bronzeado, para mim... para mim... ninguém olha e encontram como desculpa que eu lhes faço mal aos olhos, mas que ingratidão!
A Lua escutava com atenção e ao mesmo tempo com o coração magoado, ela que pensava que dava amor para todos e para o Sol ninguém olhava, é ingrato, todos temos nossos deveres e devemos ser olhados da mesma maneira.
-Até amanhã quentinho Sol!
-Até amanhã Luazinha!

A. da fonseca
Poeta