Poemas sociales :  Ingratidão
Lá vem o homem
com sua tecnologia avançada,
transformando tudo
em nada...

Entram com sua tecnologia
na mata,
e como o próprio nome diz: MATA,
a mãe Natureza que o protege...

A.J. Cardiais
13.09.1992
Poeta

Poemas :  contabilidade
Em vosso livro Razão
Tudo está
Queira ou não
É impossível negar
Mesmo que maquie
Com sinônimos e símbolos
Tudo está.
Troque a capa
Ou o faça eletrônico
Simples rascunho?
Tudo está
Mesmo que convença
A si próprio
De seu real teor
Pode remontar
Simplesmente
Pelo valor.
Poeta

Poemas de naturaleza :  Rico eres
Reposar el espíritu
de aceptación serena
Delicia de atardecer
bañado en oro
con reflejos de rubis
y zafiros de Ceylán

Halagos de la vida
sentirnos ricos
entre belleza sin igual
Valles de esmeraldas
y fondos turquesas
Sencillez natural

Inunda la imaginación
que acompaña el alma
Endulzando el corazón
seca las lágrimas
antes de rodar por tus pupilas
al no ver al ser que amas


Derechos reservados
30/05/2019

Dikia
Poeta

Poemas :  Ensaio para coisas bobas
As coisas bobas de verdade,
talvez ainda não tenham
sido ditas.

As pessoas só querem saber
das coisas bonitas;
das coisas inteligentes.

O pior é querer falar
bobagens inteligentes.

Mas eu quero falar
das coisas bobas;
das coisas tolas,
sem ser vulgar...

Este poema,
é só um ensaio.

A.J. Cardiais
14.04.2012
Poeta

Poemas :  ânimo
Aproveite seu dia!
Faça dele
algo simples e valoroso,
sem aditivos
mirabolantes e exóticos exibir
capacidade de gozar.

Não confunda
gozar a vida
com gozar na vida.

Sem esperar
que a saúde acabe
o tempo passe
e a única coisa que ficou,
além de sintomas
foi a vontade de vomitar.
Poeta

Poemas :  Outono/inverno
Outono/inverno
A noite chega
com um perfume de inverno,
apesar de outono.

Eu me abandono
cravando olhares
nas nuvens.

Um céu gris
pede bis
a esta interpretação.

Vejo nuvens encharcadas
viajando carregadas
de imaginação.

A.J. Cardiais
20.04.2012
Poeta

Poemas :  Bribón caliginoso
BRIBÓN CALIGINOSO

Azotado por las ondas hirvientes
la tarde melancólica se mece
con penoso duelo al mar llora
a la hora de la sombra lenta
y el ocaso su crespón levanta.

Valeroso y trepidante
un sueño inocuo
al flamear esconde
dilapidando tartajoso
al miedo cobarde y osado.

Ardiendo nubes al último fulgor
donde brota el fondo de la tierra
y para al sol la gloria fácil
con la inminencia que clama
calma extinta huracán airado.

Temerario indomable
amedrentado cavila
en trémulo tugurio
próspero dispendio sórdido
manirroto y plétora negada.

En el trasluz esclavo espera
en la planta espina un pié
con el esplendor azul cereza
en las montañas vigor vierte
su callada historia y digna muerte.


Autor: Joel Fortunato Reyes Pérez
Poeta

Poemas :  UM SOPRO NA SOLIDÃO
Estendo os braços e não vens abraçar-me. Nem os teus olhos que sabiam o que ia no meu coração vejo. Foi muito difícil e triste ficar sem ti. Infelizmente compreendi muito tarde. Mas continuo a amar-te como se cá estivesses.
Em ti revejo muitos que me deixaram. Um vazio imenso, um silêncio em choro manso, no que deixo de ter. É triste partir, ficar também
Mas enquanto cá ando vivo e penso em Vocês. Neste turbilhão frenético de mudanças, um pouco desorientada, tento adaptar-me, mas não vos tenho cá para me apoiar.

Tudo mudou, sentimentos, saber amar só por amar, saber ajudar sem alardes, mas com alegria. Aceitar os nossos defeitos e os dos outros. Respeitar o pequeno mundo que todos temos cá dentro.
O arco-íris que é a vida, no seu todo e que muitos não vislumbram, é o princípio do saber conviver. Sem comparar o que se tem de bom ou mau, sem invejar, sem acusar, ou comentar à nossa maneira muitas vezes agreste.
A felicidade não existe, é um estado de graça que nos inunda em que nos sentimos bem. E que vai e vem. Pudesse eu contar abertamente episódios que vivi. Assim seria fácil entenderem o que digo. Mas não o devo fazer e muito menos agora, que o ser humano mudou tanto nos valores essenciais em que nos apoiamos para sermos o que pensamos ser no ego imenso da vaidade que somos mais do que os outros.
Por isso digo a felicidade não existe é um estado de alma.
Estendo os braços e não vens abraçar-me. Nem os teus olhos que sabiam o que ia no meu coração vejo. Em ti revejo muitos mais, de outros tempos onde sabíamos viver.
Por vezes dou comigo a pensar que tudo foi ilusão que de tanto procurar e de tanto querer, fiz dos meus sonhos realidade.
Tudo ou quase tudo foi relâmpago em noite escura, foi estrela sem vida ainda reluzente, no infinito. Cansaço de fazer de conta que tudo é verdade. Quimeras perdidas do pensamento e desejo de ter felicidade
Desgaste que o tempo faz. Hoje vazia de sonhos, no silêncio da solidão, sou eu e simplesmente eu e o meu mundo de fantasia que me fez sorrir e eram simplesmente lágrimas retidas no enorme desejo de ter o que não podia
Como borboleta rodopiei na luz de lâmpadas que imaginava, hoje apagadas, só me resta num canto qualquer ficar parada e ter um pouco de sol. E quando a noite chegar a encolher-me e aceitar que na realidade sempre estive só. Mesmo abraçada ou afagada por caricias, sempre só estou.
A paisagem verde da minha primavera da vida, tornou-se fria e despida, acastanhada, pejada de folhas desfeitas pela chuva e ventos agrestes. Ruído dorido ao pisá-las, como grito de agonia.
E nesta penumbra, vou indo, rumo ao nada do nada que recebi, de tanto ter ansiado, de ser um pouco feliz.
E assim, tentando decifrar o mistério da vida para entender como passou o meu tempo, quase fiquei sem tempo para viver.
Sou o pássaro que pela noite fora canta, sou o ruído que é silêncio, sou a estrela cadente, sou página de um livro esquecido, mas nem vento sou pois sou silêncio.

Porto, 20 de maio de 2019
Carminha Nieves
Poeta

Poemas :  Decidme si no es vivir
[img width=300]https://www.latinopoemas.com/uploads/thumb_pic_1674_5ce09b2322511.jpg[/img]

Luis LOPEZ ANGLADA
(13/04/1919 - 03/01/2007)
Poeta español
Poema en su libro Impaciencias (1943)

"Este continuo esperar,
este continuo morir,
este continuo soñar,
decidme si no es vivir"

El tiempo corre y cansado
ciervo de tanta carrera
en la quietud de mi espera
siento que se me ha parado.
Pues si por verlo posado
quiero hacerle despertar
y al gozo del nuevo andar
vivo lo que ha de venir
decidme si no es vivir
"este continuo esperar".

Así viviendo primero
el tiempo que aún no ha llegado
en este vivir soñado
me voy muriendo ligero.
Pero ¡es tan firme el sendero!
y entra tan honda al surgir
la vida que ha de venir
que olvidando la perdida
decidme si no da vida
"este continuo morir".

Estos sueños que soñamos
y que sin vida vivimos
pues al llegar los perdimos
al esperar los gozamos.
Las nieblas en que pasamos
aire se hacen al llegar.
Pues si son en su esperar
vida que llega a morir
decidme si no es vivir
"este continuo soñar".

Mañana, cuando cansado
el ciervo de su carrera
se pare, ya sin espera,
viviendo de lo pasado,
el sueño que se ha soñado
no volverá a resurgir.
La vida será el morir.
Pues si el morir es llegar
soñar, morir y esperar
"decidme si no es vivir".
Poeta

Poemas :  Inspiração à deriva
Este meu pobre poema
não tem nada a dizer...
Nenhuma mensagem embutida,
nenhuma câmera escondida...
Só palavras ressentidas.

Este meu pobre poema
é uma inspiração perdida
que, estando à deriva,
aportou no meu cais.

A.J. Cardiais
17.03.2010
Poeta