Poemas :  O próximo passo
O próximo passo,
é um assalto à ideia;
É um roubar prazer,
e deixar morrer nas nuvens.

O próximo assalto,
é um desbancar de letras;
É um mar de portas abertas,
e o ar gritando: mãos pro alto!

O próximo asfalto,
vai dar num caminho inseguro...
Vai dar num muro,
segurando as lamentações.

As próximas orações,
seguem as rimas frágeis da vida...
E, em seguida,
vem a viagem,
vem a mensagem,
vem o medo.

A.J. Cardiais
25.05.2011
Poeta

Poemas :  Ê, vida atormentada!
Bate coração... ... ... ... ... ...
Não acelere não, por favor...
Mantenha-se nesse compasso.
Não sei mais o que faço...
Tenho que ver meu amor.

Bate coração ... ... ... ... ... ...
São horas que ainda não sei.
É madrugada.
Ê vida atormentada,
acordar na hora errada
para escrever o que me vem!

Bate coração ... ... ... ... ... ...
Se empolgue, se ame,
e ame também.
O amor é um sentimento lindo...
Quando bem vivido,
mesmo ele indo
a gente sempre o tem.

A.J. Cardiais
11.08.2004
Poeta

Poemas :  Vivendo Nas Nuvens
Vivendo Nas Nuvens
Espero encontrar alguém
que perceba,
que eu gosto de viver
no céu...

Espero que este alguém
queira viver no céu também,
para juntos
vivermos
nas nuvens.

A.J. Cardiais
22.04.2011
imagem: google
Poeta

Poemas :  Amiga
Eres el vaso,
el horno,
el molde...
donde Dios
esculpe
la virtud
de la confianza.
Das de las
eternas savias
de tu alma
sin esperar
el adulador
halago,
la siempre
para otros
esperada ...
recompensa.
Inefable fuerza
que permite
al amigo
llorar en la tibieza
de tu hombro
la canción
de la tristeza.
No hablo
de la hembra antigua
la hembra del paraíso
la manzana.
Hablo de la amiga
alma que es puente
sobre mis ríos.
Poeta

Poemas :  Dolor del alma
Infidelidad,
cual tempestad;
abates intempestivamente;
no perdonas...

Corazón desquebrajado...
aun en pedazos,
lates agonizando;
sufres,
lloras.

espíritu cual cobarde...
abandonas en este trance
amargo, desolador...

porque, dueles?
porque, caes?
porque, lloras?
porque amas?
si la herida lastima,
a cada latido.

entendido de los horizontes,
rizosos del amor;
aun amas...

cuanta desolación!
oscuridad absoluta,
en esta cárcel de desesperación,
cuanta amargura!
en esta sustancia infame,
que cubre el alma.

gritas en el desahogo,
a los cuatro vientos,
para aliviar este tormento,
y solo,
infructuosamente se pierde,
en el universo.
Poeta

Poemas :  Os "lados" do poeta
Os "lados" do poeta
Às vezes eu gosto de mostrar
o lado “nulo” do poeta;
o lado perdido,
o lado “exercício”...

Gosto de dizer
que poesia é um vicio:
Quando não “tomo uma”,
o meu dia está perdido.

Gosto de mostrar
o quanto fico envolvido...
Para mim, sem envolvimento
não dá.

Gosto de sonhar;
de escrever à revelia...
Na verdade,
eu VIVO e morro,
na poesia.

A.J. Cardiais
14.05.2011
imagem: google
Poeta

Poemas :  Contra a Hipocrisia
Contra a Hipocrisia
Uso minha poesia
contra a hipocrisia.
Embora eu me derreta
num mundo de fantasia,
minha realidade é dura.

Estou cansado de tanta usura,
de tanta mentira
e de tanto descaso.
Não tenho mais vaso
para encher de balelas...

A minha indignação
está transbordando,
e está levando
meus poemas com ela.

A.J. Cardiais
14.05.2011
imagem: google
Poeta

Poemas :  Influencias
Si aquí no canto yo,
quién canta con mi voz
lo escrito por mi mano
(por alguien inducida.)

Quién diantre me inspiró
como un usurpador
lo escrito a más cantado,
ajena mi utopía.

Ponerme aquí a cantar
los versos de alguien más
como rapsoda falso,
me cuesta cada día.

Señores, digo bien,
son versos que no sé
de dónde, ni su canto
desde la infancia mía.

Yo quiero ser normal:
poner en su lugar
mi voz de viento en cardo,
mi mano campesina.



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Poeta

Poemas :  Al obnubilarse
AL OBNUBILARSE

Llovía la voz con sabor a danza,
en el azul sonoro del tacto,
una sonrisa obscura,
un llanto brillante,
tan profundo en lo alto,
tan escarpado en lo liso.

Al obnubilarse.

Con el olor de los años,
con el color de los sueños.
¡Oh, danza de la esperanza!.
¡Oh, lanza de la tardanza!.
Una espuma espinosa.

Al obnubilarse.

​En la voz otoñal pestañeando.
Sin el gastar neblinoso.
Sin el pastar asombroso.
Llovía y llovía, esa voz agridulce.
Esa vez esa voz.
Al sentirse pensando.

Al obnubilarse.

​Ennegrezco al nevar,
el fuego al entibiarse,
​la sonrisa vidriosa,
la voz lluviosa,
entre silencios sinuosos,
entre recuerdos borrosos.

Al obnubilarse.

​Una vez al desvestirse la tarde,
al empalidecer anocheciendo,
​la espera lenta,
la salida profunda,
entre perfumes perdidos,
entre nubladas alturas.

Llovía llovía, al obnubilarse.


Autor: Joel Fortunato Reyes Pérez
Poeta

Poemas :  Na correnteza
Na correnteza
Preciso concentrar-me mais...
Preciso arregaçar as mangas do poema
e botá-lo para lutar
contra as injustiças sociais.

Meu mal, em mel se fez.
A minha indignação ficou para trás.
Minha fome feroz de tudo,
esbarrou num sem fim de mundo
e ficou brincando de rimar...

Então deixei de sonhar,
e parti para o estudo...
Perdi-me no sem fim de mundo
e voltei com cara de tacho.
E agora, onde eu me encaixo?

Solto este poema na correnteza
e deixo que me mostre
o caminho.

A.J. Cardiais
14.01.2011
imagem: google
Poeta