Poemas :  Visão do poema
Um poema não é feito
só para agradar...
Ele é feito.

Um poema não é feito
do jeito que a gente quer...
Ele tem vontade.

Um poema é para dizer disparate.
Mas que tudo seja dito
com Arte.

Fazer um poema
é como quem prepara uma armadilha:
Sempre quer pegar algo.

Fazer um poema
é como quem arruma uma vitrine:
Escolhe-se o melhor ângulo,
o melhor traço, o melhor efeito.

A.J. Cardiais
17.03.2010
Poeta

Poemas :  Ciclópeo conjeturar... (Neosurrealista)
CICLÓPEO CONJETURAR
(Neosurrealista)


Fue allá donde comieron las alas fieles entre las olas las montañas.
Allí las botas dibujan el miedo del cartón.
Los esperados borradores del venado en flama de corta falda.
Y anuncia al hueso de la última lechuga.

Como úlceras de la madera milenaria, del fuego y la ignominia,
Espejo parabólico, espintariscopio, fluorescencia,
que habita en los suburbios calcáreos de la memoria.
Los pájaros son una despedida, árbol, antigua voz del arte,
en la insegura sombra de la suerte, la memoria se llena de caminos,
lágrimas recorriendo la monotonía de tejados y alamedas.
He reconocido con sorpresa y piedad, la permeabilidad,
del peróxido, del frío sonámbulo, en una tregua,
donde reconstruyo con extrañeza, paludrina,
usadas moscas de clorofila, quimiurgia,
como medalla, en cualquier ojo.
¡Resonancia termoquímica!.

Llenas las escaleras de inquietos féretros,
van sembrando gotas en el océano el verde,
de noche sin desesperación sigue verde,
tan verde como rojo y azul es el blanco.

Ya defendía lo muerto de su propio ruido, de las ruinas,
Factoriales fallas en fermentación, fauna del halógeno,
que desde que se escribe, son remotas, pesadillas del magneto.
Mira cómo se acerca hasta la cama: Viste de gris con herencias sigilosas,
de uno el tres hasta el nueve, que solía fabricar, seda viscosa y sepsis,
¿Dime si puedes, en qué piedra, por favor en qué ayer?.
Nadie me dijo que comenzarían, con cáustico caucho,
hoy, con roca plutónica, los siglos de la noche.
Entre lunes delgados, flautas para jurar que el pobre corazón,
De gravedad específica, gime en campos luminosos.
Debemos escucharle al bosque su nada, que importó nada.
Pero cualquier capítulo lo tengo, en rayos beta rojos.

En la tierra misma, que entre ellos forma un nicho,
de meteoritos con su metabolismo, a los aires y lluvias resguardando,
del huracán de huesos, que la naturaleza, por capricho,
fabricó en un terreno muy quebrado. Ya minado en letras.

Ríe, salta, corre, vuela, bebe y olvida. Al triángulo dinámico.
De los cobardes, letal veneno, con dulces esperanzas,
puesto que al vivir todo es un poco rosa, zorro hambriento y colorado.
Un hombre hecho y deshecho os habla. Del alivio suelto en un ciprés.
Porque distinto soy, cada año, en alguna cosa, arena ruda,
y a los pinos taciturnos veo con ósmosis y ozono,
Mientras las cortinas decoran los caminos prohibidos,
que se han cruzado de brazos en un teorema.
Porque llevamos el paraíso, una cadena, con voz de eternidad,
de vértebras de vidrio, esponja y espora, y de allá llama.
Del más allá, con su daguerrotipo invencible.
Porque le duele, inmensamente, al corazón divino, la soledad más mínima.


Autor: Joel Fortunato Reyes Pérez
Poeta

Sonetos :  Poesia - arte e ofício
A poesia arte,
é um artifício.
A poesia ofício,
é uma profissão.

O poeta "anão",
faz poema por vício,
e faz sacrifício
para ganhar o pão.

O poeta astro
está tremulando no mastro,
para qualquer ocasião.

O poeta "peão"
está segurando no lastro,
para não cair no chão.

A.J. Cardiais
25.01.2017
Poeta

Poemas :  Poesia: arte, dança e luta
Poesia: arte, dança e luta
A poesia é um sentimento
que o poeta coleta no vento.
Vem como um perfume
ou como um vagalume
fora da noite.

A poesia é como um açoite
em determinados momentos da vida.
E o poeta, como bom escravo,
nunca fica bravo:
transforma numa coisa divertida
esta labuta.

Poesia é como capoeira:
hora é arte, hora é dança, hora é luta.

A.J. Cardiais
23.01.2017
imagem: google
Poeta

Poemas :  Apalabrado lector...
APALABRADO LECTOR

Estas letras serán solo,
lo que deban ser,
en el lector que sea,
es él quien les da vida.

Más allá del espejo,
del que reflejo son.
Del espejo solo,
más allá del reflejo.

Nacen y mueren,
mueren y nacen,
en cada letra,
en cada palabra.

Y no pueden ser,
ni más ni menos,
que lo que dicen,
y aún más de ello.

No tienen ningún valor,
si no hay quien se los dé,
Valor sin valor solo,
sólo el valor que no tienen.

Serán solo palabras solas,
solo soledad en el infinito,
en el infinito que no tienen.
¡Tan finitas son, solo finitas!.

¡Oh, arte de la palabra!.
¿Qué eres?.
¿Cuándo, cómo y dónde?.
¡Sin el artista!.

Creación sin creador.
¿Qué es eso?.
El arte con el artista,
en él nace y muere.

Si no es así.
¿Quién lo afirma?.
¿Quién lo niega?.
¿Quién lo sabe?.


Autor: Joel Fortunato Reyes Pérez
Poeta

Sonetos :  As coisas possíveis
Numa parede é possível conter
uma obra de arte...
Uma parede quando parte,
deixa cair montículos de rimas.

Paredes: obras primas
do pedreiro,
que ganha dinheiro
construindo casas.

Uma parede ganha asas
sob o olhar do poeta,
que vê além da estética...

Mas o poeta é um louco,
que vê num reboco
uma imagem poética.

A.J. Cardiais
24.07.2016
Poeta

Textos :  O espírito da arte. E os fantasmas do tempo.
O espírito da arte.
E os fantasmas do tempo.


Impossibilidade de achar uma escala absoluta para determinar o valor de uma obra de arte. Valor relativo da beleza e da feiura. Origem dos nossos sentimentos estéticos. Origem das nossas ilusões sobre o valor absoluto das obras de arte. A arte não tem por fim reproduzir fielmente a natureza. A obras de arte exprimem os sentimentos, crenças e necessidades de uma época, e transformam-se com ela. … a arte como prazer, a arte como expressão e a arte como conhecimento, pois as questões referentes à arte são tão antigas quanto a própria origem da filosofia.

Mas tudo isto conservará em alto grau carácter insular. Isso resulta do facto de elas representarem a efusão natural dum cérebro um tanto excêntrico e que compunha dominado por uma espécie de obsessão. No entanto, o princípio da falseabilidade não é critério único para dar garantia ao processo de pesquisa científica, já que a própria teoria da falseabilidade pode ser aplicada a si mesma, o belo pode ser um dos atributos da arte, mas não é o único, tampouco o mais importante. O feio também pode ser arte. Além disso, existem proposições em que o princípio não é aplicável. A interação ambiente/organismo gera informação e esta causa mudanças no comportamento do organismo, que por sua vez causa alterações em seu ambiente, processo equivalente ao do feedback estudado na teoria da informação.

Desta situação decorrem dois fatos: 1) Não existem valores absolutos e eternamente válidos para todos as espécies de seres que existem e existiram; e 2) Muito menos valores humanos válidos para toda a natureza, inclusive a humana.
A primeira dificuldade apontada concerne à questão da comensurabilidade. Isso porque quando duas coisas - objetos, pessoas, fenômenos - são comparadas, presume-se que se possa medi-las em igualdade de condição (suposição, muitas das vezes, errônea). É difícil imaginar hoje a possibilidade de, em algumas páginas, definir o pintor ou a pintura, o artista ou a arte da vida moderna, pós-moderna, contemporânea, ou como se queira chamar-lhe. Isto é, dirigir-se à actuali-dade, que sentimos como cada vez mais complexa, e traçar-lhe o retrato, a essa actualidade que temos cada vez mais dificuldade em convocar como realidade, em dizer como experiência, ou sequer em configurar como nome.

Não há como mensurar qualquer fenômeno estando fora da história ou da sociedade… se a razão busca uma soberania irrestrita sobre a natureza, ela coloca o humano contra si, do mesmo modo que a natureza o faz quando exerce uma dominação total. Neste último caso, o homem seria um selvagem; no primeiro, um bárbaro. É preciso um singular poder de observação para tornar sensíveis tais particularidades de matéria.

Uma vez presumida a impossibilidade de apreender por inteiro a realidade objetiva, a capacidade de “prestar atenção” (em um número reduzido de estímulos) passa a ser considerada condição de uma subjetividade plena. Trata-se antes de um episódio desseeterno movimento pendular que faz com que a um período de frivolidade suceda um período severo, a um período de liberdade um período de disciplina, mas hoje uma data de gurus universitários, todos a darem-se ares de iluminados para os centenares de alunos que vão dormir a sua marijuana ouvindo-lhes os sermões psicanalíticos, estruturalistas, etc… Tal maneira de ver não teria suficientemente em consideração a complexidade das coisas.

É importante perceber que muito daquilo que tendemos a encarar como “natural”, principalmente no que diz respeito aos valores, costuma ser muito mais uma mescla obscura de orientações morais cujo delineamento e defesa podem ser encontrados em muitos pensadores. Embora tais armaduras simbólicas sejam eminentemente invisíveis, elas possuem também uma parte visível – aquela parte que nós representamos com objetos e imagens.

E tais representações, é claro, não se dirigem apenas aos outros mas também a nós mesmos, ajudando-nos a ajustarmos, embelezarmos e afirmarmos o direito de utilização de nossas armaduras. Grosso modo, se antes uma representação aludia a algo “em si”, como referencial objetivo, passou-se a entendê-la como algo que foi visto por alguém, em sua particularidade e em meio a instâncias dispersas.
E o que caracteriza a pulsão é sua plasticidade, de modo que ela pode ser investida em objetos muito diversos, de formas muito diversas. Mas, como é fácil observar, a experiência imaginária do humano, este ser mergulhado no simbólico, é muito diversa da experiência imaginária do animal, no qual se pressupõe simplesmente que certas imagens os impelem (instintivamente) para ações específicas, como no caso das imagens que atraem sexualmente.

Trata-se, é preciso reconhecer, de uma questão difícil de responder, em parte devido ao grau de enraizamento de tal ideia em nossa cultura, que faz com ela permeie, em formas bastante variadas, uma infinidade de representações
.
Poeta

Sonetos :  As coisas possíveis
Numa parede é possível conter
uma obra de arte...
Uma parede quando parte,
deixa cair montículos de rimas.

Paredes: obras primas
do pedreiro,
que ganha dinheiro
construindo casas.

Uma parede ganha asas
sob o olhar do poeta,
que vê além da estética...

Mas o poeta é um louco,
que vê num reboco
uma imagem poética.

A.J. Cardiais
24.07.2016
Poeta

Poemas :  Complexidade
Cada poeta tem seu estandarte;
tem sua luz, sua cruz,
sua ideia crivada de arte...

Cada poeta tem sua estrada,
sua grama,
seu poço de lama,
onde se afundar
no momento de tristeza...

Cada poeta vê a beleza
de uma forma particular...
Cada um procura mostrar
o seu universo.

Ser poeta é complexo...
Por isto existe o côncavo
e o convexo.

A.J. Cardiais
05.07.2016
Poeta

Textos :  Um sonho de dadaist.
Um sonho de dadaist.

A morte que acompanha cada passo, a incerteza da chegada e do regresso - sempre o mais perigoso e difícil de levar a bom porto, o regresso. É original tudo o que provém da parte mais virgem, mais verdadeira e mais íntima duma personalidade artística.

Mas como nasceu por estas bandas, permanece ainda hoje embrulhado na luta. Sua principal característica era uma linguagem permeada pelo deboche e pelos ilogismos dos textos, além da aversão a qualquer conceito racionalizado sobre a arte.

Estas arruínam a confiança das pessoas no seu futuro. Mas exerce uma influência decisiva e prolongada mesmo em escritores que dos seus princípios estão aparentemente distanciados. Estamos todos muito cansados de previsões, sobretudo as que são feitas com uma intensão de minar a confiança. O paradoxo também se fundamenta na oposição, só que esta ocorre entre o mesmo referente, por isso é mais profundo, pois permeia o âmbito das ideias, não simplesmente das palavras ou orações, como na antítese.

A realidade impõe-se sempre às previsões. Ligada ao clima de inquietação e incompletude da atmosfera finissecular, que produz correntes de pensamento de componente idealista. Impressões estas relacionadas à sua insatisfação diante dos fatos que evidenciavam as mazelas da sociedade mediante o seu avanço industrial e sua influência sobre as relações humanas, sobretudo o poder de alienação exercida sobre o homem em consequência desta.

E outros levantaram dúvidas semelhantes. Aqui não há poções mágicas. Nem tão pouco ilusão de óptica. A linguagem, tida como inovadora e inusitada, propunha desmitificar toda forma de racionalização, bem como de valores ligados ao convencionalismo. Corri os olhos pelo ar, buscando algum pensamento que ali deixasse, e não achei nenhum.

Marcado pelo subjetivismo, nostalgia, melancolia e combinação de vários géneros. Palavras assim são ditas para a gente saborear baixinho, repetindo muitas vezes.

Pó quer dizer progresso. Logo surge uma variante: Pó, meus senhores, quer dizer tão simplesmente progresso. Imagino que a resposta seja positiva. Ninguém consegue ser expert em tudo.

Provavelmente você é muito bom naquilo que escolheu ser… É justamente o objetivo que você atingirá hoje. Mas também pode estar numa outra sociedade, que será próxima ou distante segundo nossos valores culturais, morais e históricos.

Não se tratava bem de conquista, mas de ocupação de território. Formar profissionais críticos, reflexivos, com sólidos conhecimentos de língua e Literatura, aptos à investigação que favoreça o processo contínuo para construir o conhecimento na área de atuação. Faz uma nova abordagem, não é exagerada nem sensacionalista.

É a voz humana sem restrições. Reação contra a "alienação" e o evasionismo da Geração Presença. Negação da "arte pela arte", privilegiando o conteúdo e a função social da arte.

Tomada de decisão responsável Saber fazer escolhas e tomar decisões acerca de questões pessoais e coletivas fundamentadas no autoconhecimento, no seu projeto de vida, com respeito aos outros.

É um ambiente seguro, acolhedor e com forte senso de pertencimento, promovendo um ambiente de apoio e atenção dos adultos a cada criança. Triste é saber que neste mundo ninguém morre por ti.

A unidade de medida do ritmo deixa de ser a sílaba para basear-se na combinação das entonações e das pausas. Ruptura com a métrica tradicional: versos de duas a doze sílabas, com acentos regularmente distribuídos. Mas agora ninguém admite ter feito essa promessa.

Sucessores destes serão os que exprimem o futuro ainda não expresso por estes - os futuristas de depois. Elíptica e alusiva, sem limitações normativas; ritmo psicológico, criado a cada momento, como descargas de vivências profundas, delírios emocionais; metáforas insólitas, aproximações imprevista. como um sentimento novo, uma nova atitude espiritual em que couberam direções muito divergentes, que se alçou contra um idealismo sem idéias…
Poeta