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Que a festa comece e a miséria se divirta Uma mesa feita de pano estendido chão Quase cheia de nada mas nela há a vida Daquilo que não temos mas há o coração.
Que sejam pretos, Árabes ou Europeus O barco é o mesmo sem porto de abrigo Sem bússola nem remos, a vida é um ilhéu Deserto de felicidade, parece ser castigo.
À volta desse pano branco, pobre mesa Os pais e os filhos pouco têm para comer Chega o fim do ano só tendo a certeza Que outro vai chegar e nada lhes vai trazer.
Procurando um osso o amigo sempre fiel Um cão que os ama os protege, não diz nada Magro como os donos, com o destino cruel Diria que dormiu em cima de chapa ondulada.
Chegou a meia noite, e as doze badaladas Ouviram-se os foguetes e o fogo de artificio Nesses pobres chegaram lágrimas cruzadas De desespero e de uma vida de sacrifício
Imploram aos Deuses que a vida lhes dê prazer Justiça divina que não sabem se podem acreditar Novo Ano vai começar na incerteza do viver Nada pedem, mas têm direito de ver o Sol brilhar
A. DA FONSECA
SPA Autor nº 16430
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Poeta
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Esta noite, meu amor, não quero fazer amor Quero ficar junto a ti para te poder adorar. Quero ver como tu te despes docemente Com o teu lindo sorriso sempre presente Quero ver o teu corpo para o apreciar
Sabes bem, sabes bem e eu também sei Que quando na nossa cama nos deitamos Só pensamos em fazer amor, nada mais Ficava atracado a ti como se fosses cais E onde as nossas cordas amarramos.
Mas o amor é muito, muito mais complexo O coração tem que bater por amor desejado. Ele têm que bater no mesmo compasso Não é só ir para cama quando por lá passo É ter a certeza que o nosso amor é bem amado.
Hoje venho te pedir perdão do amor perdido Quero passar a noite ao teu lado, meu amor Tenho comigo um lindo presente a te oferecer Eu não quero que tu venhas me agradecer Para ti meu amor te trago este ramo de flores.
A. da Fonseca
SPA Autor nº 16430
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Poeta
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Sonhar. Sonhar é viver estando dormindo. É viver num mundo onde tudo é possível Dançar, cantar, levitar e saber chorar rindo Viver num mundo onde tudo é credível.
Acordei feliz porque esta noite eu sonhei. Vi fantasmas, falei com as almas perdidas, Tudo isto no meu belo sonho eu encontrei Encontrei também amigos e pessoas queridas.
Envolto em nuvens, quase que me afogava Naquele vapor de água fofo e muito ligeiro Sentei-me numa das nuvens e alto cantava Vaidoso de mim, estava livre, não prisioneiro.
Sonhei e viajei no tempo e no impossível. Vi um mundo de beleza e pleno de amor. Não vi os sem abrigo, vi esperança credível Nos olhos, nos rostos todos eles feitos flor.
Não vi analfabetos, mas pessoas instruídas. Vi as pessoas passearam de mão na mão. Não ouvi palavras monstruosas descabidas Mas vi e senti que todos tinham um coração.
Vi o Sol sorridente à tarde namorar a Lua. Dizer-lhe palavras de amor em a acariciando Vi a Lua feliz começar a pratear a nossa rua Vi as crianças correndo, rindo e brincando.
Acordei e ia morrendo, tudo foi um sonho. Entrei na realidade, não queria ficar acordado. Na realidade o Mundo era muito medonho Pouco amor, pouca educação e amaldiçoado.
A. da Fonseca
SPA Autor nº 16430
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Poeta
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ella era queso y se volvía mármol en las manos de un viento humano y se transformaba cada vez que respiraba con cada doblar de esquinas era diferente devenir para ganarse su vida cambiar su aspecto pensar diferente a cada paso una fuente de ideas y solo pretendía ser un mar llena de todas las respuestas como peces que somos sino un reloj con entrañas un acertijo para la muerte que siempre descifra cada vida el panteón no me infunde pánico...
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Poeta
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después de todo hasta lo que ha sido nada hasta lo que se vivió sin causa te trae de nuevo a la playa todas esas olas que subieron tu vitalidad hasta el delirio solo serán nostalgia un surfer tiene que regresar a tierra firme de lo contrario donde queda el lugar para el anhelo? para hacer una fogata y canciones la realidad sin paroxismos el viento sin huracán el tsunami pequeño en la suferficie del agua dentro de un vaso tiritante el catre duro y una almohada para planificar un nuevo desvario que resulta siendo lo contrario una epifania en mitad de propagandas de cereal si el cuerpo te duele significa que estas vivo todos entienden ese lenguaje de lo cotidiano si quieres ser de este mundo ama la vanidad dos veces por semana así entenderás los verdaderos motivos del sufrimiento humano humano demasiado humano yo me quedo asimilando mi historia como un ave que solo siguió por instinto su regreso al nido sin espejismos...
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Poeta
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[img width=500]http://www.jotdown.es/wp-content/uploads/2015/10/AAB.jpg[/img]
siempre buscando, siempre... las aves.
el otro día, eran las flores, otro mundo.
¿Por qué? Soy diferente, ¿vivir?
o será Yo soy parte ¿un mundo de mar?
soy yo proyecto de algunos ¿el proyecto?
estudio, Ando, para su Carretera.
¿Quién soy yo? la puesta de sol, ¿o un loco?
estudio, leer la mente, ¿ser un aberação?
Va a ser yo, puerta a manos ¿golpearlas?
oh, los muertos vivientes ¿en la oscuridad del apartamento oculto?
02.05.216
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Poeta
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De piernas Pro aire proyecto delicioso
(^)
buceo en Playa el su corazón
.. ^...
Me voy a tomar baño de alambre dental
...^...
Mamá Me Se Amor De Mucho
...^...
Hola su Lele Beso Señora Lala
...^...
Me voy a licencia Compro regalos para mamá
...^...
Enseguida regreso El Noche Beso El Todos
...^...
mamá se amor se Beso Mucho[img width=500]http://4.bp.blogspot.com/_EWsumzc2Lyk/TP_XeWjCPrI/AAAAAAAAArI/Va_XhKz8QNw/s1600/casal2.gif[/img]
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Poeta
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Sem procurar ser chique, meu poema sai num clique; num estalo de pensamento.
Meu poema vem como um vento: às vezes forte, às vezes lento.
E nisso ele pode estar acendendo brasas, apagando fogo ou fazendo alguém criar asas.
A.J. Cardiais 04.03.2016
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Poeta
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Os seus ventres, que nos deram a vida. Os seus olhos, que nos olham de amor. As suas bocas, que tantos beijos nos deram. Os seus corações, que por nós morreriam. As suas almas. plenas de sensibilidade. Os seus corpos, que por nós muito sofriam. O seu amor, que data desde sempre. Os seus seios, que no mataram a sede. As suas mãos, que nos deram a comer. Os seus braços, que de amor nos apertaram. Os seus ouvidos, que nos souberam escutar. Os seus cérebros, que por nós se cansaram. Os seus pés, que por nós muito andaram. Sim! por que elas são nossas mães! Por que elas são a nossa Rosa dos Ventos. Por que são mulheres, E mulher é símbolo de beleza E DE VIDA,
A. da Fonseca
SPA Autor nº 16430
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Poeta
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O meu coração, é um coração alado Que voa, que voa, vai para todo o lado. Ele sobrevoa as mais altas montanhas E pode rasar os Oceanos ou ribeiras E nas desfolhadas poisa lá nas eiras.
Procura a espiga de milho vermelho O dando à rapariga que mostra o joelho. No fim vai dançar com a escolhida Linda camponesa que é ainda solteira Dançam o malhão e o vira à maneira.
Depois ele pega nela e a leva voando Em voo de amor, num voar brando. E à luz do Luar sobrevoam a aldeia E indo-se poisar à porta da donzela, Como te chamas? Eu sou Felisbela.
Os olhos azuis e os cabelos louros Verdadeira minhota, beleza tesouro. Diamante de amor para guardar, Lábios vermelhos e tão desejados Que se colaram ao coração alado.
A. da Fonseca
SPA Autor nº 16430
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Poeta
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