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Ai se eu soubesse Quando irei morrer!... Encomendaria as flores E faria amor Até amanhecer.
Ai se eu soubesse Essa data que é certa!... Para bem amar Para a vida beijar Teria a porta aberta.
Ai se eu soubesse Quais são os meus amigos Que estarão presentes, Os que serão ausentes Esses, serão os inimigos.
Ai se eu soubesse Quem por mim irá chorar... Dar-lhe-ia o coração Para que essa emoção Fosse para durar.
Ai se eu soubesse Que o amor viria mais forte, Que não haveria mais guerras Mas só amor na Terra... Fecharia a porta à morte.
A. da fonseca
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Poeta
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Tenho em cima da mesa um papel branco cheio de nada. Tenho o meu cérebro que procura uma possível inspiração. Rolando nos meus dedos uma caneta que ri à gargalhada, Pois que ela já compreendeu que escrever é uma ilusão.
Sim ilusão. Porque pensava que era bem fácil ser poeta Bastava escrever uma palavras que dariam algumas rimas. Puro engano! Ser poeta, não é só inspiração, nem pateta, Tem que se ter coração, ideias puras, e nada de pantomina.
Por vezes acontece que a minha caneta não tem preguiça E sozinha começa a escrever sem que eu lhe diga o quê. Acho estranho, deixo-a continuar se a sua vontade se atiça Depois de ter terminado, não fico admirado se ninguém me lê.
A razão é simples. Se eu não sou poeta apenas sei escrever Como quem foi à escola, sou como o comum dos mortais. O melhor é deitar fora a minha caneta e me contentar de ler Aquilo que os poetas escrevem, nada mau, posso pedir mais?
A. da fonseca
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Poeta
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no tenia ni su sombra para cambiarla por un vaso de palabras reconfortantes por un beso que hidrate ese desierto de labios mustios y sin embargo dispuesto a convertir sus cenizas en el color de la acuarela para hacer un grafiti en la casa del ave fenix cuya pared oscila entre el fuego y la blancura era tan clara su sonrisa que no hacían falta las bombillas el momento que explotaba su risa en mitad de las piedras negras del día a día era la primera hora del mundo ya sin fuerzas para seguir danzando y ahí estaba lleno de sonrisas gratificantes como un espejo donde se miran los payasos...
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Poeta
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Ela me viciou com seu beijo devorador, com seus carinhos com seu amor com sua atenção...
E agora, para suprir a carência, eu apelo com urgência para a recordação.
A.J. Cardiais 28.01.2011
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Poeta
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Imperturbable entre la trayectoria
y desintegración constante de ella
por tenue cuanto más tibia destella
se impregnaba constante en la oratoria
de esa horrible partícula notoria
ceñida por su tallo era evidente
que transportaba un ascua incandescente
en la hilera asomaba sus raíces
y quería episodios sin matices
la flor acelerada coincidente.
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Poeta
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Escrevi este texto que é um grito de revolta por todos esses crimes cometidos sobre crianças indefesas, não quero de maneira nenhuma ofender todos aqueles que acreditam em não importa qual religião. ++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
Vou perguntar a Deus o porquê De tantas crianças raptadas Será que lá dos Céus não vê Crianças e famílias destroçadas.
Se Deus, dizem, que Ele tudo vê Porquê Ele não protege essas crianças Começo a acreditar que Deus Ele não é E que tudo o que se diz Dele são semelhanças.
Qual foi o pecado por elas cometido? Por qual razão são elas castigadas? Os seus sós pecados foi terem vivido Por quem lhe chamam Deus, abandonadas.
A, da fonseca
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Poeta
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Obrigado minha mãe, por ter-mos sido pobres. Nunca me podes-te dar uma instrução superior Mas fomos felizes assim, com sentimentos nobres Ensinaste-me os sentimentos e o que era o amor.
Eu que tanto queria ser instruído, na vida ser alguém. Invejava os que tinham muitas possibilidades de estudar, Muitos dos meus colegas de escola foram mais além E eu não estudei e com onze anos comecei trabalhar.
Hoje vejo muitos que estudaram e são doutores Em medicina , em farmácia e até alguns advogados. Minha mãe, te agradeço de me teres ensinado o amor Pois que os instruídos há muitos que são malcriados.
Que me serviria em tribunal defender um criminoso Se eu preferia que ele fosse condenado com rigor? Não sou um cretino, não sou cínico, mas amoroso Da boa educação, da moral e estar na vida com pudor.
Fiquei com a instrução primária e agora não o lamento. Sei dar mais valor à vida, das dificuldades que se herda. Mesmo não tendo ciclo superior escrevo com sentimento Eu sei meus amigos que os meus escritos são uma merda.
A. da fonseca
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Poeta
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Quando nasci Ninguém me disse que existia a tristeza. Quando nasci Ninguém me disse porquê o mundo rodava Só me disseram que tudo era só beleza. Quando nasci Não me disseram que o sol só brilhava de dia Quando nasci Não me disseram que ele não brilhava para todos Só me disseram que viver era muita alegria Quando nasci Não me disseram que existiam as favelas Quando nasci Que para muitos era sempre noite, não viam Que a Lua só chegava à noite com as estrelas.
Cresci, e vi muita tristeza, muita solidão Muitos sem amor sem lar, e sem cama Resistindo ao frio e dormindo no chão Vidas vividas tristemente e sem chama.
Quando nasci Ninguém me disse toda a verdade Quando nasci Comecei logo ali a ser bem enganado E eu acreditei que tudo era igualdade. Quando nasci Logo nasci entre palavras de mentira Quando nasci Ninguém me falou do cinismo, da hipocrisia Que no fim é a verdade no nosso dia a dia. Quando nasci Nasci entre beijos e muitos e belos sorrisos Quando nasci As caricias não faltavam e os elogios também Hoje acredito que tudo isso não era preciso.
Cresci, e vi muita tristeza, muita solidão Muitos sem amor sem lar, e sem cama Resistindo ao frio e dormindo no chão Vidas vividas tristemente e sem chama.
A da fonseca
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Poeta
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Um poema não é um teorema... Também não existe “um esquema” para se poetar.
Poema não tem esqueleto. Não é como o soneto, que tem uma estrutura.
Poema não tem altura. Pode ser pequeno e largo ou pode ser longo e magro.
Se ele é um poema, ele não tem “esquema”.
Poema é livre para falar e livre para sonhar. Aceite-o que quiser aceitar.
A.J. Cardiais 28.01.2011
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Poeta
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Esta noite, meu amor, não quero fazer amor Quero ficar junto a ti para te poder adorar. Quero ver como tu te despes docemente Com o teu lindo sorriso sempre presente Quero ver o teu corpo para o apreciar
Sabes bem, sabes bem e eu também sei Que quando na nossa cama nos deitamos Só pensamos em fazer amor, nada mais Ficava atracado a ti como se fosses cais E onde as nossas cordas amarramos.
Mas o amor é muito, muito mais complexo O coração tem que bater por amor desejado. Ele têm que bater no mesmo compasso Não é só ir para cama quando por lá passo É ter a certeza que o nosso amor é bem amado.
Hoje venho te pedir perdão do amor perdido Quero passar a noite ao teu lado, meu amor Tenho comigo um lindo presente a te oferecer Eu não quero que tu venhas me agradecer Para ti meu amor te trago este ramo de flores.
Coloca-as numa jarra á cabeceira da cama Para que elas possam perfumar o nosso amor Não serei ciumento dessas rosas vermelhas Pois eu sei que tu serás a mais bela abelha Que pela manhã vai levar o mel a essas flores.
A. da fonseca
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Poeta
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