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A minha cadelinha agora canta, canta, canta lindamente Béu béu rebebéu rebebéu Ela encontrou um lindo cão e agora anda toda contente Pois que ele lhe prometeu que um dia a levaria ao céu
Passa os dias inteiros a se fazer linda ao espelho cá em casa Béu béu rebebéu, rebebéu Cantando ao mesmo tempo afinando a voz, simplesmente A Callas ao lado dela era pouca coisa acreditem digo eu.
O seu amoroso hoje veio para a visitar ficou encantado Aõ ão ão ão ão ão ão Com um livro de poesia na pata, lindamente tratado Remexendo o rabo, deu-o à cadelinha era poeta, o cão
Pegaram em duas velhas guitarras que as sempre guardei Plim, plim plom plim plim plom plim Os dois cantavam a e se acompanhavam muito bem E eu embasbacado olhava e ouvia, nunca vi uma coisa assim
Acabaram a festa, pata na pata, foram para o campo passear Bléu, bléu bléu, ão, ão, ão Pela estrada fora sempre cantando, sempre correndo e a saltar Cantando canções que ele tinha escrito para o seu coração
A. da fonseca
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Poeta
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En aquel rincón el alma en meditación donde las gotas. Lluvias forman sin dilación una fina ruta, camino donde van aquellas, aquella combinación de cadenas y libertad. Confusión, eterna confusión, la serenidad del pequeño manantial formada por las gotas, no es sinónimo, por fuera explicación, sino en el fondo una falacia, una desilusión.
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Poeta
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Sei que estou deixando tudo se acabar... Só estou esperando a morte me levar.
E se eu tiver sorte, ela me levará dormindo. Se eu for muito forte, ela me pegará sorrindo.
Eu só tenho medo de morrer definhando... Disso não faço segredo.
Deve ser um inferno pra quem vive lutando, querendo ser eterno.
A.J. Cardiais 27.08.2011
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Poeta
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Passaste por mim e nem sequer me falaste. Foi naquela viela estreita onde passa a vida. Naquela ruela onde tantos se batem para viver Mas eu te reconheci, sim e já lá vão tantos anos!
Nesse tempo vivias comigo de mãos dadas. Acompanhávamos o tempo sem nos separarmos , Éramos alegres, riamos cantávamos, dançávamos Não víamos o tempo passar isso pouco interessava.
Depois, pouco a pouco, nos fomos separando Não estávamos zangados, não, mas a vida é assim. Eu comecei a envelhecer e hoje tenho cabelos brancos E tu, ai tu...! tu continuas sempre jovem, provocadora.
Não me falaste, não te levo a mal, tens tanto a fazer E eu prefiro ir esquecendo todos esses belos tempos Guardo comigo a saudade e como eu ainda te amo, Mas a ti juventude que foste minha, forte te beijo.
A. da fonseca
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Poeta
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FADO
Ó meu lindo rio Tejo Que deixas correr no teu leito As lágrimas que eu chorei. Por essa mulher que não vejo Mas que me deu o seu peito E todo o amor de mãe.
Foi ela quem me deu o ser. Chorava se eu chorava Que ria para me alegrar. Um beijo para adormecer E quando a manhã chegava Um beijo para me acordar.
Com dificuldades na vida Tudo fez para me educar Para eu ter eira e beira. Foi a mulher mais querida Que eu pude namorar E me namorou sem canseira.
As lágrimas que hoje choro À beira de ti, ó rio, Não têm nada de improviso. Pois que a ti imploro Que leves o meu navio Com mil beijos ao Paraíso
A. da fonseca
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Poeta
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Não sei se é vantagem lutar para fica entre os primeiros, e com isso deixar de fazer o que sente prazer... Isto para mim é se escravizar: focar em um objetivo, e o resto que se exploda.
Bom mesmo é quando a gente está entre os primeiros, porque aconteceu, porque brilhou, porque viveu...
Lutar é uma palavra efêmera, que soa como sofrimento. Quem luta por alguma coisa, praticamente não vive: luta... Mesmo que vença, às vezes não é feliz de verdade. Vive numa falsa felicidade.
Quem faz as coisas com prazer, e ganha, ganha duas vezes: o prazer e a vitória. Quem faz as coisas como “um dever”, só sentirá “prazer” se ganhar... Se perder, irá se afundar, porque não sabe brincar.
A.J. Cardiais 16.10.2014
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Poeta
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O amor será sempre amor não há nada a fazer. Pode ser forte, pode ser fraco mas e sempre amor. O amor é um sentimento que nunca pode morrer, Pensamos que não amamos mas está presente na dor.
A vida não nos corre bem, há discórdia, fere o amor O tempo vai passando e o melhor é a separação Julgamos nós que assim é, que tudo é frio sem calor Mas em nós há alguém que nada esquece, é o coração.
Chegada a hora da morte ele nos desperta para a realidade, Faz tocar a campainha que nos acorda para nos dizer. Coloca a mão na tua consciência e procura a verdade E repara que o amor é sempre amor e não pode morrer.
A. da fonseca
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Poeta
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As minhas palavras são velhas palavras. Têm cabelos brancos, têm a minha idade. São ditas ou escritas um pouco curvadas As da minha juventude não são que saudade.
Elas saem de mim um pouco embrulhadas Como esquecidas de algumas simples letras, São palavras gastas, com o tempo já usadas, Quero que sejam límpidas, não passam de tretas.
Por vezes pergunto se este meu esquecimento Não será doença, Halzeimer, ou outra qualquer. Quero escrever, não há palavras nesse momento, Fico pensando que sou eu que começo a envelhecer
Sim pois que no fundo a idade é quase a mesma. Corremos no tempo sem mesmo nos render conta; Ainda se a idade, ela, avançasse como uma lesma Mas não, ela avança em velocidade de ponta.
Mas no fim pouco importa, as palavras assim são. A minha idade é o avanço natural, é a assim a vida Mas minhas velhas palavras saem sempre do coração, Bem ditas, mal escritas, mas são palavras destemidas.
A. da fonseca
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Poeta
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Viver a vida não é só o ato de estar aqui, e fim...
Viver a vida de fato, é procurar entender toda esta "engrenagem", toda esta "engenharia"...
O Grande Arquiteto que a construiu, colocou um "primeiro de abril" no nosso dia a dia.
Tem gente que vive até cem anos, e "vai embora" sem nada entender...
Ou foi porque só trabalhou, ou porque só farreou. Não parou para entender a verdadeira razão de estar aqui.
A.J. Cardiais 23.08.2009
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Poeta
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Dia de sol, passeio na areia e admiro o oceano. De tempos em tempos uma vaga chega até mim Molha-me os pés me provocando, fica a espuma, Espuma, que me fez ficar triste pensando ao nosso amor.
Assim os meus pensamentos voltaram ao passado Um passado que tantas saudades deixou em mim. Desses momentos de loucura de amor em liberdade Das noites em que os nossos corpos se entrelaçavam.
As nossas lágrimas corriam de prazer, também salgadas, Como esta água do mar que teima em me provocar Como tu o fazias com o teu sorriso de felicidade E eu me perdia nos teus braços, esquecendo o Mundo.
Hoje as lágrimas também correm mas não de prazer. Correm para o mar o tornando assim mais salgado. As vagas que vão chegando pouco a pouco até mim Não são que a espuma de um amor jamais esquecido.
A. da fonseca
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Poeta
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