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Estou farto de tudo farto de nada, não sei o que sinto. Nada é verdadeiro, tudo é mito, todo o Mundo é falso. O que hoje é verdade, amanhã é fantasia, ou eu minto? Estamos todos condenados a ser expostos no cadafalso.
Estamos, condenados a viver sem sorrir, a viver tristes Passo nas ruas, nos bairros das cidades, a vida é cimento. Mesmo as pedras da calçada já não choram, nada existe Que nos dê esperança, que nos dê amor, vida em lamento
Os olhos não brilham, só em alguns ainda felizes Os lábios dão beijos cheios de saudades de outros tempos As folhas caiem, é o outono da vida que nos fere as raízes Que nos deixam mais fracos, na alma e nos sentimentos.
Quanto eu gostaria que tudo o que escrevo, fosse pesadelo Que eu acordasse para a realidade e dissesse; ah , bom, sonhei Mas não é sonho mas sim pesadelo por viver sempre em duelo Com a incerteza, sabendo que a vida é cega e cheia de desdém
A. da fonseca
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Poeta
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A porta está aberta, podes entrar. Sim, tu, o cinismo, o desprezo, Não fiquem lá fora tu a hipocrisia Não tenhas receio, tens aqui o teu lugar.
O sincéro... oh...deixem-me ri,rir,rir. Ele tem a mania que assim pode viver, Mas meu pobre és ingénuo, acredita, Continua pobre louco, até onde queres ir?
Tu moras num mundo onde não tens lugar. Tu falas de amor como se ainda existisse Já foi tempo, agora somos nós os mais fortes Não penses que chegas aqui e tudo podes mudar.
E tu? Quem és tu? Um mosqueteiro do Rei? Embainha a tua espada, louco Don Quixote. Tu nada consegues, não tens força, só loucura Aqui são os espertos que decidem, não a lei.
Ser esperto é ser malandro mas não inteligente. Saber aproveitar as ocasiões que se apresentam Saber evitar que a amizade e o amor vençam Porque somos os mais fortes que toda a gente.
A quê pode servir a inteligência sem hipocrisia? Não serve de nada ou muito pouco nestes meandros. Escrevem leis, escrevem poesia, escrevem sobre a paz Mas caros amigos, nada conseguem sem a hipocrisia.
Vejamos aqueles a quem chamam de diplomatas. São inteligentes, certo, mas dizem o que não pensam Mas aquilo que lhes convém, não a sincéridade E esses, sim, são o que o povo diz, verdadeiras ratas
A. da Fonseca
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Poeta
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Eu vivia arrastando silêncios, pelas plataformas da vida... Agora dispenso só olhares, sem procurar entender o porquê de tudo.
A vida é um estudo completamente diferente: às vezes nosso professor é um aluno incompetente.
Sei que minhas observações me levam para estradas, que não pagam as prestações das minhas caminhadas. Mas dão satisfações..
A.J. Cardiais 11.04.2016
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Poeta
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De mi amor una morena, callejón de un solo caño donde yo, viví antaño, canté, recité y plena.
De malambo hui de pena y a su hermano chato regalé pisco y gato y cuidara a mi samba y por no meter la gamba ella me diera pacato. A mi barrio de regreso con guitarra y cajón y debajo del balcón un valse, mi amor preso, si salió, su padre obeso con guitarra y cajón fui a otro callejón donde una linda galena me dio un beso, Elena, y olvide la razón.
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Poeta
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Busco abrigo no teu corpo para fugir das amarguras. Com teus beijos me embriago e esqueço das topadas e dos tropeços que dei pela vida.
Não queria jurar esse amor... Não queria marcar essa aflição, nem queria te passar o tormento que vive no momento o meu coração...
Eu queria só tomar o meu café com pão, e sentir-me feliz depois do sol...
Eu queria esta luz que me faz ouvir e carregar minha bandeira: Um lençol.
Eu queria pela noite e madrugada te encher de amor e fantasia. Eu queria a liberdade que a minha alma pede e traduzi-la em uma Poesia.
A.J. Cardiais 26.08.2004
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Poeta
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GRANDES CAMINOS, PEQUEÑOS PASOS
si te has decidido a caminar no pienses en la distancia que lo que tiene importancia es que quieras empezar
para romper tu letargo porque no hay paso pequeño si pones todo el empeño aunque el trayecto sea largo
se hace camino, caminando porque la vida es una aventura con ese punto de locura que nos permite seguir soñando
pues un sueño, es tan real como tu lo quieras ver y más allá del amanecer todo se puede lograr
elige bien la senda por la que quieres ir que hoy empiezas a escribir la historia de tu leyenda
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Poeta
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Já oiço as cigarras a cantar no meu jardim O Sol marca a sua presença é nova vida. Como dá tanto gosto ouvi-las cantar assim, Canto que nos entra na alma, nossa ermida.
É assim a Primavera em todo o seu esplendor. É a beleza das flores que perfumam e encantam. A montanha é ainda mais bela coberta de cores, Animais que se deitam e os homens se levantam.
Sim, porque enquanto o homem na noite se repousa Os animais ditos selvagens se alimentam, ao Luar E pela manhã o perigo ronda e nenhum animal ousa A se expor sobre o risco de o homem o matar.
Primavera, Primavera, a mais bela estação do ano Traz cores, perfumes, o cantar dos passarinhos. O amor que desperta e sei que não me engano Se disser que a Primavera para o amor é o caminho.
A. da fonseca
Leia mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=185690 © Luso-Poemas
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Poeta
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O Sol veio aquecer o nosso ninho E uma linda cegonha deixou sobre Os nossos lençóis de linho, A mais bela dádiva à qual pudesse sonhar. De frente para este pequeno ente, Eu estou em êxtase! Quanto mais a admiro do meu olhar, Mais o meu amor é quente, como brasa Es minha filha, filha da minha carne, Eu vou-te idolatrar.
Aperto-a forte , nos meus braços de algodão Contra o meu peito, sinto palpitar o seu coração. As minhas mãos acariciam o seu corpo E eu entro em órbita, órbita de amor, de amor sem fim. Eu te amarei, Anjo do meu encanto Na vida eu te guiarei, Oh... como eu te amo tanto. Tu és meu amor, meu querubim.
E durante a noite, não faço que sonhar. Sem trevas a vejo crescer, a vejo andar. Sonho de a ir buscar à escola, de a proteger. Sonho de a acompanhar à Igreja para se casar. Vejo os meus cabelos esbranquiçar, esbranquiçar... Com a certeza de ter cumprido o meu dever.
A. da fonseca
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Poeta
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Entre nós, Sempre houve alegria. Entre nós, Houve amizade e magia. Entre nós, Conversa era romaria Onde nos divertia-mos Com o respeito que te devia Mas hoje e não sei porquê Tudo morreu, é tristeza Aquela que poses-te à mesa E da qual eu me vou servindo. Mas eu quero-me alimentar do teu rir Das tuas graças da tua boa disposição, Mas não tenho mais noticias tuas A minha alegria não é que falua Que navega à deriva na minha rua E que entristece o meu coração.
A. da fonseca
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Poeta
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Fico aqui te desejando... Mas você bota tanto empecilho, tanta dificuldade, que eu acabo esfriando.
Não que eu seja um covarde... Mas não gosto de conseguir nada, na força bruta. Se você gosta de luta, eu gosto de carinho...
Se você gosta de espinho, eu gosto mesmo é da flor... Se você não quer amor, por favor, deixe esse lugar vago, porque está me fazendo estrago.
A.J. Cardiais 30.10.2010
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Poeta
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