Um ateliê de pintura com todos os tipos de tintas, pincéis, quadros, e outros objetos artesanais. Há uma janela que está aberta. Há um perfume de lavanda no ar no ateliê. Do lado esquerdo vemos um quadro de um barco e uma parte do mar, ele está incompleto, mas é um belo, sensível e admirável quadro. Perto dele está uma mulher chamada Elisabeth. Ao lado do quadro, há um banquinho com um rádio ligado. O rádio está baixinho e quase não ouvimos o que está sendo tocado. Elisabeth está pintando, mas para por um minuto. Ela suspira cansada e coloca a paleta e o pincel de lado. Ela vai até uma parte do ateliê onde há uma mesa com papéis, revistas, e alguns jornais. Ela vê duas cartas e pega.
Elisabeth- Oh, que maldição! Diablo! O Alonso me escreveu novamente. Eu já pedi a prima dele para dizer a ele que não quero que me escreva mais. Que homen insistente! Como Yo sufro! Com ela não poderei parar de falar, mas irei diminuir o número da correspondência. Creio que ela nem falou com Alonso, ou ele anda cada vez mais teimoso mesmo. Se continuar, terei que dizer ao pai dele.
Ela se afasta da mesa e vai até outra onde há algumas frutas. Ela pega uma maçã, olha para ela, e desiste de comer. Na mesa há uma garrafa com água e um copo. Ela enche o copo de água e bebe todo. Coloca o copo de volta na mesa. Ainda ouvimos o rádio baixinho. Ela pega uma revista em outro lugar e começa a folhear. Ela folheia três páginas rapidamente, depois lê duas e fecha a revista, levanta-se e vai até outro lugar onde há tintas. Ela olha para cada tinta, escolhe as que irá usar novamente e anda mais um pouco pelo ateliê. Ela vai até uma porta, abre-a e entra. Ouvimos o barulho de água. Ela abre a porta e sai enxugando as mãos. Joga os papéis em uma cestinha e volta a pintura que estava fazendo. Ela passa o pincel na paleta e começa a dar pequenas pinceladas em um detalhe do barco na parte de trás. Ela é detalhista e faz tudo com muito cuidado. Depois de terminar o detalhe, ela passa para o céu que está ao centro no quadro e com o mesmo detalhismo ela vai pintando o contorno do sol, a intensidade dos raios, uma mera sombra, etc. Ela para mais uma vez. Ela vai até a janela e fica espiando para fora.
Elisabeth- Oh, como estou... Não cansada, mas exausta de estar sempre no mesmo mundo, ainda que todos os dias eu veja pessoas diferentes nesta janela. Claro, tudo se me parece sempre um pouco diferente, mas dentro de mim as coisas permanecem iguais. As sensações e percepções a olhar para fora não são as melhores. Oh, este mundo não passa de um ambulatório de corpos ambulantes e desprovido de Beleza e Harmonia! Um mundo que parece mais uma grande teia de aranha a nos prender todos... (Sai da janela e senta-se onde as tintas estão, fica um momento reflexiva).
Ela novamente vai até o quadro, coloca as mãos na altura da cintura, morde os lábios e demonstra que ainda precisa trabalhar mais no quadro. Porém ela suspira longamente, passa as mãos no bolso e diz:
Elisabeth- Irei trabalhar nele depois que comprar vinho e mais algumas tintas como amarelo ocre, canário, e magenta. E vou agora mesmo que o tempo está suave, daqui a duas horas estará muito caliente.
Ela começa a sair, mas antes de sair toma outro copo de água. O rádio que ouvíamos desliga e não ouvimos mais nenhum barulho. O pano desce.
Uma sala com duas poltronas, uma janela com uma cortina rosa, uma estante, duas mesinhas com vasos de flores, quadros na parede, uma mesinha de centro com dois livros, e perto da janela um banco alto com um gramofone tocando um balé chamado O Pássaro de Fogo, de Stravinsky. Uma mulher loira, magra e alta, dança. Ela é uma bailarina e se chama Petrouchka. Ouvimos lá fora barulhos de bombas, tiros e canhões, mas ela continua dançando sem se importar com a guerra.
Petrouchka- Nem essa maldita guerra pode realmente me fazer parar de dançar( Dançando por toda a sala)- Essa maldita guerra só pode atingir pessoas estúídas e que não querem crescer como pessoas.
Sua dança se torna uma mistura de balé classico com contemporâneo. Mais barulhos de tiros.
Voz de soldado( off)- Precisamos defender essa casa! Mas há mais de trinta alemães e somos apenas cinco! É impossível! Eles realmente vão invadir esse prédio!
Petrouchka nada ouve e continua dançando. Ela consegue se desligar de toda a guerra, ela para um pouco de dançar, e senta-se numa poltrona e fecha os olhos.
Petrouchka- Essa poltrona me traz recordações incríveis. De minha avó, de meu pai a ler o jornal, de minha mãe a fazer tricô. Ah, como eu sinto falta deles. Desde que comecei a viajar com a companhia, eu quase nunca mais pude vê-los. E agora... Eles estão mortos.( Abre os olhos, levanta-se)- Vou voltar a dançar. Meus passos tem estado horríveis.
Volta a fazer passos de balé. Nesse momento a porta se abre com estrondo e vemos um soldado alemão entrar com tudo. Petrouchka para de dançar, se assusta, mas corre para uma mesinha com gaveta e abre. Ela pega uma arma, engatilha e aponta para o soldado que está se recompondo pois quase caiu entrando com tudo na casa.
Petrouchka- Quero que saia agora da minha casa, seu porco fascista! Eu não tenho medo de atirar! Saia daqui, seu besstydnyy!
O soldado olha para ela com fúria e puxa do coldre uma Luger e aponta para ela. Eles ficam com as armas apontadas um para o outro sem dizer nada.
Petrouchka- E então, seu maldito, quem realmente vai atirar primeiro? Acha que você com esse teu uniforme da SS e essa maldita cruz de Ferro criada pelo maldito imperador Frederico realmente vai atirar? Você estava fugindo da batalha, seu assassino covarde!
O soldado que se chama Wolf responde:
Wolf- Se continuar me xingando, vou te mostrar o que posso realmente fazer contigo. Abaixe a maldita arma!( Aponta para o coração dela).
Petrouchka ainda não obedece.
Petrouchka- Eu vou adorar matar um soldado que provavelmente matou minha família toda no ano passado!
Wolf- Nessa maldita guerra a gente mata ou morre! Você, abaize essa arma agora. Eu só quero ficar escondido enquanto esses malditos russos não me pegam e me fuzilam!
Petrouchka( começa a abaixar a arma, ainda com suspeita e raiva)- Seu idiota, havia ainda uns oito apartamentos e tinha que invadir o meu?
Wolf- Não irei responder essa pergunta tola.( Guarda a Luger). Que música é essa que estou ouvindo?
Petrouchska- O pássaro de fogo, de Stravinsky. Não é Wagner, nem Beethoven.
Wolf( torce o nariz)- É muito moderno para meu gosto.
Petrouchka- Claro, fascistas como você gostam apenas de obras que vocês consideram puras!
Wolf- E essa música é o que? Uma sinfonia?
Petrouchka- Um balé. Eu sou bailarina.
Wolf( surpreso)- Nossa, uma bailarina. Eu jamais iria me perdoar se matasse uma artista.
Petrouchka- Você já deve ter matado até santas ou velhas indefesas.
Wolf fica em silêncio aou vir isso. Fica constrangido com a resposta.
Petrouchka- Sabe, eu tenho estado entediada de ficar aqui, e claro, é perigoso, essa guerra toda. Vamos fazer um acordo, você parece ser um rapaz que tem um jeito para dançar. Nós dançamos um pouco, e você me tira daqui viva e me coloca em um lugar seguro. O que acha?
Wolf fica pensativo. Ele não acredita muito na promessa, mas de fato a mulher acertou ao dizer que ele gostava de dançar.
Wolf- Aceito, e tenho esse lugar e ninguém vai te incomodar.
Petrouchka- Aproxime-se então de mim.
Wolf vai até ela. Ela sorri discretamente para ele. Ela começa a a ensinar passos básicos que todos já viram para Wolf. Wolf no começo erra bastante.
Petrouchka( irritada)- Zadnitsa! É para a esquerda e não para a direita!
Wolf- Estou nervoso, e são muitos passos para decorar.
Eles continuam fazendo passos básicos de ballet e Wolf começa a acertar mais.
Petrouchka( não querendo demonstrar que está alegre pelo progresso dele)- Você realmente aprendeu.
Ouve-se mais e mais barulhos de tiros de metralhadora, de bombas e tanques começam a se aproximar.
Petrouchka- Bom, já fiz minha parte no acordo. A situação está começando a ficar ruim. Por favor, me tire daqui.
Wolf- Olhe, eu irei ajudá-la, mas ninguém pode saber disso. Você precisa ficar quieta, é minha vida que está em risco.
Petrouchka( revira os olhos incomodada)- Claro que não falarei. Eu vou te esquecer em menos de dois dias. Vamos logo, me tire daqui.
Petrouchka vai até a mesinha com o gramofone, desliga-o e vai para junto dele.
Wolf- Vamos! Eu tenho um esconderijo há seis quarteirões daqui. Lá não há batalha.
Wolf e Petrouchka saem apressados.
Wolf( voz off)- Entre no carro no banco de trás, e fique abaixada. Só levanta quando chegarmos.
Petrouchka( voz off)- Oh, eu poderia me passar por sua amiga, mas tudo bem, farei isso.
Um barulho de carro é ouvido partindo. No palco tudo fica escuro. Mais barulhos de tiros. O pano desce.
A infância maravilhosa. A juventude musical. O começo brilhante. A maravilhosa composição inicial de um gênio. A maravilhosa forma artística de um gênio. Contemplando a beleza de uma arte erudita. Contemplando a bela forma de composição de uma criança.
As relações humanas estão vinculadas matematicamente a uma equação de dois fatores oscilantes que vinculam sua qualidade e saúde. O eixo um significa o objetivo, a motivação o interesse, ou seja, o quanto uma relação pode estar atendendo ou não essa expectativa. O eixo dois dignifica o justo, ou seja, o quanto esta relação é ética, sincera saudável e benéfica para as partes. Assim sendo uma relação coerente deve estar equilibrada entre esses dois valores. Desta forma se valorarmos os eixos de 0 a 10, o melhor ponto para sua existência é o valor 5 para os dois referenciais, pois indica equilíbrio e bom senso. Imagine uma relação que atenda potencialmente a uma das partes, corresponda a seu interesse e satisfação, mas esteja longe da sinceridade ou da bondade, ou justiça, por exemplo, teríamos um caso nítido de submissão. Faça o diagrama e teste. É fácil de entender. Se você se pergunta porque um relacionamento morreu ou esfriou, ou se tornou algo fadado ao fim, fugiu a essa regra. Bom dia.
O primeiro e indiscutível mais belo clássico da Disney foi o maior sucesso de todos os tempos na época em que foi lançado, e em todas as épocas. Branca de Neve, um conto dos irmãos alemães Grimm, do século XIX, sempre foi uma história que esteve na mente e imaginário das pessoas de todas as idades. A história conta a vida da princesa Branca de Neve, que é obrigada a se vestir de andrajos e realizar as tarefas no castelo para sua madrasta, a Rainha( que não possui nome no conto e nem no filme). Branca de neve é gentil, simpática, amorosa e sonhadora, e tem uma bela voz. Ela sonha em encontrar o príncipe encantado, e quando ela canta sozinha diante do poço, um príncipe realmente é cativado por sua voz. Eles fazem um belo dueto e se encantam um pelo outro, e a Rainha observa o casal cantando.
A Rainha decide matar Branca de Neve, mas ela usa o caçador para o ato cruel. O caçador leva Branca de Neve a uma floresta, e enquanto Branca de Neve está distraída com um passarinho, o caçador se aproxima com um punhal na mão, mas desiste diante do desespero da princesa e avisa que a Rainha quer matá-la, e que ela deve fugir.
Branca de Neve foge e perambula pela floresta, que começa a ganhar formas terríveis. Ela vaga por toda a floresta, e as árvores começam a ganhar vida e assustá-la. Só depois dela cair, ela percebe que estava apenas andando por uma floresta comum cheia de animais. Ela como ama os animais, começa a conversar com eles, que compreende tudo que ela fala. Ela pergunta aos animais onde pode passar a noite, e eles mostram a ela um chalé encantador. É o chalé dos sete anões.
Branca de Neve entra no chalé, vê se tem alguém, mas está vazio. Porém, o chalé está todo bagunçado, sujo, com teias de aranha, pratos e copos na pia, uma meia dentro de uma panela, etc. Ela decide pegar uma vassoura e limpá-lo e os animaos ajudam em todas as tarefas.
Depois desta cena, descobrimos que os anões possuem uma mina de diamantes e pedras preciosas, e que eles trabalham como mineradores. Eles cantam enquanto trabalham, e quando é cinco horas da tarde. Eles saem do trabalho e começam a cantar a famosa música do Eu vou, eu vou, pra casa agora eu vou.
Entretanto, quando eles chegam na casa, eles a encontram aberta e com as luzes acesas e um caldeirão de sopa no fogo. Todos acham que um monstro invadiu a casa, mas nenhum tem coragem de realmente vasculhar a casa, até que o mais novo( Dunga) é escolhido para ver quem está dormindo no quarto dos anões. Dunga vai até o quarto, mas se assusta, e acaba voltando. Depois todos descobrem que Branca de Neve está em suas camas, e ela conta que a rainha deseja matá-la. Os anões decidem deixá-la ficar em sua casa, e Branca de Neve cuida de cada um deles.
No castelo, a rainha desobre através do espelho mágico que ela consulta todos os dias, que Branca de Neve está viva, e que o coração que ela tem nas mãos é o coração de um animal dado pelo caçador. Ela fica furiosa, e decide preparar uma armadilha para derrotar Branca de Neve.
De trama surpreendente a cada cena, Branca de Neve é a estória que mais representa a imagem dos contos de fadas, seja ele adaptado ou não. A estória nunca envelhece e pode sempre ser vista como uma obra encantadora.
O conto é uma verdadeira inspiração popular, passada pelo filtro dos Irmãos Grimm que trouxeram ao mundo as melhores histórias que a imaginação, a criatividade e o espírito humano deixaram como o legado mais precioso de uma época e também para transcender qualquer época conhecida.
Mi Señor, dichoso desventurado penitente en tus ojos me calcino en llamas, fiel feligresa, confesa de nuestros pecados mas ardientes bajo el santo altar de tu padre todopoderoso, soy tu viajera en el tiempo y tú, en la cruz de llantos infiel a mis incandescentes lamentos, todo el dolor bíblico de la Magdalena, lo entiendo, solo deseo no negar el sabor de tu carne que nuestro amor invoca, mi cuerpo me implora no olvidar mi vientre bañado en tu sudor, sangre y la pica que nos penetra, en tu corona y espinas existen mil angustias, me conoces en tu dolor eres mi amante corazón, siempre fiel creyente, miserable peregrino aludido en las plebeyas religiones.
No existe despedida fácil, los desprendimientos dejan huecos, vacíos, muy difíciles de evitar, de rellenar… Hace casi 38 años, había cumplido mis primeros 55, cuando tuve mi primer infarto, que motivó se me instale una válvula ortopédica mitral; desde entonces entendí, tuve que entenderlo así, que vivir es un regalo divino, que hay que saberlo apreciar. Ésa válvula, tenía una vida útil de 30 años, lo cual a ese momento, representaba mucha vida, un tramo suficientemente largo por recorrer y la recibí como bendición. En realidad me ha servido por casi 38 años, durante los cuales, he tenido varios infartos y otras afectaciones a mi salud, que he superado en algunos casos y en otros he tenido que aprender a vivir con ellas. Hace casi 13 años, el trance más crítico fue enfrentar la pérdida de mi compañera de vida, mi fiel y amante esposa: la de la dulce ternura… así la llama mi hijo el poeta, que desolación más terrible, nada pudo sentirse igual ni parecido, nunca antes pude valorar lo mucho que mi Charito me amó, soportó y cuidó, todos los esfuerzos físicos, emocionales, de vida, que ella derrochó por mí… podría decir, que ese nefasto 10 de febrero de 2008, fue otro puntillazo de dolor, de despedida… Sin embargo el amor y cuidado de mi hija e hijos, permitieron que continúe “viviendo”, si así había que llamar a esta supervivencia; es que a mi corazón parchado, se juntaron nuevos males: diabetes, infecciones, próstata inflamada, varios infartos y micro infartos, que minaron además, mi capacidad de relacionarme con todos; me molesta mucho no poder articular oraciones largas, que aunque las puedo elaborar en mi cerebro, me cuesta pronunciarlas, detesto esta situación. El suplicio de la soledad, fue cambiando el difícil temperamento, que desde antes ya tenía, las limitaciones físicas, económicas desde siempre, torturaron mis días y aunque los beneficios de la jubilación ayudaron, nunca fueron suficientes y entonces tuve que observar contrariado a más no poder, los esfuerzos en especial de mi hija, la octava de mis nueve hijos, por llevar el día a día… que se desvivía por cubrir lo necesario, intentando que no me dé cuenta de esa lucha tenaz que llevaba sin descanso. Así vi llegar alarmado, aterrorizado más bien, el fin de la vida útil de mi válvula mitral ortopédica, año 2013, pero gracias a Dios, gracias a la vida, siguió funcionando y años después casi como carro viejo, a veces si, a veces no, había que empujarla… ¡siguió funcionando!, siguió funcionando, conté los días, luego los meses y hasta algunos años, cómo me permitió sobrevivir, aunque sea para ver a mis hijos y nietos crecer, para recibir los pocos relatos que me compartían y hacer de cada uno de ellos una novela en mi cabeza; me emocionaba lo que escuchaba, siempre me emocionó hasta las lágrimas y aprendí a vivir de lo que recibía de mis hijos y nietos, de lejitos, a mi manera, hilando en mi cerebro o en lo que mis infartos habían dejado útil de él… así bendecí cada día que llegaba, para saber algo de mi familia… Los nuevos infartos y micro infartos, aprendí a sobrellevarlos y superarlos, aunque las secuelas de sus ataques, se reflejaban con perversión, en mis capacidades, en las respuestas que podía tener al moverme, al hablar, al pensar, en controlar mi temperamento… un aumento desproporcionado de mi próstata, generaría una condición todavía más crítica, tendría problemas de control de micción por el resto de mis días, peor aún, estaría obligado a utilizar una sonda, que me pondría en una condición de dependencia y vulnerabilidad terrible… meses y años después, el uso de esa sonda, terminaría lastimando mi uretra, con nuevos dolores e incomodidades a mi situación de enfermedades y dolencias… La suma de mis enfermedades, coincidieron más de una vez en ataques masivos a mi capacidad de resistencia, así siento que dio inicio a esta resistencia final, sin posibilidad alguna de reabastecerme para luchar, de algún período de veda si se quiera que sea un respiro para mí; a finales del 2018 después de algunos períodos en hospitales, mis pulmones son el blanco del funcionamiento defectuoso de mi cansado luchador corazón, me internan en una clínica de cuidados intensivos y me someten a un coma inducido, para valorar mi condición… …Tengo tubos en mi garganta, una vía de alimentación intravenosa, sondas, estoy dormido, o como se diría, más bien sedado, muy de lejos siento que alguien toma mi mano, deben decirme algo, pero casi no escucho, son murmullos y tampoco sé si es día o noche, o tarde… en esta condición me mantienen por alrededor de tres semanas, de ese tiempo me enteraría después, efectivamente antes de mi cumpleaños 91, me pasan de la unidad de cuidados intensivos a una habitación individual, en donde ya puedo apreciar la visita de mis hijos, algunos nietos y conocidos… Supe también que ya me habían desahuciado, sin embargo los médicos decidieron, probar a desalojar, agua de mis pulmones, realizando incisiones en cada uno de ellos, para evacuar más de un litro de agua de cada uno; más tarde me retirarían estos punzones de mis pulmones y desensamblarían mi coma, para ver si reaccionaba: ¡lo hice!, gracias a Dios, ¡lo hice!, no podía irme así, derrotado, sin decir algo más, sin saber ¿qué pasó?... Entre lo que escuché como susurro de ensueño, era el pedido de mis hijos que me recupere, para llevarme a casa y claro que quería irme a casa, cualquier sitio es mejor a ese macabro sitio en donde me habían entubado, me punzaron la espalda y me habían casi declarado muerto… mi hija se dio los modos de organizarme un verdadero cuarto de clínica en casa, a la enfermera que ya me venía cuidando u ayudando, se sumaron: cama de hospital, oxígeno, nebulizador, sonda vesical permanente; amén de los exámenes de laboratorio y Rx rutinarios de control… ¡Pero, al final estaba en mi casa!, aunque la tortura de los “cuidados clínicos” continuaban, y la verdad casi que no reconocía como “mi casa”, por las ayudas clínicas y las no siempre afables enfermeras, que más de una vez maltraté, más como una reacción a mis dolencias y limitaciones, que por alguna reacción violenta ni reprimenda alguna… me viene a la cabeza, las palabras de un médico cubano que me hacía chequeos periódicos en casa: “…con tantos problemas clínicos que tiene don Jorge, el día que no me reciba con una puteada, me tendré que preocupar…” Y es que si no era algún problema de dosificación de la Anexoparina (anticoagulante), era el cambio de sonda, era la infección a mis vías urinarias, era la saturación, que la presión arterial, hasta una alarma de un nuevo rebrote de un cáncer que tuve en la nariz, fueron tantas cosas que tenía aparte de los dolores obvios, mucho coraje, por las trabas y límites en todo, en comer, en hablar, en caminar, que ya casi no lo hacía; así que, un carajaso, o un chucha madre, se venían más como rebeldía, que cualquier otra cosa… Siento que lo de estar en casa, tampoco representó más tiempo con mis hijos, por sus actividades a veces casi que no los veía, a los que estaban cerca, imagino que es difícil interactuar con alguien que tiene problemas para hilar una oración completa, peor si es larga; juro por mi Dios que si lo conseguía en mi cabeza, pero no podía decirlas y me venía una frustración inmensa… sin embargo si hubieron detalles exquisitos, por la carga emotiva y la dedicación de mi hija e hijos, en algún sorbo de cerveza por ejemplo, o pedazos de golosinas, como pasteles, dulces, humitas, etc. Compartí algunas fechas especiales, imagino que algún cumpleaños, día del padre, qué se yo, la presencia de mariachis, siempre consiguieron quebrar algún llanto extra represado y nuevos deseos infinitos de tener más días de vida, porque claro que valía la pena, mantener este espíritu de resistencia, de nunca aceptar bajar los brazos… En alguno de los internamientos a los hospitales, mi hijo poeta dejó uno de sus libros de poemas conmigo y cada que recordaba, las enfermeras me leían esas cosas tan sentidas que escribe y que generaban casi siempre que solloce y leves espasmos sacudan mi espalda, cerebro y memoria… duele recordar y a veces también, no recordar todo… Nuevos quebrantos en mi condición de salud, me llevaron, más bien les llevó a mis hijos, siendo finales del 2019, otra vez a buscar hospital, como que mi salud se ponía de acuerdo desde hace algunos años, con los finales de año y para variar, esta vez me prohibieron volver a casa, la infección que atacaba mis vías urinarias, era demasiado fuerte para pretender, atenderla allí, me dieron el pase a una clínica de cuidados paliativos… o sea, hasta que mi corazón y criticidad resista. Aquí tendría que acoplarme además, a la ausencia de mi hija, que por su trabajo dejaría la ciudad y ya no volvería a verla; resulta terrible lo que ocurrió con mis hijas y esposa: mi primera hija murió en otro país y ni siquiera pude enterrar sus restos; debido a una intervención quirúrgica, no pude acompañar a mi esposa, cuando falleció en otro hospital y ahora, mi pequeña se va, -tampoco la volvería a ver-, como que sentí cuando se fue, que no la iba a volver a ver, duele mucho tan solo recordarlo. La clínica, sin embargo, se sintió agradable, por los nuevos amigos y amigas, que pude conocer, otros viejitos como yo, personal de la clínica, otros médicos; pero también se convirtió, en una reiterada escena lúgubre, de adioses definitivos, de uno y otro, que ya no volvía y otra vez llegaban, sus relevos a ser los nuevos vecinos, en este espacio de la última morada… Las visitas de mis hijos, se restringieron y eran apenas ratitos, los que podía compartir, con ellos, los cercanos… pero, como si fuera poco, llegaría la peste esa, del virus Cobid19, que acabaría de amargar, esta vida en resistencia, porque no quiero irme; quisiera ver regresar a mi hija, saber que hacen mis hijos y sus familias; ver cómo han crecido mis nietos; conocer mis bisnietos; volver a escuchar las poesías de mi hijo el poeta, aunque me leen algunas, sé que no deja de escribir y quisiera poder leerlas todas, me emociona y anima, que haya tanta sensibilidad en su espíritu, siempre fue mi consejero y me atrapaba sus relatos e historias… ¡ay! Mi poeta… La pandemia del coronavirus, terminaría aislando, a los residentes de la clínica, puro viejito, vulnerable a más no poder, encerrándonos, para que nuestros familiares, no nos traigan la muerte en sus visitas. Tuvieron que pasar más de cuatro meses, para que pueda volver a ver a alguno de mis hijos y por muy poco tiempo, vestidos casi como astronautas, parece que estuviera otra vez en una de esas salas de cuidados intensivos, a las que tengo tanto terror… Las visitas, aunque fugaces, siempre son tan atesoradas, uno, dos minutos más, otra despedida más, apretar las manos de mis hijos, intentar darles la bendición, aunque mis palabras no fluyan, lo prefiero, porque luego viene una larga, muy larga y triste espera… En ocasiones, he podido escucharlos y hasta verlos a través de esos teléfonos con cámara, no sé si me hace bien o me frustra más, es que también son instantes breves, no puedo preguntar, no me acuerdo y termino respondiendo lo mismo: estoy bien, si estoy comiendo, si estoy tomando la medicina, si claro, pronto vendrán a verme… y los abrazos esos por imagen, que no saben a nada, que no se sienten. Las visitas llegan ahora, dos veces por mes, se acerca el fin de año y un inmenso miedo invade mi alma; quisiera verlos aunque sea a través de esas llamadas con video, quiero sentir su cercanía, saber cualquier cosa de todos… mi hija, quiero escucharla, verla, su ternura infinita me consuela, me alienta, me fortifica, siempre ilusiona… Escucho que se viene navidad y es más de una semana de la visita de mi Ray, el vino a verme, siempre con alguna golosina y presentes, ¿será que no los dejan pasar?, en navidad, a veces no estaban todos, se juntaban con sus familias e hijos, pero recibíamos el año nuevo juntos, espero que vengan el fin de año, me siento agotado, casi no distingo los cambios de día, tampoco han llamado… Escucho que mañana es año nuevo, nadie ha venido, no llaman, mi corazón se ahoga, me cuesta respirar, pero quiero alcanzar ese nuevo año, no sé ni cuál es… voy a recibirlo, a lo mejor recibo visita, temprano… Cuánto extraño y cómo extraño, la compañía mutua que nos dábamos con la viejita, no importaba esperar juntos, lo que sea, pero esto de esperar solo, no es bueno, es tortuoso, me contraría… casi no he dormido, sé que amaneció, lo logré, éste es un nuevo año, pero no lo será para mí… siento que me voy, no me gustaron nunca las despedidas, pero eso no significa que no tenga que despedirme, pero esta vez creo que es lo mejor… Me he estado yendo desde hace años… de alguna manera, mis hijos se han ido acostumbrando a sentir, que mi vida acaba, pero mi hija, ¿dónde está?, quisiera ver aunque sea, una borrosa sonrisa suya, los rostros de mis hijos, que alguno de mis nietos o bisnietos me agarre la mano… no será posible, así que antes que todo se obscurezca, quisiera bendecirlos, que sus vidas sean tocadas por Dios y tengan salud, trabajo, que no los angustie la enfermedad y menos una como la mía; que sus días tengan sonrisas y mucha esperanza, es vital tener esperanza, bajo cualquier circunstancia, es necesario pensar que todo estará bien, que todo puede cambiar, que podemos ser mejores… Al final creo que esto es menos incómodo, éste es el final, final… llegan a término mis días y me anima la posibilidad, aunque remota, de reencontrar los espíritus de mis seres amados, que se adelantaron en este tan incierto viaje; también me ilusiona, que la vida de mis hijos, nietos, bisnietos, sigue y aquello es por supuesto, un triunfo de la vida y la esperanza, que bendigo y se convierte en mi mejor sustento, para este último esfuerzo, sin adioses, sin abrazos, sin miradas distantes, sin tan siquiera una lágrima; vine solo, busqué la vida y la peleé muchas veces, solo también, creo que este viaje último, será así mismo, solo…
“La muerte no existe, la gente solo muere cuando la olvidan; si puedes recordarme, siempre estaré contigo” Isabel Allende