Poemas :  Quando a Morte Vier
Quando a morte vier me buscar,
espero que ela me encontre feliz,
de bem com a vida...

Espero que ela fique perdida,
procurando "um motivo"
para me levar...

Quando a morte chegar,
espero que eu esteja sorrindo
e ela chegue como um "flash":
capturando minha última imagem.

"Poetas são chegados a viver
noutra real."

(Sá e Guarabira
Em: Entre Chuva e Sol)

A.J. Cardiais
21.02.2017
Poeta

Poemas :  Simplificando
A esta "altura do campeonato",
ainda procuro me encontrar...
Não sei em qual lugar
puseram o meu retrato.

Pensei que com a idade
tudo ficasse resolvido...
Enganei-me, é bem verdade.
Mas nada passou despercebido:

Vi, senti e vivi, o que pude.
Hoje tento me simplificar
neste soneto rude.

Tudo que fiz, procurei amar.
Sempre vivendo na altitude,
nunca parei de sonhar...

Sonhar é minha vida.
Se me tiram os sonhos,
ela está perdida.

A.J. Cardiais
01.05.2017
Poeta

Poemas :  Olhares de amores
O que eu sei
sobre poesia,
me basta...

Não quero pertencer
a uma casta,
coberta de glamour,
que implanta dificuldade
onde há simplicidade.

O que eu sei sobre poesia,
é a simplicidade das coisas
e a vida clamando olhares
de amores.

A.J. Cardiais
01.11.2017
Poeta

Poemas :  Sob pressão
A pressão dos problemas,
afastam-me dos poemas.

Tem poeta que só escreve
sob pressão.

Eu não...

Procuro uma coisa leve
que atice minha imaginação.

A.J. Cardiais
01.05.2017
Poeta

Poemas :  Carnavalizando
Para mim, escrever
é como fazer
um carnaval...
O que é o carnaval, senão
a necessidade de libertação?

Carnaval é a tristeza
junto com a alegria,
é pobreza
servindo de fantasia...


É a rima,
rumo à incerteza.
Poetar é fazer uma beleza
protagonizada por nuvens.

A.J. Cardiais
01.11.2017
Poeta

Poemas :  Denuncia
A poesia,
de alguma forma,
nos guia.

Se o poeta
é a pimenta,
quando esquenta
denuncia
o segredo das coisas.

O poeta é um ser magnético
que, com olhar poético,
transforma coisas em poemas.

A.J. Cardiais
01.11.2017
Poeta

Poemas :  Bocanada de vida
Esto de dar fin a los espacios estériles,
vacíos de letras, de ensueños, de ti…
fue como romper de súbita manera,
una angustiosa y prolongada inmersión,
para tener aire sin límite, inundado de luz,
con la bocanada de vida, que llegaba contigo.

¡Mi sol… me llegaron tus labios como bendición!
¡Ay vida mía!, naufrago de la alegría y los sabores,
tu boca escurría en la mía, un torrente cantarín,
que aviva, que provoca, que siempre me encanta,
inundando hasta las ansias de soñarte despierto,
y exacerbar mis ganas de explorarte mucho más.

Bocanada de vida que reinventa, enternece,
que me concilia con los detalles y lo bonito,
con la esencia palpitante de las emociones,
que vibran, reverberan y erupcionan
otra vez, a través de estos roncos versos,
que anudan mi pecho y ahogan la voz…
Poeta

Poemas :  Gente, vida, vida da gente
É preciso ser livre,
para sentir a vida pulsando
de todas as formas.
Não existem normas
para encarara vida.
Existe entrada e saída:
Tem gente que entra,
tem gente que sai...

Tem gente que vai,
sem saber aonde está indo...
Tem gente sorrindo,
mas por dentro está chorando.
Tem gente amando,
sem saber o que está sentindo.
Tem gente perdendo,
pensando que está ganhando.

Tem gente indo,
tem gente voltando...
Tem gente pra tudo
e vida "pra dar de pau"

A.J. Cardiais
17.08.2017
Poeta

Poemas :  Da maior importância
Não sei de muitas coisas
que costumam dizer
que é importante saber...

Mas sei dizer com elegância
que a minha ignorância
é por querer:
só me interesso,
pelo que me dá prazer.

Não quero o saber,
simplesmente por saber;
só para me exibir,
sem nada que sirva
para me construir.

A.J. Cardiais
18.01.2018
Poeta

Poemas :  Llueve afuera...
Mi pecho acongojado casi estallaba,
su hermosa carita se desencajaba
y no conseguía saber ¿por qué?...
si por reconfortarla, hasta moriría.

Pero cómo perseguir y arrancar
aquello que la angustiaba, ¿cómo?,
si los ecos de la tormenta afuera,
eran banales a los de mi corazón.

... me percaté que llovía afuera,
mientras sus ojos a raudales
lloraban y no podía consolarla...
porque me moría, ¡me moría!...

¡Oh, parca injusta y tan lenta!
¿Acaso debo unir a mi suplicio,
el dolor de su sufrimiento?,
¡acaba ya!, mientras llueve afuera…
Poeta