Poemas de amor :  GANAS DE TI!!!

Hoy, tengo ganas de ti!
De reflejar tu mirada, en mis pupilas,
de desatar mis ansias en tu amor.

Tengo ganas de sentirte muy mío!
de cubrir mi cuerpo con tu pecho,
de cortar de tajo, el hastío.

Hoy, tengo ganas de respirar por tu boca!
de cerrar los ojos, y abandonarme a tus besos,
de sentir esa pasión, que mis deseos provoca.

Hoy, de tus caricias, necesita mi ardiente piel!
porque desbordado mi corazón te aclama,
y con impaciencia, mis manos buscan tu piel.

Hoy, tengo ganas de ti!
de apasionadamente besarte,
de que mi corazón, jamás con tanto amor deje de amarte.

Hoy, tengo ganas de ti...!!!!!

Claudia Alhelí Castillo
06-05-12
Poeta

Poemas :  PARA ENTONCES
Quiero morir cuando decline el día,
en alta mar y con la cara al cielo,
donde parezca sueño la agonía
y el alma un ave que remonta el vuelo.

No escuchar en los últimos instantes,
ya con el cielo y con el mar a solas,
más voces ni plegarias sollozantes
que el majestuoso tumbo de las olas.

Morir cuando la luz retira
sus áureas redes de la onda verde,
y ser como ese sol que lento expira;
algo muy luminoso que se pierde.

Morir, y joven; antes que destruya
el tiempo aleve la gentil corona,
cuando la vida dice aún: “Soy tuya”,
aunque sepamos bien que nos traiciona.

Poeta

Poemas sociales :  Campesino

Ausente de domingos
me duele tu tristeza aterronada,
tristeza de arriero
reseca y achicada
como tu cuero,
como los desiertos
de tus ojos sin patria,
como la miseria
que acompaña al viento
para vestir los cerros.
En los altares
has dejado abandonados
socavones del alma.
Tus cartas se han perdido
en las rendijas desmanteladas
de esperanza.
Un manojo de hijos
para vencer la muerte,
bagazo de soledad
para engañar el hambre .
Dejaré libres tus manos
para que robes un pedazo
del cielo de tus sierras.

Poeta

Poemas de amor :  Era la noche

Era la noche y ese perfume dulzón
a tilo fresco…
Eran sus manos y mi piel
en ese diálogo tan nuestro.
Era la música y el ritmo
solapando caricias y gemidos.
Era tu boca, convocando al cielo
en cada poro del deseo.
Por eso te enhebro en mis caricias.
Invoco en las tardes de tu ausencia
las palabras rituales, los códigos
secretos, el sacramento infinito
de la carne, los alegres pecados
de la vida.
Era la noche y me contaban
silentes tus abrazos, ancestrales historias
de encuentros prohibidos,
de inconfesables partidas
en el cráter austero de la dicha.
Era la noche y fue tu fuego
el huracán de un sueño.

Poeta

Cuentos :  Doação dos olhos
Resolvi! Vou doar meus olhos. Afinal, depois de muito pensar, cheguei à conclusão de que seria o melhor para eles.
O que eles vão fazer quando eu morrer? Se eu não os doar, eles irão comigo e apodrecerão também, não é mesmo? Não, não quero este triste fim para os órgãos que me fizeram ver maravilhas. Ainda mais os meus... Não estou querendo "puxar o saco", mas eles são ótimos. Enxergam bem à qualquer distância. Também pudera, eu os exercito bastante! Estão sempre em forma, apesar das pancadas e dos ciscos que os visitam de vez em quando.

É, vou doar os meus olhos... Será o melhor para eles. Não quero, quando morrer, que lá em cima (ou lá embaixo?), ao encontrar-me com alguém que foi cego, ficar arrependido quando ele começar a se queixar de que, por falta de humanidade, nunca conseguiu ver a terra, o mar, as plantas, as pessoas, os animais... Não sabe como é o azul do céu e do mar, que tanto ouviu falar; Não sabe como é a beleza das flores, das mulheres, das crianças... Que por falta de visão passou por esta vida, sentiu tudo, mas não viu nada; Não pode amar uma mulher (no caso, se eu estiver conversando com algum homem) pela atração física e sim por outros porquês que a falta de visão procura "compensar"... Mas, nunca é a mesma coisa.

Enfim, não quero ouvir o "lenga-lenga” de nenhum cego, e ficar com remorsos. Porque, se algum deles vier falar comigo, eu direi: Meu amigo, eu doei os meus olhos... Agora, não tenho culpa se eles não os deram a você, certo?

E também posso receber algum agradecimento de alguém que foi beneficiado com os meus olhos. E daí passaremos a conversar sobre o assunto:
-- Como é, você gostou dos meus olhos?
-- Gostei sim, rapaz. Eles eram ótimos! E olhe que eu fiquei dez anos com eles, e nunca precisei ir ao oftalmologista... E você, foi alguma vez?
-- Eu fui uma vez só. É que eles estavam "minando", sabe como é, né?
-- Eu sei... Eles ainda estavam com esse problema. Mas isto não era nada. Foi por você força-los muito...
-- Ora, mas afinal, eu tinha que testa-los, não tinha?
-- Tinha, mas foi demais.
-- É, eu devo ter exagerado mesmo... Sim, e como foi você, o que fez com eles?
-- Fiz a mesma coisa que você: Doei-os novamente. Não queria vê-los estragando debaixo da terra...

A.J. Cardiais
1981
Poeta

Poetrix :  Navegando No Seu Corpo
Navegando No Seu Corpo
Quando navego no seu corpo,
fico com vontade de naufragar
para nunca mais sair deste mar.

A.J. Cardiais
imagem: google
Poeta

Poemas :  Outono/Inverno
A noite chega
com um perfume
de inverno,
apesar de outono.

Eu me abandono
cravando olhares
nas nuvens.

Um céu gris
pede bis
a esta interpretação.

Vejo nuvens encharcadas,
viajarem carregadas
pela imaginação.


A.J. Cardiais
Poeta

Poetrix :  Introdução
Miro o céu, e rimo o vazio...
Uma ideia, no cio,
introduz-me a palavra.

A.J. Cardiais
Poeta

Poemas :  A Poesia Como um Atalho
A Poesia Como um Atalho
Não tenho a poesia
como um trabalho.
A minha poesia
é um atalho
para algum lugar
que não sei
se vou encontrar.

Algum lugar que sonhei,
que serei
que rimei
que passei
que voltei
que irei...

Em algum lugar
tem um poema.
Em algum lugar
tem uma poesia.

A.J. Cardiais
imagem: google
Poeta

Poemas :  Álamo blanco
Arriba canta el pájaro y abajo canta el agua.
(Arriba y abajo, se me abre el alma.)

Entre dos melodías la columna de plata.
Hoja, pájaro, estrella; baja flor, raíz, agua.
Entre dos conmociones la columna de plata.
(Y tú, tronco ideal, entre mi alma y mi alma.)

Mece a la estrella el trino, la onda a la flor baja.
(Abajo y arriba, me tiembla el alma.)




Poesía de amor de Juan Ramón Jimenéz


Pueden escuchar este poema en http://www.amorypoesia.es
Poeta