Poemas :  Quando a morte vier
Quando a morte vier me levar,
espero que ela me encontre feliz;
de bem com a vida.

Espero que ela fique perdida,
procurando um motivo
para me levar.

Quando a morte chegar,
espero que eu esteja sorrindo,
e ela chegue como um "flash",
capturando uma boa imagem,
para esta última viagem.

A.J. Cardiais
21.02.2017
Poeta

Poemas :  Ritual da Inspiração
Eu faço o que faço,
sem me preocupar em ser
uma "portinha do saber".
Quem sabe, um "poetaço".

Simplesmente faço,
e comodamente realço
a ideia que vem
ao meu encalço,
como um desgovernado trem
de aço.

Procuro rezar num compasso,
que fique bem
para o poema que faço.
Quando agrada a alguém,
eu digo amém.

A.J. Cardiais
04.11.2016

Obs: Segundo o dicionário, POETAÇO é o poeta que faz versos maus. Também chamado de "poetastro".
Poeta

Poemas :  Poetas para quê?
Poeta para quê?
Para poetar a vida?
Mas o povo não quer saber
de poesia.
O povo quer é viver
na folia.

Para o povo
a vida não é poesia...
A vida é uma correria
atrás do pão de cada dia.
E quem ganhou pão demais,
agora quer mordomia
e nem olha pra trás,
para não ver a agonia.

“Viver e não ter a vergonha
de ser feliz...” (¹)
Quem me diz
onde está a felicidade?

Está no medo do covarde,
que foge da realidade?
Está na coragem do valente,
que enfrenta o batente
com honestidade?

E o poeta faz o quê?
Está no mundo da lua,
ou está no meio da rua
tentando esclarecer?

“Mundo mundo vasto mundo,
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.” (²)

¹ Gonzaguinha – Na musica: O Que é, O Que é?
² Carlos Drummond de Andrade -
No Poema de Sete Faces

A.J. Cardiais
Poeta

Poemas :  Simulação
Vivo me arriscando
em busca da felicidade...
Vivo, na verdade,
simulando uma realidade.

Enquanto estou sonhando,
fico imaginando
como seria,
se a vida fosse regida
pela fantasia.

A.J. Cardiais
09.04.2017
Poeta

Poemas :  Aforismos Poéticos
1. Si supieras lo que eres capaz de alcanzar, alcanzarías la mitad de eso.
2. Soy el espacio en blanco que no se ha llenado de todo lo que han puesto en mi
3. La certeza de alcanzar un imposible, es un combustible más potente que el del sol
4. Ya viví y me reproduje, solo me resta disfrutar el dulce viaje a la muerte
5. Si dijéramos siempre la verdad, habría muchas verdades y pocos a quien decirlas.
6. No ha vacío más grande en el universo que la ignorancia
7. Tengo un poema, en la punta de mi pluma
8. Religión, ley, evolución, son medios para un sin fin
9. Para un enamorado, nunca hay un último beso
10. Con una mitad siempre de por medio, solo nos une un sentimiento
11. Si el árbol al caer no se escucha si no hay alguien que lo escuche, tu no existirías si no hay alguien que lo confirme o un legado que les dejes
12. Para el mayor viaje de descubrimientos, no hay que dar un paso
Poeta

Poemas :  Poesia na rua
Faz tanto tempo que não olho a poesia,
do meio da rua...
Só olho da minha janela.

Minha poesia, quando vem pra rua,
não vem protegida
nem enfeitada com girassóis.

Ela vem olhando tudo
e se extasiando
com um monte de bobagens...

Então minha rima (nua) se apavora,
quando é assediada,
porque não entende nada.

A.J. Cardiais
05.04.2016
Poeta

Poemas :  Chuva e Poesia
A poesia se espalha com a chuva.
As gotas,
quando batem na calçada,
fazem batucada.

O meu olhar faz uma enxurrada,
e vai levando papeis,
coisas
e copos de plástico.

Não sei se as pessoas estão notando
meu sentimento elástico
se esticando,
para alcançar o poema.

A.J. Cardiais
29.03.2016
Poeta

Poemas :  Como el más raro eclipse...
Cada vez resulta menos posible
que tu ausencia consiga ser tal…
es que he puesto todas mis fuerzas,
mis sentimientos, emociones,
la inspiración toda, todas mis ganas,
siempre, en cada roce y caricia,
en todos los besos,
en esta inagotable búsqueda
de juntarte a mi piel,
a mis pensamientos,
a los sueños todos,
al disfrute mágico de la luna,
la noche, los susurros…
los amaneceres y las puestas del sol,
del reventar de las olas
y del bullicioso vuelo de las gaviotas.

Y entonces cada detalle, instante,
aroma, el paisaje, tus cosas…
se marcan muy adentro en el alma,
para deleitarlos sin tiempo
y pasan a ser para siempre, nuestro,
solamente nuestro, idílico hábitat…
Todo es único, como el más raro eclipse
o la luna roja y la cercanía de marte,
es nuestro, para muy adentro,
es esto tan especial,
de querer amarnos con pasión,
como toda respuesta y razón.
Poeta

Poemas :  Sueños de tiempo... (Fauvista)
SUEÑOS DE TIEMPO
(((Fauvista)))

El tiempo amarillento
camina ígneo y sinople,
desteje
relojes dolidos,
azorados, estrujados,
que en el aire,
reverdecen

y
no he visto
marrón
y aunque es duro,
el castaño clarea,
transparente, inclemente,
árido, festivo, atroz,
sanguíneo, violeta,
es dulce, es brillante y es magenta.

¡Oh, tiempo, rojiblanco!.

Al resbalar la tarde café,
fulguras el mañana.
¡Oh, tiempo, celestirrojo!.
Al bienhadado mar verdoso,
trasluces diáfano azur.

Tiempo fiero febril,
fiera
filtro radiante.
Por
Que…

No acepta negruzca,
la pesadilla rosa escarlata,
apacible,
dúctil, enfática,
más que un engaño azucarado,
blanco agobiado, rojo ruinoso,
serpenteante en
la tibia nieve,
espumosa, desnuda, púrpura, ámbar,
temida e insana, la tarde beige,
que en la noche azulosa,
incita el gris silencia.


Autor: Joel Fortunato Reyes Pérez


POST DATA:
Información útil

https://es.wikipedia.org/wiki/Fovismo
y
https://www.youtube.com/watch?v=HvNnc4s06sk
y
https://www.todocuadros.com.mx/estilos-arte/fauvismo/
Poeta

Poemas :  Relatório de rotina
Domingo à noite... Nada pra fazer...
Não quero ficar sentando, assistindo TV...
Vou para o quarto,
ruminando pensamentos que me devoram...
Tento expulsá-los, mas não consigo...
Eles grudam em mim.
Eles querem me destruir.

Imagine você, domingo à noite,
sem ninguém, nem nada para lhe distrair...
Conversar por conversar não é um “papo”.
Não há nenhum “aprendizado” neste ato.
É só jogar conversa fora.
É deixar o tempo ir embora,
e depois reclamar da falta de tempo.

Eu quero é aproveitar o tempo,
mesmo sem fazer nada.
Mesmo estando assim,
com as pernas esticadas,
eu estou fazendo algo:
eu estou meditando...
Estou estudando as situações.

Estou explorando o desconhecido.
Depois, quando me perguntarem
se tudo que tudo que escrevi foi vivido,
eu responderei: nem tudo foi vivido...
Mas tudo foi sentido.

A.J. Cardiais
08.11.2009
Poeta