Sonetos :  Soneto fúnebre
A segunda feira altera
a minha agonia...
Onde estás, poesia?
Minha alma se desespera.

Não adianta rimar,
esperando solução.
Onde estás, inspiração?
Em algum lugar...

Fico a divagar,
neste mar de informação,
sem nada encontrar...

Estou vivi, porém absorto.
Para quem vive de ação,
parece que estou morto.

A.J. Cardiais
16.09.2017
Poeta

Sonetos :  Fechando o cerco
Cerco-me de bobagens,
para tapear minha vida,
e pinto algumas passagens
para torná-las coloridas.

A vida às vezes é dura
e faz algumas sacanagens.
Tem gente que nunca se cura
porque desconhece as mensagens.

Estamos aqui para quê?
Para buscar o saber
ou para descobrir o prazer?

Quem tenta se equilibrar
entre o saber e o prazer,
é quem procura amar.

A.J. Cardiais
16.07.2017
Poeta

Poemas :  Quando a Morte Vier
Quando a morte vier me buscar,
espero que ela me encontre feliz,
de bem com a vida...

Espero que ela fique perdida,
procurando "um motivo"
para me levar...

Quando a morte chegar,
espero que eu esteja sorrindo
e ela chegue como um "flash":
capturando minha última imagem.

"Poetas são chegados a viver
noutra real."

(Sá e Guarabira
Em: Entre Chuva e Sol)

A.J. Cardiais
21.02.2017
Poeta

Poemas :  Simplificando
A esta "altura do campeonato",
ainda procuro me encontrar...
Não sei em qual lugar
puseram o meu retrato.

Pensei que com a idade
tudo ficasse resolvido...
Enganei-me, é bem verdade.
Mas nada passou despercebido:

Vi, senti e vivi, o que pude.
Hoje tento me simplificar
neste soneto rude.

Tudo que fiz, procurei amar.
Sempre vivendo na altitude,
nunca parei de sonhar...

Sonhar é minha vida.
Se me tiram os sonhos,
ela está perdida.

A.J. Cardiais
01.05.2017
Poeta

Poemas :  Olhares de amores
O que eu sei
sobre poesia,
me basta...

Não quero pertencer
a uma casta,
coberta de glamour,
que implanta dificuldade
onde há simplicidade.

O que eu sei sobre poesia,
é a simplicidade das coisas
e a vida clamando olhares
de amores.

A.J. Cardiais
01.11.2017
Poeta

Poemas :  Sob pressão
A pressão dos problemas,
afastam-me dos poemas.

Tem poeta que só escreve
sob pressão.

Eu não...

Procuro uma coisa leve
que atice minha imaginação.

A.J. Cardiais
01.05.2017
Poeta

Poemas :  Carnavalizando
Para mim, escrever
é como fazer
um carnaval...
O que é o carnaval, senão
a necessidade de libertação?

Carnaval é a tristeza
junto com a alegria,
é pobreza
servindo de fantasia...


É a rima,
rumo à incerteza.
Poetar é fazer uma beleza
protagonizada por nuvens.

A.J. Cardiais
01.11.2017
Poeta

Poemas de desilusión :  Es larga la espera
Es larga la espera
Ni el residuo de mis pisadas acariciará tu rostro,
porque me alejaré lento, despacio
para que el resplandor del sol
no vea salir mi silueta.
Y nunca más vuelvas a notar
a la congoja mojando otra vez mis ojos;
ni a la tristeza tiznándome el semblante,
de atroz angustia en las mejillas.
Esa distancia perfecta entre tú y yo;
hecha una espera tan larga,
hizo del amor que te daba
quebranto y pesar al instante.

Domina el ruido de mi salida urgente
la algarabía inmensa de un silencio callado,
desparramándose en tus oídos ahogados
por la fantasía brotada de tus adentros.
No puedes dar amor cercano
cuando realmente estás lejos…
¡Así lo siente el corazón!
Inexacto, fingido, turbado;
y por eso las puertas se han cerrado.
Y en la vereda
por donde una vez cruzó ilusionado,
allí le dejaré seguir atascado,
y nunca jamás volverá a germinar.

Julio Medina
7 de febrero del 2018
Poeta

Poemas :  Denuncia
A poesia,
de alguma forma,
nos guia.

Se o poeta
é a pimenta,
quando esquenta
denuncia
o segredo das coisas.

O poeta é um ser magnético
que, com olhar poético,
transforma coisas em poemas.

A.J. Cardiais
01.11.2017
Poeta

Poemas :  Bocanada de vida
Esto de dar fin a los espacios estériles,
vacíos de letras, de ensueños, de ti…
fue como romper de súbita manera,
una angustiosa y prolongada inmersión,
para tener aire sin límite, inundado de luz,
con la bocanada de vida, que llegaba contigo.

¡Mi sol… me llegaron tus labios como bendición!
¡Ay vida mía!, naufrago de la alegría y los sabores,
tu boca escurría en la mía, un torrente cantarín,
que aviva, que provoca, que siempre me encanta,
inundando hasta las ansias de soñarte despierto,
y exacerbar mis ganas de explorarte mucho más.

Bocanada de vida que reinventa, enternece,
que me concilia con los detalles y lo bonito,
con la esencia palpitante de las emociones,
que vibran, reverberan y erupcionan
otra vez, a través de estos roncos versos,
que anudan mi pecho y ahogan la voz…
Poeta