Poemas :  Sequía emocional
He encendido 22 cigarrillos durante las últimas 7 horas, y mi garganta ha pasado litros de saliva tan amarga como el paquete de cerveza calentado y vuelto a enfriar que hay en la nevera.
Hemos nacido libres y somos capaces de ir y regresar de donde sea y cuantas veces queramos, y aún después de tanto tiempo decidimos empecinarnos a crecer en un cuerpo que no es el nuestro, a llevar el corazón y la mente en otro cuerpo, amarrarnos a otro cuerpo y no soltarlo por serle fiel a sentimentalismos tontos que no van y sólo dejan ir, estamos atrapados en paredes de piel ajena que duelen como si fueran las nuestras, a rendirle culto a una imagen tan mísera como llena de nosotros mismos y me he empezado a dar cuenta, que mi cuerpo, el mío, se está quedando putrefacto.
Así que si vas a hacer algo por mí, con el último cigarrillo que queda, quema mi puto cuerpo y consigue hacerme volver.
Poeta

Poemas :  Som de Vida no Ar
Quatro paredes me dizem boa noite...
Mas o som de vida lá fora,
me deixa inquieto.
Será que eu não presto?

A vida deve ter raiva de mim...
Se não tem, por que age assim?
Eu, com tanta vida dentro de mim,
fico aqui observando
a vida passando e divertindo
com um monte de gente vazia...

Eu, que vivo querendo saber
qual é a dela;
que vivo procurando
um sentido pra ela,
estou aqui na janela
vendo ela se divertir
com pessoas que não estão
"nem aí".

A.J. Cardiais
07.08.2011
Poeta

Poemas :  Dentro
Te has ido demasiado lejos y ya no logro verte, te perdí la pista en el último adiós que tus ojos gritaron, y yo sigo dando vueltas en el cuarto abierto que frecuentábamos todas las noches antes de cruzar nuestras almas en suspiros tan abismales como el amor mismo.
Siento miedo cada vez que tu ausencia me envuelve con la manta de las cosas que luchamos por tener y no tenemos.
Siempre dijiste que la vida era dura, y yo corría tras globos de colores con una venda invisible en los ojos y sonreía mientras el mundo me veía fijo.
¿Sabes? No es tan malo después de todo, y sólo hay que llorar algunas noches y fingir reír algunos días, sólo hay que dejar pasar la vida y sólo no hay que dejar que nadie se entere.
Tú sigue diciendo adiós, que yo seguiré corriendo.
Poeta

Poemas :  Nada adianta
É noite amor...
Depois de tanta chuva,
a casa está fria...
Minha vida está vazia
sem você.

Eu só queria adormecer
para deixar de pensar.
Não consigo mais sonhar...
Meus sonhos sumiram.

Quando estou sem sonho,
é uma tortura ficar relembrando
os nossos momentos,
pois sei que eles não voltarão.
Também não consigo sonhar
que isso possa acontecer.

É noite amor...
Estou escrevendo isto,
mas não vou enviar pra você...
Vai adiantar em quê?

A.J. Cardiais
30.04.2011
Poeta

Poemas :  O TORMENTO DOS ACIMA DA MÉDIA
O TORMENTO DOS ACIMA DA MÉDIA

Quando eu tinha uns sete anos a minha mãe estava com um problema, e o resultado disso tudo diria o que eu ia passar pelo resto da vida.

Naqueles idos anos iniciais da década de sessenta, onde faltava tudo, tinha-se estragado o cano que levava a água suja da saída do tanque até embaixo no ralo, então ela pegou uma lata grande de 18 litros e pôs no lugar, e quando a lata estava cheia ela a levava para algum canto do quintal e a jogava fora.

E um dia eu vendo aquilo eu sugeri que a minha mãe fizesse um buraco na lata evitando assim ter que ficar carregando-a.
Lembro que a minha mãe falou assim: “Mas como é inteligente este menino!”

Só que o meu irmão, dois anos mais velhos que eu, estava perto fechou a cara, e sinto que aquilo foi o início da sua radical e crescente separação, e, então, devido também à falta de meu pai, pois ele era da marinha e sempre estava longe, fiquei sem referência na família e na minha infância e em quem me espelhar e isso fazia muita diferença naquela época.

A realização da ação de retorno na vida atual de uma pessoa é muito interessante quando temos este conhecimento espiritual, mas só depois que a gente tem a capacidade de fazer estas ligações a coisa começa a ficar clara, o que às vezes leva a vida inteira.

Eu não diria que esta capacidade de observar as coisas, e achar resultados, seja inteligência propriamente dita, mas só um censo aguçado de observação, e portanto um entendimento melhor do que acontece em nosso redor, e tirar daí as soluções, pois para tudo há soluções, mas nem todos tem esta capacidade de acha-las.

Então em casa eu não tinha esta aceitação do meu irmão, que se afastou de mim totalmente, pois seguiu uma vertente que não tinha nada a ver comigo, mas sempre tentei me aproximar inutilmente, e possivelmente eu tenha indiretamente influenciado o seu futuro também.

E no colégio até o 1ª ano do ensino fundamental, que equivalia naquela época ao 5ª ano de estudo, eu sempre fui muito bem, não era o “Caxias” tradicional, pois gostava muito de brincadeiras, mas esta capacidade fácil de aprender os afastavam de mim, me mantinham à parte.

Então os meus amigos sempre eram mais velhos do que eu, mas aquela falta de ter mais amigos e de ser aceito me fazia falta e eu comecei a me fechar em mim mesmo, para, silenciando, tentar ganha-los, e ai começou a anulação da minha personalidade.

Se a minha inteligência afastava as pessoas, então eu tinha que eliminar a minha inteligência, ou não deixa-la transparece-la.
Em casa a minha mãe sempre dizia: “Este menino vai longe” e ela não sabia o quanto eu odiava isso e o quanto mal me fazia dizendo isso, pois, além de tudo, me jogava uma carga de responsabilidade que me oprimia e tirava a minha liberdade.

Comecei a procurar outros caminhos alternativos, eram anos setenta e haviam muitas vertentes e muitos eram pessoas como eu, que pensavam um pouco mais além do seu tempo, e ansiavam por novas experiências.

Já no 1ª do fundamental no de hoje eu acho, eu estava com 11 anos e fui o único aluno da sala a passar direto sem ter que passar por mais um período de recuperação, e cheio de paparicos por parte dos professores, mas quando veio os doze anos o caminho começou já a ser outro.

O banco escolar já não tinha o ritmo que satisfizesse a minha alma e ai começou o período acima, não que os meus amigos passaram a ser os bagunceiros, que não tinham nada a ver, mas eram diferentes, mais rebeldes, e mais afinados com aqueles anos de efervescência cultural, e ai cai na vida em busca de vivências.

Terminei o ginasial mal e porcamente, e ai veio o 1º ano dos últimos 03 que nos separava do vestibular e ai aconteceu algo inusitado. Neste primeiro ano eu já estava na vida, e gazeteava direto, pois amigos mais velhos vinham com seus Opalas da moda me buscar até dentro das salas para sairmos e neste primeiro ano, quando chegou as férias de Julho, eu emendei e quase no início de Agosto é que voltei às aulas, nesta altura eu não tinha mais família me
acompanhando.

E quando cheguei no colégio, que era o maior e o melhor do Paraná, algum professor me avisou que o diretor, que eu nem sabia quem era, pois o colégio era enorme e tinha mais de três mil alunos, queria falar comigo. Então lá fui por aqueles corredores longos, e tive um dos momentos mais tristes da minha vida, pois o diretor queria me conhecer e me dar os parabéns, pois eu tinha sido muito elogiado na reunião semestral dos professores, não pelas notas, que já eram só o suficiente para passar, mas sim pela dinâmica e brincadeiras que eu dava às aulas, e ai ele perguntou:

“E as notas como é que estão? E eu já deprimido por saber que estava perdendo alguma coisa muito importante para a minha vida, mas não via outra saída, e que iria decepcioná-lo também, assim como tinha sido na minha família, mais um, e tive que dizer que nas notas até que estava bem, mas provavelmente já estava reprovado por faltas e sai de lá melancólico, sabendo que não existia ninguém que poderia me ajudar. Estava só no mundo.

Então acho que fui um dos poucos alunos da minha época de ter sido elogiado não pelas minhas notas, mas pela minha postura dinâmica dentro da sala de aula, pois tudo questionava, era minha busca de esclarecimentos sobre a vida e sobre as inquietações em um crescente que estava ocorrendo na minha alma.

Mas queria ser aceito, então fui me anulando para isso, até chegar à anulação completa a ponto de atravessar um rua quando via alguém conhecido vindo em sentido contrário.

Moral: Não consegui nenhum amigo e me tornei um ermitão, anulado totalmente e sem saber mais nem quem era eu.

Mas você pensa que isto ficou restrito àquela época,? Bom se fosse. Nos empregos os chefes tinham medo que eu tirasse os empregos deles, os companheiros também, então eu não esquentava lugar, nunca fui demitido, mas sempre pedia a conta, até ver que de empregado eu não iria ganhar a vida, e tive que ir à luta até achar algum caminho.

Mas não, isto nunca terminou, isso nunca termina, até hoje tenho que abrir mão de algo, ou deixar passar algo sem comentar, tenho que ser contorcionista para ser aceito em algum lugar, mas também sei que ninguém dá lugar a ninguém, você é que tem que conquistar, e já não ligo prá ninguém, já não tenho necessidade de ser aceito, e talvez, por isso, agora tenha tantos amigos verdadeiros, o que também dá inveja a muita gente. Ê mundo difícil.

É a vida.

“Quem possui em si firme vontade para o bem e se esforça por outorgar pureza a seus pensamentos, esse já achou o caminho para o Altíssimo! E assim, tudo o mais lhe será concedido.’ Abdruschin em Na Luz da Verdade - www.graal.org.br
Poeta

Poemas :  Poesias tortas
Gosto de ler poetas
que me abrem as portas,
me mostram poesias tortas
e gritam:

Vem!
Isto é poesia também.
Aí me mostram:

Uma panela vazia,
um quadro da fome,
uma doença sem nome,
e um pobre homem
vendendo alegria.

A.J. Cardiais
22.08.2011
Poeta

Poemas :  la vida se alegra de verte
LA VIDA SE ALEGRA DE VERTE

cada vez que suene el despertador
piensa,que tienes la suerte
de despertar con una confirmación
la vida se alegra de verte

y se alegra de verdad
y tiene la intención de acompañarte
a donde quieras llegar
pero tienes que cuidarte

pues todo comienza en ti
y en las cosas mas sencillas
el amor empieza a surgir
con un beso en la mejilla

entonces,alegrate tu tambien
por cada segundo vivido
no busques un bello atardecer
sino,lo que dice cada latido

y esta noche,al acostarte
deja a un lado los problemas
que tu alma quiere escucharte
cuando leas este poema
Poeta

Poemas :  Me desconciertas, siempre lo haces…
Siempre fue un esfuerzo difícil… contigo cerca,
intentar tener el control o parecer que lo tengo,
es que acabas con mis expectativas y cualquier
rastro de cordura, de ecuanimidad, de sensatez,
para dar paso a la más exquisita edad de lo puro,
de aquello sin cálculos, formalismos, sin guion…

Imposible disimular y sabes hasta la saciedad,
lo tanto que me inquietas, trastornando incesante
mis días y noches; es la total magia de juntarnos,
que se reinventa rompiendo esquemas… que
irreverente absorbe todos mis espacios, ansias,
el tiempo, mis perspectivas y hasta mi voluntad…

Basta mirarte o recibir de tus ojos el ramalazo
de tu mirada escrutando, iluminando mi alma,
para que me aturdas… basta tan solo asociar
tu aroma con el atardecer o el alba, para revivir
la radiante frescura de tu belleza cobijando
el paisaje, mi horizonte, los detalles todos…

Basta escucharte o recuperar tu voz en mi mente
y sobra aún más el desconcierto cuando tu sonrisa
me desarma, convirtiéndome en dócil víctima
de tus embelesos, que decir y hacer si es tu risa
la que se vuelca como cascada, alegrando mi vida…
contagiando de luz, sosiego, de vitalidad mis días.

Me desconciertas tanto… siempre lo haces y
a veces con toda la intención de inquietar…
hasta la última fibra de mi ser, como cuando llega
tu esencia impregnándome hasta el tuétano,
tu embrujo desbordando cualquier sensación,
acabando sin compasión con realidad y sueños.
Poeta

Poemas :  Expondo meu drama
Quando exponho meu drama
e desnudo minha alma,
solicito ao poema
para ver se me acalma.

O cheiro da tinta da caneta,
modifica a trajetória da minha letra.
Não escolhi ser poeta,
nem sei qual foi o incidente
que me fez ser o que sou.

Não tenho uma trajetória definida:
vivo rimando minha vida,
sempre de olho na morte.
Finjo-me de forte,
para ocultar minha fraqueza.

Jogo-me na correnteza
e, com um pouco de sorte,
chego onde o poema quer me levar...
Tudo isto, sem deixa de sonhar.

A.J. Cardiais
25.01.2011
Poeta

Poemas :  O irresponsável
Apesar de brincar dizendo
que sou irresponsável,
sou responsável pra cachorro...
(pra filhos, gato, periquito, plantas...)

Apesar de viver fugindo da realidade,
ela está sempre comigo...
Mesmo eu sendo seu inimigo.

Ela diz que inimigo declarado
é melhor que amigo falso.
Amigo falso vive no seu encalço,
só para vê-lo derrotado.

Apesar dos pesares,
sempre estou "nos ares",
quando se trata de viver.
E quando a responsabilidade me chama,
dá um trabalho danado pra descer.

A.J. Cardiais
25.01.2011
Poeta