Poemas :  Persona
Imperturbable entre la trayectoria

y desintegración constante de ella

por tenue cuanto más tibia destella

se impregnaba constante en la oratoria

de esa horrible partícula notoria

ceñida por su tallo era evidente

que transportaba un ascua incandescente

en la hilera asomaba sus raíces

y quería episodios sin matices

la flor acelerada coincidente.
Poeta

Poemas :  O Poema
Um poema
não é um teorema...
Também não existe “um esquema”
para se poetar.

Poema não tem esqueleto.
Não é como o soneto,
que tem uma estrutura.

Poema não tem altura.
Pode ser pequeno e largo
ou pode ser longo e magro.

Se ele é um poema,
ele não tem “esquema”.

Poema é livre para falar
e livre para sonhar.
Aceite-o que quiser aceitar.

A.J. Cardiais
28.01.2011
Poeta

Poemas :  Ar de Louco
Deixo a vida seguir em frente
e fico sentado observando
o seu caminhar...
Vida, onde você vai me levar?
Vida, o que eu vou encontrar lá,
onde você me leva?

Mas não adianta perguntar,
pois a vida não responde.
Também não adianta pensar
que você conhece a vida...
Ela logo diz: me conhece de onde?

Essa vida é um caso sério...
Quando a gente pensa
que ela foi enfim decifrada,
ela continua cheia de mistério...

A.J. Cardiais
Poeta

Poemas :  Capa de Poeta
A minha capa de poeta
não me protege
do frio do medo.
Antes, meu segredo
é revelado.

A minha capa, não me cobre...
Antes, não quer que eu me dobre
a certas situações da vida.

A minha capa é indefinida:
Não é capa, é cruz.
Não é sombra, é luz.
Não é nada e sendo...

E em cima ou embaixo da capa
eu vou vivendo.

A.J. Cardiais
Poeta

Poemas :  O Aliado
Quando eu escrevo,
eu falo comigo.
Eu sou meu pai,
meu irmão
meu amigo...

Sou eu, falando comigo.
Rimando as entrelinhas
do meu ego,
do meu umbigo.

Sou eu cego
de amor e de loucura,
tentando sacudir você...
Isso eu não nego.

Sou eu
querendo acordar você,
para tudo que há nesta vida:
o bem, o mal, a loucura, o pecado...
Não sou seu anjo da guarda,
sou seu aliado.

A.J. Cardiais
13.08.2010
Poeta

Poemas :  Desinteresse
Tudo é um vazio:
todo céu
todo chão
todo cio...

Tudo um ócio,
um bócio,
um equinócio,
uma rima escrota.

Tudo numa roupa,
numa aparência...
A demência
é uma coisa louca.

Tudo uma exibição,
uma posição,
uma consumição
para uma vida pouca.

A.J. Cardiais
23.08.2011
Poeta

Poemas :  Plural
Ando por ai
observando tudo,
e ouvindo o que tocam
pela vida a fora...

A minha vantagem
é que sou plural...
Não vivo preso
a nenhum radical.

Meus versos tanto seguem
os rumos dos ventos,
quanto nadam
contra a correnteza.

A.J. Cardiais
22.09.2015
Poeta

Poemas :  aprende a vivir cada segundo
APRENDE A VIVIR CADA SEGUNDO

tu vida empieza en el instante
en el que quieres entender
que aquí, tu eres lo importante
ni el mañana, ni el ayer

así que, alegrate de conocerte
y sal a comerte el mundo
porque no es cuestión de suerte
sino, de vivir cada segundo

con sus penas y alegrías
con sus certezas y sus incertidumbres
con saber valorarte cada día
y hacer de ello una costumbre

porque no hay carrera universitaria
con un master en saber vivir
pero hay una lección diaria
que se llama, luchar por tí

no hace falta matricula de honor
ni ser el mejor estudiante
sólo necesitas una motivación
para poder seguir adelante
Poeta

Poemas :  Perla
Haz que las palabras tomen sentido cada que tu silencio se prolonga, elimina cada detalle que no comprometa las promesas que terminaron por vaciarse en algún jarrón que perdió su arena, sé la maestra de la orquesta que en mi cabeza toca durante todas las noches completas y llenas de ti.
He caminado por la zanja que preludia el climax del cuento llano en que se convirtió mi vida. ¿Qué hay antes y que hubo después de ti? Probablemente nada antes y todo después, nada que quisiera tener, y luego todo lo que perdí.
Estás escondida entre hojas que el viento trae consigo en tardes repletas de luz, en noches cargadas de insomnio, en cafés camuflados de persianas en mis ojos cansados de tanto cegar.
Quizá haya cosas que no terminan de perderse por que jamás empezaron, y otras tantas nunca empiezan porque se niegan a hacerlo nada más.
Tu cabello despeinado y tu sonrisa algunas tardes, tu voz chillona y preciosa tan adorada por mí, tus necedades innecesarias y tus aflicciones enmarcadas en los perímetros vacíos de nuestra pared en construcción, tus labios intentando soltarse para unirse a otros o tus manos como cascabeles que retumban mi cuerpo cuando las veo llegar.
Si la vida intenta quitar o si alguna vez quiere poner, que sea a ti y nada más, y cuando decidas ser el libreto de alguien más, hazlo en precipitada retirada y que mi ingenuidad actúe como jamás se ha visto actuar, y, en caso de que decidas quedarte, las llaves de la puerta, sabes, estarán ahí, en el sofá, ése, que frecuentaba escucharnos hablar.
Poeta