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Sonrisas, complicidad, aventura Carencia, anhelo… Qué es lo que hace falta La confianza parece inalcanzable..
Pérdidas inesperadas.. quisiera poder Poder soltar y ser libre Sin esperar despedida alguna Sin necesitar un consuelo
Tan frágil, tan débil El tiempo no parece ganar fuerza Se desvanece Desaparece.. Torrente, Lágrimas ajenas Que difícil dejar ir…
Que difícil no aferrarse..
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Poeta
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Fui a Barbados cuando regresé vi barbudos, y yo lampiño.
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Poeta
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Queria que o tempo fosse vento, mudasse de rumo e devolvesse os anos que já passaram. Sem querer penso que vou adiantada no meu caminho e queria ter mais tempo, ou ser eterna. Novembro está quase a acabar, Dezembro termina o ano e é mais um que vivi. De novo talvez volte a apagar as velas do meu aniversário e mais penso que menos tempo tenho para ser a que sempre fui. Hoje vivo como me obrigaram, na altura de tudo deixar para trás e ter sossego, sem medo a violência, nem sarcasmos. Com ilusão e confiança, tudo deixei, pensando que com o tempo sentimentos que nos uniam voltariam a juntar-nos. Assim não aconteceu. A verdade é que o nosso destino, nada nem ninguém pode modificar. Por muito que rezemos, peçamos a Deus, façamos promessas, de nada vale. O que tem que ser tem muita força. Nunca recuperarei as noites sem dormir, a tentar compreender o que transformou as pessoas. Nunca voltarei a ser Mãe nem Avó. Muito menos retirar anos á minha idade. Nunca terei a certeza de ser amada de novo por alguém. Sou arvore de raízes profundas, que ventos de ilusão, nunca arrancarão da realidade do quer sou. A minha Mãe cantava.me muitas vezes uma canção antiga, que só recordo o principio e era assim: Vem bailar Carminha Carmela de sapato Branco e Meia Amarela. Não me lembro de mais. Só que nunca tive sapatos brancos nem meias amarelas para bailar, o que de musical tem a vida ou devia de ter tido. Para reactivar o corpo, caminho a subir uma avenida com quatro quilómetros, sem pressa mas ritmada. No fim sem cansaço e com vontade de andar mais, sento-me tomo um café com leite e um mini queque caseiro, numa esplanada qualquer. Quando não saio, queimo calorias com a testa suada a fazer exercício com a máquina de limpar o chão que é difícil de deslizar na madeira. Uma hora pelo menos. É em defesa da minha saúde obrigação, de nunca deixar adormecer o corpo para ter o cérebro lubrificado e saudável. Apatia nunca, ombros descaídos, costas curvadas, nem pensar. Enquanto puder assim farei, é um dever meu perante esta vida emprestada que Deus fez o favor de me deixar viver. E assim coisas pequeninas, desde a uma palavra agradável que me digam, a um abraço de uma funcionária de uma qualquer loja, é uma bênção. Palavras sábias da Mãe: Desconfia e acertarás, confia e te prejudicarás. Nunca o pus em pratica. Confio no meu Anjo da Guarda, Ele protege-me. Se estudasse-mos a nossa vivência, em profundidade, espantar-nos-íamos, a diversidade e confusão que ela contém. O que somos, donde vimos, para onde vamos e qual a finalidade de vivermos, ninguém sabe. Em cada religião, tentam dar um sentido, mas não o cerne do que é viver. Como ignorante que sou interpreto á minha maneira simples, que comandados como autómatos, de olhos vendados, pensamos ser o que não somos e somos o que não pensamos. De verdade só o sorriso, a lagrima, fantasia, sonhos e tristezas. O resto, só o espelho te mostra, se não o tiveres, nem sabes a tua aparência. Porto,24 de Novembro de 2014. Carminha Nieves
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Poeta
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Vontade de voar, rasgar as nuvens, pousar em árvores floridas, sentir que sou alguém na tristeza de nada ser. Que vontade de amar diferente, de chorar de emoção, com indeléveis desejos simples de sentir emoções. Ignorante, no meio de pensadores, de seres com sabedoria, no meio deles vivos. Talvez seja uma nota de música misturada na melodia relaxante que me transporta a outra idade e faz de mim a negação de envelhecer. Como pena branca e macia, planando no meio da brisa, do sentir e amar, no aconchego de alguém queria poisar e ser acolhida, Sentir o conforto de ser aceite e precisa para juntos sonhar a minha fantasia. Quem sou eu? Tanto esfrego o chão de joelhos como sou a Senhora, serei duas pessoas numa só? Sei lá. Não entendo. Procuro incessantemente, qual delas é a verdadeira. Ou serão as duas? Com atenção observo os outros e nada em comum encontro. Não sinto a idade, mas reconheço-a, não a posso evitar, entristeço, não queria pensar que ocupo um lugar que não é normal. Mas de coração aceito-o e agradeço a quem me ama. Sei que criticada sou, invejada também, mas sem culpa tenho esta dádiva e enquanto a minha jovem alma e o meu coração sem idade o queira, voarei pelo infinito do vibrar do pensamento, sem idade nem tempo. Amo a beleza do ser no verdadeiro sentido da palavra, em folhas brancas escrevo o que sinto, já que falar não tenho com quem sobre o meu sentir. Momento feliz em que sendo eu, consigo explanar o que sou na verdade. Levanto o olhar e detenho-o na jarra de flores e gosto. Há algo nele que tem um pouco de mim. Artificias mas com beleza e suaves cores como eu. Agora é tempo de baixar à terra e ser a normal dona de casa. Mas com uma louca esperança de que um dia me entendam. Quero tanta coisa! Simples e fáceis, somente ser como sou e sentir momentos como este e ser feliz. Valem a força de viver. Porto 17 de Novembro de 2014 Carminha Nieves
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Tudo fica mais gostoso quando você diz que me ama, penetrando-me com sua verdade e inundando-me de felicidade.
A.J. Cardiais 11.03.2011
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Atisbando el horizonte, desde la punta de la antena de una hormiga, el microbio se cree temerario titán observando el universo, hasta que la sombra de una suela malgastada lo aplasta sin siquiera saber de su existencia. El hombre, enorme ego de un microbio, busca dar reparo a su vergüenza, no importa si el piso son cabezas o si son almas cada peldaño en la escalera. "Las pinturas rupestres son escasas", como en la historia están ausentes las verdades, el dogma a la moral le queda cómodo, la fe nos amolda y nos amansa. La duda perturba al dominio, al que quiere certezas se lo impugna, es mas fácil someterse a evangelios que aceptarse como res propiciatoria. Como puede ser que el hombre crea en el espíritu si toda su existencia se rige por materia, no hay almas escondidas en monedas, ni dioses garantes de hipotecas Somos miedo y culpa de ser, que precisa siempre un responsable ajeno, con el yugo cómodo manteniendo la cerviz inclinada para que el dominante látigo tenga aliento "Las pinturas rupestres son escasas"...
Creado 08/11/2014 Catriel Cuestas Acosta
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A vida é uma beleza... Mas tem uma mania: às vezes dosa a alegria com pitadas de tristeza.
A.J. Cardiais 19.09.2014 imagem: google
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Como se muda com o tempo! Vejo idosas arrastando os pés, um pouco curvadas, sozinhas indo pelos passeios, alheadas do que as rodeia, lá vão talvez a uma frutaria, ou comprar pão. Estática na janela do meu quarto, olho-as e penso: Já foram juventude, correram, dançaram e viveram com agilidade, criaram filhos, amaram, foram desejadas. E o que vejo dá-me tristeza, penando os erros seus e talvez de outros, vão em busca do que perderam. Independência, forças, em resumo A Vida! Em novas nunca pensamos como seremos mais tarde. Vivemos os momentos que se transformam em anos e ficamos trôpegas, indefesas, sombras de alguém que ainda respira, mas que nada mais tem. Deus, o fim da vida deveria ser diferente, nem me atrevo a imaginar como serei. Não posso. Nem quero. Guarda-chuva velho, sapatos gastos, aí vão em busca do que eram. Quanta recordação e saudade, sem direito a sentir um olhar de amor, de aprovação, só pena e talvez um comentário silencioso de alguém mais novo a reprovar o andarem nos passeios a tirar-lhe espaço. Desce o manto da neblina, escurece o dia, céu cinzento, chuva fria, envolvendo-as na solidão de nada poderem ter a não ser nostalgia e mágoa de não terem futuro. Uma tristeza invade-me, juntamente com a certeza que mais cedo ou mais tarde seremos assim. Na angustia de não poder parar o tempo, sinto que tenho que amar até á exaustão, beijar com amor, dar tudo e receber o que a vida de melhor contém, para mais tarde recordar e saber que aproveitei cada segundo. Esquecer o que criticam, somente amar e ouvir o meu coração. Os outros não importam, lá chegarão e nem uns sapatos gastos terão nem guarda-chuva. Molhados e frios nos passeios, talvez não possam andar. Não deixes que o céu escuro te acabrunhe, sê um raio de sol, resplandecente, ilumina quem te abraça e vive. Enquanto Deus te ampara e deixa que tenhas sentimentos aproveita. A tua sombra vai atrás de ti e apanhar-te- á. A esta hora, com as compras de certeza arrumadas, a sopa comida, devagar arrumam a cozinha e nada mais o dia lhes trará, pobres seres humanos que mesmo respirando e quem sabe com algumas ilusões, ficarão sentados numa cadeira incómoda a olhar pela janela, envolta na manta já gasta. O olhar para outras criaturas que se aventuram a sair e andar arrastando os pés pelos passeios. São coisas da vida que a vida tem. Porto,4 de Novembro de 2014 Carminha Nieves
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Aproximación a la derrota
Cuando la derrota compasiva nos convenza de lo inútil que es seguir luchando, a tus ojos me fiaré. Roberto Bolaño
Reconocer la derrota inmanente, irrevocable de la vida, presente siempre bajo la alfombra, como otra piel inarrancable, el constante caminar a tientas en esa noche sin bombillas; sometidos a la caída inevitable, sin término, carente de suelo, con un vértigo que nuca acaba que desbarata toda posible vida tranquila, relajada, ajustada a todo lo que se llama sano, a todo ese progreso civilizado, que no es más que máscara para no mirar lo terriblemente inevitable. Derrota que somete a todos inclusive a los que no creen en su manifestación omnipresente y ésta verdad de paralítico, de niños abandonados en los escombros, de indigentes irreversibles, de ancianos olvidados en los asilos, de los delincuentes vencidos por sus configuraciones interiores que auspician la muerte de otros, de locos perdidos en los manicomios, de personas inermes avasalladas por las drogas y el alcohol, esta verdad de pocos, de la minoría más silenciosa, se hará terriblemente manifiesta en unos dos siglos, quizá más tiempo, cuando el sol sucumba en su agonía, cuando todas las esperanzas que nos mantienen vivos no sean ni cenizas… La derrota, ese grito de lo intrascendente, ese palazo en los testículos, esa mutilación de piernas, esa masacre de mariposas, ese constante revolcarse en una cama de vidrio molido bajo la luz negra del pesimismo también es una invitación a ser valiente, a dejar que nos respire en la nuca sin inmutarnos, a vivir sin tener que pintar el mundo de colores, una invitación a la rebeldía de la alegría como una expresión íntima de libertad, la derrota asumida con ternura tranquilamente, porque no son necesarias las victorias al momento de organizar una buena fiesta.
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Poeta
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No es el alma que asciende la oración al cielo. Este, en su infinita humildad, es que desciende al mundo para pedir más amor.
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Poeta
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