Poemas :  A ti poeta
A ti poeta
Poetas, amigos, entrañables compañeros,

que amáis el mar oculto y sereno,

bóveda verde del universo.

A vosotros que odiáis el viento tormentoso,

indomable soplo de violencia.

A vosotros, compañeros me dirijo,

para hallar ese amor, que eleva hasta los cielos,

vuestros alados sueños tan unidos,

como el humo que asciende a los oteros.

A vosotros, poetas que añoráis el sonido,

fraternal abrazo, del sol y la tierra,

que esperáis la mañana, la lluvia bondadosa,

sed del desierto, tacto de la luna.

Me dirijo este día, con labios de esperanza,

colgando en los años de los árboles,

todo el amor que emanan nuestras almas,

anhelantes de besos celestiales.

Ana Barroso
Poeta

Poemas sociales :  Poema do fundo do poço
Preciso fazer um poema
que mostre que estamos
no fundo do poço.

Preciso mostrar que o poeta
é de carne e osso;
não é um super-herói.
Ver o povo sofrendo dói...

Enquanto o país está afundando,
os políticos continuam roubando,
e o pobre do povo acreditando

que esse bando de ladrão
resolverá nossa situação...
Em qual encarnação?

A.J. Cardiais
26.03.2015
Poeta

Poemas de reflexíon :  Poetisa, musa de musas
Féminas dueñas de la pluma poética,
¿por qué os llamáis poetas, si sois mujeres?
¿acaso son cosa de hombres estos quehaceres?
asumo que es soberbia, no ausencia de ética.

Si hay quien aún pretenda cambiar el sustantivo,
será acaso poetastro el de los versos viles
y llamaréis poetastra a las coplas gentiles,
llamad a él poeto y a ella poeta, me suscribo

Y lo que aquí expongo no es cosa de risas
no es peyorativo, si otrora fue un estigma,
ser musa de una musa, no es ningún enigma,
por eso al poetizar, firmad como poetisas.®
Poeta

Poemas :  A natureza chora
Eu vi um rio morto...
Já tinha virado esgoto.
E as pessoas, “nem aí”...

As pessoas estão achando
tudo normal...
Se um rio morrer,
não faz mal...
Elas é que não podem morrer.

Deixe o esgoto
seguir o seu curso...
Deixe o poeta
com o seu discurso...

Deixe a Natureza chorar
mais um luto.

A.J. Cardiais
Poeta

Poemas :  Brincando com a morte
Eu passei toda minha vida
brincado...

Brincando de brincar
brincando de estudar
brincando de ser poeta
brincando de trabalhar
brincando de pai de família
brincando de homem responsável
brincando de ser senhor...

Enfim, brincando com a vida;
brincando “de viver”.

Hoje, brinco com a morte...
E se eu tiver sorte,
ela ganha de mim
sem eu perceber.

A.J. Cardiais
Poeta

Poemas :  Fumaça
Poesia é fumaça
de incenso.
Onde ela passa
tudo fica intenso.

O poeta é uma traça,
que disfarça
o seu momento,
fazendo da poesia
seu alimento.

Poesia é sentimento
montado em palavras
que, com suas clavas,
tenta modificar
a realidade.

A.J. Cardiais
17.09.2019
Poeta

Poemas :  Pregando uma vida simples
Pregando uma vida simples
Vivo pregando uma vida simples,
porque vivo uma vida simples.
Mas eu levo uma vantagem enorme
sobre os outros mortais:
A minha vida é cheia de poesia.

Então eu tenho o sol,
tenho a lua, tenho o vento...
Tenho esse céu imenso
que me faz viajar.

Quando a coisa “está braba”,
eu consigo sonhar.
Quando quero respirar,
sento-me para escrever.

É... A minha vida
não é tão simples assim,
não é mesmo?
Vou parar de pregar
esta “besteira”.

A.J. Cardiais
imagem: a.j. cardiais
Poeta

Poemas :  O poeta e os sonhos
Para que serve o poeta,
enquanto está em fermentação?
Sua poesia não vale um pão.
Seu poema não para a escravidão,
e sua dor é só sua,
não da multidão.

O poeta rabisca o caderno,
cisca no inferno,
queima pés e pestanas,
queima a última grana
apostando em um sonho...

Ah pesadelo medonho...
Quem quer poesia?
Quem quer a ousadia
de quem vive um sonho?

A.J. Cardiais
Poeta

Poemas :  Metáforas - 2
Aprendi metáforas com meu pai.
Ele só bebia café forte.
E o nosso, por ser fraco,
ele chamava de "mijo de barata".
Até hoje eu só bebo "mijo de barata".

Ser poeta é isto:
Observar as nuances da vida,
e infecta-las com metáforas.

A.J. Cardiais
05.05.2017
Poeta

Poemas :  Poeta - o clandestino
O poeta pede carona às palavras
para seguir sua estrada...
O poeta é um clandestino,
neste país chamado vida.

Seus argumentos
não valem de nada,
pois seu futuro
é uma onda passada.

O que faz o poeta aqui,
no meio dessa podridão?
Será ele um espião?

O poeta observa as nuvens,
enquanto a multidão
observa o cifrão...

Será que ele conversa com Deus?
Será que está pedindo perdão?
Ninguém sabe... Nem ele!

A.J. Cardiais
Poeta