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HE VUELTO
He vuelto , mitad quebrado por la edad del compromiso, blusa absuelta de requiebros y alondras en los bolsillos. El aire azul me recita letanías que no olvido: caro ayer, con la nostalgia de campanario de amigos. De madrugada despierto atado al beso que admiro, un dado salta en mis dedos con las reglas del cumplido y una música trasluce las notas donde ahora vivo. Lejos voy, cara cubierta al temporal del destino, para burlarme me basto con la escasez de apellido, y para crecer me asomo al campo donde he nacido. Nunca fui cardo en ladera ni el pica-piedras del trillo, la ansiedad cubre mi espalda bajo la ley del cortijo y en abrevaderos de ópalo soy la canción del mendigo, la lágrima de un recuerdo y alforja de un peregrino.
He vuelto, nunca cansado ni ausente de lo que he sido.
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Poeta
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Tras la esfera del reloj se despliegan tus ausencias, horas muertas en mi mano aventadas si despiertas.
Distingo el vértigo temporal, el abrazo de tus sueños…
Arden espacios de olvido, mil semillas de tristeza, tu aferrada al otro lado y yo perdiendo la cabeza.
Desaparezco perplejo en lo eterno, reflejado tras la puerta, en espejos de otras vidas que tu rompes con violencia.
Traes tu viaje en el tiempo entre líneas paralelas…
Confundido en las agujas me trastorno con sus giros, afilado el segundero marca a hierro mi destino.
Vuelve niña al otro lado del reloj y de la esfera, para el tiempo con un beso y el dolor de quien te espera. http://teyalmendras.blogspot.com/
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Poeta
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Que tornen los soñadores
Ya los campos van perdiendo su color; en profunda agonía callado va quedando el canto del ruiseñor; ya no juegan los ríos ni hacen sortilegios con los reflejos de la mañana, ni hablan los árboles dejando sus palabras: hojas de alegría, volando - casi bailando - y llegando para ti. Ya no saludan las auroras en despertares hijos de la esperanza; ya no espera ninguna mirada la Luna, ningún recuerdo fruto sagrado de promesa alguna.
¡Que tornen los soñadores! que tornen los que de la vida hicieron bandera, los que de ilusión pintaron de nuevo azules de mar y cielo; que tornen los que abrazaron y sintieron; los que sanaron con lágrimas de alegría caras de miradas perdidas, como hijos bastardos del dios Jano, en cuerpos doloridos y retorcidos por tanto abuso en mitad de tan ingente e indecente tropelía.
¡Que tornen los soñadores! Los que escriben con el alma; los que cantan con la voz del corazón; los que ya salieron y los que ya llegaron; los que luchan por ser y por estar; ¡que tornen los soñadores! aquellos que van dejando un beso en cada huella, y en cada huella un lugar donde mirar y descansar.
¡Que tornen los soñadores! los que van mirando y mirando soñando van; aquellos que buscan la paz en los ojos del otro; los que nunca se cansan de volver, aquellos a los que siempre lloramos por volver a conocer.
(jpellicer)
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Poeta
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AMANECERES
Todas las mañanas, cuando me despierto. Doy, infinitas gracias, al Rey del Universo. Sin cirios que hayan velado a un ser querido. Sin un nocturno dolor, que me haya afligido.
Escuchar puntual avecilla, que anuncia el nuevo día. Ver el firmamento, que el sol con su luz, todo lo ilumina. ¡Poderme levantar! Cuando millones no podrán hacerlo, por no tener piernas, por estar enfermos o haber muerto.
Una nueva fecha, que en realidad es una nueva existencia. De aspirar la fragancia de la vida y de admirar su belleza. De hacer matutinos y rutinarios ejercicios, caminar, trotar. Comprobar que estoy bien, que la noche fue para descansar.
Y muchísimo disfruto, de lo maravilloso del nuevo amanecer. Porque se, que tristemente en ignorado día, ya no podré ver. Ni carros, ni gente, ni oiré voces, ni podré decir una oración. Porque ya estaré lejos, viviendo ¡En los jardines del Creador!
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Poeta
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Me encuentro pensando en tí, sin importar la distancia que, de momento, mantiene separadas nuestras vidas; son tus palabras queridas las que me tienen cautivo, confieso que sólo vivo para llegar hasta tí.
Estoy temblando de amor por tí, por tu corazón; me alimenta la ilusión de compartir nuestra senda y prodigarnos el calor de nuestra mutua pasión, sin importar si lo entienda o no la voz de la razón.
Te quiero en tiempo presente y te querre más a futuro, este amor es permanente, voy a quererte por siempre con el amor más maduro, más firme, más fiel y puro y dedicarme, eternamente, a tí, con plena devoción
armando romero @ramshady
pronto mi pagina web
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Poeta
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Agradeço, Trebis, pelo convite. No entretanto aproveitei um texto recente, para transformar de HTML para o código atual do Latino-Poemas e do Luso-Poemas -- poderias você me dizer qual é esse código de linguagem? -- e confesso, é trabalho árduo e sem recompensa; tópico frasal, ademais, bantante aplicável a este Artigo, pois remete a um Texto do Aecio, um poema excelente, e que ninguém fez qualquer o mínimo de atenção.
Uma crônica sobre um texto intimista e de reflexão, de Aecio Kauffmann Colombo da Silva, que somente alguns poucos de nós o poderá fazer, que é dobrar o cabo dos cinqüenta anos...
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Uma crônica sobre um texto intimista e de reflexão, de Aecio Kauffmann Colombo da Silva, que somente alguns poucos de nós o poderá fazer, que é dobrar o cabo dos cinqüenta anos Foi Quase Assim! Antero Vaz de Andrade
Foi Quase Assim! Antero Vaz de Andrade
Pois foi! Foi assim mesmo! Foi quase assim, como se vê as estrelas lá encima sem saber-se a quantos mil quilômetros de nós, esteja.
Há meses passo batido pelo dito --- texto do Aecio, --- cujo e, talvez não o tivesse ainda lido por parecer-me um troll; ou algo desse gênero -- pois já li outros textos do autor -- e pareceu-meu mui complexo para meu parco entendimento], pois forja as paravras como o forjador de ferros que quanto mais vermelho e quente estiver mais ferozmente trata de o bater.
Assim, por este meu meio empregado, de não puder ler tudo que quero, vou deixando alguns pela calçada, na esperança vã de que me recorde o canto onde escondido esteja, o texto, nesse limbo internético e frio; onde todos nós, e nossos textos, estamos reduzidos a zeros e uns, numa combinação profana dos desejos.
O meu tempo é pouco, e mais lhe o atravanca esta mania que eu tenho de, ao debruçar-me sobre alguma arte, escrevo sobre a dita, de um modo que tento apreender toda a arte que daquela surja.
Assim muito tempo eu perco pois trago junto a mim também outra mania, que é a mania de, tudo, o ver bem feito.
Assim, quando penso apenas dizer um "ói, amigo, tudo bem?", saio escrevendo, e na escrita às vezes disgressões cometo -- como esta,--- porque tantos assuntos há, e sobre os vários prismas de um mesmo objeto, temos que sair mansinho, senão me perco.
Adiante o big-bang que originou a gênesis de tudo que foi nesta página, por mim fertilizada, ao deitá-las como o esterco, a sustentar a rosa e seus espinhos; e a sustentar a grama...
Que também ora lembro, e que quase esqueço, que no poema havia grama e nessa grama dois corpos, um pelo outro, desfalecendo. Antero Vaz de Andrade.
O texto acima refere-se aos dois textos adiante, onde o próximo é uma manifestação de perplexidade sobre o texto que vem depois a ele, de autoria de Aecio Kauffmann Colombo da Silva, e que há tempos publicado; e nem mesmo um simples "flw" ou Vlw" em resposta a seu tópico.
Lustato Tenterrara 41 minutos atrás
Reflexões Sobre Meio Século de Vida Antero Vaz de Andrade.
Rapaz, que desperdício, eu me pergunto agora...
Como é que pode um texto, um poema tão magnífico, ficar meses perdidos, sem um comentário sequer?
Será que nunca foi lido? Que nunca foi visto como a subida de um lance de uma escada; e agora, do cimo, à descida. Ou será que acabaram-se as exclamações internéticas: up, down, vlw, flw ?
Ou algumas outras menos internéticas: "interessante, gostei, bom, muito bom, demais! Excelente".
Decerto que a internet tem os seus trolls de internet e este pode estar suspecto, que tenha tal dubiedade;
Mas deixar um poema bem escrito sem um mínimo "oi" que se preste a dizer: "gostei. vlw aí cara"
é uma falta de humanidade, porque ao mesmo sintoma doentio dos trolls de internet, tem o escritor, o poeta e o valente!
Que se lhe digam alguma coisa. Que alguém diga ou fale ou grite!
mas que não se deixe passar, assim, o poema despercebido, pois apenas pede o poeta esse pagamento: que se lhe diga: gostei; bom. é isso;
E que aos que faço e não seja para elogiar, quando o faço, pois são tantos, decerto não o faço online, mas em off, às vezes temos a cara de dizer in off:
[size=x-large] "não gostei. creio que vc poderia fazê-lo ainda melhor acaso debruçarse-se por sobre o papel, e o escrevesse com a tinta de um coração dilacerado, e, ainda, a lhe fluir o sangue!"
Não é pra tanto, é claro, não foi o dito em vermelho dístico, direcionado ao teu Belo texto, amigo.
Mas não se deixe levar por meros 50 anos, que embora quase não se chegue a mais outros 50 anos, dando-nos a certeza quase absoluta de que já se foi mais da metade de uma vida, senão quase toda ela.
O que deve-se fazer é se cuidar pois daqui a 30 anos ninguém mais morrerá de doença nem de velhice; o que, embora para nós parece impossível, nossos filhos e netos, bebês, a eles se dár-se que viverão por mais de 100 a 300 anos;
e para aqueles que nascerem daqui a vinte ou quarenta anos viverão, com toda certeza, bem mais que mil anos.
O que hoje é 100 anos difícil de ocorrer, para eles será terceira idade lá pelos seus 800 anos ou talvez não exista mais dado a se saber a quantos milhares de anos viverão.
Porquanto, o caso é que descobriram que a velhice é uma doença. E dado que descobriu-se o código de DNA, pode-se agora, de repente, possuir-se vida digna por toda a nossa efêmera eternidade.
Assim, fixe o que eu disse acima, meras reflexões do dito, sobre o não dito. E tendo disto isto, cordiais saudações ofereço. Um Abraço, amigo. E parabéns pelos teus cinqüenta anos. Que muitos outros lhe venham. Antero Vaz de Andrade.
Adiante o texto, do Aécio.
ADEUS AOS IRMÃOS D'ARMAS.
Publicado por Aecio Kauffmann Colombo da Silva em 5 maio 2010 às 15:25 em Sarau Literário
: Aos irmãos de armas
Já vou compondo em tom de despedida.. Não que eu me vá, mas me preparo agora a que na falte,e quando da partida, esqueça alguém, na pressa de ir-me embora. Cinqüenta anos (para alguns bem menos) nos congraçaram em sofrimento, amigos. E a nossa fé , mesmo vivendo extremos mais estreitou-nos em afeto, Digo que não me esqueçam, mesmo que anos passem com os caminhos tornando-nos dispersos mesmo que mais nos distancie a morte
Lhes devo muito... e vocês todos sabem que toda a vez que eu poetar, meus versos terão saudades de quem lhes deu porte. Taças às mãos num brinde derradeiro, mas tão sincero puro e verdadeiro quanto a saudade que já se aproxima. Adeus amigos... E um amigo afirma que somos todos, na'ora que se exangüe, todos irmãos, e quase irmãos de sangue. Aecio Kauffmann Colombo da Silva)
Lustato Tenterrara & Aecio Kauffmann Colombo da Silva
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Titulo Amor maduro Desde que mi negra cabellera se tiño de gris vivo aferrado a las ilustres letras como hiedra adherida a la pared, ella me auxilia en mis tiempos mustios y de gran inquietud, casi sin notarlo todo se ha ido remplazado en mi estirada existencia, mis agrados son los mismos porque lo voy a negar me gusta contemplar a una escultural doncella deslumbrar con luz celestial, en mi joven vida los capullos de rosa eran mi gran afición, pero en mi madura existencia he descubierto la belleza de la rosa cuando están bien formadas y soy como esas abejas que disfrutan del dulce néctar que solo le puede entregar la flor cuando esta madura, me juego todo por la belleza de la dama adulta que regala la flor de su jardín sin permutas, ni preventas sólo por la fascinación del amor de un caballero que le pueda ofrecer a su ilustre alma una vida mágica colmada de hermosa pasión y descubres lo hermoso que llega a ser el viejo juego de la dulce persuasión, he comprendido que el amor mas noble que puede existir en cualquier etapa de la vida es entre adultos mayores porque se complementan y están agradecidos por esa nueva etapa del amor.
AUTOR: Marco Gonzalez
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