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Ontem, toda a noite fiquei agarrado ao meu travesseiro Pensando a todas aquelas promessas que tu me fizeste. Despi-me e rolei o meu corpo que era forte braseiro, Tinha desejo de ti, de te fazer amor mas tu não vieste.
Os meus lábios roçavam a almofada procurando os teus Mas entre os lençóis encontrei a tua mensagem, não virei! Se tu desejares meus seios pensa a eles, eles serão teus Mas esta noite amor, desculpa-me, mas não eu voltarei.
Levantei-me, não podia ficar só sem ti na nossa cama. O meu coração galopava louco para um profundo abismo, Aquele que leva o amor a morrer pela sua bela dama E eu sequei as minhas lágrimas nos lençóis do romantismo.
Retirei do bar do nosso ninho onde tanto nos amámos A nossa garrafa de wisky que pouco a pouco ficou vazia, Em cada copo eu via a tua imagem. Os dois sentados No chão onde bebendo nos beijávamos noite e dia.
A. da fonseca
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Poeta
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Eu gostava de quando morrer, morrer contente. Contente por saber que todos os meus ficariam bem Sem problemas para o futuro, na minha ausência Saber que anos mais tarde morreriam felizes também.
Não tenho medo da morte, mas tenho medo de morrer. Como viverá a minha esposa, não terá ela dificuldades Quero que ela se sinta feliz depois da minha partida Que ela viva a sua vida e não viva só com as saudades.
Ah... se houvesse uma vida depois da morte, invisível. Que essa vida me desse a possibilidade de a proteger. Que ela não me visse, mas que se sentisse protegida E assim mesmo sem mim, ela muito feliz pudesse viver
A. da fonseca
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Poeta
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A vida é como uma ardósia da escola primária. Nela se começa a aprender a ler escrever a contar Como a vida, tudo o que nela está é necessária Para aprender a viver, aprender a saber lutar.
Saber lutar para aprendermos o melhor caminho. Aquele que nos leva à felicidade, por vezes não. Quantas vezes juntamos as letras da vida num raminho E no fim ele murcha, sem vitalidade e mata o coração.
O coração. Peça importante na vida e que dá amor Sem amor não há vida, mas sim muita tristeza. É viver desprezado da realidade, nada tem primor, As flores não têm perfume e nem sequer beleza.
As pedras da calçada, são espinhos e neles caminhamos. O Luar numa vida sem esperança não é que penumbra Não há avenidas, nem sequer há Sol por onde andamos, E a hora da morte é o momento que nos deslumbra.
A. da fonseca
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Poeta
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Aquele olhar, aquele olhar, Que me fulminou e me chocou, Foi um olhar, que eu creio de amor De tristeza ou de um pedido, Creio de clemencia para eu a salvar. Aquele olhar, aquele olhar, Que não mais o poderei esquecer Mas que fazer? Ela estava a sofrer E teria que ser eu a tomar a decisão Palavras que tremendo pronunciei Porque elas me feriram o coração. Aquele olhar, aquele olhar Que viu as lágrimas no meu rosto Que teria ele pensado? me teria julgado Pensando que a abandonei? não sei. Naquele momento muito sofri E ainda hoje continuo a sofrer Não sei se tinha o direito, não sei, De lhe tirar a vida para não mais sofrer. Aquele olhar, aquele olhar, Era um olhar amoroso, piedoso Tão meigo que ela possuía, Não sei se naquele momento Na verdade seria um olhar acusador. Aquele olhar, aquele olhar, Que eu queria esquecer Que que eu queria afastar da minha memória Mas não posso seria decisão inglória E a nossa Amanda, não merece que esqueçamos Aquele olhar, aquele olhar. A. da Fonseca
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Poeta
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Dia de sol, passeio na areia e admiro o oceano. De tempos em tempos uma vaga chega até mim Molha-me os pés me provocando, fica a espuma Espuma, que fez ficar triste pensando ao nosso amor.
Assim, os meus pensamentos voltaram ao passado Um passado que tantas saudades deixou em mim Desses momentos de loucura, de amor em liberdade Das noites em que os nossos corpos se entrelaçavam.
As nossas lágrimas corriam de prazer, também salgadas Como esta água do mar que teima em me provocar Como tu o fazias com o teu sorriso de felicidade E eu me perdia nos teus braços, esquecendo o Mundo.
Hoje as lágrimas também correm mas não de prazer Correm para o mar o tornando assim mais salgado As vagas que vão chegando pouco a pouco até mim, Não são que a espuma de um amor jamais esquecido.
A. da fonseca
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Poeta
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A veces te recuerdo y me resguardo en tu silencio, fingiendo que nada pasó, que todo es un mal sueño y que pronto despertaré; Sé que no es correcto, que hacerlo no está bien, pero es que a veces, tan sólo a veces, sin ti no sé que hacer o a donde ir.
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Poeta
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Para onde vais criança? Caminhas em estrada sinuosa Numa caminhada perigosa Tentando dar rumo à vida. Eu sei, eu sei que tu procuras A felicidade que outros têm Mas para ti ela não vem E porquê? Todos temos direito ao Sol Todos temos direito à educação E temos também o direito à indignação!. Não te deixes abater Não te deixes cair num abismo Donde dificilmente sairás. Pára de parar nessa estrada da vida Procura outra, a que te é devida. Levanta a cabeça, mostra a tua dignidade Caminha de peito aberto Grita, grita, reclama Que queres uma estrada sem lama Que queres viver a vida com amor Sem miséria e com pudor.
A. da fonseca
SPA Autor nº 16430
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Poeta
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Las tragedias tienen como sombra, como asa, la tristeza… desgarradora, ruin, desoladora y, por algún enlace terrible, siempre consigue… provocar orfandad en el alma, ojos perdidos, secos de tanto llorar, extraviados, buscando la vital esperanza entre escombros, en el agua…
Harteras saetas impregnadas de miedo, angustia, vuelan entre ondas, y torrentes, y súbito fuego, también se esconden y atacan desde el hambre, entre las armas del irracional, del mercenario, los destrozos empiezan gangrenando ilusiones, exterminando sueños y soñadores púberes…
Cómo no reventar de impotencia, de furia, por no interpretar con toda la celeridad posible, los perversos suplicios de la naturaleza, del odio, cómo evitar encrespar las manos áridas de paz, cómo conseguir dibujar con restos de ternura aunque sea una mueca de sonrisa que resista…
Cómo no conjugarlas bajo el mismo gris manto, de destrozos, dolor, muerte, de fríos números, de terribles imágenes volcadas como bofetón, lacerando hasta las lágrimas el yermo anhelo… cuitas viles, ponzoñosa tristeza, siguen perdiendo, nunca alcanzarán la infinita vida que nace y crece, siempre lo hará… como emerge la esperada aurora.
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Poeta
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A todo peregrino
Todo me hastía peregrino, todo es nada.
La lámpara eterna que alumbra, es la misma que siempre oscila.
La pausa imposible en que todo cavila.
Sigo este ritmo de angustia que me obliga a mirar el horror que miro.
Toda la paciencia del cielo contra el desquiciado pensamiento de los hombres que se aniquilan.
Y comen su pan creyendo que todo está bien en el letargo de sus vidas.
Pero todo es nada y nada son. Y sólo engaño siembran en la desnuda tierra.
Sufrimiento y muerte es la vil cosecha.
Hay una mueca que se esconde de alarma y pesar en sus almas inciertas, al presentir que se acerca el día de tinieblas.
Ingrid Zetterberg
Todos los derechos reservados S.C. Cta. Nº 1006080193112
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Poeta
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Tristeza... turbia y seca canción del espíritu... paz dolorosa... que hiere, solitaria queja de la noche deshaciéndose en mi carne. Ya no es eterno aquí el amor hay un abismo entre el sueño y la idea... sueño, que eras tú idea, que fui yo. Sólo hoy cuando el alma descabalga del cuerpo y el corazón rueda por los laberintos del desamor y la nostalgia puedo entender que necesito más de una vida sujetado al tiempo, espacio y luz para recuperar lo que ya ... irremediablemente perdí.
Abad
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Poeta
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