Poemas :  Poetas são tudo
Poetas são tudo
Poetas são seres de plástico:
não enferrujam e são maleáveis.
Poetas são seres de elástico:
se esticam até onde podem.

Poetas são seres horríveis...
Com seus sonhos “impossíveis”,
querem que todos acordem.

Poetas podem ser tudo:
pedreiro, pintor, marceneiro,
mecânico, motorista, borracheiro,

policial, advogado, arquiteto...
O poeta, como um objeto,
é um sofrível escudo.

A.J. Cardiais
06.03.2015
imagem: google
Poeta

Poemas :  EL ALETEO DE LA MARIPOSA. ANA MARÍA MANCEDA
EL AELETEO DE LA MARIPOSA. ANA MARÍA MANCEDA ( La nostalgia desde el punto de vista del la Teoría del Caos)


Creí que estaba en reposo la nostalgia,
pero en algún lugar del universo
aleteó una mariposa.

Como un río viajando por su cauce,
la mente esculpida a cada instante
timonea emociones en la rutina.
El caos acecha transparente,
lo simple se vuelve complejo
lo equilibrado comienza el desorden ,
el amor se disipa en la bruma
lo invisible se presenta inexorable.

Porque la nostalgia es perversa , parásita, seductora.
Omnipresente, se mezcla con el flujo de la sangre,
con el aire que inspiramos.
El bello paisaje se cubre de neblina,
la música escuchada proviene desde las sombras
y pinta las caras extrañas que deambulan por las calles.
entonces...
El poema es incipiente y el temido llanto asoma.

Creí que estaba en reposo la nostalgia,
pero en algún lugar del universo aleteó una mariposa.


MENCIÓN DE HONOR CONCURSO INTERNACIONAL EDIT.NOVELARTE(CÓRDOBA.ARGENTINA) 2006 . EN ANTOLOGÍA “ ARTE EN TRES TIEMPOS”
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Poeta

Poemas :  EN LA NIEVE. ANA MARÍA MANCEDA
EN LA NIEVE. Ana María Manceda


La noche está allí, detrás de las ventanas.
La nieve se refleja posada en las hierbas
y cuelgan las estrellas de las ramas heladas de los árboles.
Con solo estirar mi brazo, aún a través del límite de los vidrios
podría tomarlas para adornar mis ojos.
Si la valentía me sorprendiera abriría la puerta
y recostada en la hierba nevada tomaría un baño de luz
sonriendo a la noche con mis ojos adornados de estrellas
que cuelgan de las ramas heladas de los árboles.
Pero sigo mirando detrás de las ventanas.
Mi aliento, llanto de recuerdos empaña los vidrios.
Me rebelo.
Rotos los vidrios estallan en la nieve,
yo también, rota, estallada,
yo también en la nieve,
me rebelo.
En antología “ Navegantes en la Patagonia, Nyc y Vyq” Editorial Tribu Salvaje. Neuquén.2011

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Poeta

Poemas :  AMIGO.ANA MARÍA MANCEDA
AMIGO. ANA MARÍA MANCEDA



Etiquetas: Sueños http://www.librodearena.com/myfiles/sergiogarcia/mujer-sol.bmp


Te regalo esta esfera porque ahí se contienen todas mis cosas
las ilusiones, los proyectos, la esperanza.
Te regalo esta esfera porque ahí se contienen mis recuerdos
mis amores y las huellas profundas que marcó el tiempo.
Es íntegra, no está soldada, no hay junturas
por las que pueda huir sigiloso el mundo que te ofrezco.
Ya está limpia, depurada de rencores, de codicias, de envidias
de perezas.
Te regalo esta esfera, brillante como el sol
solemne como las otras estrellas, taciturna como la luna.
Tiene la forma del cosmos
y todo, todo lo que tengo se contiene en ella.
Te regalo esta esfera, sus códigos están en palabras
¡Tómala amigo!
Verás como gira, va ahí como la Tierra
Pero nada tendría sentido, amigo
si tú no la acompañaras como si fueras planeta.***[img align=right]http://www.latinopoemas.com/uploads/img55f46696b6049.jpg[/img]
Poeta

Poemas :  Conflito interno
Conflito interno
Está tudo aí para eu escolher
sobre o que escrever...
Existe um vazio dentro de mim,
como existe um vazio no ar.

Uma canção no rádio
insiste para que eu a escute...
Por que meu travesseiro
não me mostrou nenhum caminho?

Caio despedaçado,
igual às flores despetaladas
pelos enamorados,
em busca de revelações...

Eu também busco revelações.
Porém não posso perguntar
a nenhuma flor...
Será que ela sabe?

Está tudo aí,
diante dos meus olhos:
este céu nublado,
este dia enjoado,
este conflito interno...

"Mundo mundo vasto mundo"...**
O Santos Drummond não seria solução.
Nem adianta procurar voar
na sua imaginação...

Então deixo tudo como está.
Tudo aí, no mesmo lugar...
Quando eu voltar,
talvez este conflito já tenha passado
e eu possa escrever sossegado.

A.J. Cardiais
21.04.2011
imagem: google

**O poeta Carlos Drummond de Andrade,
em: Poema de Sete Faces
e Santos Dumont, o inventor do avião.
Poeta

Poemas :  Emoções demais
Emoções demais
Parece que eu vivo demais;
que eu sinto a vida demais...
Enquanto muitas pessoas não estão ligando
para certos detalhes da vida,
eu estou me deliciando
com pequenas coisas.

Quando estou escutando musica,
fico sentido as notas tocarem meu corpo.
Por isso que não gosto muito
de escutar musica com fone de ouvido.
O meu corpo também precisa ouvir a musica.

A minha vida é muito doida,
é muito lúdica...
Eu brinco pra viver,
ou vivo pra brincar.
Levar a vida a sério?
Não dá...

A.J. Cardiais
06.06.2011
imagem: google
Poeta

Poemas :  Entre acertos e erros
Entre acertos e erros
Não quero acordar ninguém,
para os desconfortos da vida.
Nem quero ir para o além,
sem ter minha alma evoluída.

Não quero me queixar de nada...
Eu já servi à pátria amada,
ora pro nóbis, ora pro nóbis,
e desfolhei a bandeira
com toda certeza de quem sabia.

Eu já amei Maria,
e joguei rimas para o ar...
Não quero nem lembrar
dos palavrões que eu dizia,
gritando para todos:
isto é que é poesia!

Já fiz poesias tolas,
e continuo a fazê-las...
Não importa ter rima "rica",
dentro de uma ideia "pobre".

A.J. Cardiais
20.10.2009
imagem: google
Poeta

Poemas :  TROIS
TROIS


Allí, donde el baricentro de la sangre
promete travesuras tripartitas,
el amante, ella y el marido tentetieso,
ese que vuelve a su eje de espiga
erecta y triste tras una nueva contusión,
allí es donde ella vive,
su sinistrorso apaleado
por tanta lidia de alcoba,
doble turno de escaramuzas endocrinas.

Y aún así, su colágeno soporta tanto embate.
La zabordan ellos dos,
se desencalla en la vida sola.
El crápula y el vilordo,
y ella mesalina e íntegra.
Entre el aullido y el mesurado gemido,
A medio camino de la ignominia
y el accésit de su pedestal social.

La invidencia de su entorno es evidente.
El mutismo de los otros,
y su bilingüismo carnal.
Sabrosa y cochambrosa,
consecuente y viripotente.
Hoy es el día. Hoy no se divide.
Hoy demanda que ambas mitades suyas
se reconcilien en la noche.
Y tiene todo el flogisto necesario
para los dos a la vez.
Poeta

Poemas :  A PALAVRA
A PALAVRA

NÃO ESTÁ MAIS QUEM FALOU
MAS A PALAVRA SE ESPALHOU
ESVOAÇOU JUNDO DO VENTO
E NINGUEM MAIS A SEGUROU

FICARAM AS MARCAS E CICATRIZES
QUE POUCOS PODERÃO REMEDIAR
DEIXARAM MUITOS SÓS E INFELIZES
TRAIDOS QUE NA TRISTEZA SE VÊEM

QUE A PALAVRA SEJA JUSTA
NEM A MAIS NEM A MENOS
QUE PLANTE SÓ A ALEGRIA
PELO CAMINHO QUE PASSAR

A PALAVRA É TAL UM VIVO TAPETE
ONDE A TUDO VAIS DANDO FORMA
E EM HORA CERTA HAVERÁ A VOLTA
NA CERTESA O VOLTARÁS A TRILHAR

POR ISTO DO DESTINO NADA ESCAPA
TUDO QUE NA IDA VAIS PLANTANDO
NA VOLTA GERMINADO JÁ ESTARÁ
PODERÁS DEPOIS MUITO SOFRER
OU NA GRAÇA DA ALEGRIA TRILHAR

"Não é o lugar em que nos encontramos nem as exterioridades que tornam as pessoas felizes; a felicidade provém do íntimo, daquilo que o ser humano sente dentro de si mesmo” Roselis von Sass – www.graal.org.br
Poeta

Poemas :  A ferro e fogo
A ferro e fogo
Minhas palavras são
como ferro em brasas.
Vibram com suas asas
de jitirana bóia.

Esta serpente voadora
enganadora,
que nem “óia”.
Voa cega pela floresta
e onde se encaixa, mata.

Minhas palavras saem
doidas pelo ar...
Se forem para alegrar,
que assim seja.

Mas se forem para derrubar:
olha a rasteira.
A minha capoeira
nem sempre é brincadeira.

Eu danço na frente,
traço um gingado,
jogo a palavra
e espero o resultado.

A.J. Cardiais
06.01.2011
imagem: google
Poeta