|
|
"NAVEGAR É PRECISO, VIVER NÃO É PRECISO", pois na vida não há precisão, o futuro é incerto é o que nos diz o poeta Fernando Pessoa
Este “PRECISO” tem que ser entendido no português de Portugal e como advérbio de modo.
Por isso navegar tem que SER PRECISO, não pode haver erros, pois senão não chegaremos ao destino previsto, e poderemos até morrer..
Então “NAVEGAR É PRECISO,
Já "VIVER NÃO É PRECISO”, não é exato,
MAS É PRECISO E MUITO VIVERMOS, e como não poderia deixar de ser.
Mas que todos os letrados dão uma interpretação errada, considerando o "preciso" como verbo, como se fosse um aforismo "VIVER NÃO É PRECISO", e como se Pessoa fosse dizer uma besteira dessa, mas, de qualquer forma, devido à essa conotação errada difundiu-se o poeta por aqui. Coisa de tupiniquim
:::::::::::::::::::::::::::::
"Não é o lugar em que nos encontramos nem as exterioridades que tornam as pessoas felizes; a felicidade provém do íntimo, daquilo que o ser humano sente dentro de si mesmo' Roselis von Sass – www.graal.org.br
|
Poeta
|
|
|
|
Uma musica antiga desperta os olhos e os ouvidos da saudade.
A.J. Cardiais 22.07.2014 imagem: google
|
Poeta
|
|
|
|
Cinco da tarde. Desci e fui à confeitaria buscar dois mil folhas para fazer uma sobremesa. Duas empregadas, cadeiras vazias, três pessoas para recolher um bolo de aniversário. Esplanada sem ninguém. Atravessei a rua e fui à Igreja. Vazia. Tinha subido 37 degraus, no átrio um mundo de avisos, “não há missa diária” secretaria aberta das 17 e trinta As 18 horas, Igreja aberta aos Domingos das 17 às 19 horas. Lojas bastantes todas fechadas abandonadas sem nada. Pensei, estou no meio da cidade, olhei para os prédios, onde vivo tem ar de triste, gaiola onde definhamos. Automóveis, muitos. Saí para apanhar um pouco de ar e sentir o sol, vim pior. Senti-me nada no meio de nada. Abandonada há três anos pela filha e neta, ao sabor do destino, vagabunda de sonhos desfeitos, em realidade é desolador tudo, nem sei o porquê de viver. Os cães e gatos têm onde ficar enquanto os donos estão de férias, com piscina aquecida, médico, nada lhes falta. Mas entretanto definham em hospitais Pais abandonados, já não falando dos que ficam em cidades desconhecidas sem documentação enquanto os familiares vão de férias e quando regressam não os procuram. Mas se um Pai os quer deserdar não podem. Que tempos são estes? Ao longe outra cidade comtemplo, quanta miséria esconde. Mais moral que física ou monetária. É urgente, vital para o mundo que se reponha a igualdade entre novos e velhos. A força da juventude é um dom. o cansaço da velhice uma punição. Senhores das leis, parem, pensem, modifiquem sejam honestos. Desigualdade não é só entre pobres e ricos, entre saúde e doença, entre amor e desprezo, entre aconchego e solidão. Olhem pelos que tudo fizeram e deram, sem nada ter quando fraquejam as pernas, quando curvados andam sem destino arrastando os pés cansados de andar a trabalhar para os filhos. Esses que os renegam, insultam e inventam que estão com insanidade mental. Quando é o contrário. Cada vez vai ser pior, hoje um fedelho de quinze anos bate nos Pais e avós e ficam impunes. Nem só as mãos o fazem, com palavras e silêncios bate-se muito mais e com mais dor. Como eu sem Família há milhões, como eu sem casa porque me foi usurpada também. Mas leis que nos protejam não há. Vivos mortos erramos por ruas desertas, as mesmas que de mão dada andamos com os filhos e netos em pequenos. A vida é madrasta, os filhos carcereiros da nossa liberdade alegre. Quero morrer num salão de baile cheio de luz e flores, abraçada a ti, que não existes ao som de uma valsa e elevar-me deste mundo ingrato às nuvens do paraíso. Morrer sim, mas feliz. Porto, 18 de Agosto de 2014 Carminha Nieves
|
Poeta
|
|
|
|
Casas y cosas se casan... son casuales, personas son apasionadas, pasean, posan y pasan...
|
Poeta
|
|
|
|
Mi psique tiene dos dragones. El primero es máscara flexivel. Ya el segundo es "me real" insuperable.
|
Poeta
|
|
|
|
Sinto um não sei quê, algo que esfria a pele, um desconforto imenso. Queria dormir e acordar com o corpo quente, sentir que sou alguma coisa, menos lixo. O amanhã de alguns quando o cabelo se tornar branco, o peso de tanto mal terem feito, encurvá-los-á. Olhos pregados ao chão, sem coragem param os levantar, pois o olhar de Deus lá do cimo, os condenarão. Pode acontecer que nem tenham que esperar tanto tempo, talvez o amanhã, já os curve de remorsos. Todos somos pecadores, uns sem maldade, outros por ódio. Não se pode gostar de tudo e de todos, mas é obrigatório aceitá-los. È sempre tempo de fazer uma introspecção, meditar no que fazemos e abandonar caminhos que não são mais que o nosso para o abismo sem retorno. Ser mentiroso compulsivo é uma doença, ninguém a pode curar só o próprio. Reflectir, aceitar que se ultrapassou o aceitável, emendar-se é o único que não te curvará com o peso de ti próprio. Se se consegue pedir perdão a quem se ofende, somos um pouco humanos, se assim não for somos sujidade embrulhada em altivez e desprezíveis. Vemos a nossa sombra, mas mais nada. Nem sabes quem és. E na escuridão não és nada. Por mentiras, mata-se, por mentiras desfazem-se lares, a verdade mesmo que doa dignifica, é água límpida que lava a lama da alma. Sejamos, o que somos, passageiros num mundo que não é nosso e que o deixamos de um momento, sem contarmos. Tanto magoa uma pedra polida com mentira como uma pontiaguda. A finalidade é a mesma. Magoar. Desejava tanto que as mentes retorcidas fossem simples e normais! Seriamos todos um pouco mais felizes. Tudo daria por ver um sorriso, em cada um. Não se compra, é-nos dado, em troca do nada de sermos humanos e doces. Porto, 4 de Agosto de 2014 Carminha Nieves
|
Poeta
|
|
|
|
Quero sentir sensações, sentimentos, desejos, quero amar e sentir que também sou amada, ter mãos suaves que me acariciem. Nas noites frias de inverno um corpo quente onde enroscar-me como era no tronco de uma árvore. Ouvir o toque do telefone e correr para atender e ouvir a voz doce de alguém. Quero ser um todo sem corpo, só a alma e coração por muito tempo sentir que sou mais que cinza e pó. Que os meus olhos possam ver as madrugadas, frescas e límpidas, o ocaso cor purpura e alaranjada, imaginar o fim do oceano onde o sol se esconde. Ouvir o chilrear dos pássaros, músicas inacabadas, que nos dão calma e por vezes pranto. Ter inteligência para compreender e conseguir emendar o que por ignorância faço mal. Afinal pouco me contenta, basta ter o dom de viver o meu interior, que é só meu. Atravessei pontes, subi montes, pisei terra molhada descalça, senti a natureza a renascer em cada primavera. Sempre só, entre muitos. Sempre acompanhada mas só. Critico os meus defeitos, choro por muita coisa que queria ter e não posso, talvez algumas já as tive, mas o tempo roubou-mas. Mas o firmamento é como o mar devolve tudo novamente de maneira diferente no seu aspecto. Mas no fim é o mesmo, nós é que já não somos o que fomos. Caminho perdido, em lugar nenhum, sombras de quem fez parte da minha vida e que com dor tive que me despedir para sempre. Sombras indeléveis, que vagueiam junto a mim, dos entes queridos que terminaram o seu tempo de viver. Sinto-os e gosto, uma saudade doce invade-me, somente falo com o coração e lhe digo olá. Talvez em lugar nenhum serei sombra e acompanharei a quem me amou e eu amei. Porto, 29 de Julho de 2014 Carminha Nieves
|
Poeta
|
|
|
|
En estos tiempos conturbados, con cambios constantes, sin tiempo para digerir, vamos junto con la ola de pérdidas de identidad e de valores que hoy son casi condenados. Segura con todas mis fuerzas intento quedar en sitio seguro e no cambiar, no quiero ser uno más, pero ser la diferencia. Siguiendo mi vida, sin molestar, la misma seré siempre, nunca cambiaré, no quiero, no me gusta lo que veo. La buena educación desapareció, el respecto, el amor proprio, la dignidad individual, como un virus ha cogido la juventud, dando vueltas sobre sí mismos, no tienen camino hacia su futuro. Que no digan que es por falta de libertad, muchas revueltas se hicieron en nombre de ella. El resultado no puede ser peor. La crisis moral es peor que la monetaria, por veces tengo vergüenza de ser mujer, algunos hombres sentirán lo mismo. Así está una grande parte del mundo, así se vive en esta democracia, distinta de la verdadera. Julio no parece el mismo de antes, frio, lluvia, viento del norte que limita ir hasta la playa o sentarse en una terraza de una cafetería. Me he ido hasta mi playa, mirar cómo podría vender mi piso, ya que mi hija no contesta ni por teléfono ni Email a la promotora que lo está vendiendo. Desde hace un año que tengo comprador, lo paga todo en el acto de la escritura, ella no contesta. ¿Dónde están las leyes justas e normales? Vine triste, total no soy dueña de lo que es mío. No tengo nada. Solamente la espera del termino de mi vida. Así mi testamento está hecho, cuando cierre los ojos de lo que por ley me pertenece nada tendrán. Mui por bajo, triste e desilusionada, mi compañero me forzó a ir hasta Lisboa, hacía ya cuarenta años que no iba ocupada creando los hijos de los otros, trabajando no duro, sustentando a todos, cuidando de mi enorme casa, enterrando mis seres queridos, llorando su pérdida. Ultrapasando momentos terribles por la enfermedad de mi Marido que junto a Dios seguro está. Hoy me dicen que nada es mío, que era del, ¡que engañadas están! Ni caso hago de tanta ignorancia. Por unos días fui feliz, volví hacia atrás muchos años. Anduve kilómetros a pie por el Chiado, sentí el frescor del rio Tajo. Sentada en la terraza del Nicola, mirando los majestosos arboles de la plaza, volví a tener veinte años. Agradezco de corazón a mi compañero este regalo, que lo he disfrutado con avidez e me ha dado un nuevo impulso, para seguir adelante e volver a ser llama viva en mi voluntad de vivir. Gracias Amigo Joaquín. Ya escribiré sobre Lisboa, e mas sitios. Ya que de la fama de ser mala no me libro, entonces a hacer lo que siempre he soñado e no lo hice. Oporto, 28 de Julio de 2014 Carminha Nieves
|
Poeta
|
|
|
|
O amor ao dinheiro está levando o Mundo ao desespero.
A.J. Cardiais 05/10/2012 imagem: google
|
Poeta
|
|
|
|
Un poco suelta, escribiendo en portugués, no frases e pensamientos, pero un relato seguido entre el antes e ahora. Lo hago pues en este momento tengo mi mente un poco absorta en no entrar en depresión, por malos tratos mentales que me hacen todos los días, por parte de la familia. Tiene sido fuerte, mui fuerte, lo que tengo pasado e paso. Mismo con toda la fuerza es difícil tragar ciertas cosas. Entre rechazarlos, o discutir, intento quedar en mi sitio, sin hacer nada. Espero, el que no sé. Quizá que la razón entre en sus cabezas de piedra, que cambien, no lo sé. Intento por todos los medios que no deterioren mi relación, con mi compañero. Él es la paz en persona, me ampara e acariña, por eso no quiero ser pesada con mis quejas. Este vivir es difícil, solo lo sabe quién ha pasado algo parecido. El veinte e tres de Junio, noche de San Juan, en casa de un matrimonio con la hermana y una amiga, con la juventud de sus hijos e amigos, lo pasé mui bien. Noche adelantada casi madrugada, sentadas en el comedor, pues hacia frio en la terraza, por alto comenté un poco de mi vida. He visto lágrimas en sus ojos, yo ya no consigo tenerlas, secaran, se transformaran en cicatrices en mi corazón. Mejor sería tenerlas e desahogar, mejor quedaría. La amiga comentó, “su vida es un romance” Haría un libro bellísimo. Le contesté que ya estaba esperando que salga lo que hice, en finales de este mes. No tiene todo, mucho lo he guardado para mí. Hay cosas que son imposibles de explicarlo, solo si la vivimos o somos testigos lo entendemos. A media luz, en la calma de mi piso, intentando que no caliente con el sol que inundas el balcón florido, oyendo el futbol, sin esperanza que gane el equipo de Portugal, dejo pasar el tiempo, hasta que el ruido de unas llaves me devuelvan mi cariño, al volver de su trabajo. Yo soy paz, mezclada con ansiedad, soy paciente sin enfermedad, soy lo que no quieren que sea. Honesta, seria, creyente en la buena voluntad de los demás. Al final soy una víctima de mi sencilla e manera de ser. No importa, qué más da, lo que se dice el viento lo lleva, las acciones quedan para siempre. Oporto, 26 de Junio de 2014 Carminha Nieves
|
Poeta
|
|