Poemas surrealistas :  SUBTERRANEO
Disparando hacia fuera,
giro alrededor,
soy subterráneo,
yo me caigo.

Me estoy volviendo loco,
entonces,
¿dónde estoy ahora?
¿que hago aquí?

Estoy en un laberinto,
de luz y oscuridad,
un laberinto,
donde no existe la realidad.

Un mundo subterráneo,
un mundo distinto al verdadero,
donde las fantasías,
se hacen realidad,
donde la noche esta presente.


Erick R. R. Torres
(Angel Negro)
Poeta

Poemas surrealistas :  CULTURA DE INCIENSO ROTO
CULTURA DE INCIENSO ROTO


La luna calla tras las nubes,
las sombras danzan felices,
los demonios cubren sus pechos,
los ángeles destellan en la noche.
Los fantasmas gritan desmedidamente,
los duendes corren tras la brisa,
los jinetes cabalgan en desiertos alegres.
Los muertos hablan entre si,
los gusanos bailan enamorados,
las mariposas cubren el sol,
los murciélagos cantan una canción,
mi juicio conciente tu clamor…

Las hadas de los deseos,
El guardián de la oscuridad,
la fabula de tus sueños,
el aura de tus cabellos.
¡Discuten!
¡Ejercen!
¡Sobresaltan al dolor!
Las polillas bajo la sombrilla.
Tu muerta al cajón,
tu deseo de varón,
tus pechos de valor,
son violadas por el sol, mientras
la luna calla tras las nubes, besando
a los astros, y las estrellas duermen
por ser hijas puras de cristalina paz…

Enamorada, vespertina,
olor de humedad, olor de mi habitación,
¡mi amor! ¡Mi canción!
¡Que mi cajón se vista de clamor!
A, por tu amor, para mi, duendes de
trajes inocentes, brujos de matorrales,
cultura de incienso roto.
Dejad que los mitos cobren vida.
Dejad que los acertijos tomen nota,
pues anota esto: “todos esos seres
conocen de mi amor, porque cada noche
bajo los árboles, escondido de los
burladores, les digo que te amo y te
necesito, antes que la luz ciegue mis ojos y no
te puedan ver.


Autor: José A. Monnin
Limpio-Paraguay
Derechos reservados.
Del libro: Tu poema entre las sombras.
[email protected]
Poeta

Poemas surrealistas :  Cerração IV - Um poema besteirol
Cerração IV - Um poema besteirol
Parei, dei um estágio e descobri
que quero é rimar, gritar, bailar,
desarvorar... E depois, todo mundo grita
e me bate, e bate palmas,
traz pra frente, serelepe, pancadas
e tchibum! Mergulho d'uma pedra n’água
ou barrigada de quem não sabe dar caída.
Caiu na avenida minha vida,
meu passado emocionado, iluminado,
falsificado como notas de “barão”,
de “castelão”, de Sansão
de tudo que termina em “ão”
e que me abomina, que me ilumina.
Os olhos dessa menina
são que nem formigas no canteiro.
Mas, que cheiro...
Que deliciosa malícia...
Até os peixes põem os olhos fora d’água.
Enquanto espero essa avestruz,
tento fazer algo produtivo.
Quero ser ativo, embromador,
enrolador de pseudos crânios.
Quero “cranificar” as coisas
com meus álibis, com meus astrais,
com meus duendes
que não me vendem, nem se vendem.
Brigam e defendem a ecologia.
Mas que mania
de querer destruir tudo que é belo
e elevar o mundo à zero!
Zero é nada,
pois não nada, nem sabe nadar...
O cão é fiel ao dono
porque é a sua imagem.
Agora, imaginem quem é mais inteligente,
minha gente: O dente ou a raiz?
Que giz?
Pra quê giz?
Pra sujar o quadro ou minhas mãos?
Tenho alergia, não sabia?
Por isso não fui ser professor.
Que dor,
que demência.
Perdi minha paciência
e no fundo, não sou nada.
Só um observador
deste mundo em verso.
Ou melhor: Deste universo,
que não une nada
nem se preocupa com o verso.
E se converso,
tem gente me espionando
por trás do espelho...
Me olhando com olhar de maluco,
põe o dedo no meu nariz e diz:
O que é que está olhando?
Nunca me viu?
Vai olhar a PQP (ato bonito, frase feia)
que foi quem te pariu!
Então eu vou e olho mesmo.
Aí vejo uma rosa vermelha...
Que asneira!
Onde eu estava com o olho,
que pisei na merda?
Que merda! Não, não é merda, é bosta.
Que bosta!
Vou parar com este assunto
que já está me dando nojo
e parece-me que vai chover.
Peguei em baixo...
Fui sair sem escutar a meteorologia.
E agora, minha tia?
Vai cair meteoros sobre minha cabeça
e eu tenho alergia...
O meu maior vexame
é que saí com sapatos para dia de sol.
Eles têm furos nos solados,
e os pobres dos meus pés
vão morrer afogados, coitados.
O que é que eu faço agora?
Vou-me embora,
ou espero a morte chegar?
Ah, eu quero é amar...
Amor, inoportuna fortuna
que me desaba o peito.
Touro feroz atacando o meu vermelho pano.
Plano em debandada, desabalada.
Desalento do meu canto.
Não consigo ser eu
depois de tantos “quais”,
depois de tantos ‘quês” e “por quês”.
Com ou sem til, o meu pavio
é de grafite e não emite
nenhum cheque sem fundo,
pois o meu mundo
é que nem eu:
Pequeno demais para tanta pessoa
e não é à toa
que me isolo, me enamoro
e viro um verdadeiro narcisista.
Não é a vista, é à vista,
de olhar as prestações do ano:
primavera, verão, outono...
Todo mês se paga uma quantia,
mas nunca alivia a tensão...
E atenção para este produto,
porque ele foi proibido
pelos próprios fabricantes.
Não sem antes
dar uma dose ao pobre do rato.
Coitado do cobaia...
Estava de tocaia,
dando um “I Love you” num queijo,
mas recebeu foi um beijo
de um cientista louco
que, por pouco,
não acabou comigo.
E depois de tanta invenção,
eu quero mais é voar no horizonte,
quero me sentir menino,
quero viver passarinho
que de anos, não agüento mais.
Os erros se foram, passaram.
As horas passaram, se foram.
O tempo brinca comigo
e arrelia-me envelhecendo-me...
O sonho é um pesadelo,
a nuvem é uma fumaça,
o riso é um disfarce.
Um século, custam dez dias
e os dias são minhas agonias.
Amor, distração, refeição
alma, calma, solução...
Não, não, não...
Enlouquecer? Salvação?
Praia, mar, onda verde...
Ver-te, rever-te, reveste
este, oeste, meu pensamento,
horizonte aberto, amplo templo
longo e espesso.
Mas ninguém me vê ou me entende.
Estão com preguiça de lutar...
Vocês têm mais é que pensar,
porque eu sou um verdadeiro fato.
Tai o meu retrato:
Um inhame debaixo do braço,
um siri à tiracolo...
Penso muito, por isso me enrolo.
Sou uma verdadeira muqueca.
Muqueca? Mudei de beca
e tirei meu cavalo da chuva,
pois não gosto de judiar do bichinho;
Botei uma cobertura num ninho,
abri uma gaiola para salvar um passarinho
e tive que ser salvo pelos vizinhos,
porque o dono era um bruta monstro
e queria me matar.
Veja se dá...
Sai dessa, sô!
Faço que vou, não vou...
Ficar em duvida é igual a amar:
A gente nunca sabe se conhece
este maldito prazer.
E prazer para mim
é amar uma coisa chamada Natureza,
você veja...
A gente fica assim... bem de mansinho,
molhado pelo sereno que cai devagarzinho,
namorando uma musa chamada lua
e a vida continua...
Porém, quem não vai continuar mais sou eu
com esta CERRAÇÃO ou no meio desta cerração
porque o que eu queria, já consegui:
Chamar a atenção.
E atenção para o toque de oito segundos
para descortinar esta neblina:
8-7-6-5-4-3-2-1-0... Fogo!
Fogo? Fogo onde?
Ah, desculpem. Isto são os resquícios da guerra.
Mas é assim mesmo que CERRAÇÃO encerra.
E ponto final.

AJ Cardiais
15.09.1982

imagem: google
Poeta

Poemas surrealistas :  Cerração III - Um poema besteirol
Cerração III - Um poema besteirol
A cerração será contínua
enquanto o tempo for instável...
Memorável frigir dos ovos
que nem eu estou entendendo nada.
Estou recebendo intercâmbios
(ou câmbios negros?)
mas negro está o céu, neste momento
em que o advento
da tecnologia avançada,
avança na mais perfeita ordem escalada
em prol da Natureza
com um "N" enorme para chamar a atenção
de quem não tem coração
e acha que CERRAÇÃO
é a poluição da Natureza...
Natural que alguém assim a veja
porque esse alguém, não ama ninguém,
nem a PQP, que foi quem o pariu
(ato bonito, palavra feia).
Meu corpo veste um fuzil
de cor verde azedume
e não me importa o estrume
de valas em vias derramados
pelos soldados de chumbo
que fizeram deste céu anil,
céu vermelho com o sangue infantil,
fresco, como peixe fora d'água
baiana com saia sem anágua
bebida que aquece minha mágoa
chuva que me molha e me enxágua
e haja água para a minha onda de fogo
barril de vinho pro ano novo
terra que na terra é globo
e englobo, engordo, engodo...
em guarda!
Lá vem o avestruz pro nordeste
com o nome de ema agreste
agride o panorama visual
porque o jegue virou alimento
e o burro, engole o aumento
como uma comida qualquer.
Nem saboreia, apesar de louco
para gritar, brigar...
Pobre infiel meu...
cante um "FARDO"
vista uma farda
e vá trabalhar no campo,
porque a bola é que está com a "bola toda".
Só dá grana, na grama.
E de grama em grama
nunca se chega ao quilo
porque, um quilo é aquilo
nunca um quilo...
São novecentas gramas o gramado,
arado, pautado, aramado...
Mentira da ira
que ninguém toma providência de nada
nesta província provinciana
pró viciado do fumo!
Que a Souza Cruz
nunca será Cruz e Souza...
A cruz é para o fumante,
pois o aumento é estafante
é dose para elefante.
Quem fuma, se fumou,
porque o vício é quem manda
até na linguagem da massa,
não querem mais falar em raça
e confundem xis com cê-a-gá
e vaca agá
porque o chá, está fervendo na "xaleira"
e chamego é a minha maneira de conquistar.
Tanto que vou por num alto-falante
que preciso namorar
pois a vida está tão cara
e minha cara é tão pobre
que nem no "horário nobre"
conquistaria IBOPE.
O quê é isso, menino insolente?
Não vês que estás demente
com tua abstemia?
Arranjastes uma nova mania
de querer ser popular?
Queres "virá" mercado
ou queres "carregá" o fardo
da coluna "sociá"?
Nisso eu sou bom, seu moço!
Agora eu me pergunto:
Por quê sofremos?
Se somos pintores de uma vida infame;
cantores de uma solidão gentil;
poetas de uma multidão de ausentes...
Por quê sofremos?
Se sonhamos alto, o mundo é pouco;
se falamos baixo, o ouvido fica rouco;
se pagamos à vida, ela nos dá o troco,
e este troco e que me deixa
fortemente - fraco - louco
e mostra o homem fraco que sou,
que serei,
que sou rei, frágil, majestoso
com um grande feito à fazer:
N A D A.
Não há criação
e ninguém copia as coisas
mais do quê as emissoras de televisão.
Mude de canal
e verá um programa sempre igual.
É uma tal
de falta de imaginação,
que não tá mole não, meu irmão...
Agora, vou aproveitar
que a cerração está se dissipando
vou tocar meu barco
vou me adiantando
pois já estou cansado
de viver criticando.

A T E N Ç Ã O !
Não percam a quarta dose
de C E R R A Ç Ã O,
porque será o reforço.
Se tomou a primeira
tem que tomar todas
para não ficar capenga
do osso.
Até lá!


AJ Cardiais
Em: 13.09.1982

imagem: google
Poeta

Poemas surrealistas :  Cerração II - Um poema besteirol
Cerração II - Um poema besteirol
Espanto a hora, espaço a vida
em um ou dois passos,
perco-me nos entrelaços
e volto a ouvi-la no final do túnel.
Com sempre
filho pródigo, prodígio
rodizio pela vida à fora
sem hora, costumes e meses...
É o desabafo na ponta da caneta.
Viajo na fumaça do incenso,
quero falar com Deus,
quero pedir forças cósmicas
estou em desencanto, desencontro
dez vezes sem conto
e nos dez, sou um dos mandamentos,
vírgula, reticências...
Quê faço eu, com sua ausência?
Principio uma interminável dissertação
e ouço uma canção.
O rádio, está afim de fazer briga
e eu estou afim de comprar um jornal
e sair por aí, lendo os classificados
sem conseguir classificar-me em nada
rompendo em lágrimas os meus sentimentos.
Sou tudo, poderia ser muito mais...
Tenho tudo, não sou nada
nem um bicho do brejo.
E se ser sonhador, for virtude
sou um virtuoso
porque visto-me de ilusão
as 24 horas do dia.
E a jia, mora na lama
continua sendo feliz
até que o homem não a faça de janta...
Estou com disritmia na maneira de escrever
e esquecer, é o meu problema,
apenas faço uma questão por segundo
e segundo os astros, meu símbolo é fogo
e eu sou fogo, porque me vejo água...
Haja teimosia para tanta heresia!
Será que é no destino, que falta um pino
e ainda não me descobriu?
Tem tanta gente por aí vivendo infeliz
e tanta gente infeliz, por aí vivendo
que ninguém sabe se com giz
pode se escrever: eu te amo e felicidade
ou com sangue, da ponta do dedo...
A palavra sangue, chega a ser violenta
mas, não é violeta, é vermelha
e vermelho, é a minha cor predileta
porque é violento e vivo
e violeta é flor, é dor, é morta
mas, não deixa de ser bonita.
Sou um servo leal e devotado
não sei de quem
porém, sou muito descarado
apesar da menina que ofusca minha honestidade...
Para falar a verdade, só tenho vaidade
e vai idade, vai idade, vai idade
vem velhice, vão-se as misses, os mísseis
e ai de mim é o fim, é ruim, é ruína
que arruína o meu coração de papel
apesar da minha insensatez
(insensatez deve ser algo que vem do incenso, não?)
e se for incenso, está comigo mesmo
porque adoro espantar as coisas ruins.
Se bem que, as boas, vão logo na frente.
Para o meu vexame, meti-me num enxame
não sei se de abelhas ou de gente
porque, na minha mente
só havia o exame final do colégio tal
e tão logo eu receba a minha carteira
de habilitação, serei um homem com "H"
habilitado à qualquer coisa
menos, a ter uma habitação
porque o homem do BNH
não está afim de doar.
Só me dão carteira de saúde
e durante um ano, eu me encontro sadio
para o que der e vier
e se vier mais forte do que eu
não adianta porque não devolvo a carteira.
Sou um colecionador maluco
adoro colecionar besteiras
e no meu mundo de ilusão
fiz bolinhas de sabão, penetrei no seu interior
viajei FOR IMAGINATION...
Ai, que criação! Tornei-me poliglota,
“biglota” ou "niglota" = (nenhuma língua)
mas, no fundo sou brasileiro
muito índio, muito guerreiro
muito purificado, muito selvagem
muito tão e assim, porém
sem quer nem que seja
fui e vim, sem querer ficando
no polo aquático ou água não sei o quê
e continuo brasileiro
índio-bol e maravilha
carnaval e sol na ilha
cana nos fins de semana
trabalho pro resto da vida
e a vida é procurar trabalho...
no bolso, sal grosso e um dente de alho
para afastar as ruínas e abrir os caminhos
ajudar o povo a não chorar sozinho...
tem muito caboclo roendo osso
e plantando capim para a alimentação.
Coitado do Sansão...
por quê cortaram os seus cabelos?
E eu aqui, querendo cortar os meus
mas, estou sem um tostão.
Ave Maria, que vida farta!
porque farta tudo:
farta amor, farta harmonia, farta até ilusão
porque ninguém se ilude sem comer feijão.
Falei em feijão
lembrei-me das cifras, do cifrão.
Coitado do nosso cruzeiro...
Os "barões" não podem mais fazer um cruzeiro
com o nosso cruzeiro.
Ainda bem que o seu nome vem de cruz
e cruz, lembra sofrimento
portanto, eles só têm que sofrer...
sofrerá, chorará
eu estou é querendo rimar
conjugar, misturar, arrotar, suspirar
gritar, chiar
porque passou umas coxas bem gostosas
em minha frente
que de repente, esqueci o fomento
(significa: fome mais aumento)
perdi o fim da meada, da picada e etc...
Voltei, espantando a hora
espaçando a vida
e em um ou dois passos
esqueci a ferida
e fui brigar por outros motivos.
E para encerrar esta quermesse
eu rogo à Natureza uma prece
para que perdoe os homens
com toda a sua “analfabedoria”.

Em: 11.08.1982

imagem: google
Poeta

Poemas surrealistas :  Cerração 1 (um poema besteirol)
Cerração 1   (um poema besteirol)
De mansinho, fui molhado
por respingos, salpicados
do monstro do monte verde alado
coração, mágoa, água, de mãe abençoado.
Coração, mão, mágoa, de mãe petrificado.
Cantiga do DÓ de mansinho dormir.
Lua da cara preta
não me envolve mas, me espreita
e se deita
no meu colchão
adocicado com o perfume de após sexo.
Estou complexo, com o complexo
de coração, mágoa, água
agora desencarnado
e vivenciado por um ator
que é o autor, de inúmeras pedradas
no telhado do vizinho.
(e era criança mimada)
Teve complexo escolar,
complexo industrial,
complexo de todo tipo
complexo de todo mal
menos, complexo de simplicidade.
Na lua, onde um segmento é mãe
até São Jorge tem força
para devorar a serpente.
(hoje se come de tudo)
Água...
Involuntariamente
se envolveu com um cara casado...
Agora, está grávida
mas, sem gravidez
porque ela toma "Píula do Dotô Rossi calibre 45".
Quando a coisa aperta,
ela esperta o gatilho
e sai gato por tudo quanto é trilho
e mata a fome dos favelados, flagelados e etc.
Mãe...
Palavra simples, mas
mais forte que a dor de uma cabeçada
num poste ou que ciúme de marido possessivo,
peçonhento, avarento e tudo que acabe com "ento"
até chegar o aumento
dos não trabalhadores da vida.
(está bom de fundar um sindicato)
Ai amor...
Quem foi que fez de mim um trouxa?
Sempre uma mulher inverossímil...
(coloquei esta palavra aí mas, nem eu sei
o quê significa)

Vamos deixar de lado
e agitar a poeira da cidade
que está precisando dar a volta por cima
de quem a petrificou (ela preferia asfalto),
deixou a bichinha com o coração de pedra,
não ama mais ninguém...
Nem eu, nem eu, nem eu...
Cruzes! Pé-de-pato mangalô três vezes!
(não assumi nada não, viu? Foi só uma descontração)
Eu queria ver o sol
e amar aquela morena do meu planeta...
(e acabo de dizer que não amo mais ninguém,
sou uma merda)
Vamos mudar de assunto?
(parece até aqueles cadernos de confidências
de jovens adolescentes)
Hi (ou xí?) mãe, madrinha, pai-de-santo, banho de folha...
Me tira desse astral
e me bota num cometa de... de...
ah, o nome é inglês e eu não vou escrever não,
porque ninguém vai saber ler mesmo!
Eu já nem sei
se quero ir para o cometa de...
ou pra merda,
ou pra uma história em quadrinhos
ser super-herói de nada,
não tem de quê, disponha...
Um dia desse
eu vô tomá uma "PÍULA DO DOTÔ ROSSI CALIBRE 45"
pra ver se me dou bem no outro astral,
porque este aqui está sendo banhado pelo sol
e eu estou me queimando muito.
De mansinho, fui molhado pela lua
mãe, mágoa, rua
chegando que de cara lavada, mergulhou na atmosfera
montado num cavalo branco...
Eu era um herói cachorro.
Gente, não quer ser chamada de cachorro,
e cachorro, muito menos de gente.
O que me atrai nesta disponibilidade toda
é a probabilidade da discordância
sem elementos químicos para escrever;
é o disparate da caneta enferrujada e muito mais;
A mente aberta e educada
para o caos da linguagem ferina, ferida,
metida a besta...
Orgulho de ponta endurecida.
Falei, calei-me e BAH! Cuspi.
Voltei novamente para o momento
onde a lua da cara preta, cantava em Dó
para mim dormir só
sem acompanhamento de viola
sem carinho de mãe, sem mágoa, sem água,
sem brio, sem brilho, sem trilho...
Vou embarcar novamente naquela canoa
que me trouxe a vida
que me deu guarida
que me fez o sol
e vou fugir desta cidade
que já não é mais abençoada
por causa dos calçadões
que perambulam em nossa frente.
Vou procurar o monstro, do monte verde alado
para defender essa cidade, pobrezinha,
coitada, donzela, singela e pura...
(quanta coisa boa)
E lá vai minha cidade fazer turismo na Europa
para ver se ganha o troféu "berimbau de ouro"
e traz para o Brasil.
Canil?
Coitado dos cães...
Estou vivendo uma aventura e tanto, de olhos fechados
e me pergunto:
Quem fez esta sopa?
Ou este sapo?
Troquem as letras, bebam um e comam outro.
Coitado do bichinho...
Que perversidade...
Morreu, antes de alçar o seu primeiro voo...
Cuidado com os aviões!
Estão "aeropelando" os urubus.
Parece que estão com despeito dos planadores!
E, em primeiro plano, uma notícia:
A U M E N T O G E R A L !
Pronto, todo mundo desmaiou de susto.
É o surto, é a epidemia de melhorias sem hora,
e agora?
Já tiraram a bandeira do mastro?
Eu, quando estou afim de escrever, é assim:
Merda por cima de merda.
E tome-lhe canetada, canecada, mal passada...
Isso dá até fome.
E fome lembra os favelados, flagelados, famigerados...
Hum... que fedor de pum...
(isto é para fazer samba)
Vou rimar a vida
vou rumar testa à fora
vou viver, senhora
que o mundo está girando
e o meu país é jovem,
tem a cabeça nas nuvens,
só pensa em futebol e carnaval...
No final de tudo, se dá mal.
É varonil, é verossímil
(comecei a abusar da palavra)
sem chances de esconder,
que jovem tem a mente conturbada, perturbada, agitada
e as coisas continuam complexas...
A culpa cabe ao complexo vitamínico
para endurecer mais o juízo final d'alguns
que pensam que a vida é remédio
e remedeiam a vida toda ou toda vida...
Vida! Vida! Vida!
Vem ver o buraco em que estou!
Que fiz? Que sou?
Tubarão?
Até tu, barão?
Com medo de usar o coração?
És um bruto!
Amas?
Já não sou mais criança para falar a verdade
porque besteira, quem fala é adulto...
E lá vou eu de novo, pé de chinelo
coração do vento
querendo aumento
sem trabalhar...
Vou partir, vou rimar
vou chiar, que é para o mundo me ouvir.
Batedor, batalhador
cheirando a cachaça...
Estou doido para voltar ao começo
e continuar minha poesia
mas esta caneta está afim de falar
relinchar, extravasar
e eu só quero é paz, meu rapaz.
Vou vestir um blusão verde oliva
e sair por aí dando marcha-a-ré, cavalo-de-pau, etc...
Ser garoto propaganda
divulgar a Natureza
e combater os vícios de linguagem a que somos vítimas.
Ah, use um creme dental porque você está mal...
Eu estou doido para voltar ao começo
e falar da lua mansa de confetes e serpentinas
mas, esta menina, me enche de ilusões
e me faz gastar todo meu dinheiro.
(já não tenho nenhum)
Me disseram para ficar calado
e aqui estou eu, fazendo um verdadeiro ninho de rato,
trapo, maltrapo e than! Cenas de filme mudo...
Odisseias, bravos, sensações, alucinações e loucuras...
(leiam com sotaque de francês, carreguem no "R"
assim ó: Loucurrras. Sacou?)
Vão pensar que vocês são mas, vocês mostram que não são.
O estopim está aceso, mas não haverá
nenhuma explosão porque meu coração
está cansado de tanta emoção
e de viver amor.
Lua prata e céu marinho
com tanto jeito de dar carinho
fui sendo molhado bem de mansinho
pelo orvalho que caia devagarinho
e amado pela lua no meu leito, no meu ninho.
Devagar, que este assunto merece respeito,
falem bem desta cidade e andem direito
não pensem em casamento
não provoquem engarrafamento
tirem os carros dos passeios
para não quebrarem o cimento.
Sou um tremendo defensor das coisas certas
mas, acontece que os pedestres não ajudam.
E que malandro sou eu, pra ficar dando colher de chá?
Tá se sentindo mal?
Tome a "PÍULA DO DOTÔ ROSSI CALIBRE 45"
e os seus problemas vão para o inferno de Dantes,
depois, antes...
Quem terá problemas será a sua família
que terá que gastar uma fortuna para fazer seu enterro.
(isto foi um comercial para o dono de uma casa funerária)
Agora, partamos de um assunto nefasto
para dar uma de “poemeiro”, “polemista”, boateiro...
E lá vai bomba! Assistam no próximo episódio:
Brilhantes, os meus olhos
faiscavam no escuro
quando de cima do muro
surgiu o nada assim de repente
no vazio dos acontecimentos...
E daí, acontece cada coisa
que a gente fica besta e falido
falando sozinho ou da vida dos outros
de assuntos pautáveis, palpáveis, paupérrimos,
pau n'eles e haja pau pra tanta briga.
Eu gosto mesmo é de...
(deixarei que as reticências falem pela mente de cada um).
CERRAÇÃO é o momento, em que cerrar é uma ação,
em que uma serra, entra em ação;
É um ato do autor de inúmeras pedradas
no telhado do vizinho...
E ai de mim, que levava a fama.
Era famoso, mas não queria.
Prematuro, fruto maduro, mas duro,
rocha, rock, Roque, e a danada da CERRAÇÃO
não dá muita visão,
embaralha as palavras na minha demente
e somente você pode abalar, abalroar, abarrotar de amor
o sentido da lua da cara preta no momento...
Mãe, manda chuva, mutirão
São Jorge, mate o dragão
serpente, cão seu irmão
numa nuvem de emoção.
Briguei com o risco
e arrisco a vida trabalhando
sem risco mas, com todo cisco...
E circo é a minha vida.
O mundo é o picadeiro
e eu o palhaço, a palhoça, o pamonha, a paçoca...
Sou tudo, no meio da festa.
Que absurdo!
Escancarei a minha janela
e invadiu-me uma brisa.
Saravá, meu irmão, que a vida está viva!
Se a Natureza um dia se revoltasse,
o que seria de nós?
Somos fracos diante dela...
E a vela, era para o santo padroeiro de uma cidade benta
que não tem poluição, nem engarrafamento
e o esgotos sempre funcionam em tempo de chuva...
A chuva, me lembra o orvalho
e o orvalho, me traz desabrigo
e nisso, eu fico ferido
lembrando dos flagelados...
E lá vou eu, caminhando se mereço
sofrendo, pagando o preço
de viver um trauma, com complexo tão complexo
que não dá para encarar...
Explode, meu irmão!
Vai ser padre e rezar para a população
que vive ociosa e ansiosa de uma recuperação
só esperando os prêmios das loterias
para realizar a sua ambição...
E eis, que o choro de uma guitarra me desperta
e lembro-me
que de mansinho fui molhado
por respingos, salpicados
e o sal anda "picado"
com tanta rehidratação...
E tanta ciência me toma a benção
porque o escuro é neutro, e neutro é vazio...
Não procure discussão sobre o assunto
para não haver discrepância.
Deixe tudo como está para ver como é que fica...
Axé, prêmio Nobel da esperança.
Quiçá, por ventura, talvez
eu me encontre no fim desta estrada
e esta CERRAÇÃO me dê algo para comer
porque, de fome, a minha barriga já anda cheia
e somente você pode me abandonar.
Bah! Não estou aqui para fabricar ilusões
nem me tornar um labirinto.
Eu quero é salvar o pinto
de se transformar em omelete...
Tô doido pra terminar,
mas ainda não arranjei um jeito.
E me deito,
e me levanto
e nada desse porre ter um fim...
Então eu vou terminar assim:
Adeus, meus compadres, meus camaradas
pois falei muito, não disse nada
mas, desabafei e minha mente atrofiada!

Ai, que cansaço...
Mas, se eu quiser ser escritor
tenho que me...
virar.
(maldosos, pensaram que eu fosse dizer um palavrão, não foi?)

Levei um ano para fazer isto...
Está aí a prova da minha eficaz eficiência.

A.J. Cardiais
30.07.1982
imagem: google
Poeta

Poemas surrealistas :  LA SALA DE LOS ABANDONADOS
LA SALA DE LOS ABANDONADOS


Paisajes eternizados en mi mente.
Testigos viejos los balcones,
cuanto tiempo en la misma sala.
Solo abandonado por los que más
te amaban, y hoy solo eres nada.
Objeto de risas para los acompañantes.
Mañana mueres, y no hay quien
llore, ni siquiera los techos de estos
paisajes que clavan las maderas,
sosteniendo las tejas.
Bienvenido eres en la sala de los
abandonados, en la sala de los
enfermos, en la sala de los eternizados
nombres, que mañana serán fantasmas…

Otro ocupará la misma cama,
otro quizás vuelva a las calles,
otros tal vez, morirán y serán fecundos
en las paredes de la misma sala.
Sala que vieron llantos, que entendieron
los sueños, que callaron a los vivos,
y que ya nadie ama como debía serlo.
Paisajes eternizados en mi alma.
Paisajes que cobran vida, atormentando
mis sueños, mis sentimientos, mis hojas
blancas y letras rojas, escritas con las
sangres de todos los enfermos…

La puerta vieja, las sonrisas llorosas,
la calma inesperada, los huesos vestidos
de pieles.
La voz baja, hacen que los venerados
pasados vuelvan hacer presentes, en los
paisajes de las paredes.
La sala se llena de todos los pacientes,
fantasmas y carnes.
El miedo solo vuela por los tejados como
gatos negros que lamen las heridas de los
muertos.


Autor: José A. Monnin
Limpio-Paraguay
Derechos reservados.
Poeta

Poemas surrealistas :  CEMENTERIO ESPIRITUAL
CEMENTERIO ESPIRITUAL


Esperar tras la puerta.
Encerrando ideas, matando noblezas.
Sudar de frío, castigar al laberinto
de húmedas tristezas.
Aun el fantasma gira de miedo,
y todo se torna desierto.
El campo destierra, a los muertos,
los huesos gritan en soledades,
las alabanzas caen al suelo, como
lluvia sin destino.

Los cementerios han quedado
vacíos, los féretros han abierto las
puertas del otro mundo.
Cementerio espiritual, los necios
querrán saber de la verdad, y todos
al descubierto sus almas verán.
Sigilosa, las sombras darán las
costillas a los perros del infierno.
Escarnio de cerebro marchito,
la piel será testigo de tu verdadero
castigo.

Mientras espero tras la puerta,
cazando espectros.
Las nubes anuncian su llegada, y
los ojos de la serpiente brillan en
los cráneos malditos de los poetas
ya idos.


Autor: José A. Monnin
Limpio-Paraguay
Derechos reservados.
08/02/2013
Poeta

Poemas surrealistas :  FRAGMENTO
FRAGMENTO


Sonreír y escapar de ese
laberinto seco, minucioso
de carácter oscuro y silencioso.



Autor: José A. Monnin
Limpio-Paraguay
Derechos reservados.
16/01/2013
Poeta

Poemas surrealistas :  EL CONOCIMIENTO VOLARÁ
EL CONOCIMIENTO VOLARÁ


El conocimiento volará.
los murciélagos lo sabrán,
y los hombres temerán.
El despertar no tarda en llegar,
las heridas sanarán, y todos
bajo la luz lo verán.
La muerte pasará, la muerte
ya no ejecutará, pues su vida
entregará a la bestia que el
mal creará.
No temáis profetas,
no os alborotéis poetas,
ni vosotros que os creéis santos.

A todos vosotros, os cantaré si
fuera posible.
Pero, nada de eso será rentable,
pues la muerte ya no tendrá poder,
ni la vida amor, todos caeremos
al esplendor de las tinieblas, que
aun Maldoror sentirá la furia en
su corazón.
Las revelaciones gritarán, el libro
de las memorias callaran, y tú,
hombre al polvo volverás.
Ni aun la muerte al gusano olvidará.
¿Y, entonces bajo quién estarás?.


Autor: José A. Monnin
Limpio-Paraguay
Derechos reservados.
02/02/2013
Poeta