Poemas :  Em doses de vinho
Por mim o mundo acabaria agora,
no meio de tanta felicidade.
Uma dor em meu peito arde,
embora ela não seja
causa do momento.

Belisco doses de vinho
e, sozinho,
encontro-me em meu corpo.

Tenho, ou tive, uma espera,
que me pode ser inútil.
Sonhos desastrosos?
Desejos inconcebíveis?

Belisco doses de vinho
e, sozinho,
me perco do encontro
em que me encontrava...

A dor no peito agora,
é causa do momento.
Mas é abstrata.

Eu sigo
e a vida passa.

A.J. Cardiais
13.04.1990
Poeta

Poemas :  Poema sambado
Quando um poema samba em meu peito,
samba direito.
Sem machucar meu coração,
e sem pedir opinião.

Quando demoro muito
para acrescentar um verso,
e fico ruminando,
eu acabo "sambando":
perco a inspiração.

Meu poema não requer
uma atenção desdobrada.
Ele quer seguir a estrada
de uma forma qualquer,
bem improvisada:
como num samba de roda.

A.J. Cardiais
13.11.2016
Poeta

Sonetos :  Soneto dolorido
Não queria falar de dor...
Mas como não falar,
se é o que me acontece agora,
e que me devora?

Tento ocultar esta fase,
enrolando a ideia com gaze.
E me penitencio
fazendo silêncio...

Mas a dor é mais forte
e faz no silêncio um corte,
deixando jorrar um soneto...

Então jorra um soneto dolorido,
que vai escorrendo do peito
e deixando o povo comovido.

A.J. Cardiais
03.08.2016
Poeta

Sonetos :  Soneto dolorido
Eu não queria falar de dor...
Mas como não falar,
se é o que me acontece agora,
e que me devora?

Tento ocultar esta fase,
enrolando a ideia com gaze...
E me penitencio
fazendo silêncio.

Mas a dor é mais forte
e faz no silêncio um corte,
de onde jorra um soneto...

É um soneto dolorido,
que escorre do meu peito,
e deixa o povo comovido.

A.J. Cardiais
03.08.2016
Poeta

Poemas :  Poema criminal
Poema criminal
O crime está com a palavra...
O crime
o creme
o cromo...

Cromados poetinhas de chumbo,
estufam o peito de pombo
e declamam a paz...

O crime agora jaz,
dentro de um poema mundano.

A.J. Cardiais
05.04.2015
imagem: google
Poeta

Sonetos :  Vivendo de brisa
Vivendo de brisa
Não consigo mudar...
Este defeito
em meu peito,
é de fabricação.

Não consigo mudar...
Tenho um coração
que gosta de rimar,
contra esta “evolução”.

Eu sou mais de amar,
de sonhar
e do momento.

Amo tanto o vento,
assim como o banqueiro
ama tanto o dinheiro.

A.J. Cardiais
imagem: google
Poeta