Poemas de esperanza :  JEUNES, FAITES L'AMOUR
Bonjour!
Je suis l'amour
Qui, avec allégresse,
Votre cœur je vais caresser.
Chantez à la Liberté,
Jeunes, riez ,dansez,
Aimez sans jamais vous fatiguer.

Bonjour!
Je suis ici...
Pour vous faire rire,
Je viens vous amuser.
Et c'est avec orgueil
Que je vous donne le conseil,
De la vie respecter.

Bonjour!
Je viens vous inviter
A semer l'amour,
Le monde en a bien besoin.
Ne faîtes pas des bêtises
Mais de l'amour exquis
Et aimez vous avec élan.

Jeunes. Faîtes l'amour
Même que ce soit dans la rue
La vie vous appartient
Donnez-lui de la joie.

A la drogue faîtes le sourd
Sinon vous allez souffrir.
La vie a plus de plaisir
Sans drogue, mais avec l’amour.


A da fonseca
Poeta

Poemas de reflexíon :  DEMAIN... JE NE SAIS PAS !
Je vois les heures qui passent.
Les jours qui vont passant.
L’espoir qui se perd,
Les années qui s’entrelacent,
Formant des tresses d’illusion
Et la vie n’est plus verte.

J’ai vu les années qui passèrent.
Je vois celles qui vont passant.
Peut être que je verrais celles qui vont passer.
J’ai entendu des chansons qui ont été chantées.
J’entendrais celles qui vont se chanter.
Demain… je ne sais pas si j’entendrais chanter


A. da Fonseca
Poeta

Poemas :  Encantado com a poesia
Encantado com a poesia
eu vivi na boemia
um projeto de luzes e cores.
Vivi ilusões de amores,
bebi sambas magistrais
no meio dos marginais.

Encantado com a poesia
deixei-me levar,
movido pela fantasia
de rimar amar com mar,
e nunca meu barco remar.
Ir seguindo a correnteza...

Encantado com a pureza
da poesia,
cessei palavras à revelia,
misturei rimas com cimento,
levantei paredes de versos,
e construí prédios de poemas.

A.J. Cardiais
29.01.2011
Poeta

Poemas :  Olhar o passado
Temos tantas coisas perdidas
ou guardadas no esquecimento...
E quando as encontramos,
vivemos um grande momento.

Felizes recordações...
Encontros com passados,
às vezes muito distantes.

Felizes semblantes
que devem ficar
em nossos corações.

Olhar para o passado,
é procurar ver
a miséria ou a fortuna
que deixamos de lado.

A.J. Cardiais
28.01.2011
Poeta

Poemas de reflexíon :  O ESPELHO
Olhei para o meu espelho
E vi um homem que me parecia velho.
Coloquei os meus óculos,
Meu Deus... mas sou eu!
Fiquei incomodado
Não por ser eu!...
A minha consciência interroguei;
Sem óculos, quantas pessoas
Infelizmente já eu mal julguei?


Antes de se julgar quem quer que seja, devemos primeiro nos interrogarmos a nós mesmos e se tivermos consciência, nos julgarmos. Todos nós sem exceção, temos uma nódoa em qualquer parte.

De A. da fonseca
Poeta

Poemas de reflexíon :  SOU CULTIVADOR DE PALAVRAS
Sou cultivador de palavras
Mas não sou especialista.
Procurei um bom terreno
Que desse um pouco nas vistas
E Eureka!!! um simpático encontrei!
Logo nele me instalei
Vendo à entrada um regulamento
De seguida a ferramenta posei.
Sou um cultivador de palavras!
Comecei por escolher o meu terreno
Com certeza, o mais apropriado
Depois de meus estudos terminados
Comecei a enterrar as palavras,
Sou cultivador de palavras!
Mas vi que havia por lá estrume
Nem olhei para trás e estrumei a terra.
Dizia eu, assim as minhas palavras
Vão crescer e desenvolver em catadupa
Mas não foi que enorme desilusão!
As palavras cresciam, mas as flores... fanadas!
Para mim dizia eu que sou cultivador de palavras,
Isto não tem mesmo nenhuma importância!
Cultivo só para passar o meu tempo.
Sou cultivador de palavras
semearei noutro momento
E assim vou aprendendo a cultivar palavras.
Pois é! mas tudo isso foi sem contar
Com os bons, os verdadeiros cultivadores,
Que riam a bom rir com os meus dissabores.
As minhas palavras, fanadas, não davam flor!
Mas não faz mal... enquanto os donos do terreno
Não me derem o pontapé no traseiro, cá vou ficando!
Talvez um dia se os experts em palavras
Tiverem para comigo criticas desagradáveis
Só tenho um caminho a seguir, vou-me embora!
É natural sim, porque eles já cá estavam
E se neste terreno acho que não tenho lugar...
Portanto devem ficar e ser eu a desandar.
Mas sou cultivador de palavras!

A. da fonseca
Poeta

Poemas de desilusión :  NADA ME INSPIRA
Quando todos chegamos a um momento da vida
E não temos vontade de fazer o que quer que seja,
Que fazer? Que pensar de nós mesmos, que pensar?
Deixar andar sem me bater, a vida desce numa subida.

Não sei se é cansaço mental ou se é talvez intelectual.
Nada me inspira, tudo me é estranho, nada eu aprecio,
Como se vivesse num mundo estranho, sem interesse
Tudo me aborrece; não leio, não escrevo, tudo é virtual.

O amor, a amizade, chego a não saber se tudo existe.
Creio viver num mundo vazio sem ideias nem realidade.
Às vezes como por acaso tenho uns minutos para pensar
E não chego a alguma conclusão e o vazio persiste.

Hoje escrevo estas linhas sem mesmo saber o porquê.
As letras e as palavras fazem frases sem mesmo eu querer.
Não façam atenção se nada corresponde à realidade
Pois que tudo o que escrevo acredito que ninguém lê.

A. da fonseca
Poeta

Poemas de desilusión :  REGAR NO MOLHADO
Ontem não houve Sol, choveu todo o dia.
E hoje pela manhã cedo fui regar o jardim.
Na rua as pessoas passavam, toda a gente ria
Cheguei à conclusão que todos se riam de mim.

Não sei porquê! Porque dava a beber à flores?
E depois? Nada de mais natural, havia Sol.
Se cá em casa há tempestade, trato o meu amor
Pois que devo dar a beber ao amor, é o meu rol.

É como na politica, tudo vai mal e vai continuar
Nós sabemos que vamos continuar a ser enganados.
Vamos continuar a barafustar, a continuar a criticar,
Então? Não será a mesma coisa que regar o molhado?



A. da Fonseca
Poeta

Poemas de desilusión :  O DESTINO DE UM ALGUÉM
Caminhei naquelas vielas estreitas onde mora a vida,
Como é difícil caminhar naquele empedrado negro.
As paredes quase se tocam, a luz do sol está esquecida,
Só as sombras caminhavam comigo, vi passar um morcego.

O meu corpo comprimido entre aquelas paredes, gemia.
Sentia que a vida o fazia sofrer mas não havia avenida
Onde ele pudesse caminhar sem sofrimento, com alegria
Mas para ele estavam destinadas velhas vielas perdidas

Tentei abandonar esses caminhos sinuosos, perigosos.
Uma força estranha me negava um caminho cristalino.
Cedi. Continuei a caminhar nesses caminhos impiedosos,
Fiquei convencido que o meu caminho era o meu destino

A. da fonseca
Poeta

Poemas de nostalgia :  FICA A SAUDADE
Quando eu era jovem, eram os velhos tempos.
Tempo de guerra, tempo de ditadura, dificuldades.
Na minha juventude também vivi bons momentos,
E é desses maus momentos que ainda tenho saudade.

Os anos avançaram mas as facilidades, essas não.
Nem todos podiam ter algum pão em cima da mesa.
Acabou a guerra, mas não, a paz não estava no coração
E para ter um futuro risonho ninguém tinha a certeza.

Mudaram-se os séculos, mudaram-se as tecnologias.
O povo pensava que com a revolução tudo ia mudar.
Apenas se ganhou a Liberdade, ficou a demagogia,
A lei do mais forte continua a nos trazer o mal estar.

Tudo se tenta, trabalha-se estuda-se nas universidades
Nem todos, nem só doutores nem também só pedreiros
Mas tantos anos de labuta, e guardamos as dificuldades,
Somos obrigados a deixar o nosso País por anos inteiros.

Tudo isto é triste, que tem de bom esta nova sociedade?
Porquê para uns são rosas e para outros só há espinhos?
Obrigados a nos separar de quem amamos, fica a saudade
Só guardamos em pensamento e sentimo-nos sozinhos.



A. da fonseca
Poeta