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No meu espelho, vejo a passagem do tempo...
Mas nem tanto, quando eu vejo a minha alma.
A minha alma não envelhece...
Fico olhando pra mim e digo/penso assim: vê se cresce!
A.J. Cardiais 14.08.2010
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Poeta
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O tempo passou, e eu nem percebi... Meus Deus, o que mudou? Envelheci. Hoje me chamam senhor...
Senhor, o que foi que eu assumi? Será que eu menti, fingindo-me ser capaz?
Olho-me no espelho: sou o mesmo rapaz. Só os traços mudaram. Os sonhos continuam os mesmos, acrescidos de obrigações.
Os gostos continuam os mesmos, acrescidos de preocupações. Meu Deus, eu não amadureci, só envelheci...
Será que com meu pai também foi assim?
A.J. Cardiais 10.01.2010 imagem: google
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Poeta
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Estou aqui, espelho… Olho-me ao léu e rimo com um velho, que quer ir pro céu.
Meus horizontes foram cruzados de déu-em-déu: fazendo poemas, passando o chapéu, vivendo sonhos à granel.
Estou aqui, espelho… Sou um poeta velho sem sol, sem zelo…
Sou a reticência ou a interrogação da vida. Não sou modelo.
A.J. Cardiais imagem: google
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Poeta
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Estou aqui, espelho... Olho-me ao léu e rimo com um velho que quer ir pro céu.
Meus horizontes foram cruzados de "déu em déu": fazendo poemas, passando o chapéu, vivendo sonhos a granel.
Estou aqui, espelho... Sou um poeta velho sem sol, sem zelo...
Sou reticências ou interrogações da vida. Não sou modelo.
A.J. Cardiais
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Poeta
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No meu espelho, vejo a passagem do tempo...
Mas nem tanto, quando vejo a minha alma.
A minha alma não envelhece...
Fico olhando pra mim e digo/penso assim: vê se cresce!
A.J. Cardiais imagem: a.j. cardiais
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Poeta
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Reconheça, pelo menos uma vez você foi feliz Se hoje sobra escassez Foi você quem assim quis Estávamos tão bem Tudo parecia tão lindo Mas você sonhou além Sem estar dormindo Confiou no sonho Mais do que na realidade Despertar medonho Inevitável fatalidade Nossa imagem no espelho Ninguém mais imaginou Nossa história de joelho Nunca mais se levantou Nunca mais me levantei Quanto a você, não sei
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Poeta
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