Poemas infantiles :  Hadita bella
Hadita bella, cordial, esquiva
hadita linda, preciosa, altiva,
la fuente llevas del sol naciente
y distribuyes como simiente
toda su luz folicular
a todo el orbe carbuncular.

Befana sabia, de cien mil galas;
Befana alegre que nos regalas
los albos sueños de navidad
asiste al mundo con tu verdad
y siendo amable, siendo translúcida,
dona los polvos de tu alma lúcida.

Besola tierna, tan compasiva,
Besola dulce, tan comprensiva
tal como un ángel de alma florida,
enseña al hombre porqué la vida
se nos regala como manjar
y aprenderemos tal vez a amar.

Queridas hadas tan amorosas
¿por qué se esconden muy caprichosas?
-Es porque somos tan sensitivas,
y delicadas y llamativas
que si nos miran con malos ojos
nos deshacemos en los abrojos.

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Poeta

Poemas infantiles :  Deu barata na peça (ou um show de improviso)
Dizem que quem tem medo de barata,
sente a presença dessa .... ingrata,
antes de qualquer pessoa.
Mas não é um medinho à toa,
é um medo incrível.
Parece que uma pequena barata,
(que qualquer criança mata)
se transforma num monstro horrível.
E tem um ator, que sente pavor.
Quando vai começar a peça, o ator
(o que sente pavor)
grita: aqui tem uma barata!

Os outros atores ficam sem entender nada,
com cara de interrogação...
Aí o ator (o que sente pavor)
pergunta: vocês não estão sentindo o fedor dela?
(as atrizes se cheiram, cheiram uma às outras) e respondem: não!
Daí o ator (o que sente pavor) diz: mas eu sinto...
Ela está por aí me olhando...
Só está esperado eu me descuidar
para pular em cima de mim,
com seu cheiro ruim.

Olhando para as atrizes e para a plateia,
pergunta: vocês não sentem medo?
Uma – Eu sinto, mas não é tanto.
Outra – Eu sinto é nojo... (e faz cara de nojo)
Outra – Eu também sinto é nojo...
O ator, que sente pavor, então diz: vocês têm sorte..
Para mim barata é a morte.
Se ela me tocar,
o mundo vai desabar...
Uma das atrizes fala: nossa, mas que tragédia...
Por falar em tragédia, e a nossa peça?
Quando é que começa?
O ator, que sente pavor, responde:
A peça... A peça...
A peça é essa barata, que está me pregando uma peça!
E antes que algo me aconteça,
eu vou gritar, para que ela apareça:
Apareça logo, sua barata fedorenta!
Eu já senti sua presença!

Então alguém joga uma bola de papel no palco,
e uma das atrizes grita: olhe ela aí!
E todos saem correndo...
A plateia não fica entendendo,
mas acaba aplaudindo,
em vez de vaiando.

A.J. Cardiais
10.05.2016
Poeta

Poemas infantiles :  Profissão de criança
Criança adora ser herói...
E quer ser tanta coisa
que até dói.

Quer ser bombeiro,
policial, delegado,
médico, dentista,
engenheiro, advogado...

Se vai ao circo,
quer ser um trapezista.
Se gosta de algum ator,
quer ser um artista...

Nem falo em jogador,
porque todos querem jogar.
Um quer ser cantor,
porque gosta de cantar.

Se pega um trem,
logo quer ser maquinista.
Quando vê um caminhão,
sonha em ser motorista
e viajar por este mundão...
E assim segue a criança
sempre mudando de profissão.

A.J. Cardiais
02.05.2012
Poeta

Poemas infantiles :  Para Mudar a Cara do Dia
É sempre bom dizer bom dia,
mesmo estando chovendo.
Assim o dia acaba ouvindo,
e não ficará entendendo...

Aí o dia fica pensando:
como é que estou chovendo,
e este povo está gostando?
Não estou acreditando
no que estou escutando...

Agora eu vou mandar é sol!
Quero ver esse povo
ficar é reclamando.
Quando eu tento agradar,
o povo fica me xingando!

Agora eu vou é pirraçar...
Vou fazer de tudo
só para contrariar.

A.J. Cardiais
02/10/2012
Poeta

Poemas infantiles :  Observações Pueris - II
Uma criancinha
que nunca tinha
visto uma galinha,
corre gritando a mãe...

Ela diz, esbaforida:
minha mãe,
venha ver um bicho
que você nunca viu
na sua vida!

A.J. Cardiais
13/02/2013
Poeta

Poemas infantiles :  Observações pueris
A água da roupa lavada,
pinga em um plástico
e faz zoada.

Uma criancinha
fica observando,
admirada...

Ela deve estar se perguntando:
como está caindo água,
se não está chovendo?

A.J. Cardiais
13.02.2013
Poeta

Poemas infantiles :  Dulce respuesta
Dulce respuesta
Alegrías y carcajadas por doquier
globos de muchos colores
adornan la fiesta,
la piñata
colgada es dulce respuesta
que los niños desean,
y quieren romper.

En la mesa han colocado
un rico pastel,
con figuras de muñequitos
y música de concierto.
Juegos y regalos
a granel,
con los amiguitos me divierto.
Tomando jugos y refrescos
disfruto del momento aquel.

Es un día especial
celebrado una vez al año;
mis padres
su mejor esfuerzo han dado,
con grandes regalos
ellos me han colmado.
Inolvidable
ha sido mi cumpleaños.

Julio Medina
18 de septiembre del 2016



Poeta

Poemas infantiles :  A MINHA CADELINHA AGORA CANTA
A minha cadelinha agora canta, canta, canta lindamente
Béu béu rebebéu rebebéu
Ela encontrou um lindo cão e agora anda toda contente
Pois que ele lhe prometeu que um dia a levaria ao céu

Passa os dias inteiros a se fazer linda ao espelho cá em casa
Béu béu rebebéu, rebebéu
Cantando ao mesmo tempo afinando a voz, simplesmente
A Callas ao lado dela era pouca coisa acreditem digo eu.

O seu amoroso hoje veio para a visitar ficou encantado
Aõ ão ão ão ão ão ão
Com um livro de poesia na pata, lindamente tratado
Remexendo o rabo, deu-o à cadelinha era poeta, o cão

Pegaram em duas velhas guitarras que as sempre guardei
Plim, plim plom plim plim plom plim
Os dois cantavam a e se acompanhavam muito bem
E eu embasbacado olhava e ouvia, nunca vi uma coisa assim

Acabaram a festa, pata na pata, foram para o campo passear
Bléu, bléu bléu, ão, ão, ão
Pela estrada fora sempre cantando, sempre correndo e a saltar
Cantando canções que ele tinha escrito para o seu coração

A. da fonseca
Poeta

Poemas infantiles :  QUE SE JULGUEM OS CULPADOS
Quatro mil mortos
Sessenta mil feridos
Esse senhor não tem remorsos
De tantos jovens perdidos.

É a ambição do Imperialismo
Conquistar sem olhar a meios.
E neste infeliz realismo
Porquê há Países alheios?

Estes mortos e feridos
Todos jovens americanos
Mas quantos desaparecidos
Nestes últimos cinco anos?

Milhares de dólares desperdiçados
Centenas de familias enlutadas
Órfãos que ficam sós, abandonados
Ficando com as explosões das granadas.

Espero que esta barbaridade acabe
E quando a agressão tenha acabado
É ao povo do mundo que a missão cabe
De não deixar passar estes crimes em julgado.

A. da fonseca
Poeta

Poemas infantiles :  A LUA E O SOL
-Bom dia, quentinho Sol!
-Boa noite linda Luasinha!
O Sol acabava de se levantar, ainda esfregando os olhos, procurando forças para o intenso dia de trabalho que ia começar.
A Lua tinha acabado a sua tarefa e lá se ia deitar. Sim por que o Sol e a Lua, trabalhavam por turnos, o Sol, trabalhava de dia e a Lua de noite.
Entretanto eles tinham ainda alguns minutinhos para falarem e saberem novidades.
-Então como passas-te a noite, Luasinha?
- Bem!... Sabes bem que sou muito vaidosa!? Sabes porquê?
Por que durante a noite, muitos olhos me admiram.
Os meninos e as meninas admirando os meus grandes olhos e falando com os seus paisinhos em os questionando sobre mim.
E depois... e depois há os poetas! É giro de os ver de papel e caneta na mão, coçando a cabeça, escrevendo coisinhas de amor. Ai... como eu fico toda vaidosa!
O Sol ouvia a Lua se gabar da sua noite e estava triste.
-Ò Sol... parece-me que estás triste, o que tens?
o Sol olhou a Lua, fechou os olhos de tristeza e disse:
-Pois é! Para ti todos olham e eu que passo os dias de inverno para os aquecer, a Primavera para fazer desabrochar as flores e no verão fazer bronzear as meninas e as senhoras, que depois andam todas vaidosas do seu bronzeado, para mim... para mim... ninguém olha e encontram como desculpa que eu lhes faço mal aos olhos, mas que ingratidão!
A Lua escutava com atenção e ao mesmo tempo com o coração magoado, ela que pensava que dava amor para todos e para o Sol ninguém olhava, é ingrato, todos temos nossos deveres e devemos ser olhados da mesma maneira.
-Até amanhã quentinho Sol!
-Até amanhã Luazinha!

A. da fonseca
Poeta