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¿Adónde llevas mi amor cuando sales? ¿Qué haces con él, si otros murmuran palabras de las que ya sabes? Solo quiero cuidarte de esos males; esos ojos codiciosos por tus encantos deliran.
¡Oye! No voltees a mirarlos, o caerás de bruces en sus mal intencionadas garras; y después… ¡Y después será difícil soltar amarras!
A todos esos remos astillas le han salido, serán tiempos difíciles para ti, cada vez que con ellas te hinques, te acordarás de mí.
Y yo estaré aquí al pie de tu ventana contemplando el paso de tu andar equivocado, persistente, seguido; y te preguntarás ¿por qué tanto vigilo? ¡Y querrás saber cuánto te he volteado! Pero nada te diré… No quiero que sepas como ni porque mi amor extravió las alas, sino la razón de haberse por ti desvivido.
Julio Medina 30 de agosto del 2015
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Poeta
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Encontré la manera de mantenerte fuera de mi memoria, y es la razón por la que me alejo confiado hacia la salida de esta historia.
Ya sé como puedo olvidarte sin sentirme comprometido con tu aflicción; de esta confidencia nunca te diré, porque también estuve pasando por la misma situación.
Nada llevo de ti, ni una pizca de tu miserable recuerdo, devolví la pócima que me diste, la envié hacia tu propia causa para que así jamás me halles.
Y aunque vengas con detalles jurándome que todo olvidas desde el pasado al presente, o una mil veces implores y otras mil perdón me pidas, no serán argumentos suficientes para sanar tus errores.
Julio Medina 20 de septiembre del 2014
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Poeta
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De todo me acusas… ¡Hasta de fallas injustas! Y eso mismo reclamo de ti; tus motivos adversos forman la secuela del camino que yo nunca construí, hasta aquí llegaron las excusas ya ni quiero acordarme de la escena pintada en acuarela porque mancilla el lienzo aislado y descolora el alma gemela. Con inservible pretexto me atentas; ese indigno deseo no parece tener fin… No riegues hastío; ese mal pernicioso contagia a un corazón que no se siente ser ruin.
Julio Medina 4 de septiembre del 2016
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Poeta
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O Sol anda tão frio Que até arrefece os pólos O Oceano não é que um rio Onde navegavam os tolos.
A Lua anda tão escura Que só brilha de dia E eu andei à procura Na minha algibeira vazia.
De alguns euros perdidos Nem sequer um encontrei, Não há crise para os bandidos E eu nunca nada roubei.
Aproveitam-se da crise Que eles mesmo criaram Se tivermos um deslize Nossos sonhos acabaram.
Não temos nada de jeito Não há mais Sol nem Lua. Apenas guardamos o direito De um dia dormir na rua
A. da fonseca
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Poeta
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Quando o planeta Terra foi formado Não havia que uma bela montanha Imponente desconhecendo o pecado Deixando sair o calor das suas entranhas.
Montanha essa, formada de ser humanos. Todos de mãos dadas, nos lábios um sorriso. Prometeram que assim seria ao longo dos anos, E que a terra não seria que um lindo Paraíso.
Assim essa montanha foi vivendo, feliz Não havia que amor, coração bem quente Mas pouco a pouco foi apodrecendo a raiz, Pouca a pouco esse Paraíso acabou demente.
Veio o Sol que tentou lhe dar nova vida Mas ficou triste tudo fez, mas foi enganado. A Lua entre essa demência ficou perdida, Pois que o coração da montanha , está gelado.
A. da fonseca
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Poeta
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Imagem, invisivel, intransparente, no sublime piscar.
Brancas brumas, caem solitárias.
Te invento, fecho os olhos vejo-te.
Imagem, luzes ofuscantes de um magnetismos sem igual.
Vagas dentro da mente, em passos lentos envolventes.
Palavras soltas no ar, levadas ão vento, oiço-te.
Em cada pássaro vejo-te sobrevoar em canticos sublimes.
Imagem volátil, que vem como ondas envoltas em nuvens azuis,
Prendo-te ão azul da alvorada onde dormes mansamente.
Seu leito, habita em minha mente te refaço, como ventos.
E nas verdejantes montanhas... levo-te plenamente no livre voar dos pensamentos.
Embalando-te em meu coração, como criança!
Ltslima.
02.08.216
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Poeta
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A calçada da rua onde tu moras Está molhada pelas lágrimas Caídas das nuvens das tuas ilusões. Talvez lágrimas de arrependimento Pois sabes bem como eu sou ciumento. Creio que somos dois seres desencontrados Dois amores desalinhavados Como se fossem dois amores diferentes. Esqueces-te os momentos esplendorosos Em que nosso amor era Rei, Rei de esperança Rei de emoções, Príncipe dos nossos lençóis Que voavam em remoinho Quando se uniam os nossos corações Nossos lábios em desalinho Tais voltas e reviravoltas Loucura do desejo de nossos corpos. E tu tudo esqueces-te. Hoje choras e eu estou esperando Que te lembres do mar de rosas Que o nosso quarto enfeitavam Que a fragrância do seu perfume Os nossos corpos inundavam Perfumando o meu ciume.
A. da fonseca
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Poeta
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Eu tenho ciúmes Dos teus poemas Que para mim não escreves Tenho ciúmes Das prosas poéticas Cheias de amor Como a flor Cheia de perfume Para mim herméticas Mas que fazer? Sim, eu vou escrever Para te dizer Que te amo a morrer. Sim meu amor, Sinto-me abandonado Coração mal amado Não é sedutor.
A. da fonseca
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Poeta
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Saberei eu quando a descriminação acabará? Saberei eu quando a igualdade, essa, chegará? Não sou jovem, não tenho muito tempo para ver Mas gostaria de a ver chegar enquanto eu viver.
Sei que é tão difícil enquanto houver egoísmo Enquanto só o eu conta., o resto é só cinismo, Senão porquê se ser alguém que é bem apreciado De repente muda e o simpático é desprezado.
Porquê se vive num mundo onde é só amor E de repente tudo muda, tudo é frio, sem calor. Porquê há tantos beijinhos e tantos abraços Porquê a corda acaba por quebrar os laços.
Porquê passávamos na rua, e havia sorrisos, Porquê nessa mesma rua hoje só há granizo? Porque deixou de haver a bela convivência Que nos meus tempos havia, talvez por inocência.
A. da fonseca
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Poeta
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Estou farto de tudo farto de nada, não sei o que sinto. Nada é verdadeiro, tudo é mito, todo o Mundo é falso. O que hoje é verdade, amanhã é fantasia, ou eu minto? Estamos todos condenados a ser expostos no cadafalso.
Estamos, condenados a viver sem sorrir, a viver tristes Passo nas ruas, nos bairros das cidades, a vida é cimento. Mesmo as pedras da calçada já não choram, nada existe Que nos dê esperança, que nos dê amor, vida em lamento
Os olhos não brilham, só em alguns ainda felizes Os lábios dão beijos cheios de saudades de outros tempos As folhas caiem, é o outono da vida que nos fere as raízes Que nos deixam mais fracos, na alma e nos sentimentos.
Quanto eu gostaria que tudo o que escrevo, fosse pesadelo Que eu acordasse para a realidade e dissesse; ah , bom, sonhei Mas não é sonho mas sim pesadelo por viver sempre em duelo Com a incerteza, sabendo que a vida é cega e cheia de desdém
A. da fonseca
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Poeta
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