Sonetos :  Como puedo decirte
¡Cómo puedo decirte que no te amo
que llegado el momento podrás irte!
¡Cómo puedo decirte sin herirte
que se murió la rosa de aquel ramo!

Lágrimas dentro de mi alma derramo
que no dejan al desamor sentirte,
solo quiero con mi dolor decirte
que olvides para siempre mi reclamo.

¡Cómo te puedo decir sin mentir
que fue tu abandono y la indiferencia
las que nos dejaron sin el amor!

¡Cómo amarte si dejó de existir!
¡Cómo puedo decirte que es la ausencia
causante de tu pena y tu dolor!

Julio Medina
24 de julio del 2010
Poeta

Sonetos :  Caldo d' ontem à noite
Caldo d'ontem à noite


Concedo-me um tempo inútil
sempre que cedo ao pesar
de ter tomado por fútil
o tempo que vi passar.

Se passou, já é passado,
já não se pesa em arráteis,
do vinho já entornado
só sobram olores voláteis:

Não embriagam nem matam
a sede que nos ficou
ou a vontade adiada.

Dos medos que nos empatam,
reste em paz o que finou,
que já nasce a madrugada...


Tita Nica





Poeta

Sonetos :  Linhas com que me coso
Linhas com que me coso

Por pressa de me coser
esqueci o alinhavo,
ai de mim, estou-me a ver,
não me vendo por um chavo!

Vou-me à feira e apregoo
a qualidade da chita,
boneca de trapos sou,
a bem dizer, bem catita...

Mas por dentro me desfaço,
fiz das tripas coração
e das linhas, embaraço...

E por fora, estico a linha,
sempre que a imaginação
em versos me faz rainha...


Tita Nica
Poeta

Sonetos :  ESPAÇO EM BRANCO*



Compreendi ausência como fonte de tristeza
A presença camuflada nas vozes de um vento
desvendam-se em expiação de um sentimento
Que deve ser exaurido, rápido e com certeza

A impropriedade justifica-se sem argumento
É insano sentir... É nadar contra a correnteza
Nada posso construir, nem dele tirar provento
lacuna deixada por ti, exercita minha destreza

Outras praias distinguir, outros clamores ouvir
Sem ter tão próximo o guardião a me proteger
Será minha nova meta, diferente porta a abrir

Caminhar solitária e uma alma louca a bramir
Segura o lápis... E o verso do peito a escorrer
Como sangue poético do meu profundo sentir



Poeta

Sonetos :  ÁGUA BARRENTA

ÁGUA BARRENTA

Lavadeira menina, na beira do rio...
Trouxa e sabão parecem tua sina
Logo pela manhã te aqueces do frio
Das rotinas esfregadas, lavadeira menina;

De sorte que o sertão de Pernambuco
Mais judia o sol que fascina
Volta os trapos quase enxuto
No balaio na cabeça da menina;

São dez irmãos e muita peça feminina
Na trilha que desconfia teus pés
A caminho do rio, lavadeira menina;

E voltas do trabalho árduo, como aguenta!
São muitas as tuas lavadas
Por causa desta água barrenta.

(soneto)

Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli
Dezembro de 2008 no dia 23
Village Itaquá

Poeta

Sonetos :  El TELEVISION
[img align=right]http://bp2.blogger.com/_A-alxqqGQ9Y/SJHd6fXi4UI/AAAAAAAAA4w/1LKniYzUj1o/s1600-h/Televisao_dos_anos_50.jpg[/img]




El TELEVISION
Es una caja de ILUSÃO
ES UN LABIRINTO
Es una detención

El TELEVISION
La muerte ESPALHA
El odio ESPALHA
Y la violencia

El TELEVISION
Transforma la mente
Y TRANTORNA
DEIXANDO hombres los pacientes

El TELEVISION
Es la reina del futuro
La más fantástica invención
Tales OBSCURO mundo ...




"Mantener que no tienen a nadie a tomar su corona"

APOCALIPSE 3:11



© JUNIOR SOUZA DA SILVA - OMNI - 2008
Poeta